História Paraisópolis (Romance Gay) - Capítulo 8


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Categorias Histórias Originais
Tags Amor Gay, Boyxboy, Gay, Gays, Glbt, Lgbt, Lgbtq, Romance, Romance Gay, Yaoi
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Palavras 1.627
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Já tenho a história toda concluída. São, ao todo, 43 capítulos, sendo 40 de história e 3 extras.

Passarei a postar diariamente, então a partir de amanhã teremos um capítulo novo todo dia.

Capítulo 8 - Intenções


Ao chegar na entrada de Paraisópolis juntamente a Tiago vejo Muralha conversando com alguns rapazes. Ao notar minha presença ele vem em minha direção e me cumprimenta.

-Carinha, que bom que voltou! – ele diz batendo em minha mão.

-Oi, Muralha. – digo sorrindo- O Caio tá ai?

-Caio? Saiu mas deve tá voltando daqui a pouquinho.

-Ah, que pena...acho melhor a gente voltar! –digo para Tiago fazendo bico.

-Não, não, não! Eu quero entrar! E você ouviu o cara, ele já volta. – Tiago insiste em continuar.

-Que cu, hein? –digo com raiva- Trouxe um amigo, tudo bem? – pergunto a Muralha.

-Se ele for de boa. – Muralha dá de ombros.

-Não se preocupe, Grandão...eu pratico o deboísmo. –Tiago parece debochar de Muralha.

Dou um tapa em Tiago. Muralha abre caminho para nossa passagem rindo baixinho.

-Valeu, Muralha. –digo.

Tiago parece esperar estarmos a uma certa distância de Muralha para fazer algum de seus comentários.

-Aquele cara é enorme! Já imaginou o tamanho do instrumento dele? –ele diz olhando para trás.

-Não! –digo em tom de repreensão porém estou rindo.

-A mulher dele deve ser toda esfolada.

-Meu amigo, tu só fala besteira! – digo rindo.

Depois de caminhar mais um pouco por Paraisópolis sinto uma mão pousar sobre meu ombro. Olho para o lado e vejo JP sorrindo para mim.

-Tá perdido? –ele pergunta.

-Oi! –dou um sorriso- Só tô mostrando a comunidade pro meu amigo aqui.

-Oiiiiiii. –Tiago dá um sorriso de orelha a orelha para JP.

-Eaí? –JP diz com um fio de voz.

Ao chegar na frente da casa de Caio paro um pouco e fico olhando para cima.

-Tá procurando alguma coisa? –Tiago me pergunta.

-Não.

Ao olhar pro lado vejo de longe as pessoas na pista abrindo caminho para que uma moto passe. Arrisco que seja Caio chegando.

-Tiago, por que você e o JP não continuam se mim? Eu tô meio cansado. Alcanço vocês depois. Pode ser? –digo para Tiago que parece gostar da ideia.

-Tá legal. –JP diz me olhando confuso.

Os dois começam a caminhar mais um pouco. Tiago se vira para mim e pisca o olho como se eu tivesse lhe fazendo um favor e depois volta a acompanhar JP.

Volto minha atenção a moto que para ao meu lado. O piloto tira o capacete e realmente era Caio. Ele me entrega um belo sorriso que como se fosse no automático retribuo.

-Decidiu voltar? – Caio sai de cima da moto e para em minha frente.

-Eu disse que planejava vir mais vezes.

-Que bom. –ele ainda sorri.

-O que houve com sua outra moto? – pergunto apontando para a moto que Caio pilotava. Ela não é a mesma de sábado.

-Você quebrou o retrovisor dela.

-Sim. Não quebrei a moto inteira.

-Eu decidi que era hora de me dar uma nova. –ele dá de ombros com um sorriso moleque no rosto- Vocês ricos não fazem isso? Trocam de celular quando a bateria acaba?

-Não exagera!

Ele novamente ri e passa por mim. O observo sobir as escadas para sua casa e então abre a porta ficando no meio dela.

-Você vem? – ele me pergunta e então adentra a casa.

 Subo as escadas e entro na casa de Caio. Ele não está lá quando passo pela porta mas logo aparece por outra porta.

-E então...a que devo a honra da sua visita? –ele pergunta se jogando no sofá. Os braços vão de encontro ao encosto.

-Trouxe um amigo.

-Sei...um amigo. – ele debocha- E onde tá esse seu amigo?

-Com o JP.

-E como é esse seu amigo?

-Pra quê quer saber?

-Calma, tá nervoso é? –Caio ri.

-Não. Só que eu tô aqui. Vim falar com você e você quer falar de coisas que não são importantes.

-Então admite que veio aqui só pra me ver e não por causa desse amigo? –Caio me olha como se sentisse um gostinho de vitória.

-Eu não vim te ver... –me defendo- na verdade, eu tava até pensando em te evitar um pouco.

-Me evitar? Por quê?

-Pelo que aconteceu ontem. –digo baixinho.

Caio ri alto.

-Para de rir! Eu fiquei com vergonha, tá bom? –digo olhando feio para Caio.

-Nossa...eu beijo tão mal assim? –Caio pergunta ainda rindo.

Não! Foi maravilhoso!

-Isso não vem ao caso. –digo com os braços cruzados.

-Relaxa, a gente só se beijou. – Caio se levanta do sofá e vai em direção a porta. Ele a fecha. – Não vou te pedir em casamento.

-Acontece que as pessoas não saem por ai beijando estranhos. Muito menos pessoas do mesmo sexo.

-Não te considero estranho.

-Sério? Você só sabe o meu nome. É claro que somos estranhos!

-Sei onde você mora também...não esquece disso. E eu é quem estou em menor parte aqui. Você sabe meu nome, o número do meu celular, sabe onde moro e conhece meus amigos.

-Essa conversa tá meio enrolada. Podemos voltar a parte em que você me beijou ontem? –digo olhando nos olhos de Caio mas logo desvio o olhar.

-É, eu te beijei sim!

-Por quê?

-Porque eu quis, ora! –Caio dá de ombro- Vai me dizer que tu não queria me beijar também? E não tente me convencer do contrário porque você deixou eu te beijar. Duas vezes! E se brincar beijo a terceira.

-Beija? –pergunto rindo.

-Beijo. –Caio me olha. Ele agora está sério.

Ele coloca o polegar em meu queixo e o sinto se aproximar do meu rosto. Novamente sua boca encontra a minha. Sinto o mesmo arrepio de ontem. O choque de quando Caio me toca. Infelizmente somos interrompidos por alguém batendo na porta.

-Vai embora! –Caio grita.

Alguém bate na porta novamente.

-Alex? – a voz de Tiago ecoa por trás da porta.

Caio bufa. Ele dá passos pesados até a porta e a abre.

-Vou te matar, Alex! Aquele JP é totalmente hetero porque... oh! – Tiago começa a falar mas se cala ao ver Caio na porta- Eu interrompi alguma coisa? – Tiago sorri maliciosamente.

Caio olha de Tiago para mim. De mim para Tiago. Posso ouvir seus pensamentos: ‘’ Quem diabos é esse cara?’’.

-Caio, esse é Tiago, meu amigo. –apresento Caio a Tiago.

Tiago parece segurar uma risada.

-Beleza? –Caio cumprimenta Tiago com um breve aceno com a cabeça.

-Eu tô ótimo! –Tiago sorri. Ele observa Caio dos pés à cabeça. Não gosto de sua reação – Então você é o Caio?

-Então, Ti. Já conheceu Paraisópolis, o JP e o Caio. Já podemos ir embora. –digo indo até a porta.

-Já? Eu nem conversei um pouco com o Caio!

-É. –Caio se junta a Tiago- Fiquem mais um pouco. Eu não sei fazer café mas tem cerveja na geladeira.

-Que maravilha! –Tiago diz entrando.

-Agradecemos o contive mas nós temos que ir. – digo puxando Tiago pelo cotovelo para fora da casa de Caio. Eu realmente não estava confortável com aquela situação.

-Calma aê! –Caio segura o meu braço- Vamos ao menos igualar as coisas entre nós. Me dá teu número.

-Pra quê?

-Ora, pra te ligar. Duuuh! – Tiago diz atrás de mim.

-Gosto do seu amigo. – Caio diz sorrindo. Ele me entrega seu celular.

Pego o aparelho e salvo meu número nele rapidamente. Entrego o celular a Caio que continua a sorrir.

-Eu vou tá aqui se decidir voltar...me fazer uma visitinha. – Caio pisca para mim.

Ouço Tiago rindo atrás de mim.

-Obrigado pelo convite. Vou pensar tá? –dizendo isso desço as escadas

-Pensa com carinho! –Caio grita lá de cima.

Olho para ele que está com um sorrio largo no rosto. O idiota estava brincando com a minha cabeça.

-Por que a gente tá indo embora? Eu queria conhecer o Caio. –Tiago me pergunta.

-E conheceu. –digo seco.

-Tá com ciúmes? –Tiago ri –Deixa de ser tolo.

-Tiago, cala a boca, por favor!

-Nossa, você devia voltar lá e tirar um pouco desse seu estresse todo.

-E como voltar iria me desestressar?

-O bonitão lá tá com a maior cara de quem quer foder com você.

Empaco imediatamente. Aquilo desceu quadrado em meu ouvido.

-Sério que você acha isso? –pergunto.

-Totalmente. Agora que ele tem seu número não deve demorar muito pra te ligar e te chamar para uma visitinha no meio da noite para te jogar encima da cama dele.

-Não fala besteira.

-Pode anotar: em uma semana você vai virar homem.

***

De longe observo o rapazinho e seu amigo descerem a rua em direção a suas vidas em um mundo diferente do daqui. O Sol estava se pondo e iluminava metade da ruazinha de pedra. Quando os dois finalmente somem entro em casa. Passo as mãos nos cabelos e me sento no sofá. Se não fosse por aquele tal de Tiago o Alex ainda estaria aqui. O que estaríamos fazendo? Bem, eu não posso afirmar nada, mas, acho que seria algo muito legal.

Já fiquei com garotas e também já transei com algumas delas. Nunca estive com um cara antes e já de algum tempo pra cá comecei a ter curiosidade sobre como seria estar com alguém do mesmo sexo que o meu. Só me faltava aparecer a pessoa certa. Eis que me surge Alex com todo o seu jeito. Não precisei de muito raciocínio para me tocar da fruta que ele gostava. Sem enrolação nenhuma tratei de preparar o terreno. Agora que Alex tá na minha falta pouco para que eu chegue no seu pote de ouro. Meu carinha aqui embaixo pulsa com a ideia.

O que eu faria depois? Bem, se eu curtisse eu poderia chamar o carinha pra se divertir mais um pouco. Não passaria disso. Relacionamento na certa não é comigo! Se eu não consegui? Acabo de encontrar uma válvula de escape: Tiago, que anda com um rótulo escrito ‘’GAY’’. Esse daí não pensaria duas vezes antes de dar o cu para mim.

 

 

 

 

 

 



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