História Parallel Universe - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O
Tags Baeksoo, Baekyeol, Chanbaek, Menção A Suicídio, Morte, Universo Alternativo, Yxxnsh
Visualizações 7
Palavras 1.441
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bem, eu devia ter dado uma explicação há meses, mas acabei me esquecendo e tals...
Essa fanfic é a nova versão de “Linhas Paralelas” porque eu não estava satisfeita com o início da outra, então quis mudar e aqui estamos nós novamente.

Essa fanfic está sendo desenvolvida a partir de um plot do grupo EXO FANFICS e quero agradecer a dona por ter uma ideia tão maravilhosa e que me animou a escrever. ♡

Agradeço a @cazzola pela capa maravilhosa que ela fez para mim! ♡

Espero que gostem. Boa leitura!

Capítulo 1 - As pessoas são como borboletas


  O tempo estava fechado. Havia nuvens nubladas por toda parte, a brisa fria entrava pela porta da capela e saía pela janela do local, causando um barulho estranho parecido com gemidos ou assovios. Todos no local estão usando agasalhos de cor escura e tinham uma expressão triste na face, alguns choravam e outros se seguravam para não desabar porque eram o apoio de outra pessoa.

  Baekhyun permanecia parado ao lado da enorme janela com a irmã mais nova entre seus braços, seu olhar vagava para além das montanhas onde o dia começava a raiar, logo estariam caminhando até o local onde se encontrava o túmulo de Byun Sungjoon. Yeojin soluçava alto enquanto apoiava seu rostinho no ombro do irmão mais velho e o garoto queria tanto fazer o mesmo que ela, mas não podia. Tinha que ser o suporte da garotinha.

— Baek, por que o vovô foi embora? — Yeojin indagou, as mãozinhas tentando impedir que as lágrimas parassem de cair.

  O garoto fungou e olhou para teto, evitando que as lágrimas escorressem por suas bochechas. Ele acariciou os fios negros da menor e forçou um sorriso enquanto se aproximava do lugar onde sua avó estava sentada, cabisbaixa, sendo consolada por seu pai, Hyungsang.

— Jinnie, olhe para vovó! — Baekhyun sussurrou. — Ela não está chorando porque sabe que o vovô foi para um lugar melhor e está bem.

— Por que a mamãe 'tá chorando, então? — Yeojin parou de chorar e apontou para Hyebin, soluçando próximo ao caixão de Sungjoon.

  Baekhyun engoliu em seco, se esforçando para não chorar na frente da irmã, ele tinha que confortá-la, mostrar que tudo estaria bem logo. Porém, também queria ajudar a mãe mas ela havia pedido para que cuidasse de Yeojin.

— Porque a mamãe não entende que ele está em um lugar melhor, saeng. — Baekhyun respirou fundo, ele também não entendia.

  Yeojin assentiu e deitou a cabeça no ombro do irmão, este que apenas se encostou na parede e fechou os olhos, implorando para que tudo isso fosse apenas um pesadelo ruim.

  Byun se assustou com o toque das mãos de sua avó em seu ombro, avisando que eles deveriam caminhar até o local onde Sungjoon seria enterrado. Um aperto tomou conta do coração dele enquanto uma de suas mãos agarravam duas rosas brancas para que ele e Yeojin colocasse sobre o túmulo do avô, aquilo doía tanto.

  Hyungsang, Hyebin e dois irmãos de Sungjoon carregaram o caixão do mesmo na frente enquanto Yubin, Baekhyun e Yeojin caminhavam atrás, em silêncio, o restante da família vinha caminhando lentamente atrás deles. As mãos do moreno estavam tremendo e os olhos ardendo em uma vontade enorme de desabar ali mesmo, na frente de todos, porque seu avô era uma das coisas mais importantes para si e agora ele havia partido.

  Baekhyun colocou Yeojin no chão e segurou a pequena mão da menina, entregou uma das rosas branca para a menor e ela apenas abraçou a perna dele enquanto eles faziam uma simples oração e depois começaram a descer o caixão para a cova. Yeojin começou a chorar novamente e Baekhyun teve que pegá-la no colo, acariciar seus cabelos e dizer que tudo estava bem.

  Ele caminhou com a irmã até a lápide do avô após eles ajeitarem tudo e mostrou o local onde ela deveria colocar a rosa, as rosas de ambos ficaram próximas uma da outra enquanto Baekhyun sorria para irmã que enxugou as lágrimas e sorriu de volta para ele.

— Nós estamos indo, Baek-ah. Vai ir com a gente? — Hyebin indagou com a voz embargada enquanto pegava Yeojin do colo dele.

— Eu vim com meu carro. Pode ir, mãe. — ele coçou os olhos por trás dos óculos. — Descansa, por favor. Yeojin, durma um pouco ok? Você passou a noite toda acordada.

  Hyebin não insistiu em mandar o filho ir para casa, ele havia sido o único que não chorou naquele lugar porque estava sendo o apoio que a irmã mais nova precisava. Ele se aproximou da irmã e depositou um beijo na testa da mesma, esta apenas sorriu em resposta.

— Vovó, por favor, não fique segurando o choro. — o moreno pediu enquanto envolvia Yubin entre seus braços. — Chorar deixa a alma mais leve.

— Você também precisa chorar, Baek. Não se preocupe comigo, vou ficar bem. — a senhora sorriu. — Não demore para voltar para casa ok?

  Baekhyun assentiu e observou a família sumir do alcance de sua visão, foi quando ele desabou, caindo de joelhos sobre a grama, as lágrimas escorrendo por suas bochechas como se tivesse aberto uma torneira. Suas mãos tremiam e ele chamava pelo o avô entre os soluços, indagando a todos os deuses que acreditava existir o porquê de uma das pessoas mais preciosas para si ter partido.

  Ele ficou naquela posição por volta de uma hora e somente quando uma borboleta branca passou próximo ao seu rosto, conseguiu se recompor, enxugou as lágrimas e acariciou a lápide do avô; lendo a frase que estava escrita na mesma:

As pessoas são como borboletas, tão frágeis que o mínimo aperto pode matá-las.

  Byun sorriu ao finalmente entender a mensagem que o avô queria passar toda vez que dizia essa frase para qualquer um. Seungjoon era uma borboleta tão frágil que mesmo tentando se livrar do aperto, ele acabou o levando.

  Não estava tudo bem, não ficaria tudo bem tão rápido. Porém, Byun torcia para que no futuro apenas sorrisse quando se lembrasse do homem que lhe mostrou como viver.

[❀]

Dois dias depois do enterro.

  Baekhyun simplesmente não tinha vontade para fazer mais nada e agradecia por estar de férias. Seus dias eram resumidos em chorar por horas enquanto gritava consigo mesmo por não ter feito nada para impedir que a doença matasse seu avô, como se a culpa de Seungjoon ter ficado doente fosse sua. Ele só saía da cama para ir ao banheiro ou quando sua mãe resolvia visitá-lo.

  Hyebin sabia que o filho mais velho sofreria, ele era tão apegado ao avô. Então, sempre tirava uma parte de seu dia para ir vê-lo no apartamento que ele morava. A mulher levava a filha mais nova consigo, levava comida para ele e o mandava cuidar de sua higiene pessoal. Yeojin levava, todos os dias, consigo um jogo de tabuleiro e pedia para que Baekhyun jogasse com ela, conseguindo arrancar poucos sorrisos e risadas verdadeiras do irmão em um período que ele estava tão mal.

  Quando as duas iam embora, Baekhyun se sentava no tapete da sala com os três cadernos de capa colorida que guardava consigo desde que tinha nove anos de idade, a letra mal feita mas que ele conseguia entender perfeitamente, onde escrevia todas as histórias que ouvia e criava com o avô. Os cadernos e a caixinha em cima da estante do quarto eram seus bens mais preciosos depois da família.

  Então, ele finalmente se lembrou da caixinha e das palavras do avô, dizendo para que só abrisse quando estivesse triste. Baekhyun não havia entendido porque ele tinha dito aquilo mas agora entendia. Era como se o idoso já soubesse que iria morrer. 

  Byun se levantou e correu até o quarto, pegando a caixinha vermelha em cima da estante e voltando para sala, sentando novamente no tapete e abrindo a pequena caixa com cuidado. Foi impossível não arregalar os olhos ao examinar aquela pulseira, era exatamente igual a que seu avô descrevia em suas histórias sobre universos paralelos. Sua mente voltou até a última vez que falou com ele, apenas uma parte da conversa havia ficado gravada em sua mente:

Quando tudo acontecer, releia o seu caderno de capa azul e você vai saber o que fazer. Supere todos seus medos, Hyunnie. Eu te amo!

  Uma lágrima escorreu por sua bochecha, ele respirou fundo sabendo que aquela pulseira estava consigo por um motivo, teria que cumprir tudo que ouviu nas histórias do avô mas, com toda certeza, de uma forma completamente diferente.

— Eu vou fazer isso por você, vovô. — Baekhyun sussurrou. — Sei que vou aprender algo muito importante para minha vida nesses universos e farei isso por mim, e por você. 

  Byun ajeitou os óculos no rosto e colocou a pulseira em um dos braços, ficando um tempo apenas observando como era antiga mas bela. Ele passou algumas horas relendo o caderno com histórias mais recente colocando em sua mente que quando se formasse iria publicar tudo aquilo em um livro para que todos conhecessem a vida de seu avô, depois de comer o que havia sobrado da comida que a mãe levou para ele, foi se deitar, tendo em mente que acordaria em outro lugar no dia seguinte.


Notas Finais


Creio que o próximo capítulo seja postado na semana que vem.

Obrigada ♡


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