História Paralyzed World - Capítulo 28


Escrita por:

Postado
Categorias Chandler Riggs, Elle Fanning, The Walking Dead
Personagens Carl Grimes, Daryl Dixon, Glenn Rhee, Maggie Greene, Rick Grimes
Visualizações 117
Palavras 4.197
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Luta, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 28 - Game of Survival


Fanfic / Fanfiction Paralyzed World - Capítulo 28 - Game of Survival

Pov’s Noora

Minha mão bateu contra a areia que havia na beira do riacho assim que eu subi de volta para a superfície alguns segundos depois do que me pareceu ser um breve desmaio debaixo d’água. Fiz uma careta de dor me arrastando para sair da água enquanto eu me esforçava o máximo que eu podia para controlar a dor que me invadia devido ao buraco no meu abdômen sangrando constantemente. Tossi um pouco de água e fechei meus olhos brevemente lutando para arranjar forças para levantar. O meu corpo tremia sem parar no momento em que alguns flashbacks do que havia acontecido voltavam na minha cabeça. Comecei a me erguer e então notei a poça de sangue formada na areia por eu ter ficado de bruços por alguns minutos. Me levantei com dificuldade e olhei em volta sabendo que a correnteza da água havia me levado para alguns metros longe do penhasco em que caí. A minha calça estava rasgada e o meu joelho sangrava por estar com alguns arranhões que devem ter aparecido assim que bateram contra algumas pedras durante a queda.

Me curvei respirando fundo e algumas lagrimas insistiram em escorrer pelo meu rosto. Foquei em me concentrar em algum caminho pelo qual eu deveria seguir e travei o meu maxilar sentindo a raiva crescer dentro mim. Eu odiava esses desgraçados e estava com muita vontade de matar cada um deles. Comecei a andar cambaleando para o lado algumas vezes e entrei na floresta me apoiando em algumas arvores para que eu não caísse. Eu estava toda suja de sangue e areia que continuava grudando em mim pelo fato do meu cabelo estar pingando água. Olhei em volta não sabendo para onde ir e olhei o buraco do tiro. Virei minha cabeça analisando minhas costas e notei que não havia o buraco de saída da bala. Ela ainda estava dentro de mim corroendo minha pele a cada passo que eu forçava para dar. Segui por uma trilha notando um rastro vermelho ficando pelo caminho que eu percorria enquanto mancava mal me agüentando em pé. Eu sabia que eu poderia morrer a qualquer momento. Ou por eles, ou por zumbis, ou por causa desse tiro que sangrava muito. Engoli em seco começando a sentir um pouco de frio pelo final da tarde estar chegando e pelo fato de eu estar apenas de sutiã. Logo começaria a escurecer e eu tinha que achar algum lugar para que eu pudesse ficar porque eu não conseguiria chegar até Alexandria nesse estado e eu mal sabia onde eu estava.

Eu não sei direito por quantas horas eu fiquei andando sem rumo, mas a dor estava começando a ficar insuportável. Cada passo que eu dava era como se uma faca estivesse sendo enfiada contra o meu abdômen. Comecei a ouvir um barulho de uma moto e me assustei me escondendo atrás de arvore mesmo achando por um único momento que poderia ser o Daryl. O barulho de uma cachoeira estava perto e eu fechei meus olhos fortemente torcendo para que não fosse um dos caras, para falar a verdade, eu torci muito para que fosse o caipira, mas não era. Os faróis iluminaram a estrada e o cara desceu com seu rifle para fazer algo que eu não entendi muito bem direito por eu estar tendo uma péssima visão. Cerrei meus olhos o acompanhando com o olhar e ele soltou sua arma perto da moto indo até perto de algumas pedras. Ele desabotoou suas calças para mijar e eu encarei a arma lá não sabendo se eu iria conseguir ser rápida o suficiente para pegá-la. Eu o analisei percebendo que se tratava de Jack, o gordo que eu acertei o nariz antes de fugir e o único motivo para que ele estivesse sozinho era que eles haviam se separado para me procurar. Para se certificarem de que eu estava morta. Mas eu não estava.

Quando criei coragem saí correndo em direção a moto o mais rápido que consegui. Ele se virou assustado com os barulhos e eu agarrei o rifle o destravando no mesmo momento que apontei para ele. O encarei com raiva pronta para apertar o gatilho e então ele abriu os braços.

-Achei você... –ele falou com um sorriso no rosto e segurando um walkie-talkie. Dei alguns passos para trás sem tirar os olhos dele e então neguei com a cabeça.

-Não. Eu achei você. –falei com a voz rouca por estar a muito tempo sem tomar e comer absolutamente nada.

-Tem razão. –ele disse concordando. -E você está péssima... Nem parece a garota bonita que estava na estrada... Não achei que iria sobreviver ao tiro e muito menos ao penhasco, mas... Você é uma garota forte.  –ele riu fraco e apontou para o próprio nariz. -Viu o que fez? –eu me mantive calada mantendo meu olhar fixo em qualquer movimento que o mesmo fazia. Eu não iria vacilar, não com esse cara que faltou pouco para me estuprar. -Não vai falar nada?

-Havia um cara chamado Jack no meu antigo grupo. –eu disse e ele franziu o cenho antes de assentir.

-Legal. E onde ele está? –o gordo perguntou olhando em volta e eu o analise.

-Morto. –eu respondi e sorri sem mostrar os dentes. -Vocês dois tem mais coisas em comum do que parece... Porque você sabe que você já está praticamente morto também, não sabe? –eu perguntei e ele começou a rir como se tudo que estivesse acontecendo não passasse de uma brincadeira de criança. Eu apertei o gatilho e a arma não disparou o que fez o meu coração parar por um breve segundo antes de voltar acelerando rapidamente. O cara correu na minha direção e me jogou no chão arrancando a arma das minhas mãos em um gesto rápido. Eu grunhi de dor quando minhas costas se chocaram contra aquela terra e ele me agarrou pelo cabelo me arrastando até a água no momento em que eu me levantei.

-Por acaso sua vadia, achou mesmo que eu deixaria uma arma carregada por aí sabendo que você poderia estar viva? –ele perguntou entrando na água fria junto comigo. -Porque ir atrás da caça se ela mesma pode vir ate você não é mesmo? –eu tentei me soltar dele, mas o mesmo segurou o meu braço com tanta força que eu fui capaz de sentir suas unhas cravando na minha pele. Ele abaixou minha cabeça contra a água no mesmo momento em que pegou seu radio avisando aos outros que estava comigo. A água invadiu o meu nariz e a minha boca e eu abri meus olhos começando a me afogar enquanto de alguma maneira eu tentava levantar a minha cabeça para recuperar o ar. Jack me puxou para a superfície novamente e quando abri minha boca para tossir, ele me abaixou no mesmo instante. Eu engoli um pouco de água sentindo a minha garganta queimando e comecei a bater meus braços freneticamente para que eu me soltasse ao ouvir o cara rindo, parecendo estar se divertindo ao me afogar. A água estava parecendo querer descer pelo meu esôfago enquanto eu fazia força para prender a respiração o máximo que eu conseguia. Ele me puxou me fazendo tossir constantemente e ao abaixar o olhar notei uma faca em seu coldre. Quando ele me abaixou mais uma vez eu a puxei em um gesto rápido e discreto. A enfiei com força contra a sua perna e ele gritou me soltando. Eu me levantei tossindo água para fora e quando me virei cravei a faca contra o seu olho sem pensar duas vezes. A puxei de volta a enfiando no seu outro olho e rodei a faca o encarando gritar sem parar enquanto seu rosto ficava manchado pelo liquido vermelho escuro. Dei alguns passos para trás observando cada gesto do homem em seus últimos segundos de vida e me mantive segurando o cabo da faca fortemente. Seus braços estavam esticados por ele estar tentando me achar e Jack passava a chorar feito um bebê devido à dor que estava sentindo. Seu corpo parou de se movimentar e ele caiu morto na água tornando o lugar silencioso novamente.

-Porque ir atrás da caça se ela mesma pode vir até você não é mesmo? –eu perguntei repetindo sua frase e saí do lago vendo seu corpo afundando antes de afundar de vez. Olhei em volta vendo um zumbi saindo da floresta e me apressei indo até a moto. Olhei se as chaves estavam lá, mas não acreditei quando não as vi. Provavelmente estavam na calça do homem que agora estava no fundo da água. Agarrei a mochila no chão vendo o morto vindo até mim e comecei a me afastar entrando na mata.

Me apoiei na parede de um túnel de esgoto e minhas pernas fraquejaram me fazendo cair sentada. Eu estava morrendo de frio e tudo lá fora estava completamente escuro e gelado. Apoiei minha cabeça respirando fundo e ajeitei o meu sutiã brevemente antes de fazer uma careta de dor. Eu não estava suportando o fato daquele tiro estar ardendo constantemente há horas. Soltei a faca e agarrei a mochila para ver o que havia dentro dela. Puxei o zíper e joguei as coisas no chão. Achei um isqueiro, uma fita isolante prata, uma corda, algumas munições do rifle e uma garrafa de água que foi tomada por mim rapidamente. Abaixei minha cabeça sentindo minhas vistas embaçarem e mordi minhas bochechas antes de soltar um suspiro.

-Eu não vou morrer... Não aqui. –eu sussurrei notando toda a minha barriga machada de sangue. Encarei meu dedinho ainda torto e o segurei com força para colocá-lo de volta no lugar. O puxei rapidamente ouvindo um estralo e soltei um gemido de dor vendo minha mão tremer freqüentemente. Aquilo era o maior inferno. Eu retirei o meu all-star e puxei minha meia antes de calçar o sapato novamente sentindo meu dedo latejando dolorosamente.  Dobrei o tecido no meio limpando o buraco do tiro e franzi o cenho sentindo aquilo doer. Pressionei o pedaço de pan contra o ferimento e passei toda a fita isolante em volta a prendendo com força para não sair do lugar. Alcancei a corda e juntei algumas folhas e galhos no chão antes de usar o isqueiro para fazer uma fogueira. Eu me aproximei das chamas sentindo o meu queixo tremendo de frio e quando encostei minha mão em meu rosto, percebi que o mesmo estava mais quente. Provavelmente eu devia estar com febre e se eu não arranjasse um jeito de achar o caminho de volta, eu podia dizer adeus a esse mundo. Puxei a mochila improvisando um travesseiro e deitei minha cabeça contra ela abraçando o meu próprio corpo e tentando de algum jeito, dormir.

Quando amanheceu, eu saí do túnel segurando o rifle desajeitadamente. Respirei fundo olhando em volta e saí andando em direção a estrada sabendo dessa vez para onde eu devia ir e não era para Alexandria. Olhei em volta um pouco preocupada e tentei aumentar a velocidade dos meus passos voltando pelo caminho que eu tinha feito ontem. Se eu me lembrava bem, eu ainda devia estar por perto da cachoeira. Me reaproximei do lago onde eu havia matado Jack e franzi o cenho organizando os pensamentos confusos que invadiam a minha cabeça. Ela estava dolorida, parecendo estar zumbindo sem parar enquanto eu sentia o hematoma doendo e piorando a cada segundo que se passava. Mordi minhas bochechas e me virei ao ouvir um gemido atrás de mim. Um zumbi saiu do meio da mata e eu comecei a me afastar antes que ele se aproximasse o suficiente para me pegar. Eu não podia gastar meu tempo e nem o resto de energia que eu tinha, matando esses mortos. Aliás, eu teria que poupá-las para lidar com os vivos.

**

Encarei a casa por um tempo ainda decidindo se eu devia entrar lá porque eu tinha a chance de não sair novamente. Eu estava considerando todas as possibilidades e cheguei à conclusão de que se eles morressem, eu teria que me preocupar apenas com os zumbis na volta para Alexandria. Então eu faria aquilo, eu podia fazer e sabia que eu não me arrependeria. Caminhei silenciosamente segurando o rifle e entrei naquele lugar sem nenhum problema, até porque a porta da frente estava destrancada. Encarei Frederick sentado de costas para mim em um sofá cinza segurando um walkie-talkie e uma garrafa de cerveja quase vazia. Ele parecia preocupado e angustiado na mesma proporção por saber que havia algo de errado com o Jack, já que o mesmo ainda não havia voltado. Parecia ser a centésima vez que ele o chamava pelo radio e soltou um suspiro frustrante por estar falando sozinho como se fosse um idiota. Olhei em volta sabendo que ele estava distraído de mais para se virar e coloquei calmamente o rifle sobre a mesa percebendo que ele não havia se dado conta da minha presença na casa. Puxei uma sacola de lixo alaranjada e quando olhei para a minha mão, vi uma parte dela extremamente roxa que parecia quase um preto que surgiu quando o meu dedo foi colocado de volta no lugar.

 “O mundo pode ser um lugar cruel e sombrio quando quer, Nory... –ouvi a voz do meu pai entrando na minha cabeça e só então percebi o quanto eu sentia falta de ouvi-la. -Pessoas vão morrer... Eu vou morrer. A mamãe... Jessica, Michael. E não tem um jeito de você se preparar para isso. Eu tentei, mas eu não posso. Eu preciso que você seja mais rápida, mais inteligente, e mais corajosa que as pessoas que vão tentar lhe fazer mal. Porque você sabe que vai existir essas pessoas. Eu esperava que eu tivesse algo melhor para dizer a você, de verdade. Meu pai seria bom com isso. Mas eu estou cansado, filha. Então pegue essa arma e aprenda a usá-la porque um dia... Eu não estarei mais aqui.”

-Você está com a garota Jack? –Frederick perguntou no walkie-talkie e eu ergui o olhar sabendo o que eu tinha que fazer. -Responda logo seu otário, se estiver com a menina traga-a para cá antes que acabe matando ela seu gordo. –eu dei um passo em sua direção com a sacola atenta a qualquer movimento na casa. Aliás, eu sabia que Adam estava por aqui também, apenas em um cômodo diferente. -Você esta me escutando por acaso?! Onde diabos você esta?!

-Morto. –eu respondi o fazendo se assustar e quando ele pensou em fazer alguma coisa enfiei a sacola em sua cabeça e a apertei fortemente. Ele tentou se agarrar em mim e eu quase o soltei por minha mão ter doído com o esforço, mas resisti para prendê-lo. Ergui o olhar o vendo se sacudir para se soltar apressadamente enquanto eu travava meu maxilar tentando não pensar no que eu estava fazendo. Pensar sempre é doloroso de mais. O saco se enchia e se esvaziava de acordo com sua respiração descontinua e quando o olhei vi seu pescoço já o vermelho bastante mostrando que ele passava a ficar sem ar a cada segundo que eu me mantinha segurando o plástico. Era horrível pensar no que eu já tive que fazer para me manter viva e confesso que já cheguei a ser má e para isso acontecer tem que haver um motivo, ou se não, você não merece ser perdoado. As coisas eram ainda mais deploráveis do que eu imaginava ao me lembrar de quem eu era no começo. A garotinha que sempre teve todos por perto para proteger, a garotinha que não havia uma gota sequer de sangue nas mãos. O homem parou de se movimentar e eu o soltei no sofá sabendo que ele havia se tornado apenas mais um na minha lista. Engoli em seco e quando me virei dei cara com um espelho refletindo a minha imagem. Eu me assustei com minha aparência e vi que era como se eu fosse um zumbi porque eu estava muito parecida com um. Metade da minha testa estava roxa com um grande corte com sangue seco. A região abaixo de um dos meus olhos estava azulado e o meu olhar estava sem nenhum brilho, até a cor parecia estar desaparecendo porque pela primeira vez vi meus olhos um pouco escuros. O meu cabelo estava desgrenhado e sujo com sangue que fazia algumas mechas se tornarem castanhas pelo liquido estar seco e grudado. Havia marcas de alguns dedos pelo meu pescoço e pelos meus ombros e me ver assim me deu vontade de chorar. Me deu vontade de realmente estar morta porque eu estava sentindo ódio de ser essa pessoa. Me virei de lado vendo um pequeno ralado abaixo da onde o meu sutiã batia e descobri o motivo de estar sentindo um ardor naquela região. Desviei o olhar não querendo mais me ver assim e peguei a arma a destravando. O barulho de passos vindo nessa direção me fez pegar a arma de prontidão e apontá-la para o corredor por saber que a pessoa surgiria de lá. Adam apareceu segurando uma garrafa de cerveja e a manteve no caminho de sua boca quando me viu apontando a arma para ele.

-Eu esqueci de bater na porta... Desculpa. –foi a primeira coisa que e falei e ele revezou o olhar entre mim e o corpo deitado no sofá.

-O que você fez? –ele perguntou erguendo os braços lentamente enquanto começava a se manter inquieto por minha aparição repentina.

-Porque parece que está vendo um fantasma? –perguntei e ele se manteve calado provavelmente com milhares de pensamentos rodando sua cabeça. -Devia ter me matado quando teve a chance... –continuei. -Mas eu agradeço a você porque, aqui estou eu. –o cara engoliu em seco dando um passo para trás e eu dei um para frente. -Talvez eu te dê essa chance. O que acha? –eu perguntei.

-Eu sinto muito... Olhá só, os caras eram uns otários e... –ele começou e eu assenti.

-E agora estão mortos. –eu o interrompi.

-Por favor... Não me mate. –ele pediu. -Eu não mereço morrer tudo bem? E sei que você também não por isso eu não...

-Conta outra historia... Você achou que eu ia morrer caindo do penhasco por isso não me matou de imediato... –eu falei o cortando mais uma vez. -Vocês mataram a Denise... –eu sussurrei. -E ela não merecia morrer.

-Foi o Dwight! A ideia de matar um de vocês para começar tudo foi dele! –Adam falou e eu assenti já sabendo disso. -Se sair por essa porta, eu prometo que não irei atrás de você. Eu vou sumir ok? E você não vai me ver nunca mais na sua vida! É uma promessa... –franzi o cenho tentando encontrar qualquer indicio de que ele estava acreditando que eu iria cair nessa conversa.

-Esqueceram de ensinar a você que as pessoas sempre voltam? –eu perguntei esperando por sua resposta. -Vamos ver se eu consigo ler seus pensamentos Adam... Se eu sair, que é o que você está torcendo, a primeira coisa que você vai fazer é procurar uma arma para vir atrás de mim. Você sabe que eu estou machucada, que eu estou a pé e não faço ideia de onde estamos então não será muito difícil para você me alcançar. Sendo assim você solta à frase “Um dia da caça outro do caçador” e me mata. Obviamente. –eu falei e ele me encarou. -Não vou facilitar para você... Por que afinal, você também está machucado. –ele franziu o cenho.

-Não, não estou. –ele falou e eu atirei em seu abdômen. O barulho do tiro ecoou pela casa e ele caiu no chão colocando a mão na barriga sangrando constantemente.

-Agora está. –falei dando de ombros.

-Você é uma louca... –ele falou com dificuldade tentando desesperadamente se levantar enquanto uma poça de sangue formava em sua volta. Ele parecia estar pior do que eu porque não foi um tiro de pistola e sim de um rifle... E rifles causam um grande estrago. Ao se manter em pé ele me encarou e então saiu correndo pelo corredor o que me fez estranhar sua atitude. Corri atrás dele antes que ele achasse alguma arma e fui seguindo as manchas de sangue que ele deixava pela casa. Dei a volta em um corredor saindo na sala novamente vendo que Adam havia passado por ali já que o liquido escuro estava espalhado por todo canto e havia marcas de mãos na parede. Entrei no corredor novamente podendo ouvir seus passos apressados, mas quando eles cessaram, eu parei de repente travando no meio do caminho. Me concentrei em ouvir alguma coisa e comecei a dar passos curtos apontando a arma na direção que eu seguia. Meu coração acelerou me fazendo sentir um pouco de medo por não saber onde ele havia se metido. Me aproximei do batente de uma porta e quando ia dar um passo vi uma poça de sangue escorrendo pelo chão, o que mostrava que ele estava bem ali esperando por mim. Voltei pelo caminho aceleradamente ouvindo seus passos correndo na minha direção ao perceber que eu não era burra e quando virei no corredor eu escorreguei no chão e caí de bruços no chão com tudo por cima daquele liquido vermelho espalhado pelos azulejos. Meu rosto bateu contra o piso e eu fiz uma careta de dor tentando me levantar apressadamente. Minhas mãos e meus joelhos deslizavam no chão por eu estar em uma grande poça de sangue me impedindo de ficar em pé. Me apoiei na parede e fui derrubada pelo cara que havia me alcançado. Nós caímos no chão e eu ouvi um estralo que o fez gritar de dor, provavelmente ele teve uma grande torção no tornozelo. Estiquei meu braço para pegar a arma e ele se levantou rapidamente me puxando pelos pés para longe do rifle. O sangue me sujou inteira e a vontade de vomitar me invadiu ao sentir aquilo na minha boca. Ele me ergueu do chão e me chocou contra a parede fortemente colocando as mãos em volta do meu pescoço. Meus pés se levantaram do chão e eu tossi tentando retirar suas mãos de mim desesperadamente.

-Como você disse mesmo? –ele perguntou apertando suas mãos e aproximando seu rosto do meu. -Um dia da caça e outro do caçador, certo? –eu tossi mal conseguindo respirar e bati minhas mãos contra ele para que o mesmo me soltasse. -Aprenda a ser uma vadia no inferno garota... –eu fechei meus olhos com força e quando os abri juntei minhas pernas e as levantei. Choquei meu pé contra o buraco de tiro em sua barriga e ele gritou me soltando. Nós dois caímos no chão e ele escorregou para trás no chão ensopado. Eu engatinhei até a arma e quando me virei ele se levantava e vinha na minha direção.

-Nos vemos no inferno seu cuzão... –eu destravei o rifle e disparei. O tiro acertou em sua cabeça e o corpo caiu no chão com um baque me fazendo ter a certeza que eu agarrei fortemente a chance que eu tinha para sair daqui viva. Eu respirei fundo retomando a minha respiração regular e suspirei sabendo que agora eu não precisava me preocupar mais com eles. Com nenhum deles.

Música: Oats in the water –Ben Howard

Eu caminhava pela estrada sentindo o sol queimando a minha cabeça enquanto eu arrastava os meus pés lentamente. Minha mão estava por cima do meu ferimento que começava a se soltar da cola da fita por causa do sangue que havia voltado a sair. Abaixei o olhar encarando os pingos manchando o asfalto e continuei seguindo o caminho de volta para casa. Encarei a longa estrada cercada por arvores e comecei a marcar sentindo meu corpo doer a cada passo que eu insistia em dar.

Pov’s Carl Grimes

Destravei o rifle me preparando para sair de Alexandria com Daryl e Glenn que juntavam suas coisas na casa. Dei alguns passos em direção ao portão e soltei a arma no chão para que eu ajeitasse o coldre na minha perna. Olhei Enid passando com Noah e o garoto fez um sinal com a cabeça para mim mostrando que era uma maneira de me falar para eu  ficar vivo e trazer a Noora para casa. Eu retribuí o gesto e olhei Rosita no posto de vigia com Maggie. As duas ficavam a maior parte do dia lá esperando pela garota que não víamos há três dias. Respirei fundo e vi Daryl surgindo bem no final da rua vindo na direção do portão calmamente.

-Maggie... –eu ouvi Rosita a chamando e quando a olhei a vi com um binóculo olhando o lado de fora. Maggie se levantou olhando na mesma direção e franziu o cenho por causa da luz do sol que batia contra as duas. -O que é aquilo? –franzi o cenho esperando ela responder.

-Tem uns quatro zumbis vindo para cá. –Maggie repondeu e eu ajeitei minha blusa não me importando com os mortos nesse momento. -Não são só zumbis...

-NOORA! –eu ouvi Rosita gritando e o meu coração acelerou fazendo a adrenalina invadir o meu corpo. Eu abri o portão em questão de segundos e saí correndo ás pressas.


Notas Finais


Comentem ;)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...