História Paralelos e Paradoxos - Capítulo 25


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Personagens Originais
Tags Drama, Jikook, Jimin!bottom, Jungkook!top, Kookmin, Lemon, Sliceoflife, Yaoi
Visualizações 280
Palavras 6.070
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


O últimooo T-T Ai gente é triste chegar no último cap, mas ao mesmo tempo é legal porque quando comecei eu não esperava que eu persistiria até o fim. Queria agradecer pelos favs, pelos comentários, pelo apoio de todos em cada capítulo. Você são meus amores. Bjinhosss e enjoyy!

Capítulo 25 - Paralelo perfeito, paradoxo inexplicável


Fanfic / Fanfiction Paralelos e Paradoxos - Capítulo 25 - Paralelo perfeito, paradoxo inexplicável

 

— Ela está armada! — gritou o advogado de Jimin apontando na direção de Minyoung.

O barulho do disparo ecoou pela sala fechada assustando todos que estavam no local. Jungkook fechou os olhos com o estímulo do estalo em seu ouvido, e quando abriu novamente, entrou em estado de choque. Se abaixou até o corpo que estava estirado no chão e o tocou com as mãos trêmulas. Ele não conseguia ouvir os gritos dos outros dentro do recinto, pois havia entrado em um estado de transe profundo. Seus olhos não podiam acreditar na imagem que via.

— Tira o garoto daqui! — alertou o juiz Jin-young ao ver o estado de Jungkook.

Assustados com o barulho e o movimento, Jin e Lisa entraram na sala de audiências e viram Jeon ajoelhado ao chão, próximo ao corpo desacordado. Das mãos do garoto escorria sangue, e sua expressão atônita não se desfazia por nada.

— Jimin, tira o Jungkook daí! — gritou Seokjin, se aproximando dos dois. — Park também aparentava estar totalmente desnorteado. — Você está bem? — perguntou ao amigo, que assentiu com cabeça, mas estava completamente fora de si. — Então me ajuda a levantá-lo.

Quando Jimin encostou em Jungkook, ele gritou desesperadamente. Era um desconsolo tamanho, que o fazia tossir e engasgar com a própria saliva. Alguns podem se perguntar porque ele estaria tão assustado em ver Minyoung morta. A mulher que fizera seus dias quase insuportáveis. A mulher que tentara dar um fim em sua vida. A mulher que queria machucar o seu amor. Contudo, ela ainda era sua mãe, e haviam sido dezessete anos de convivência, findados de maneira precoce no chão frio daquele fórum. A bala atravessou a boca e saiu pela nuca, criando uma pequena poça de sangue no chão que sujava os joelhos do rapaz. Somente Minyoung sabia o real motivo de ter cometido um ato tão cruel contra sua própria vida. Talvez o fracasso como mãe, o fracasso como esposa, o fracasso como mulher ou, quem sabe, o fracasso como ser humano.

Jimin e Jin seguraram Jungkook pelo braço, um de cada lado, e seu corpo insistia em desabar no chão, enquanto ele fechava os olhos resmungando palavras incompreensíveis. O coração de Park estava tão apertado e acelerado que ele temeu passar mal, mas seu instinto protetor o convenceu de que precisava se manter forte para ajudar Jeon naquele momento.

Ao sair carregado da sala, Lisa tocou o rosto de Jungkook, sentindo-se péssima ao ver o amigo daquele jeito. Ela não conseguia dizer nada, apenas lamentar, enquanto alguma lágrimas escorriam pela sua bochecha. A poucos metros de distância uma criança chorava inconsolável. Nanah apesar de sua tenra idade, sabia que algo de muito ruim tinha acontecido, ela podia sentir o clima hostil e pesado no ar. Um homem de terno a segurava no colo entre seus braços grandes, apertando-a e tampando os olhos dela com mãos que eram quase maiores que seu rosto infantil. Era claustrofóbico só de olhar. Sua voz imatura, porém aguda, reverberava pelo corredor chamando a atenção de outras pessoas que se aproximavam para saber o que estava acontecendo.

— Vai, deita ele ali. — ordenou Jin, apontando com a cabeça para uma fileira de cadeiras que estavam vazias. Ele teve que tomar as rédeas da situação, pois Jimin não sabia o que fazer. Jungkook gemia como se estivesse sentindo dor e soluçava em excesso, seu braço estava apoiado sobre o rosto, mas dava para enxergar seu rosto vermelho e suas veias dilatadas saltando no pescoço.

Jimin se agachou no chão e deitou sua cabeça sobre a barriga de Jeon, ela pulava com os soluços que o mais novo dava.

— Não fica assim, por favor. — choramingou Jimin com a voz falha. — Eu não consigo ver você assim. — Park estava sofrendo. Ele amava tanto Jeon, que vê-lo tão triste e vulnerável, era como cortar sua própria pele.

Seokjin se assentou no banco e repousou a cabeça de Jeon com cuidado em seu colo, acariciando seus cabelos de maneira paternal. Alguns minutos em silêncio se passaram. Muitos curiosos entravam e saíam da sala. Alguns até filmaram com o celular aquela tragédia. Era uma insensibilidade sem tamanho. Um homem e uma mulher, uniformizados, entraram onde o corpo estava e pouco tempo depois trouxeram uma maca onde Minyoung foi colocada. Quando passou pelos três, Jimin sentiu um deja vu. Ele havia pressentido que algo de terrível iria acontecer e estava certo, era como se já tivesse visto aquela cena. Todo o corpo estava coberto, apenas uns dos braços magros aparecia do lado de fora. Suas unhas grandes e pintadas com uma cor escura, contrastavam com o tom já sem vida e quase sem sangue de sua pele. O pai de Jungkook saiu acompanhando os dois médicos legistas com uma expressão desacreditada.

— O que aconteceu, Jimin-ah? — indaga Seokjin momentos depois que a maca sumiu pelo corredor. — o rapaz permaneceu em silêncio escondendo seu rosto no peito de Jungkook. — Se não quiser conversar não precisa.

— Ela se matou. — responde, seco.

— Hmm. — murmura Jin olhando para baixo e encarando Jungkook chorar, agora mais baixinho. Seus dedos acariciavam os cabelos do garoto com leveza.

— Pode levar o Jungkook para casa e cuidar dele. Eu vou resolver o que precisar aqui. — informou, acariciando a cabeça do amigo. — Lisa, você fica comigo?

— Uhum. — responde a menina que mal se comunicava, sacudindo a cabeça.

— Vou levar vocês em casa primeiro. — adicionou Jin.

— N-Nanah... A Nanah, Jimin. — murmurou Jungkook, fraco, atraindo a atenção dos outros três. Jimin caminhou até a sala de audiência mais uma vez e se sentiu mal em ver aquelas marcas no chão e o cheiro forte de sangue que infestava o local.

— Doutor, e agora? — se dirigiu ao juiz Jin-young, que conversava com o promotor, ambos com uma cara bastante preocupada.

— Pode ir para casa Jimin. Vou publicar sua sentença. Não há necessidade de marcar uma nova audiência.

— Certo. E a criança?

— A criança precisa ir com o pai. Alguém vai entrar em contato com ele. — explica com um dos braços apoiado na mesa, enquanto encarava o nada.

— Existe a possibilidade de ficarmos com ela?

— Não. Agora não é o momento de pensar nisso. — assevera de maneira direta. Jimin assentiu com a cabeça.

 

Jimin

Quando entrei com Jungkook pela porta da minha casa, encontrei minha mãe sentada no sofá lendo um livro. Quando ela nos viu, correu para saber o que havia acontecido. Percebendo minha dificuldade em apoiar Jeon, ela se prontificou a ajudar, aliviando o peso em um dos lados.

— O que aconteceu, meu filho? — pergunta, extremamente preocupada ao ver a nossa roupa coberta com marcas de sangue.

— A mãe dele morreu. Eu não sei o que fazer. — eu segurava o choro com tanta força, que minha cabeça doía. Eu precisava me manter são para cuidar de Jungkook, mas era uma tarefa difícil, vendo ele sofrer tanto daquela maneira.

— Oh, meu Deus, pobre garoto. — ela desliza os dedos pelo rosto de Jeon, que permanecia de olhos semicerrados, lamentando baixinho. — Ele está tremendo muito Jimin. Dá um banho quente nele e depois coloca ele na cama, que eu vou preparar uma sopa para ele comer.

— Tá bom. — subi com Jungkook até o banheiro e ele pareceu cooperar fazendo um esforço para se manter em pé sozinho. — Kookie-yah, você precisa tomar banho. — afirmei em tom manso, para não aborrecê-lo. Ele permaneceu calado. — Você precisa tomar banho, tá bom? — afaguei sua cabeça e lhe entreguei a toalha.

— Jimin-ah. Não me deixa. — pela primeira vez Jungkook abre a boca conscientemente. — Fica aqui comigo. — sua voz saía fina e rouca.

— Oh, Jungkook-ah... — o abracei forte, encostando a porta do banheiro. Deixei que ele apoiasse todo o peso de seu corpo forte, porém fragilizado em cima de mim. Eu era o único porto seguro dele naquela hora. Deixei que sua cabeça descansasse em meu ombro, enquanto afagava sua nuca com carinho. — Eu não vou te deixar... Nunca mais. — sussurrei o apertando mais forte ainda entre meus braços.

Após um tempo abraçados, me afastei de seu corpo, e coloquei-me a abrir os botões da camisa social de Jungkook bem devagar.

— Jimin-ah... — ele segurou meu braço, impedindo que eu continuasse. Sem retirar as mãos do colarinho, o encarei nos olhos. Acho que ele havia entendido o recado. Eu queria que confiasse em mim.

Primeiro, desamarrei o cadarço do sapato social de Jungkook, retirando seu calçado e suas meias pretas. Depois, comecei a desabotoar os botões de sua camisa bem devagar. Encarei por alguns segundos seu peitoral despido, que pulsava um pouco rápido e o toquei bem de leve para acalmá-lo. Tirei seu cinto e o coloquei sobre a pia. Abaixei sua calça, e ele me ajudou a retirar a peça de roupa levantando as pernas, uma de cada vez. Quando ficou apenas de cueca, eu o encarei esperando que ele assentisse, e ele balançou a cabeça afirmativamente. Puxei a cueca de Jeon para baixo, sentindo meu rosto esquentar. Meu coração batia violento no peito. Já ia o conduzindo até o box, quando Jungkook me surpreendeu, segurando minhas mãos.

— Que foi? — murmurei, confuso. O banheiro estava em um silêncio enorme, no qual era possível ouvir nossas respirações.

Ele envolveu minhas mãos e levou até os botões da minha camisa, e juntos desabotoamos, um por um. Ele fez do mesmo jeito que eu havia feito com ele. Porém, eu fiquei extremamente constrangido, pois quando Jungkook tirou minha cueca, eu revelei um membro ereto entre as pernas. Ele sorriu, timidamente, porém ainda com o rosto inchado de chorar, segurou minha mão e me levou para dentro do box. Ao abrir a água quente, uma fumaça densa subiu, pois o tempo estava frio do lado de fora. Jeon puxou-me para um abraço debaixo do chuveiro. A água quente escorria por nossos corpos nus. Ele encostou meu corpo contra a parede com cuidado, e me beijou ternamente. Sua boca ainda conservava um gosto diluído pelas lágrimas, além de uma textura macia e úmida. Era como sonhar acordado. Seus lábios e sua pele, deslizavam pelo meu corpo e nossos toques estavam escorregadios. Nós permanecemos nos beijando um bom tempo debaixo da água quente. Eu e Jungkook não transamos naquela hora. Não era o momento certo. Mas eu tinha a certeza de que queria ele comigo para o resto da minha vida. Jungkook tomou a sopa que minha mãe fez, mesmo sem apetite, porém custou a cair no sono. Fiquei com ele durante todo o tempo na cama dando assistência. Ele acordou muitas vezes durante a noite com ataques de choro.   

***

— ... e Deus limpará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque as primeiras coisas já serão passadas. — Jungkook ouvia atento a mensagem do padre que lia um versículo bíblico. Apenas nós dois ocupávamos lugar nos primeiros bancos vazios da capela. O caixão de Minyoung estava na frente com uma foto dela ao lado. Também havia uma coroa de flores. — .. mães são como Deus aos olhos dos filhos. Elas dão a vida, elas cuidam, elas se sacrificam. Com essa serva não foi diferente... — olhei para o lado e Jeon estava de cabeça baixa. Entrelacei meus dedos com os dele e ele apertou minha mão.

O dia estava bastante soturno do lado de fora. As cores frias da estação e as roupas volumosas deixavam o momento ainda mais melancólico. Era extremamente triste que ninguém tenha ido ao velório da mãe de Jungkook. Ela viveu sozinha e praticamente morreu sozinha. Deixou um legado triste na Terra. Desatinou de uma vida sem propósito, partiu deixando as coisas mais importantes que havia feito quando em vida: Jungkook e Nanah. Eu não tinha mais motivos para guardar rancor.

— Você quer dizer alguma coisa, meu filho? — indaga o homem de batina, mas Jeon balança a cabeça negando. — Deus vai confortar o seu coração. — ele pega a bíblia caminha até nós dois e apoia a mão no ombro de Jungkook, dando um sorriso de boca fechada. Logo, depois, sai pela porta da capela, deixando nós dois sozinhos diante daquele caixão. Jeon se levantou e caminhou até o corpo que estava envolto em flores. Seu semblante já parecia cansado de ficar ali tantas horas. Eu me aproximei e ele repousou sua cabeça no meu ombro.

— Mãe, eu queria que tivesse sido diferente... — sinto uma lágrima de Jeon cair na minha blusa. — Hyung, o que vai ser de mim agora?

— Agora você vai atingir a maioridade em alguns dias e nós dois vamos morar juntos. — falei em tom sério e ele me olhou surpreso, com os olhos marejados.

— Como assim?

— Isso mesmo que você ouviu. Você completa dezoito anos de idade na passagem de ano. Eu conversei com o juiz e ele disse que você tem autonomia para morar comigo. Na verdade, moraremos com meus pais até eu conseguir algo melhor para nos sustentar. Isso é claro, se você quiser.

— Você jura? — ele abre um sorriso tão grande que me comoveu.

— Juro.

— E a Nanah?

— Já conversei com o pai dela. Ele aceitou que ficássemos com a tutela da Nanah, e ele continuará pagando a pensão informalmente sem ser pela via judicial, porque senão teríamos problemas.

— C-Como, Jimin-ah?... Você fez isso tudo por mim?

— Sim, Jungkook.

— Ah, hyung, eu te amo muito. — ele me abraçou como uma criança, com toda a inocência e gratidão estampados em seu rosto. Uma notícia boa veio a calhar naquele momento. Eu havia planejado todas as coisas escondido de Jeon, pois não queria que ele criasse expectativas caso algo desse errado.

6 MESES DEPOIS

No espelho vertical eu analisava minha imagem atentamente. Seis meses haviam se passado, e tudo em mim estava mudado em tão pouco tempo. O Jimin imaturo que eu deixara para trás havia se transformado em um homem adulto e responsável. Eu já não me sentia mais tão inseguro, e o meu reflexo no espelho me fazia acreditar nisso. Senti as mãos da minha mãe ajeitarem minha gola. Ela caminhou até a cadeira e pegou o paletó, me ajudando a colocá-lo.

— Cadê o Jungkook? — pergunto preocupado e ela sorri, alisando o tecido de linho já ajustado no meu corpo.

— Seu pai... — ela interrompe a frase dando uma risada e eu a acompanho. — Seu pai está arrumando ele. — quando ela disse isso eu comecei a rir, imaginando o que os dois estariam fazendo e a cara do Jungkook.

— Como estou? — viro de frente para ela e coloco as mãos na cintura.

— Maravilhoso. É incrível como você cresceu, Jimin. Eu confesso que não imaginava estar fazendo isso com você algum dia. — ela vira meu corpo de frente para o espelho, novamente e nós dois ficamos encarando a imagem da mãe e do filho.

— Eu também não esperava fazer isso tão cedo... — divaguei analisando nosso reflexo. — Eu não estou atrasado?

 — Não. Você só está ansioso. É normal. — eu realmente estava me remoendo de ansiedade.

— Mãe... O que você sentiu quando estava nesse mesmo momento que eu? Você amava o papai?

— Para falar a verdade, eu me senti insegura, Jimin. — ela rolou os olhos para o lado. — Eu pensei em desistir, pensei se eu realmente estava preparada para assumir esse compromisso. Pensei se eu seria feliz para sempre ao lado dele. E eu perguntei minha mãe o que ela achava.

— E o que a vovó disse? — questiono, ansioso antes que ela terminasse de falar.

— Ela disse: “Não boicote o seu coração. Se ele está quente, siga em frente. Se ele está frio, volte pela mesma porta que entrou, antes de dar o próximo passo”. Quando eu parei para pensar no quanto seu pai me fazia feliz, eu não tive dúvidas. E eu não arrependo nunca da decisão que tomei. Eu não consigo imaginar minha vida hoje sem seu pai. Inclusive, ele me ajudou a trazer uma joia ao mundo. — ela acaricia meu rosto, me deixando envergonhado.

— Eu amo ele mãe. Amo demais.

— E acho que ele te ama na mesma proporção. Eu convivi com vocês dois um tempinho razoável para perceber isso.

— Obrigado. — a abracei forte, agradecido por me apoiar de todas as formas.

 

Jungkook

— Calma, rapaz, você está se mexendo demais. — reclama Chul, segurando minha cabeça, que virava de um lado para o outro, aflita. — Assim eu não consigo fazer o nó. — disse, enquanto tentava entrelaçar o corpo da gravata no meu pescoço.

— O Jimin, cadê o Jimin? — digo sentindo um nó se formar na minha garganta.

— Ele está com a Eunmi. Não se preocupa.

— Acho melhor eu ir vê-lo.

— Eu acho melhor você relaxar e ficar quieto. Tá pensando que ele vai fugir e te abandonar? — eu não havia pensado nessa hipótese. Já imaginou se Jimin me abandonasse bem no dia do nosso casamento? Eu iria morrer de desgosto. Essa possibilidade deixou meu coração ainda mais apertado.   Eu não sabia como agradecer os pais de Jimin. Eles me acolheram, me trataram como se eu fosse filho, durante seis meses que passaram voando. Pagaram toda a cerimônia e ainda deram entrada em um apartamento para que eu e Jimin morássemos. Eu não poderia ser presentado com sogros melhores que eles.  Confesso que eu me sentia bem mais maduro e seguro dos meus sentimentos. No pouco tempo que permaneci na casa dos Park, aprendi com eles como ser uma pessoa melhor e como é importante o papel de uma família.

— Ai, eu estou muito nervoso. — resmunguei, sacudindo os braços e pernas e sentindo calor debaixo daquele terno abafado.

— Ainda dá tempo de correr. — ele brinca, mas meu sorriso sai quase torto de tão tenso.

— Aish, não brinca com uma coisa dessas.

— Jungkook, olha para mim. — eu o encaro nos olhos e minhas bochechas adquirem um tom vermelho. — Você sabe que eu te considero um filho meu, não sabe?

— Claro e eu nem sei como agradecer o que vocês fizeram por mim.

— Então eu vou te pedir uma coisa. Seja um bom companheiro para o meu filho. Ame ele e o faça feliz com todas as suas forças. Assim você poderá me agradecer. E quando os momentos difíceis chegarem, porque eles vão chegar, você vai lembrar dessa conversa que tivemos e do acordo que você fez comigo e aí será paciente com meu Jimin. Você promete?

— Prometo. — estendi minha mão para que ele apertasse, mas ele me surpreendeu com um abraço e eu retribuí, ainda que um pouco desajeitado.

— Pronto? — ele dá uma última checada no meu traje.

— Acho que sim.

— Então vamos.

                       

  Jimin

Do lado de fora do salão haviam muitas pessoas. Eu jamais esperava que tantos parentes e amigos gostariam de compartilhar aquele momento comigo, já que era uma coisa tão inusitada de se acontecer. Meu nervosismo chacoalhava minhas pernas e me dava tremores repentinos pelo corpo. Toda a decoração estava perfeita. Os lustres, as mesas, a iluminação. Eu não poderia esperar algo melhor.

— Ai, mas você está tão lindo! — diz Lisa me apertando nos braços. Ela dava pulinhos animada, mas eu não conseguia dar atenção. Enquanto sorria, tentava procurar Jungkook no meio das pessoas.

— Você viu o Kookie? — pergunto pra ela, que nega, também procurando ao redor.

— Jimin, eu preciso dos seus padrinhos organizados aqui agora. — disse a cerimonialista. A lista de padrinhos era um pouco grande, pois minha mãe havia me obrigado a chamar alguns parentes, mas para mim os que mais importavam eram Seokjin, Namjoon, Lisa e Yoongi. meus melhores amigos. O bom é que eu ganharia muitos presentes dos outros. Tudo tem seu lado positivo.

   — Lisa, chama os meninos e avisa que já vai começar.

   — Tá bom. — ela assente e some de vista. Parecia tão ansiosa quanto eu.

  — Jimin espera nessa salinha aqui ao lado, porque seu noivo vai entrar primeiro. — quando a moça disse isso, eu senti que meu peito iria explodir. Era um misto de ansiedade e felicidade que não estava conseguindo conter. Ela me puxou pelo braço e me conduziu até uma salinha onde eu fiquei aguardando. Do lado de fora eu podia ouvir a voz dos convidados. Quando ouvi a voz de Jungkook, eu quase saí para abraça-lo, mas preferi permanecer no lugar, e deixar que tudo fosse uma surpresa. Meus pés batiam inquietos no chão e minha respiração estava forte. Levantei do sofá e caminhei de um lado para o outro, sem lugar. Pude ouvir os músicos tocarem uma música que sinalizava a entrada dos padrinhos. Logo depois, a música que havíamos escolhido para Jeon entrar. Minha mãe entraria com Jungkook e meu pai entraria comigo.

— Jimin é a sua vez. — quando a cerimonialista me chamou na sala, senti uma onda de energia eletrizar todo o meu corpo, meu coração quase saiu pela boca. Eu a acompanhei e meu pai me aguardava sorridente na porta do salão. Muitos olhares curiosos que estavam do lado de fora, me encaravam sorrindo. Me acomodei na porta do lugar, e tive uma visão panorâmica de tudo lá dentro. O juiz de paz na frente... Namjoon ao lado de Jin, Lisa, minha mãe... O mar de convidados... E ele. Jeon Jungkook, o amor da minha vida. O homem mais lindo do mundo. Assim que meus olhos se encontraram no dele e ele sorriu, uma vontade de chorar tremenda desceu pelo meu nariz e quase escorreu pelos olhos. Segurei o máximo que podia para não sair dando vexame nas fotos. Yoongi estava sentado diante de um piano de calda preto e eu não entendia bem o porquê ele não estava ao lado de Lisa.

Algumas pessoas têm sonhos estranhos na vida. Eu sempre me imaginei casando um dia. E quando eu entrasse, tocariam aquela marcha nupcial com trombetas. E assim foi feita a minha vontade. Quando pisei na porta da igreja os músicos anunciaram minha chegada. Aquele segundo em que o tempo para. Todos os convidados ficaram de pé e viraram na minha direção. A marcha que eu havia tanto sonhado começa a tocar e eu dou os primeiros passos para dentro do salão. Mãos suadas, coração acelerado, barriga fria, pernas inconsistentes. Eu estava tão feliz que poderia transbordar pelos poros. Dei os primeiros passos e percebi que Jungkook se movimentou pegando um microfone nas mãos. A música parou e meu pai também. Olhei para o lado confuso, tentando entender o que estava acontecendo. Ouvi murmúrios dos convidados que também pareciam não entender. Meu pai sorriu travando seu braço entrelaçado ao meu, e apontou com a cabeça para que eu olhasse para frente.

Yoongi começou a dedilhar as teclas do piano e Jungkook começou a cantar e foi como se eu tivesse ido ao céu instantaneamente.

I've waited a hundred years. But I'd wait a million more for you

(Eu esperei uma centena de anos, mas eu esperaria mais um milhão por você)

Nothing prepared me for, what the privilege of being yours would do

(nada me preparou para o privilégio de ser seu).

Não pude conter as lágrimas, sua voz era mágica e eu estava encantado. Escondi meu rosto no peito do meu pai com vergonha da minha cara de choro. Eu não sabia se sorria ou se chorava.

If I had only felt the warmth within your touch

(Se eu tivesse apenas sentido o calor vindo do seu toque)

If I had only seen how you smile when you blush

(Se eu apenas tivesse visto como você sorri quando fica corado)

Or how you curl your lip when you concentrate enough

(ou como você enrola os lábios quando se concentra o suficiente)

Well I would have known, what I was living for all along.

(Bem, eu teria sabido o que eu estava vivendo.)

 Enquanto passava pelos convidados, eu podia ver a maioria sorrindo para mim e isso me deixava super bem porque o que eu só conseguia sentir naquele momento era felicidade.       

Your love is my turning page. Where only the sweetest words remain.

(Seu amor é minha página virada, onde somente as palavras mais doces permanecem).

Every kiss is a cursive line. Every touch is a redefining phrase.

(Cada beijo é uma linha cursiva. Cada toque é uma frase redefinida.)

Meu pai me deixou de frente para Jungkook e ele sorriu enquanto cantava. Segurou uma das minhas mãos e agora, de frente para mim, me olhava nos olhos dizendo os versos lindos daquela canção.

I surrender who I've been for who you are

(Eu me rendo para quem você é)

Nothing makes me stronger than your fragile heart

(Nada me faz mais forte que seu coração frágil)

If I had only felt how it feels to be yours

(Se eu apenas tivesse sentido como se sente ao ser seu)

Well I would have known, What I've been living for all along

(Bom, eu teria sabido o que eu tenho vivido todo esse tempo)

Ao finalizar a música, Jungkook me deu um beijo carinhoso na testa. Aquela sem dúvida tinha sido a surpresa mais emocionante da minha vida. Ele sorriu de orelha a orelha ao ver minha comoção. Estava muito satisfeito por ter me feito sorrir e chorar de emoção. Entrelaçamos nossos braços e nos viramos para o juiz de paz. Ele disse uma mensagem bonitas sobre ser válida toda a forma de amor. Eu conseguia sentir a energia que emanava de Jungkook. Lisa e Jin choravam mais que eu, e Namjoon parecia constrangido com a cara vermelha de Seokjin. Yoongi como sempre frio como uma pedra por fora, mas por dentro eu tinha a certeza do quanto ele estava feliz por mim. Lisa enxugava o rosto delicadamente com um lenço.

— Podem entrar as alianças. — olhamos para trás e Nanah estava na porta do salão com um sorriso enorme no rosto. Ela estava como uma princesa e vestida como tal. Nessa hora quem fez uma careta de choro foi Jungkook. A careta que ele fez foi tão engraçada que eu não consegui segurar o riso. A pequena caminhou em passos lentos e ensaiados até nós e entregou as alianças. Jungkook se abaixou e a abraçou forte antes de pegá-las. Ela estava um pouco confusa por ver o irmão chorar daquele jeito. Nanah entregou as alianças para o juiz de paz e depois se sentou no colo de Lisa. O juiz me entregou uma delas e eu segurei a mão de Jungkook.

— Você gostaria de falar alguma coisa para o seu noivo antes dos votos?

— Uhum. — ele então me passa o microfone. — Primeiro eu queria agradecer a presença de todos aqui. Vocês não sabem o quanto é importante para mim poder compartilhar com meus amigos e familiares o momento mais importante da minha vida. E agora eu queria falar para você... — nesse momento olhei para Jeon que ficou com o rosto da cor de um tomate. Respirei fundo e continuei. — Você entrou na minha vida quando eu já não tinha mais expectativas. Eu não estava vivendo, eu estava sobrevivendo. Você me encantou, me fez sorrir, me fez chorar... inclusive me fez chorar muito... porque eu estou casando com você mesmo? — brinquei fazendo os convidados rirem. — Mas o mais incrível, é que você fez desabrochar em mim um Jimin que eu não conhecia. Você abriu o meu casulo e me fez voar pelo mundo. Você foi muito verdadeiro comigo durante todo o tempo, e até quando você foi mais sincero, eu não quis te entender. Nossas histórias se cruzaram por alguma razão, e hoje estou aqui, diante de todas essas pessoas que nos amam e torcem por nós dois, para dizer que enquanto você estiver disposto a ficar do meu lado, eu cuidarei de você pelo resto da vida.

— Ai gente, para, eu sou sensível. — fala Lisa, fazendo as pessoas rirem também. Jungkook estava com lágrimas escorrendo pela bochecha. Ele era tão fofo.

— Vai querer falar alguma coisa para o seu noivo, Jungkook? — ele balançou a cabeça negando, muito tímido.

— Não vai falar nada para mim? — perguntei sorrindo e ele quase ficou roxo de vergonha.

— Ai Jimin-ah, eu já cantei. Eu assino embaixo tudo que você disse e te amo muito. Pronto. — diz Jungkook de cabeça baixa. O juiz de paz deu uma risada da atitude tímida dele.

— Bom então vamos aos votos. Park Jimin, é de sua livre e espontânea vontade casar-se com Jeon Jungkook?

— Sim.

— Jeon Jungkook, é de sua livre e espontânea vontade casar-se com Park Jimin?

— Mil vezes sim.

— De acordo com a vontade de ambos, que acabais de pronunciar perante mim, de vos receberdes em matrimônio, eu , em nome da lei, vos declaro casados. Podem colocar as alianças. Os convidados deram uma salva de palmas, enquanto colocávamos as alianças nos dedos. Estava feito, agora eu era casado com Jungkook. Parecia algo impensável de se acontecer, mas tudo saiu como planejado.

Depois da cerimônia, tivemos a recepção. Acho que nós dois aproveitamos a festa bastante. Dançamos, comemos, bebemos e rimos com nossos amigos. Vocês já sabem o que acontece em uma festa de casamento. Tiramos fotos e mais fotos para fazer um álbum de recordação.

Já estava um pouco tarde quando Jungkook se aproximou de mim e me abraçou pelas costas, sussurrando no meu ouvido.

— Qual a parte da festa que eu te fodo até você cansar? — senti seu membro duro pressionando meus glúteos pelas nossas calças de linho fino.

— O que você acha de agora? — sussurrei de volta empinando minha bunda para provocá-lo.

— Não fala assim que eu rasgo sua roupa aqui mesmo. — ele morde minha orelha fazendo meu corpo se arrepiar todinho e eu dou uma risada safada.

— Que tal estrear nossa cama nova?

— Fechado.

— Vamos sair de fininho sem ninguém ver e chamar um taxi. Vem! — eu o puxo pelo braço e arrasto até o lado de fora do salão.

Era um pouco de falta de educação sair se se despedir dos convidados, mas o mais importante era que eles estivessem bem servidos e se divertindo. Além do mais eu queria me divertir com meu marido.

Do lado de fora, meu tio já bêbado ergueu uma garrafa de champanhe em nossa direção.

— Aos noivos! — disse com uma voz já totalmente alcoolizada.

— Opaa! Aos noivos. — brincou Jungkook me fazendo rir. Ele caminhou comigo de mãos dadas até o outro quarteirão e me beijou enquanto o táxi não chegava. Seguimos até o nosso novo apartamento. Ainda haviam muitas caixas de mudança no chão da sala, mas o local já estava praticamente habitável  Quando chegamos na porta, Jungkook me pegou no colo e me carregou para dentro, do mesmo jeito que os casais fazem nos filmes. Ele me jogou na cama e eu já quis beijá-lo imediatamente. Enquanto ele estava de pé tirando a camisa, eu me ajoelhei na beirada da cama e o beijei com toda paixão que incendiava meu peito.

— Tira sua roupa. — ordenou Jeon com uma expressão sensual. Eu obedeci e tirei todas as minhas roupas o mais rápido que pude. Roupas sociais são difíceis de tirar, então me atrapalhei um pouco. Já pelado, ele pulou por cima de mim e iniciou um beijo intenso e molhado. Nossos membros extremamente duros se chocavam um contra o outro. — Agora eu vou poder te comer todo dia? — pergunta, levando a mão até minha bunda e apertando com força.

— Aham. — respondo, exasperado, buscando a língua de Jungkook com a boca.

As pernas dele se entrelaçaram às minhas e quase parecíamos um só. Ele me apertava forte com suas coxas definidas e eu me sentia protegido naquele aperto. Meu corpo estava cansado do dia, mas eu tiraria energia de qualquer lugar para transar com ele.

Jungkook chupou meu pescoço, passando a língua até próximo a minha clavícula.

— Kookie-yah não faz assim que eu enlouqueço. — sussurrei jogando minha cabeça para trás.

— Como? Assim? — ele investiu a boca com vontade mordendo meu pescoço. Eu tremi até a ponta do dedão do pé. Puxei o cabelo dele pela nuca e deixei que ele brincasse naquela parte do meu corpo por mais tempo. Depois de um tempo, ele foi descendo com a língua pelo meu colo, pelo meu peitoral, e pela minha barriga, fazendo eu sentir cócegas. Enquanto deslizava a língua pela minha barriga, com uma das mãos, massageou meu pênis bem devagar, subindo e descendo por toda a extensão do membro. Não era a primeira vez que fazíamos aquilo, mas daquela vez, parecia ter um significado especial.

— Ahh.. Jimin-ah. Eu já disse o quanto você é gostoso? — declara, Jungkook olhando para cima.

— Já, mas eu aguento ouvir mais uma vez. — dou uma risadinha que ele gosta.

Ele posiciona a cabeça entre minhas pernas e começa a subir e descer a boca na minha ereção. Já sabia fazer isso com propriedade.

Naquela noite Jungkook e eu fodemos loucamente em todos os cômodos do apartamento. Cozinha, banheiro, sala, área de serviço. Ele queria batizar cada cantinho e aquilo me deixou ainda mais excitado. Ele sabia me dar prazer como ninguém e acredito que eu também o deixava louco.  

— Eu te amo, meu Mochi.

— Eu te amo, meu Kookie.

Já exaustos, deitamos na cama ainda sem roupa e eu adormeci sobre o peito de Jeon, dormindo o sono mais tranquilo que eu já tivera até então.

***

Uma semana depois já estávamos de partida para nossa primeira viagem como casal. Jungkook sugeriu um lugar tropical com praia, pois já estávamos cansados da estação fria. O pôr-do-sol estava majestoso naquele dia. Os raios solares refletiam um alaranjado intenso na paisagem. Uma cor acolhedora. A temperatura estava relativamente alta, mas uma brisa fresca soprava por nossos corpos, fazendo espalhar um pouco de areia. Algumas pessoas caminhavam na beirada do mar e outras brincavam de bola a alguns metros de nós. Estiquei a mão de lado e segurei uma das mãos de Jungkook que estava deitado na espreguiçadeira.

— Bela escolha. — comento olhando para o horizonte e ele sorri, porém não podia ver seus olhos, pois estavam tampados pelos óculos de sol.

— Com você qualquer lugar é perfeito, Mochi. — acrescenta com um sorriso grande no rosto.

Oppa, posso chupar mais um picolé? — pergunta Nanah interrompendo meu momento romântico com Jungkook.

— Claro, meu bem, pega minha carteira ali perto da bolsa.

— Jimin-ah você está mimando ela demais. Esse já é o quarto picolé.

— E daí?

— E daí que você deveria incentivar uma alimentação saudável. — disse Jungkook com uma expressão séria enquanto a menina nos olhava atenta.

— Você quer um também? — indago para Jeon, enquanto pegava o dinheiro na carteira.

— Quero. — ele responde tentando segurar o riso.

— Ai minhas costas, porra! — reclama Yoongi. Lisa tentava passar o protetor em sua pele extremamente vermelha.

— Eu avisei para passar antes. “Não precisa, não precisa, eu já morei no Brasil”. — zomba Lisa imitando a voz rouca de Yoongi. — Tá achando que essa branqueleza aguenta sol?

— Não me enche o saco, garota. — diz, aborrecido por causa do ardor que sentia.

— Então passa sozinho seu chato. — ela sai de perto dele e se senta na minha espreguiçadeira cruzando as pernas.

— Jimin, se quiser, podemos levar ela até lá. Vamos caminhar um pouco na orla. — sugere Jin se levantando com Namjoon e limpando a areia da bermuda. Tive que perdoar Namjoon depois da nossa briga, pois ele e Jin agora estavam juntos.

— Tá bom. Vai com o tio Nanah. — ela já ia saindo sem pegar o dinheiro. — Ei, o dinheiro. 

— Não precisa, o tio Jin paga.

— Amor, vamos nadar? — pergunta Jungkook empolgado.

— Ai nem quero, baby. Preguiça de sujar.

— Ah, por favor. Vamos.

Namjoon e Seokjin ainda estavam parados e eu não entendi o porquê. Eles não paravam de rir, inclusive Nanah e Jungkook.

— Porque vocês estão rindo? — fiquei desconfiado com aquela atitude suspeita.

Bastaram poucos segundos para que eu fosse surpreendido. Jungkook, Namjoon e Seokjin me seguraram, um de cada lado e correram comigo em direção ao mar. Eles me jogaram de roupa e tudo lá dentro. Eu queria esganar cada um deles, mas, no fundo foi divertido. Acabou que todos entraram juntos e participaram da brincadeira.

— Eu não sei porque chamamos eles para nossa lua-de-mel. — resmungo jogando água em Jin.

— É porque nossas vidas seguem um paralelo perfeito. — explica Jin abraçando Nam.

Parei para refletir sobre aquilo que ele havia dito. Nós éramos um grupo de desajustados. Únicos, porém extremamente felizes. Se parassem para analisar nossas histórias, jamais imaginariam que elas se cruzariam de uma maneira tão inusitada. Porém é como dizem, as melhores coisas da vida, acontecem sem razão de ser, elas são repentinas e suficientes para se tornarem eternas em nossos corações. Se seguiríamos lado a lado para sempre, não há como saber, mas faríamos o possível para aproveitar cada momento daquela "grande pequena" família que formamos. 

— Nossa parceria é um paradoxo inexplicável... — com a água do mar até o joelho, envolvi meu braço ao redor do pescoço de Jungkook, e juntos admiramos o sol emitir os últimos raios da tarde.

           

*-*FIM*-*

 


Notas Finais


Eu sei que foi bastante clichê, mas depois de fazê-los sofrer tanto, eu queria um final feliz. Espero que tenham gostado, e que essa etapa tenha se encerrado com alegria. BJOSS

P.S: Ouçam a música que o JK cantou para o JM no casamento.. ela é maravilhosa.
https://www.youtube.com/watch?v=Q1oNpoEhW1Y


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