História Parceiros - Capítulo 1


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Categorias Detroit: Become Human
Tags Detroit: Become Human, Gavin Reed, Rk900
Visualizações 109
Palavras 1.066
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), LGBT, Mistério, Policial, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Uma tentiva de longfic envolvendo Reed e RK900.

Boa leitura!

Capítulo 1 - Queimado!


O café queimou sua língua no momento em que avistou a figura de roupas peculiares adentrar a sala e cruzar o assoalho até o balcão. Gavin Reed certamente recordava daquela aparência como ninguém mais poderia. Achou que o aviso acoplado na porta de entrada e as figuras policiais acomodados nas mesas seria mais que suficiente para espantar qualquer androide sem noção que pensasse colocar os pés ali.

— Quê cê quer aqui? — Disse sem cerimônia, palavras curtas como sempre tratara todos os androides.

— Sou o modelo RK900, androide enviado pela CyberLife. — Respondeu o robô, com uma fala ainda mais automatizada que seu antecessor.

— É, eu sei quem é você. O que é que tá fazendo aqui? Não sabe ler, não? — Declarou Reed, com o dedo apontado para o aviso em que proibia a entrada de androides no recinto. — Aqui são proibidos androides. Então dá logo o fora daqui antes que a coisa fique feia para ti.

Gavin virou de costas e decidiu voltar ao trabalho, crente de que seu discurso fosse claro o suficiente para o androide sair dali. Mas a mesma voz impassível retornou a seus ouvidos:

— Entendo que esteja ocupado, Detetive Gavin. Mas eu...

— Detetive?! — Reed interrompeu sua fala sem se virar — Olha, robô, eu não sei quem foi que te disse isso ou te mandou aqui, mas eu não trabalho mais com essas coisas. Portanto, se puder pegar seu traseiro enlatado e dar o fora da minha frente, eu agradeceria.

— Recebi mesmo informações de que não atua mais no cenário policial, mas fui enviado pela própria CyberLife a pedir seu auxílio. — O androide insistiu como fora programado a fazer.

Gavin permaneceu em silêncio, inerte, havia vertido uma caneca de café inteira em poucos segundos. Por um momento pareceu interessado na suposta proposta do androide, embora soubesse que jamais compactuaria com trabalhos investigativos novamente.

— Fui designado a um caso esta madrugada. — Continuou o robô — Novos casos de divergência foram registrados nos dias anteriores.

A pronuncia da frase do androide fora mais que suficiente para calar os ruídos de conversa dos arredores do balcão. Os policiais e detetives, a maioria novatos em horário de folga, olharam transtornados para o indivíduo de terno esdrúxulo. Gavin desligou na mesma hora a cafeteira e retornou o rosto para o robô parado no mesmo lugar com uma expressão imutável.

— Escuta aqui, seu merdinha — Falou, com um olhar de ódio lançado bem no fundo das pupilas acinzentadas do androide — Eu não do que é que você está falando e não me interessa nenhum pouco afinal. Agora saia da minha cafeteria antes que eu arranque seus circuitos. Está assustando minha clientela com essa cara de idiota.

O RK900 não esboçou nenhuma reação ou sequer retrucou os impropérios de Reed, apenas recuou e caminhou até a saída até que desaparecesse pela calçada. Aquele encontro fora uma prova clara de que seu assistente não seria uma fácil conquista. Mas nenhum obstáculo seria capaz de impedir que sua missão fosse cumprida. Fora despertado após um longo tempo para tal caso e certamente não desistiria até alcançar o êxito do mesmo. Sua missão havia apenas começado.

A surpreendente presença daquele androide não deveria ser um obstativo para conclusão de mais um dia de trabalho para Reed, mas ao fim, foi. Seus clientes espantados foram apenas uma das consequências do evento bizarro daquele dia. Não sabia como explicar a seus fregueses a chegada inusitada daquele robô, e ainda menos a relevância das palavras que o mesmo o dirigiu. A ausência de androides em seu estabelecimento era seu lema e atrativo para que muitas pessoas, traumatizadas pelo levante divergente anterior, procurassem se aconchegar em um ambiente sem os mesmos. Mas naquela manhã o simples aviso provou não ser o bastante.

Apesar de suas palavras mostrarem ser efetivas contra a insistência do tal RK900, Gavin sabia muito bem que ele retornaria. Sabia que o androide não desistiria de obter sua assistência para o quer que estivesse por vir. Mas sua saída do Departamento de Polícia de Detroit se deu exatamente como resultado da tentativa de revolução androide. Gavin notou que seu ódio por androides o impulsionou a sentimentos ainda mais controversos aos que desejava nutrir. Além disso, a presença de novos androides não lhe eram reconfortantes afinal, mesmo após a CyberLife assegurar que o novo programa presente no sistema dos androides impedia qualquer processo de divergência ou semelhantes. Gavin desconfiava não somente daqueles robôs humanizados como também da empresa que os criara.

As chaves da porta principal tremiam levemente em seus dedos. Estava de volta em casa após um longo e aterrador expediente. A Cafeteria Reed havia tomado sua popularidade pela gerência de seu dono, um antigo detetive policial que vivenciara o caos do levante androide. O investimento comercial de Gavin era mais uma de suas tentativas de levar uma vida normal. Servir um bom café aos novatos no ramo policial e passar o dia todo atordoado pelo cheiro da cafeína eram suas maiores dádivas que havia conquistado. Trabalhava sozinho como sempre quisera, um serviço capaz de arrecadar dinheiro o suficiente para voar para o Canadá em busca de um verdadeiro recomeço.

A luz do banheiro acendera com um estalo. Lá estava o momento preferido do dia para Gavin: Seu banho quente antes de dormir. Seu inseparável moletom fora jogado em um canto ao se despir. Ele não havia mudado muito. Era o mesmo homem ranzinza, irritadiço e arrogante. Uma verdadeira peça que muitos pensariam em manter distância logo de cara. Mas Reed não se importava. Para ele, o individualismo natural era sua maior e melhor qualidade.

Enquanto enxugava os cabelos em frente ao espelho, notou o reflexo de um homem de trinte três anos de idade, o rosto camuflado por uma beleza única. Reed conhecia de sua sensualidade, mas nunca lhe fora oportuno utilizar. Em seu íntimo era difícil lidar com sentimentos do passado, memórias que preferia não reviver diante a nova vida que levava.

Antes de se deitar para dormir, Reed resolvera ligar a tevê na tentativa de apaziguar os nervos daquele dia mais cedo. Bocejava ao pular a maioria dos canais em que o conteúdo lhe tão útil quanto um androide. Mas parou repentinamente no canal Detroit News, em processo de plantão. Gavin não podia acreditar no que estava ouvindo.

Um androide, aparentemente divergente, havia simplesmente explodido, espalhando tírio corrosivo e pólvora para todos os lados. Quatro pessoas, suspeitos detentores do robô, haviam morrido na explosão.  


Notas Finais


Não se esqueça de avaliar e comentar, se possível. A evolução do escritor se deve principalmente à críticas, elogios e sugestões de leitores. Obrigado!

Até mais!


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