História Paranoid. - Capítulo 2


Escrita por: e luesn

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Tags Amor, Bangtan, Jikook, Jk!top, Jm!bottom, Kookmin, Namjin, Paranoia, Socialização, Taeyoonseok
Visualizações 22
Palavras 2.081
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oin leitores maravilhosos, voltei com mais com cap pra vocês!

| •os capítulos são contados pela visão do Jimin, o jeitinho dele de ver as coisas• |

Boa leitura, amo vocês!💞

Capítulo 2 - Eu sou louco, Jungkook.



    17 de março de 2024, 12:46 am. 


—Mãe, cheguei.— digo dando uma leve batida com o cotovelo na porta atrás de mim para que se fechasse. Tiro meus sapatos. Vou em direção a sala esperando por uma resposta, mas ela não veio.


Estranho.


Procuro por um bilhete ou algo do tipo, mas nada.
Dou de ombros, não que eu não me importasse, mas tenho outras coisas para me preocupar no momento como trabalhos, provas, estudos e aquele garoto. Eu não o tiro da cabeça por um momento sequer, o que está acontecendo?


Balanço minha cabeça numa tentativa —falha— de afastar esses pensamentos que de mim já tomavam conta. Sem pressa, a passos calmos, subo as escadas indo em direção ao meu quarto. Jogo minha mochila em qualquer canto e me deito preguiçosamente sobre a cama grande e macia.
Solto um suspiro totalmente pesado.


Profundo.


Algo profundo, é isso que sinto. É como se meu cérebro involuntariamente me forçasse a pensar em tudo o que aconteceu e vem acontecendo, me fazendo refletir, é como um sentimento do qual não tenho nenhum controle, completamente desgovernado como algo em um lugar totalmente escuro esperando para ser salvo, uma onda de sensações na qual me afoguei, e todas, completamente todas elas me fazem pensar naquela figura marcante, com alguns fios de cabelo caídos no rosto, os dentes levemente avantajados como o de um coelho, a voz suave levemente rouca e aquele olhar profundo e misterioso. Calmamente me sento na beira da cama e passo a observar a janela atentamente.

Eu realmente gosto da vista no meu quarto, aqui posso observar o pequeno parque que há na esquina de casa do outro lado da rua. No meu ponto de vista, olhar 'pra lá e ver o lago com as árvores e flores envolta é tranquilizante. Observo o movimento, famílias se divertindo, alguns casais passeando e bem ali chutando tudo o que vê pela frente, visivelmente estressado, um garoto de capuz, ele me parece muito familiar, Jungkook?


Rapidamente, me levanto e saio correndo, desço as escadas desesperadamente, não queria perder a chance de falar com o garoto novamente, eu realmente queria me aproximar de Jeon e sei que isso é completamente errado já que as pessoas de hoje em dia são falsas e traiçoeiras, mas eu queria saber mais dele, mesmo sabendo que posso me machucar e me iludir com uma imagem de alguém que não existe. Coloquei meus sapatos, abri a porta e a empurrei com força para que a mesma se fechasse e simplesmente, corri como se eu fosse o ''Flash'' do mundo real—veja bem caro leitor, um pouco de irônia e emoção na vida de um menino louco como eu não faz mal às vezes—. E então, em questão de segundos, eu já adentrava o parque em busca do garoto de capuz.
Não precisei de muitos esforços, ali bem a minha frente chutando algumas pedrinhas estava ele, dei uma leve corridinha para alcançá-lo e logo puxei o seu braço —com delicadeza— fazendo o mesmo me encarar.


Porra, seu olhar me hipnotizava por completo, como uma pedra de gelo. Passei a observar o semblante confuso e ao mesmo tempo perfeito que o garoto mantinha sobre mim. Aish Jimin! Por que você tinha que fazer isso?


—Jimin?! Er, oi o que faz aqui?— Jungkook soltou um de seus sorrisos que na minha visão foram como tiros. Eu não posso estar me apaixonando.

—M-me desculpa, eu m-moro naquela casa ali e te vi passando por aqui. Você parece irritado,o que ouve?— apontei para minha casa do outro lado da rua e soltei um mínimo sorriso, Jeon agarrou meu braço e me puxou até um banco próximo, me fazendo sentar ali junto a ele.

—Não sou de ficar contando isso para qualquer um, mas vou confiar em você Jimin. Bom, vamos dizer que o meu irmão mais velho, Seokjin, não tem muito jeito na vida, ele ‘tá sempre se metendo em brigas, já foi pego várias vezes pelo nosso pai fumando algum tipo de droga, e eu sempre fiz de tudo para protegê-lo mas simplesmente cansei.— o garoto tinha um olhar desanimado, isto era bem perceptível, era algo que ele não conseguiria negar que o deixava mal.

—Como assim, cansou?— Jungkook que me perdoe, mas sou curioso e queria muito saber o real significado do seu “cansei”.

—Eu simplesmente não aguento mais viver ‘pra ele, até pouco tempo mal saia de casa por culpa do Jin. Mas agora, me fale algo sobre você.— ele sorriu um pouco triste mas mantinha um semblante curioso enquanto me observava, por um momento gelei, e dessa vez não foi pelo seu olhar o que eu diria a ele?

—Eu sou louco, Jungkook.— Jeon me encarou e riu. Aish, é tão gostoso ouvir sua risad-, no que está pensando Jimin? Pare já com isso!

—Ow, eu também sou.— Jungkook continuava a rir, mas parou após perceber que eu falava sério.— V-você não está brincando?— neguei com a cabeça e o garoto adquiriu uma expressão neutra.

—Eu sou paranóico.— fui direto, sem enrolações, Jeon poderia pensar o que quisesse de mim, eu já estou acostumado com comentários do tipo “Você é louco”, “Você é doente”, “Psicopata”, enfim, as pessoas sempre acabavam se afastando de mim. As únicas pessoas que ainda estão ao meu lado são Taehyun —meu melhor amigo— e minha mãe, também são os únicos em que confio.

—J-Jimin, eu não s-sei o que te dizer.— Jeon desviou o olhar, e passou a fitar o chão.

—Tudo bem, Jungkook. Ninguém nunca sabe o que dizer, as pessoas só tendem a se afastar.— sorri meio tristonho para o mesmo que me olhou e riu baixinho.

—Você parece um mochi.— o olhei indignado, e ri junto ao mesmo.

—Pelo menos, não tenho nome de bolacha.— mostrei minha linda língua para o mesmo, que me olhou arregalando os olhos.

Jungkook me puxou e começou a fazer cócegas em mim, sinceramente sentia falta disso, de passar uma tarde divertida sem ter preocupações, sorrir sempre como se nada fosse me parar. A última vez que me senti assim, eu estava com o meu pai; eu realmente sinto muito a falta dele e ficar ali com Jeon, me lembrou de uma das épocas mais felizes da minha vida.


   
                   ❁ 12 anos atrás 

—Jimin, meu filho. Cuidado para não cair.— ouço minha mãe gritar, enquanto corria do meu pai pelo parque.

—Eu vou te pegar, aaaaaah!— ele gritava indo atrás de mim.

—Não vai não!— claro que eu sabia que ele me pegaria, papai me vira de ponta cabeça e logo em seguida me deita na grama do grande parque começando a fazer cócegas.

                                 ❁


Acho que aquela foi uma das melhores tardes da minha vida, nos divertimos tanto…

Saudade.

É tão doloroso sentir falta daquilo que te fez ou te faz bem; é como estar sendo queimado por algo que não quer sair de você ou muitas vezes você não quer se livrar permitindo-se sentir esta dor terrível.


Eu já me contorcia inteiro e Jungkook não parava de me fazer cócegas, tentava de todos os jeitos recuperar o ar que já me faltava.

—J-Jung-gukie, p-por favor p-para.— eu ria desesperadamente, já dava ‘pra se sentir aquela famosa dor no abdômen pelo ar que me faltava. E depois de uma longa luta, consegui fazer com que o garoto parasse com seus atos.

—Você tinha que ver a sua cara de desespero!— Jeon ria, e ria muito enquanto eu dava leves tapas em seu peito. Ele segurou minhas mãos e me encarou.—Já está tarde, melhor você voltar ‘pra sua casa.— nos levantamos, Junggukie insistiu em me acompanhar até à frente de minha casa mesmo eu dizendo que não precisava.

—É aqui.— digo parando em frente ao pequeno jardim da casa, Jeon observou a mesma e sorriu para mim.

—Te vejo amanhã na faculdade.— sorri, o mesmo se virou e saiu. Subi as escadinhas da varanda de casa e destranquei a porta.

Adentro minha casa tirando meus sapatos, ouço alguém vir correndo até a porta. Me assustei.

—Posso saber onde o senhor se meteu?!— minha mãe, tinha esquecido dela. Eu devia ter deixado um bilhete…

—Eu fui ao parque aqui do lado com um amigo, desculpe, esqueci de deixar um bilhete. Fui muito inconveniente?— sorri amarelo ‘pra mulher irritada a minha frente, vulgo, minha mãe.

—Aigoo, menino! Da próxima vez, espero que não tenha próxima, você verá só. Você tem noção do quanto fiquei preocupada?— ela bufava enquanto batia a colher de madeira na mão, ela devia estar fazendo o janta-; espera, que horas são?

—Desculpe.— faço uma breve referência a sua frente e subo correndo para o meu quarto. Pego o meu celular que estava carregando e aperto o botão inicial para a tela se acender. 19:06 pm.

Realmente não vi a hora passar; eu me diverti tanto com Jungkook lá hoje que com toda certeza repetiria tardes assim mais vezes, foi bom conversar com o mesmo, ele me aceita, bom, pelo menos é o que parece. Sorrisos verdadeiros são tão bons de serem dados e vistos, se tem algo que queria voltar a fazer é sorrir verdadeiramente sem ter medo de ser quem sou, não me prender em uma bola por conta do que tenho e por conta do que falam de mim.

Sento na beira da meu minha cama, estou exausto. Fico olhando fixamente para a  porta do meu banheiro logo juntando coragem ‘pra me levantar e ir tomar um banho. Assim fiz, me levantei, peguei minhas roupas e fui em direção ao banheiro. Ligo meu chuveiro e deixo as gotículas de água morna entrar em contato com minha pele, relaxando meus músculos e minha mente que trabalha freneticamente o dia todo, permitindo me relaxar nesse momento, como digo:
Banho, hora sagrada.

Me troquei e tratei de me jogar na minha cama, meu corpo clamava por esse descanso merecido. Estava uma paz tão boa, um silêncio que me deixava totalmente vulnerável a qualquer coisa. Batidas na porta, ela foi aberta.

—Venha, vamos jantar.— concordei com a cabeça, dizendo que já iria descer.

Com uma leve preguiça, me levanto e vou em direção a escada, descendo-a calmamente. Na sala de jantar, me sentei a mesa junto à minha mãe. A mesma põe um prato de comida a minha frente.

—Park Mi-Cha, a senhora capricho no meu Bibimbap, por isso você é a melhor mãe que alguém poderia ter!— dou uma piscada de lado para mesma que riu, mas logo adquiriu um semblante sério.

—Você tomou os seus remédios?— ela me fitou seriamente, eu não queria voltar a tomar aquilo, não sinto necessidade.

—N-não.— abaixei a cabeça, eu havia dito que faria o que ela quisesse, e voltar a tomar as bostas desses remédios estava incluído na listinha.

—Park Jimin! Traga já esses remédios ‘pra mim, eu quero quer quantas pílulas tem naquele frasco.— Aish, aquilo seria mesmo necessário?!

—E-eu só vou t-terminar de comer.— comecei a comer meu Bibimbap como se fosse o último que comeria na minha vida, se antes eu era o “Flash”, virei o “Flash” do Zootopia. Mas, assim que eu terminasse, não teria desculpas para arranjar e ela descobriria a verdade.

Bem, eu não queria decepcioná-la, ela foi a melhor mãe desde sempre, ainda mais depois da à ausência do meu pai. Ela é uma mulher forte que poucos conseguem derrubar, e isso pra mim é um exemplo a ser seguido. Foi ela quem me ensinou a não ligar sobre o que falavam de mim, e sim ser o que eu sou acima de tudo. Eu devo tudo a ela.

Terminei de comer e a olhei de relance.

—Isso estava maravilhoso, obrigada mãe.— coloquei meu prato sobre a louça e fui até a sala.

—Por favor, faça o que eu te pedi.— eu apenas concordei com a cabeça, meu medo era realmente grande e o sermão que eu levaria também seria. 

Subi as escadas, a passos calmos como os de hoje cedo, adentrei o quarto e peguei minha mochila procurando o remédio.

—Aigooo! Aonde está? Por que não estão aqui? Aish!— eu já havia tirado tudo de minha bolsa, o meu remédio não estava lá.

Parei para pensar, com um leve esforço consigo me lembrar. Quando eu trombei com Jungkook, ele estava em minhas mãos, não me lembro de tê-lo pego do chão.

E agora o que vou fazer? Aish, eu estou totalmente fudido! Meu pai tinha razão, momentos felizes são raros e difíceis de acontecer, e quando acontecem, duram muito pouco.






 


Notas Finais


a a a a a a a
eu to feliz!

lembrem de comentar o que acharam!
espero que tenham gostado, estou me dedicando a Paranoid total.

até o próximo cap💞


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