História Paralelo Líquido - Capítulo 12


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga
Tags Naruhina, Novela, Revolução Naruhina, Romance
Visualizações 1.220
Palavras 4.723
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


estou postando no cinema kkkkkkkkkk responderei os comentários de vocês asssim que possível!!!

Capítulo 12 - O Sussurro


Na escuridão daquele banheiro, suas línguas se afagavam sem delicadeza alguma. Era paixão. Era mágoa, mas também era saudade. Era amor.

 O cheiro dele se espalhava sobre ela, entorpecendo-a. Seus lábios desceram por seu pescoço, beijando e mordendo-a. Ele acariciou seu rosto, temendo que aquilo fosse um sonho ou uma terrível alucinação. Mas não era. Era real, e como.

Naruto beijou sua face devagar, parando a centímetros de seu rosto. Ela ofegava, nervosa e ansiosa.

— Naruto... — sua voz vacilou, já arrependida.

— Shhhh... — ele pousou o indicador sobre seus lábios. — Não diz nada. Não quero nada de você. 

Eles sussurravam na total escuridão.

— Não acredito em você.

— Eu sei. — ele beijou suas mãos — Não tem problema, Hina. Eu vou te provar.

— Vai me provar? O quê?

— Você vai ver. Eu só queria que você soubesse que eu te amo, te amo muito. — ele beijou seu rosto mais uma vez. — Precisei te perder de novo pra finalmente me dar conta disso.

— Por que está dizendo isso agora? — ela sentiu seus olhos encherem d'água.

— Só me deixa dizer, tá legal? — ele limpou a garganta — Você estava certa. O tempo inteiro. Você não merece um homem pela metade. E eu fui egoísta, sim. Agi como um idiota. Me desculpa. 

Ela o abraçou, chorando como uma criança.

— Tá tudo bem... você não tem culpa.

— Mas porque você me deixou daquele jeito? — Naruto apertou o corpo dela contra o seu, agoniado — Porque não disse nada? — ele carregava uma mágoa terrível na voz — Você simplesmente se foi...

— Eu não podia dizer mais nada.

— Você podia.  — ele segurou o rosto dela em frente ao seu — Ainda pode. Estou aqui.

— Não tenho nada pra dizer.

— Algo aconteceu. Eu sei que aconteceu. Eu duvido muito que você tenha ido embora do trailer, simplesmente por ir.

Hinata mordeu o lábio, tentando controlar seu coração. 

—  Eu não me lembrei de nada, na hora. — mentiu — Muito menos de você me pedindo pra ficar. Eu acordei e sai. Foi só isso.

— É mentira. — e, sem se dar conta, ele já estava chorando também — Essa não é você. Você jamais iria assim, depois de tudo que sentimos. 

— Eu não senti nada.

— Você está me magoando.

— Você está se magoando. — e, aquilo doeu muito mais nela do que ele — Tem que esquecer.

— Você sentiu. Eu senti. — ele olhava diretamente em seus olhos — Naquele momento, foi como se nos tornássemos um só. Eu e você. Por que não está me contando a verdade?

— Por que está tão obcecado por isso? Foi uma noite qualquer. — disse ela, tentando crer em suas próprias palavras. 

— Se tivesse sido uma noite qualquer, você não teria fugido com outro só pra não me contar sobre.

— Eu não podia mais ficar ali. Será que você não entende, seu idiota?

— Por que não podia? Por que você fez aquilo comigo, Hinata? Você não sabe o que eu passei, sozinho naquele lugar... sem você. 

— Se eu tivesse ficado ali por mais um minuto, teria desistido de tudo. De ir embora. De te deixar. Eu perderia a coragem só de olhar nos seus olhos. — ela bateu em seu peito, frustrada.

— Hinata... — ele segurou seu pulso.

— Você não entendeu ainda, Naruto? — ela deixou de sussurrar, exaltada — Eu não posso mais ficar perto de você. Senão, não vou conseguir.

— Conseguir o que?

— Te esquecer.

— Eu não quero que esqueça.

E então, ele a beijou. Hinata o empurrou a princípio, mas sua resistência não durou por muito mais que cinco segundos. Sua língua era capaz de desarmá-la mais rapidamente do que qualquer outra coisa.

Somente ele possuía aquele poder sobre ela. De colocar seu corpo em chamas, com apenas um toque. Um cheiro. Um olhar. Seus lábios desceram sobre o corpo dela, beijando-lhe desde o rosto banhado em lágrimas até a curvatura de sua clavícula. Ela puxou seus cabelos, em um pedido mútuo para que ele descesse um pouco mais.

Com a mão, Naruto apalpou com firmeza seu seio, fazendo-a arfar. Em um único movimento, ele tratou de afastar as alças de sua camisola. Quando sua língua alcançou o mamilo rosado, Hinata mordeu seu lábio inferior, repreendendo um gemido. Ele sugava e mordiscava, viajando na sensação de fazer aquilo novamente. Com a mão esquerda, ele apertou suas coxas, abrindo suas pernas em um movimento brusco. Ela arquejou ao sentir os dedos dele a violarem, firmes e sedentos. Com o polegar, passou a estimular seu clítoris, o que a fez soltar um gemido fraco.

— Você já está apertadinha de novo. — sussurrou — Ele não dá conta, Hinata?

— É claro que dá. Melhor do que você.

Aquilo o inflamou, o que o fez puxá-la até a mesma estar apoiada em frente à pia, com o bumbum empinado para trás.

— Ele te faz gemer assim?

Naruto estocou seus dedos dentro dela com força, fazendo-a deixar escapar um gemido — quase alto demais.

— Prepotente.

— Prepotente? — ele mordeu sua cartilagem de leve, o que a fez tremer por inteiro. — Você está até piscando pra mim, Hinata. — sussurrou, segurando firme à sua cintura, fazendo-a roçar rente ao seu quadril. — Você está sentindo? — ele riu baixinho — O quanto ele tá duro? Doido pra entrar em você?

— Naruto... — ela choramingou, sentindo o membro roçar em sua entrada ainda por baixo daquele pano fininho.

Ele puxou seus cabelos, fazendo-a mirar o espelho à sua frente. Estava escuro, mas ela ainda conseguia vislumbrar duas silhuetas ali. O brilho dos olhos dele era inconfundível, até mesmo na mais completa escuridão.

— Tá vendo esse rosto? — ele a puxou pelo maxilar — O rosto de uma safada?

— Eu não sou...

— Ah, você é. Muito safada. — ele puxou seu membro para fora, roçando-o ainda entre suas nádegas. — Tá sentindo? Ele tá quente, não tá?

Ela não resistiu ao impulso e levou a mão até seu membro, apertando-o de leve, fazendo-o soltar um rosnado em aprovação. 

— Sim...

— Abre direito essas pernas. — ele ordenou — Eu vou te comer agora e se você fizer um barulho sequer, eu vou te comer ainda mais rápido e te fazer gemer ainda mais alto. Todo mundo vai acordar e ver o quanto você é safada e o quanto eu não tô valendo nada. Entendeu?

— T-tá bom...

— Tá bom o que? — ele puxou seus cabelos ainda mais.

— Eu prometo que não vou fazer barulho...

Quando ele afastou sua calcinha — sem um pingo de delicadeza, diga-se de passagem — e antes mesmo dela poder entender o que estava por vir, Hinata pôde senti-lo começar a lhe invadir. 

Naruto parou por um momento, tentando normalizar sua própria respiração. Sua mão direita passeou pelas costas dela devagar, até se cravar em seu ombro. Com a outra, ele a puxou pela cintura para trazê-la totalmente sobre seu membro. Ela vacilou para trás, mas ele a amparou, encostando-se ainda mais contra a pia.

Devagar, ele começou a se mexer dentro dela. Quase que com cuidado. Ela ofegava, mordendo seu próprio braço para repreender seus gemidos. Naruto fechou os braços em seu corpo, trazendo-a para perto. Ele estocou forte dentro dela, fazendo-a choramingar.

— Ele faz isso melhor?

— Faz.

— É mesmo? — ele aumentou a velocidade de seus movimentos, o que a fez gemer alto.

— Não, por favor... — ela engoliu em seco — eu não vou conseguir ficar... ficar quieta.

— Você está me deixando tão puto, sabia? — ele continuou a meter sem parar, mordendo seu ombro de leve.

Ela grunhiu, apoiando a mão no espelho. Seu corpo inteiro tremia, em êxtase. Hinata choramingou. Ele percebeu que ela estava prestes a desistir de se segurar, e então tapou sua boca com a mão. Seus lábios subiram pela nuca dela, depositando beijos e mordidas por todo seu pescoço.

Ela tinha os olhos revirados e o coração acelerado, tomado pela adrenalina. Com Naruto, era assim. Hinata mal percebia o que estavam prestes a fazer até chegarem naquele ponto. Aquilo era loucura. A qualquer momento, alguém poderia pegá-los ali. E, naquele instante, Hinata quase desejou isso. Que Konan aparecesse ali, os flagrasse e desse o maior chilique. Naruto finalmente seria todo e sempre seu.

Mas, ela sabia que as coisas não eram simples assim. Pelo menos, naquele instante,  Hinata não precisaria se preocupar com nada. Tudo que ela mais queria era gozar — e gozar muito com ele. Ela o tinha. Mesmo que ali, no escuro e às escondidas. Em seu coração, ele sempre seria seu.

A mão de Naruto desceu aos poucos quando ele diminuiu a velocidade de seus movimentos. Era possível pra ela sentir o suor escorrendo por suas costas.

— Eu senti a sua falta.

— Sentiu, foi? — ele buscou por sua boca, mordendo seu lábio inferior.

— Todos os dias. — ela passou a língua para dentro da boca dele, sedenta. Ele sorriu, beijando-a e voltando a meter ainda mais rápido. O barulho de suas peles se chocando era sensual e ainda mais instigante.

Hinata puxou-o pela nuca, mas em certo ponto, perdeu suas forças para beijá-lo. Suas pernas tornaram a tremer e sua intimidade a contrair nele. Ela sequer precisou dizer algo. Ele tapou sua boca novamente, metendo nela sem parar. Com força. Forte e rápido. Em silêncio, ela estremeceu, quase tombando por cima da pia. Hinata atingiu o ápice, ofegante e em silêncio. Ele abriu os olhos dela com seus polegares, forçando o contato visual.

—  Seu corpo pertence ao meu, Hinata... — sussurrou — só ao meu.

Naruto saiu de dentro dela que ajoelhou à sua frente, ainda perdida naquele êxtase. Hinata não precisou de muito; sua língua o fez gozar em poucos instantes, pois ele já se encontrava em seu limite. Mesmo depois do ápice, ela abocanhou sua glande, bebendo de todo seu gozo até a última gota.

Ofegante e devagar, ela se levantou, ainda entorpecida demais para pensar em qualquer outra coisa.

Hinata mirou o espelho, sem saber o que pensar. Havia arruinado tudo, mais uma vez. Quando aquilo havia se tornado tão típico? Logo, ele pode perceber seus ombros encolherem. Naruto a envolveu por trás, sabendo bem o que estava por vir.

— Por que fez isso? — ela apoiou sobre a pia, sentindo as lágrimas correrem sobre seu rosto mais uma vez. — Eu já disse... nós não vamos...

— Tá tudo bem. — ele puxou seu rosto, virando-a — Olha pra mim. Não chora. — Naruto mirou diretamente em seus olhos —  Eu não quero nada com você.

— O que você está dizendo? — ela soluçou — Nós dois... 

— Não vou procurar por você enquanto eu estiver com ela. E quando finalmente for só eu, eu vou estar pronto pra ser seu. 

— O que isso quer dizer?

— Que eu te amo. E, que da próxima vez que te encontrar, eu serei seu. Só seu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

•••

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A ruiva sorriu para o segurança do shopping, passando apressada pela porta automática. Não foi preciso caminhar muito; logo, já havia dado de cara com ela, entretida em uma vitrine de sapatos.

— E aí, testa. — sorriu.

— Você demorou. — ela revirou os olhos, mas sorriu.

— Faz tempo que nós duas não ficamos juntinhas, assim. — ela entrelaçou o braço no seu — O que quer fazer primeiro? Comprar? Comer? Gastar com supérfluos?

Ela sorriu.

— Primeiro, eu quero falar com você.

— Falar? Hum, tudo bem. Vamos tomar um descafeinado. — ela a puxou — Vem.

As duas sentaram em uma das várias mesas do Starbucks e não demoraram em fazer seus pedidos. Dois descafeinados e meia dúzia de rosquinhas. Logo, seus pedidos estavam à mesa.

— Você está bonita hoje, Karin.

— São os hormônios. Não vou negar, adoro. Transei muito ontem.

— Eu também.

Ela engasgou.

— Com quem? O quê?! Você transa?

— Claro que sim! Quem pensa que eu sou?

— Eu achava que você só cozinhava os caras, mas nunca partia pro ato. Me conta! Quem foi? Quando? Onde?

— Ontem à noite. Karin... — ela suspirou e deu um gole no café — eu dei pro Sasuke.

— Você o que? — ela engasgou de vez, cuspindo a rosquinha que havia acabado de botar pra dentro da boca. — Sakura!

— Meu Deus. Calma. Você está gorfando. — ela lhe limpou com o guardanapo.

— Desde quando vocês dois...?

— Desde ontem. Olha, eu juro que não esperava...

— Me chamou aqui, só pra me contar isso?

— Sim... olha... eu sei que você amou muito ele, e sei que ele era um idiota com você, mas ontem à noite aconteceu um monte de coisas comigo, e...

— Sakura. — ela alcançou sua mão — Tá tudo bem. Não precisa me explicar nada. Eu não tô com raiva.

— Mas eu...

— Você o ama desde criança.

Ela corou.

— Como sabe disso?

— Esteve na sua cara o tempo todo. Só você mesma não sabia disso. — ela sorriu — Eu amei muito ele, mas não deu certo. Ainda o amo, mas como parte da família. Assim como amo você. Eu e ele somos totalmente opostos. Já passou. E eu jamais iria te recriminar por isso.

Sakura sorriu, mexendo em seu café. Ela não saberia transpor em palavras o que estava sentindo, naquele momento.

— Eu te amo.

— Eu também te amo. Mas se ele te fizer sofrer, pode ter certeza de que eu vou acabar com ele.

— Vai me dar colinho também?

— Sempre vou te dar colinho.

Karin riu e, virou pro lado. Mesmo de relance, ela pode reconhecer imediatamente aquela silhueta familiar, a quinze passos de distância.

— Hinata! — gritou.

Sakura virou imediatamente, seguindo o olhar da ruiva. Hinata virou, reconhecendo-as. Era possível ver Boruto em seu colo. Logo, mais uma cadeira havia sido puxada na mesa das duas.

— Vocês nem me chamam pra esses rolezinhos, né? — riu.

— Claro que não! — Sakura a beijou — Agora que você está se tornando uma estrela noturna das boates, passa o dia inteiro dormindo. Nem dá pra chamar.

— Resolvi tirar uma folga. — riu, dando de ombros, entregando Bolt para Karin. — Vim dar uma volta com o grudinho.

— Gente, como você aguenta? Ele está imenso. E pesado! — ela sorriu, passando a mão por seus cabelos — Tão lindinho... nem parece que saiu de uma bicha tão feia.

— Se toca, garota. 

— Ele é tão bonitinho. — a rosada sorriu, admirando-o também. Logo, Boruto já estava acordado de novo, devido à tanto alvoroço. 

— Tá com fome, filho? — Hinata roubou uma das rosquinhas pra si.

— Tô. — ele se espreguiçou — Quero mamar.

— Só em casa. — ela riu, bocejando. — Não quer hambúrguer?

— Quero! — ele riu, sentando melhor no colo de Karin que ficou hipnotizada com aquele sorriso. "Idêntico ao dele" ela sorriu, mas muito desconfortável.

Ele era a semelhança viva de Naruto. Só ali, por causa daquele sorriso, sua ficha caiu. Ela sempre havia achado-o parecido com seu irmão, mas ali, aquilo foi tão estranho. Seu coração se apertou. Karin não sabia tudo sobre o que havia acontecido à Hinata, mas, sabia alguns detalhes e que ela não conhecia o pai daquela criança.

A ruiva havia deixado de acompanhar o diálogo entre Hinata e Sakura a muito tempo, simplesmente pensando em qual seria a probabilidade, em milhões, de Naruto se encaixar naquela história.

— Com quantos anos você tá, bonitinho? — ela apertou sua bochecha. Bolt ergueu cinco dedos à ela.

Karin travou imediatamente.

Ela se recordava que, à cinco anos, seu irmão havia feito uma viagem. Karin se lembrava bem disso, pois havia ficado puta da vida com Sasuke, que havia ido junto. Quando voltaram, eles dois começaram a namorar. Naruto voltou estranho, avoado. Era louco, mas fazia tanto sentido. Poderia aquilo ser possível, de alguma forma?

Seu telefone vibrou em cima da mesa.

Naruto. 

"Mas que diabos...?" ainda assustada, ela atendeu.

— Karin, eu quero outra secretária. Essa idiota que tu me arrumou é muito lenta, puta merda.

— Naruto... onde você está?

— Onde mais? No escritório. Tive que sair da minha amada cama pra vir buscar os ofícios que ela esqueceu de digitalizar.

— Tô indo te encontrar.

— O quê? Pra quê?

— Preciso falar com você.

— Aconteceu alguma coisa?

— Não. Tô no shopping, você me busca?

— Tá certo. Me dá vinte minutos.

— Ok. Tchau.

Ela desligou, percebendo que agora Sakura e Hinata lhe encaravam, curiosas.

— Aconteceu alguma coisa? — a morena arqueou uma sobrancelha.

“Ah, só acho que o pai do seu filho é o meu irmão.” Karin engoliu em seco. Deveria ela expor sua teoria, ali? Conhecendo bem a peça, Hinata surtaria. No mínimo.

— Não. — sorriu — Naruto precisa da minha ajuda com algumas coisas do casamento. — mentiu — Desculpa, Sakura. Podemos continuar a conversa depois? Eu preciso ir.

— Ah, sem problemas. — deu de ombros.

Hinata forçou um sorriso, pegando Boruto de volta. Logo, a ruiva já caminhava pra longe dali.

— Esse casamento... — Sakura torceu o nariz.

— Você não aprova?

— Nunca. — suspirou — Ainda penso em uma maneira de fazer Naruto cair na real...

— Pensei que gostasse dela.

Ela arqueou as sobrancelhas, ofendida.

— Eu? — e então, Sakura se lembrou que, Hinata não sabia de nada que havia acontecido durante seu tempo em coma no hospital. — Aquela mulher é...

— Detestável.

Sakura riu.

— Até você, Hinatinha?

— Desculpa. Sei que não tenho nada a ver com isso. — Hinata se lembrou que deveria manter as aparências. — Mas...

— Não se preocupe. Não precisa conhecer muito para detestá-la, e você já conhece o suficiente. — ela deu mais um gole em seu café. Sakura nunca admitiria em voz alta, mas ainda tinha plena convicção de que Konan estava metida no acidente de Hinata. Ela provaria isso um dia, mas não naquele momento. — Só fale com ela o necessário. Sabe... eu vejo maldade nela.

Hinata franziu o cenho e assentiu, surpresa.

— Eu também vejo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

•••

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ele jogou as chaves em cima da mesinha, esperando, apenas aguardando o momento em que ela o xingasse. Quando seus berros não vieram, ele cruzou os braços.

— O que têm pra falar comigo?

Ela limpou a garganta, mirando o chão. Karin estava completamente perdida em pensamentos. 

— Senta. — a ruiva o empurrou, fazendo-o sentar no sofá.

— Você está estranha. Aconteceu algo?

— Sim, é que...

— Puta merda. Você já quer desmanchar o noivado?

— Não, idiota. Naruto. — ela sentou à sua frente — Lembra aquela viagem que você fez com Sasuke?

— Sim. A que você ficou mó puta...

— Essa mesmo. Então, você comeu alguma mina?

— Isso é sério?

— Comeu ou não?

— Porra, várias...

— Certo. Alguma delas foi sem camisinha?

— Karin...? Não estou entendendo...

— Foi ou não?

Naruto coçou o queixo, pensando. Bem... todas as vezes em que ele havia transado, havia sido com camisinha. Óbvio. Mas, há apenas uma situação em que ele não se recorda bem de ter usado, ou não.

Hinata vêm à sua mente imediatamente.

— Bom... teve uma vez em que eu estava muito bêbado — ele preferiu omitir que havia se drogado. Seria muito vergonhoso, apesar de que, ir à Alemanha e se drogar é meio que inevitável — Não tenho tanta certeza...

— Naruto. — ela agachou à sua frente, nervosa — Você se lembra dessa moça? Como ela era?

— Morena, baixinha. Olhos que me lembram a lua. Linda. — ele sorriu, nostálgico — A mais linda que já conheci. Por que pergunta?

— E vocês dois estavam muito drogados? — ela pegou em seus ombros.

— Karin...?

— Vocês estavam numa rave, e então você a levou até o trailer velho e vocês transaram por uma noite toda?

Ele empalideceu.

— Como você...? O que quer dizer com...

— Naruto. — ela tremia — Eu... eu não sei como te dizer isso, mas... eu acho que você é pai do Bolt.

Naruto franziu o cenho, exaltado.

— Do filho da Hinata? — ele levantou — Você está louca?

— Nunca estive tão lúcida. Me escuta... o Bolt tem cinco aninhos, Naruto. Se fizermos as contas... as datas batem. — ela o assistia andar de um lado para o outro — Hinata o criou completamente sozinha. Ela diz que engravidou dele exatamente nessa noite em que eu te descrevi. — Karin parou à sua frente, segurando-o pelos ombros — O garoto é a sua cara, Naruto. Nós podemos fazer um teste, mas isso chega a ser ridículo. Quando ele sorri, fica igualzinho à você. 

— Como ela pôde...? — ele virou de costas, bagunçando seus cabelos nervosamente — O tempo inteiro... ela sabia de tudo...

— O quê você está falando? — ela negou com a cabeça — Hinata não sabe de nada. Eu só comentei isso com você...

— Ela sabe... ela sabe, sim. — ele gritou, pegando-a pelos ombros — Karin, você sabe onde ela está morando?

— S-sim, mas...

— Sabe ou não sabe?! — gritou.

— Sei. Claro que sei, m-mas...

— Me dê o endereço.

— V-você está muito nervoso...

— Só me dá esse maldito endereço! — ordenou, a ponto de surtar. — Eu vou pra lá agora.

— O que você vai fazer? Naruto? — Karin estava assustada. À muito tempo não o via nervoso dessa maneira. — O que vai fazer lá?

— Eu estou indo buscar o meu filho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

•••

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ela arrumava a bagunça da sala quando o toque na campainha chamou sua atenção.

Knock, knock, knock.

Quase no mesmo instante, batidas incessantes na porta lhe assustaram.

— Já vai. — gritou. As batidas continuaram. Ela parou o que estava fazendo, caminhando até a porta, finalmente. — Caramba, eu disse que já... — Sua frase morreu assim que ela abriu a porta. 

Seus olhos se encontravam mortos, em um tom de azul, quase cinza. Bem ali, à sua frente. Ela engoliu em seco, assustada. Apenas algumas horas haviam se passado desde o ocorrido no apartamento de Karin. Será possível que ele não a deixaria em paz? 

Ao mesmo tempo, seu coração se encheu de esperança. Ele havia prometido que quando a encontrasse de novo, seria seu. Será que ela havia o subestimado?

— Não vai me convidar para entrar?

— O que faz aqui? — franziu o cenho, abrindo passagem antes que ele passasse por cima dela. — Onde conseguiu meu endereço?

Ele se apoiou na mesinha do hall, de costas para ela que estranhou seu silêncio. Algo estava muito, muito errado.

— Como você consegue ser tão falsa?

— O quê?

— Você mentiu. Mentiu pra mim o tempo inteiro.

— Eu não sei do que você está falando. Mas tá me assustando.

— Não sabe do que eu tô falando, hein? — ele explodiu — O que você quer, Hinata? 

— Você está louco? — ela deu um passo pra trás.

— É dinheiro que você quer? — gritou — Ou acabar com o meu casamento sempre foi o teu maior plano?

— Até por que nem foi você que quis me comprar, né? — ela ralhou, inconformada e sem entender por que ele estava dizendo aquele tipo de coisa. — Eu nunca quis nada seu. Eu nunca pedi nada pra você!

— Você me manipulou, o tempo todo. Quis acabar com o meu casamento, de propósito.

— Você é ridículo. Você quem procurou por mim, sempre. Agora mesmo, quem veio até mim, foi você. 

— E você sempre achou bem conveniente, não é?

Ela lhe desferiu um tapa.

— Sai. Da. Minha. Casa. — ela se afastou, aos berros — Não sei como me encontrou, mas você vai sair daqui.

— Eu não vou sair! — gritou, seguindo-a. — Não vou sair até você tomar vergonha nessa sua cara e me dizer a verdade!

— Quem você pensa que é? — ela rosnou, já sem paciência — Cala essa sua boca, o meu filho tá dormindo. Você vai sair ou eu vou ser obrigada a chamar a polícia?

Ele riu.

— É mesmo. Onde ele tá? — ele começou a subir as escadas — Boruto! Boruto!

— Naruto! — ela correu, tomando sua frente —O que você está fazendo?

— Não é óbvio? Vou levar o meu filho comigo.

Hinata tropeçou para trás, incrédula. Ela se afastou, muito assustada e com o coração na boca. Aquilo não poderia estar acontecendo.

— Você sabe...

— Por quanto tempo achou que me faria de idiota?

— Eu não fiz.

— Me poupe das suas mentiras.

— Eu não tô mentindo. Eu não tô.

— Saia da minha frente.

— Naruto, por favor. Me escuta. — ela não conseguia se impedir de chorar. Aquilo era inevitável e tão desesperador. — Eu não sabia... eu não sabia.

— Você não tinha esse direito... você esteve brincando com a minha vida e com a vida do meu próprio filho. Quem você pensa que é? Como pôde ser capaz de me esconder uma coisa dessas...

— Eu tive medo. Por favor. Você tem que entender.

— Medo? Por favor... você privou seu próprio filho, esse tempo inteiro, de ter um pai. Como consegue viver com isso?

— Eu tive medo. Eu era sua amante, você acreditaria em mim?

— Você se aproximou de mim justamente pra isso.

— Não é verdade. — ela negou, se aproximando — Eu te encontrei por acaso. Eu só descobri que você era aquele cara, naquele dia... eu juro.

Ele avaliou aquilo. Hinata não parecia estar mentindo, a menos que tivesse ensaiado para exatamente aquilo. Sua maior dúvida era saber quando que ela falava a verdade.

— E mesmo assim, você me privou de saber a verdade. Privou ele de ter um pai. Como você pôde...

— Eu não tenho orgulho disso. — ela puxou seu rosto, olhando bem em seus olhos. Olhos carregados de raiva, nada parecidos com o olhar que perto dela costumava ser doce e sereno. — Eu disse, eu tive medo. Medo de você reagir exatamente assim. De achar que eu queria o seu dinheiro ou qualquer outra coisa. Medo de você rejeitar ele. Eu o criei completamente sozinha, Naruto.

— Não seja ridícula. Eu jamais o faria mal algum.

— Você não. Mas ela sim.

Ele franziu o cenho, à ponto de vomitar. 

— Quem você pensa que é? — ralhou — Que moral acha que tem para insinuar qualquer coisa sobre Konan? Saia da minha frente.

Ele tomou a frente, entrando no quarto. Boruto dormia, alheio aquilo tudo. Hinata o empurrou, parando à frente da cama e em frente à ele.

Mesmo que tivesse direitos legais sobre Boruto, ela sabia que Naruto era infinitamente mais forte que ela. Mais poderoso. Mais influente. Poderia muito bem levá-lo à força e então, desaparecer para sempre. 

— Por favor. Eu te imploro. — ela ajoelhou — Não tire o meu filho de mim. Por favor. — soluçou — O que eu fiz é errado, mas não leve ele de mim. Ele é tudo que eu tenho. Por favor...

Naruto sentiu seu coração se apertar e se odiou por isso. Era frustrante para ele perceber, que até mesmo ali, possuído pelo ódio, seu coração ainda nutria sentimentos por aquela mulher, ajoelhada à sua frente e que sequer tinha coragem para encará-lo nos olhos.

Ele já não sabia o que era mentira e o que era verdade. Como alguém capaz de enganá-lo daquela maneira, tão friamente, poderia ao mesmo tempo parecer tão verdadeira? Tão vulnerável?

Ele pensava que a conhecia. Pensava.

Ali, ficou bem claro, que Hinata era muito mais do que aquilo que mostrava ser.

— Como você foi capaz...? — ele havia perdido as contas de quantas vezes já devia ter perguntado isso à ela.

— Eu sou mãe. — soluçou — Mentir é apenas uma das coisas que sou capaz. Eu até mataria pelo meu filho.

Naruto se virou, puto da vida. Mas não exatamente com ela, e nem com aquela resposta.

Toda aquela situação era no mínimo frustrante. Era demais para digerir.

Ele tinha um filho com ela. Um filho não planejado, feito em uma noite que parecia ter acontecido à uma eternidade. Aquele bebezinho, que dormia na cama ao lado. Alheio à tudo, que sequer tinha culpa por ter pais tão estupidos.

— Se você tivesse ficado... nós nunca estaríamos passando por isso.

E aquilo, era uma verdade absoluta. Mesmo não planejado, ele jamais deixaria de arcar com suas consequências. Nunca. No mínimo, Naruto teria casado com ela. Não pelas aparências, ele jamais faria isso.

Mas ele sabia, que com ela, teria dado certo. Ou pelo menos, era o que ele achava.

— Eu não pude...

— Por que não pôde, porra? Fala a verdade pra mim, pelo menos por uma vez na vida, caralho.

— Eu ia dormir... e quando a sirene tocou, era o meu irmão lá.

— Onde? — ele agachou, sacudindo-a pelo ombro — Teu irmão onde?

— Ele tava naquela ambulância... morto. Os médicos tentaram, mas... — soluçou — A polícia chegou, e, eu não sabia o que fazer. Eu não sabia o caminho de volta, não sabia onde te encontrar. Eu estava sozinha...

Ele bagunçou seus cabelos, já exausto. Exausto daquela conversa. Exausto do mesmo assunto. Exausto daquilo. Exausto do desgaste e da frustração emocional. Exausto dos soluços dela. Era doloroso. Ela estava sofrendo. Ele estava sofrendo.

Naruto já não sabia o que e como sentir. No que ou não acreditar. Desde que Hinata tinha entrado em sua vida, nem um dia sequer havia sido de calmaria.

Aquela montanha russa entre o céu e o inferno estava deixando-o maluco. O que era real? O que era mentira? O que fazia parte da sua fantasia?

Aquele jogo psicológico havia torturado-o por tempo demais.

— Você é meu filho... — murmurou, mexendo de leve nos cabelos de Boruto, com o coração totalmente na boca.

— Naruto... 

— O meu advogado vai entrar em contato com você. — ele não se permitiu olhá-la por uma última vez, afastando-se.

— Pra onde está indo? — soluçou — Fica, por favor... por favor.

Ele chorou, amargurado com a ironia daquela situação. 

Agora, Hinata que estava aprendendo a assisti-lo partir.


Notas Finais


capítulo com o dedo (ou a mão inteira) das minhas winx amadas vulgo grupo shikamsru fanfics — mas, especialmente dedicado à Sab e à Thutu perigosa 💕


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...