História Paralisia do Sono - Capítulo 11


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Híbrido, Hibridos, Jikook, Jikookwriters, Jungkook Ativo, Paralisia Do Sono, Triângulo Amoroso, Vkook
Visualizações 3.163
Palavras 1.958
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Sobrenatural, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Dessa vez eu não demorei tanto KKKKK \o/
Obrigada por todo o carinho e aos 700 favs!

Capítulo 11 - Delta


Jimin balançava os braços de forma inquieta na frente de Jungkook, mas esse agia como se não o visse, e de fato não via. O contrato estava chegando ao final, essa era a única explicação encontrada por Park.

- Quer dizer que você e Taehyung finalmente... – não conseguiu terminar a frase, estava pasmo demais.

Jeon cansado de procurar pelo seu amigo hibrido, atirou-se na cama macia, olhando para o lado e percebendo o quanto era estranho não ter a companhia do outro. Sua mão apalpou os lençóis que antes eram preenchidos pelo corpo pequeno de um certo loirinho, remetendo-se a noite passada. Havia trocado caricias da forma mais intima possível com Park, dando a ele algo que jamais teria novamente... A virgindade.  Talvez por isso fosse tão estranho não estar com o garoto ali. Jungkook levava as coisas a sério, e ser deixado lhe fazia sentir-se esquecido. Tudo piorava ao imaginar Jimin partindo por não ter mais nenhuma função a cumprir, aquilo era errado. Ele deveria ficar! O moreno não queria perde-lo.  

- Você vai voltar, não é? – perguntou-se antes de suspirar.

Park deitou ao lado do maior, então tentou tocar-lhe a bochecha, mas sua mão atravessou a pele de Jeon. O hibrido havia voltado a ser  aquele projeto de fantasma.

- Desculpa... – respondeu apesar de saber que não seria ouvido, muito menos visto.

Jungkook, após alguns minutos, levantou-se e, sem vontade alguma, foi cumprir com seus deveres. Arrumou a casa, que estava um pouco suja e desorganizada, parando em frente a estante que continha poucas fotografias. Seus olhos sempre eram levados até aquela que continha ele e Taehyung na feira de ciências. Sorriu bobo e esticou a mão para pegar o quadro, mas o mesmo escorregou entre seus dedos, caindo no chão. O vidro estilhaçou-se, e quando o moreno foi juntar os cacos, acabou cortando o indicador, que sangrou em cima da foto.

- Ai que droga – levou o canto cortado até a boca, sugando o próprio sangue.

Jimin, que via tudo, tentou ajudar, mas ao aproximar a mão do ombro do rapaz, atravessou-o outra vez. Após o susto, logo percebeu que não havia sido nada grave, pois Jeon ainda estava com os olhos brilhantes e com toda sua pureza estampada em seu sorriso que ainda permanecia radiante e calmo em seu rosto. Park não deveria se sentir triste, mas se sentia, ainda mais ao ver Jungkook agir de forma tão meiga e cumplice perante a imagem de Kim.

Aquele moreno era difícil de se entender, e o hibrido a cada dia ia confirmando isso. Jimin especulava a possibilidade de Kook não saber qual rumo tomar na vida amorosa ou, na pior das hipóteses, a possibilidade de ser para ele apenas uma caixinha para colocar todas as suas tristezas, revoltas e desejos contidos. Jimin não percebera o quanto aquilo podia lhe afetar até aquele momento. Sabia que não seria amado, sequer esperava por aquilo, mas quando a inveja lhe bateu, o que antes não imaginava e muito menos exigia, teve inicio em si: Uma paixão.

Pego pelo carma do amor não correspondido? Talvez. Entretanto, diferentemente de Jungkook, Jimin não teria nenhuma chance. O que alguém como ele poderia conseguir?

 Park ia direto ao ponto, não era de ficar mentindo para si mesmo e negando tudo o que seu coração há um tempo tentava lhe avisar, talvez por isso sofresse. Seu coração havia sido fisgado.  

Conviver com aquele humano doce e puro, o fez sentir-se inteiramente vivo outra vez. Bom... Pelo menos enquanto ainda era possível ser notado.

[...]

Jungkook – Ponto de vista

Nove horas da noite e ele ainda não havia voltado... Onde poderia ter se metido? Por que não avisou que sairia? Por que não deixou recados?  Droga... E se ele estivesse em perigo?

Baguncei meus cabelos, talvez fosse exagero. Jimin é um cara responsável e independente, sabe o que está fazendo.

Meu celular começou a tocar, vibrando em meu bolso. Rapidamente o peguei, e não sei por qual motivo pensei que pudesse ser o loiro. Estava enganado para variar... Ao ler o nome que aparecia na tela, vi que era Taehyung. Fiquei feliz, obvio, mas ao mesmo tempo angustiado.

- Alô – atendi, tentando esconder minhas preocupações.

- Posso ir aí na sua casa? – o ruivo perguntou de forma direta.

- Claro que pode, aconteceu alguma coisa? – indaguei, enquanto ajeitava o telefone na orelha.

- Minha nota de matemática, foi isso que aconteceu... – o ruivo suspirou na linha, certamente estava desesperado com as provas que a cada dia ficavam mais próximas.

Ri, expressando o descontentamento.

- Qual a graça? 

- Pensei que quisesse me ver – fui sincero, expondo um pouco de minha decepção.

- E quero! – Taehyung respondeu rapidamente – E como quero... Posso até te mostrar o quanto eu te quero também, então me dê quinze minutos e já estou aí! – desligou o telefone, me deixando sozinho processando a informação toda.

Quinze minutos, eu tinha quinze minutos para tomar um banho e me livrar do suor adquirido após toda a arrumação que fiz na casa. Corri, pegando toalha e roupas. Meu banho foi na velocidade da luz, mas pelo menos consegui fazer tudo o que precisava.

 Ao terminar de me vestir, a campainha tocou e eu fui atender.

- Oi! – falei ao abrir a porta.

- Kookie! – Kim abraçou meu pescoço e beijou minha bochecha, me fazendo sorrir.

- Entra...

Dei espaço e ele logo foi para sala, onde jogou sua mochila em um canto qualquer.

- Precisa de ajuda em qual parte da matéria? – perguntei enquanto ia até meu armário pegar o livro didático.  

- Toda! – o ruivo me abraçou por trás balançando-me levemente de um lado para o outro – Estou ferrado... – ele se escondeu em meu pescoço, fazendo com que eu arrepiasse ao sentir sua respiração.

- Vamos começar pelo inicio então! – peguei o necessário e fui até a mesa, mas Taehyung não me soltou – Ei, você não pode ficar colado em mim o tempo inteiro... – ri.

- Posso sim, você é o meu namorado e eu quero agarrar você! – me abraçou mais forte.

- Você faz isso depois, estou preocupado com as suas notas também... Precisa se concentrar – me desvencilhei do garoto.

[...]

- Eu não aguento mais! – Kim reclamou – Resolvo os problemas desse merda do “X” desde a sexta série!

- Sei que sim, mas precisa ter calma, você foi bem até agora – sorri, ele realmente estava tendo bons resultados. As notas de Tae só não eram melhores porque ele não estudava...

- Agora podemos pular pra parte que eu te agarro? – perguntou com os lábios em formato de biquinho

-Por que quer tanto isso? – corei, abaixando minha cabeça.

- Porque você me deixa com um tesão – deu de ombros.

- Tae! – aposto que minhas bochechas ficaram ainda mais avermelhadas naquele instante.

O ruivo riu, se levantando da cadeira e se sentando em meu colo, com uma perna de cada lado do meu corpo.

- Não precisa sentir vergonha – beijou minha testa – Eu sou seu e você meu – beijou minha bochecha – Namoramos agora, lembra? – beijou o canto de minha boca.

- Lembro... – passei as mãos por sua cintura, fazendo com que ele fechasse os olhos.

Eu o beijaria? Era isso mesmo?

 T..Ta..Eu só tinha que fazer que nem fazia com Jimin... É...Igual era com Jimin...

Aproximei-me de seu rosto, tocando sua nuca, então uni nossas testas e tomei seus lábios em um beijo calmo. Era a primeira vez que eu o tocava daquela maneira e, era bom, era muito bom... Principalmente depois de tanto espera-lo. Queria cuidar dele, queria amar ele, queria dar tudo de mim como ninguém jamais foi capaz de fazer, e naquele momento eu tinha a oportunidade. Entretanto, eu não conseguia relaxar, pelo menos não enquanto Jimin não voltasse.

Como eu poderia me dar o direito de ficar de bobeira, enquanto meu amigo estava desaparecido? Sei que disse a mim mesmo que ele era responsável e que provavelmente sabia o que estava fazendo, mas mesmo assim, em minha mente era gritante que não estava tudo bem, Park Jimin não estava bem.

- Tae... – me separei do ruivo, então me permiti “esconder-me” em seu pescoço.

O senti afagar meus cabelos, então o apertei em um abraço. A sensação de angustia era horrível. Eu estava mal, e o universo parecia deixar o clima pesado para que eu percebesse isso, porque não importava o quanto eu tentasse negar, tudo em mim indicava o pior.

- Quando foi que você começou a gostar de mim? – fui disperso com a pergunta feita em um tom baixo por Kim.

Fiz carinho em suas costas, enquanto pensava a respeito daquilo.

- Sabe que eu não sei? – respondi – Acho que sempre acabava te observando, então aconteceu...

Desgrudei-me dele, podendo encarar seus olhos brilhantes.

- E como era se sentir apaixonado? –indagou, enquanto brincava com meus fios de cabelo.

Ri baixo devido ao nervosismo, então respondi:

- Confuso...

- Hm... – ele saiu de meu colo e se jogou em meu sofá, apenas o segui, me sentando ao seu lado – É que ninguém nunca gostou de mim dessa forma, queria muito saber como é...

- Amar é legal, mas às vezes é horrível – balancei minha cabeça negativamente ao me recordar das vezes em que acabava depressivo por conta de nada parecer dar certo em minha vida amorosa.

- Como por exemplo... – instigou.

- Como eu posso explicar? – pensei alto, então estalei meus dedos – É como na matemática! Às vezes você precisa fazer bhaskara, e é tudo lindo e maravilhoso, até pegar um calculo onde o delta não tem raiz – suspirei – Você sabe que isso é normal, e que vai acontecer às vezes, mas não gosta. Quando amamos alguém, temos que viver sabendo que algo não vai ser como queremos – o encarei no fundo de seus olhos, que pareciam extremamente concentrados – Mas isso não significa que vamos deixar de gostar ou que tenhamos de desistir disso.

- E qual era o meu delta para você?

- Às vezes sentia que...Eu era o único a correr atrás de nossa amizade, e que se algum dia eu parasse, você simplesmente sumiria sem olhar para trás – abaixei minha cabeça – Um relacionamento me parecia impossível nessas condições, e esse era o seu delta que eu tentava solucionar.

Taehyung silenciosamente ficou mais próximo de mim, então segurou minha mão.

- E.Eu.. – gaguejou – Nunca ouvi isso de ninguém... Não sei como responder... É diferente...

- Como assim? – arqueei minha sobrancelha.

- Nunca precisei dizer palavras de conforto a ninguém, e ninguém nunca disse nada tão fofo assim pra mim – ficou quieto por poucos segundos, mas logo voltou a falar novamente – Você é a primeira pessoa que parece ver um futuro para nós dois e eu não sei se... – abriu e fechou a boca algumas vezes, procurando as palavras corretas.

- Se...

- Se estou pronto pra isso – apertou minha mão.

- Quê? – espantado, aterrorizado, sentimentalmente nocauteado, o que Kim Taehyung queria dizer com aquilo?

- Tenho medo, Jungkook, medo de simplesmente ferrar com tudo, porque... Porra, porque você me ama... Se eu te decepcionar, o que acontece? Mais uma vez te deixo mal?

- Você pretende me decepcionar? – o interrompi.

- Não! Longe disso, eu...

- Então não importa! Se tentarmos fazer as coisas darem certo, podemos conseguir – me sentia completamente desarmado por pensar que o ruivo cogitava a possibilidade de dar fim a tudo.

- Como pode confiar tanto em mim?! – aumentou o tom de voz, largando minha mão, enquanto se levantava.

- Eu já lhe disse uma vez, Taehyung, relacionamentos se baseiam na confiança, eu preciso acreditar em você e você em mim! – me levantei igualmente a ele.

- Então prove, prove que confia em mim – me puxou pela roupa.

- Como quer que eu prove isso? – perguntei confuso.

- Vá para cama comigo. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado! XD
e aí o que acham que acontecerá agr? KKKK


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...