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História Pardebi - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


Olha quem chegou? EU
E nem demorei... hihihi
Boa leitura! ♥

Capítulo 11 - Do you feel safe?


“Do you feel safe? Out in the light

Or is this the place where monsters hide?”[10]

Naquele sábado, Miyumi chamou Medora para um encontro no Gemrieli. Como ela tinha que finalizar os croquis para o trabalho que iria expor na Semana Acadêmica, achou boa ideia pedir ajuda da amiga na parte de colorir. 

— Ui, que chique! — Medora elogiou os desenhos de Miyumi. — Quero que meu nome esteja nessa coleção como auxiliar de produção!

Ambas riram descontraídas, sentadas no canto mais reservado do café, onde poderiam trabalhar sem chamar atenção. Elas haviam pedido apenas dois milkshakes, que tomavam em espaços longos, entre uma pintura e outra.

— Dora, você não tem ideia do favorzão que está me fazendo!

— Amigas são pra essas coisas! Adoro esse tom de azul, igual meu cabelo! — falou enquanto pintava a gola de uma blusa raglã.

— Devia ter ficado acordada para adiantar, mas não me arrependo de ter dormido — sorriu — Sonhei com meu irmão.

Medora parou a pintura e olhou para a amiga, que continuava acrescentando os detalhes do desenho de um vestido evasê. Quando aquele assunto era introduzido de forma tão discreta e quase despretensiosamente, era certo que a amiga queria lhe contar.

— Como estava o seu irmão? — perguntou direta.

— Lindo, um caracal fabuloso me levando para passear em uma fábrica de tecidos — disse mordendo a ponta do lápis de cor.

Na mesa ao lado, separada por uma alta floreira, cujas plantas impediam de ver quem estava sentado, mas não impediam de ouvir a conversa caso prestasse atenção, estava Kanth, esperando por Ryth.

Ele chegou mais cedo do que o combinado para se preparar psicologicamente. Tinha tantas preocupações que não estava dando a mínima para quem quer que estivesse na mesa ao lado, menos ainda o que estavam fazendo ou falando. No entanto, por estar em silêncio mexendo no celular, aquela história de “irmão caracal levando para passear numa fábrica de tecidos” lhe chamou atenção, parecendo um daqueles sonhos loucos que vale a pena ouvir.

Não seria nada ético ouvir caso fosse uma conversa privada, mas como julgou ser apenas um sonho bobo, prestou atenção e ouviu a moça continuar:

— Outro daqueles sonhos que só tem sentido para mim, porque sonhar que o irmão desaparecido virou um caracal é algo bem surreal — balançou a cabeça, inconformada, agitando a presilha em formato de coração que prendia o cabelo no alto.

— Você nunca pesquisou qual seria a simbologia por detrás disso?

— Já, mas nada muito relevante.

Kanth pensou que nunca tinha parado para analisar as simbologias dos seus sonhos. Ele sonhava muito, principalmente com Ryth. Achou o caso da moça triste, ao saber que ela tinha um irmão desaparecido, com o qual ela sonhava.

Ele gostaria de ter dito um irmão mais velho, com certeza, sua vida teria sido bem diferente. Sabia do que ocorrera com sua mãe, da criança que nasceu 5 anos antes dele. Ele adoraria que ela tivesse sobrevivido, mas se tivesse desaparecido — como o caso da moça na mesa ao lado — teria sido igualmente uma grande tragédia. Se aquela criança tivesse sobrevivido, hoje ele teria um irmão com 20 anos de idade.

Saiu de seus pensamentos quando a voz da outra moça interrompeu:

— Miy! Caracal tem pelo cinza?

— Não, eu não sei por que sonho com esse bicho dessa cor — riu graciosa. — É um caracal fashion, loiro platinado acinzentado!

— Ok! Sendo sonho seu, é válido.

— Todavia, isso não é importante, já que o foco principal era onde ele me levava.

— Numa fábrica de tecido? — completou. — Isso pode ser influência do seu dia a dia.

— Pois é — soprou uma mecha de cabelo que se desprendeu da presilha —, estar sempre envolvida com assuntos da moda, universidade, trabalho, atelier, modelagens… meus pensamentos nesse projeto que estou atrasada! Pode ser só coisas da minha cabeça.

— É… ser universitária da Tsodna não é para os fracos! 

Kanth achou muito interessante a vida daquela moça e espiou entre as folhagens para ver quem era, mas a única coisa que viu foi o vislumbre de um cabelo lavanda. Ao menos, sabia que ela se chamava Miy e era universitária da famigerada Tsodna, o que fazia dela, automaticamente, alguém interessante.

— Ou pode ser um sinal de que meu irmão está mais perto do que imagino!

— Ah! Quem dera isso fosse verdade — tomou um gole do seu milkshake. 

— Aqueles agentes online não me dão nenhuma informação nova, ficam só dizendo que precisam de mais tempo, mais dinheiro, que o caso é complicado e blábláblá! — bateu com força na mesa, irritada.

— Estão te enrolando! — Medora alertou com certa rispidez. — Eu achei que isso era uma furada!

— Medora! Eu não tenho muitas opções! Não posso contar com ninguém nessa busca e meus recursos financeiros ainda são limitados! — Outra mecha se soltou e ela percebeu que a presilha havia escorregado para o lado.

— É, eu sei, você não pode usar o dinheiro dos seus pais para isso… — Havia uma nota de aborrecimento na fala. — Mas conta aí o resto do sonho.

Kanth concentrou para ouvir, já que queria saber também. Houve uma pausa grande, pois Miyumi estava refazendo seu penteado. Quando achou que estava bom o suficiente, voltou a falar:

— Meu irmão, em forma de caracal fashion, corria entre os corredores da grande fábrica, havia rolos e rolos de tecidos de cores diferentes, mas todos tons sóbrios. O ambiente era escuro, aliado às altas prateleiras davam um aspecto ainda mais sombrio.

Miyumi fez uma pausa e encarou o croqui na sua frente, como se o desenho lhe ajudasse a contar o resto.

— Tinha uma porta fechada no final do corredor e ele estava sentado do lado, elegante e lindo, esperando por mim.

— Você abriu a porta? — perguntou Medora, curiosa.

Antes de continuar, a atenção de Miy foi desviada para o garoto loiro que entrava no Gemrieli. Medora seguiu seu olhar e levantou as sobrancelhas surpresa, ia dizer que conhecia aquele garoto, que o vira na estação Gartoba no dia do suicídio na plataforma, mas quando o garoto se dirigiu para onde elas estavam sentadas, congelou.

Medora ficou apreensiva, um medo bobo e infantil como se tivesse sido reconhecida e pega cometendo um crime. Baixou o olhar e concentrou-se na pintura de uma saia godê plissada. Miyumi percebeu algo no ar e pensou que se tratava de algum crush da amiga, já que o garoto parecia ser igualmente jovem. Iria zoar a amiga mais tarde.

Ao contrário de Medora, Miyumi não teve nenhum constrangimento em encarar o garoto, admirando o quando ele era bonito e identificando as roupas de grifes famosas. No entanto, quando ele caminhou direto para à mesa onde elas estavam, ficou preocupada. Quando ele passou por elas e sentou-se à mesa do lado, cumprimentando alguém que estava ali, ambas se olharam assustadas.

Havia alguém na mesa do lado e elas não haviam percebido. Não teria problema algum, se não tivessem conversado sobre um assunto que Miyumi mantinha total sigilo. Esperava, desesperadamente, que a pessoa ao lado não tivesse ouvido muito de sua conversa.

“You're not such an easy target

One minute I know you, then I don't.”[10]

Ryth sequer prestou atenção nas moças da mesa ao lado, sua atenção estava voltada somente para onde Kanth estava. Cumprimentou e sentou-se, ansioso.

— Estou feliz por você ter me dado essa chance? — disse Ryth, sorrindo.

— Talvez aqui não seja um bom lugar para conversar. — O moreno sorriu um pouco constrangido, pois havia ouvido toda a conversa da mesa ao lado e não queria que elas os ouvissem.

— Sem problemas, Kanth, acho que estão todos ocupados com suas vidas que não há motivos para escutarem conversa alheia.

As garotas se olharam novamente e Miyumi fez uma careta, como se atingida por um tapa, enquanto Medora tapava a boca com a mão para não rir. Elas já estavam totalmente decididas em ouvir a conversa deles.

— Na verdade, eu também queria conversar com você — tirou um envelope de dentro da bolsa. — Talvez você tenha razão sobre eu esconder tantas coisas de você e acho que preciso demonstrar um pouco mais de confiança.

— Pensei que iria querer ouvir meus motivos para decidir se aceita ou não minhas desculpas.

— Eu não tenho motivos para duvidar dos seus motivos, Ryth. Sei por que você agiu assim e não posso culpá-lo.

— Espero que não me diga que a culpa é sua! — Cortou antes que Kanth continuasse.

O moreno apenas suspirou, pois era exatamente o que estava pensando, pois se culpava por não ter compartilhado seus segredos com Ryth. Pensava que esse era um dos motivo da confiança entre eles diminuir. Preferiu apenas ir direto ao ponto, já que aquelas cartas pareciam mais urgentes do que discussões de sentimentos que não levariam a lugar algum:

— Recebi isso faz algum tempo — mostrou a primeira carta. — Estava no meu armário, no colégio.

Ryth pegou e leu o conteúdo, analisando. Sem dizer nenhuma palavra, olhou para Kanth já sabendo que aquele poema trazia grande carga emotiva. Ainda que não soubesse ao certo quais eram os segredos que o amigo guardava, eles existiam e ali estava uma prova que eram pesados a Kanth, ou aquele poema não teria tanto efeito.

— Não faz ideia de quem te enviou?

— Alguém que estuda conosco. — suspirou alto. — Você pode imaginar como isso me deixa apavorado?

O assunto tornou-se interessante e as garotas continuaram prestando atenção, pintando ocasionalmente para não ficarem totalmente paradas. Medora pegou uma folha à parte e começou a rabiscar algo, logo mostrou para Miy:

“Conheço esse garoto loiro, estava na estação aquele dia do suicídio.”

— Por que não me falou sobre isso antes? — O loiro questionou preocupado. 

Miy pegou o lápis e escreveu abaixo do rabisco de Dora:

“Tá, e daí? Ele é uma graça mesmo, tá a fim dele?”

Medora rabiscou imediatamente:

“Claro que não, não é isso!”

A conversa na mesa ao lado prosseguiu:

— Ryth! Eu fiquei com medo! E eu não tinha tanta certeza que você pudesse me ajudar nisso, além de que… — fez uma pausa mordendo os lábios. — Você passou a me ignorar.

— Kanth… — falou em tom de lamento, por sentir-se culpado. — Eu não estava te ignorando, mas estou aqui para pedir desculpas.

Miyumi escreveu rapidamente com um sorriso safado:

“Anota aí, o nome dele é Ryth e do outro é Kanth!”

Medora revirou os olhos, pois a amiga não estava levando a situação a sério. Ela queria explicar que seu nervosismo era por ter sentindo aquela energia estranha, e também sobre os garotos estarem sendo observados pelo rapaz da BMW, mas não conseguia escrever tudo isso e prestar atenção na conversa ao mesmo tempo.

Ryth estava alheio ao fato de que era possível ouvir a conversa da mesa ao lado, caso realmente alguém quisesse, afinal, as garotas estavam em silêncio. Por isso, comentou sem receio:

— Eu gostaria de te explicar os meus motivos, apesar de sentir que você já sabe — moveu-se desconfortável na cadeira. — Eu só não quero que se sinta ignorado, nunca foi minha intenção.

— Eu pensei sobre isso, Ryth — olhou para a direção das garotas, ainda que não pudesse vê-las, sabia que estavam ali ouvindo tudo. — E eu acredito que foram motivos semelhantes aos meus, por causa de nossas famílias, mas não acho interessante discutir sobre isso em um lugar público, onde podemos ser ouvidos.

Miyumi apertou os lábio fazendo bico e acenou positivamente com a cabeça, rabiscando no papel:

“Esse Kanth é um garoto sensato!”

Medora leu e mostrou a língua. Kanth continuou:

— Mesmo que você não concorde, preciso dizer que me sinto culpado por não ter te contado nada naquele dia quando aconteceu aquilo na estação, mas quero que isso mude — pegou a segunda carta. — Te mostrar essas cartas é um começo.

Mostrou a segunda carta, enquanto Medora tentava ver alguma coisa através das plantas. Miyumi era igualmente curiosa, mas mantinha a postura. Dora rabiscou novamente na folha:

“O que será que aconteceu entre eles na estação? Oh, minha nossa! E se for um caso de amor entre garotos?”

Miyumi leu e revirou os olhos, respondendo:

“Isso não tem nada a ver, a coisa toda é sobre cartas ameaçadoras, você tá viajando legal!”

Kanth prosseguiu em tom baixo, e as garotas tiveram que se esforçar para continuar ouvindo a conversa.

— Preciso de ajuda para saber quem é, achei que você pudesse — sussurrou — usar aquele poder para descobrir.

— Como sondar as mentes para saber quem te enviou? — O loiro falou igualmente baixo. — Não consigo fazer isso.

— Você nunca tentou? — sussurrou novamente.

Ryth apenas balançou a cabeça negativamente e ambos ficaram se encarando por algum tempo.

Medora rabiscou:

“O que eles disseram?”

“Não sei, mor. Eu também não consegui ouvir, mas deve ser um segredo bem cabeludo!” — Miyumi provocou a amiga.

“Droga, Miy! Agora sim que eu quero muito saber!”

Como não estavam mais conseguindo ouvir a conversa dos dois, Dora decidiu escrever sobre o que tinha visto na estação:

“Lembra da energia que te falei, sobre sentir quando existe algo errado? Então, tem algo nesses garotos. Não vi o outro, mas tenho quase certeza absoluta que são os dois que vi na estação daquela vez, que o cara de cabelo platinado estava cuidando também. Eles mencionarem sobre o que aconteceu na tal estação não deve ser mera coincidência!” 

A conversa dos garotos continuou em tom baixo e reservado — para a infelicidade das garotas na mesa ao lado, e Kanth achou que seria um bom momento para esclarecer alguns pontos obscuros.

— Uma vez você me disse ter um medo mortal caso encontrasse alguém com poderes paranormais — começou desviando o olhar para o centro da mesa —, me fez chorar por desespero e medo.

Ryth colocou os cotovelos na mesa e continuou prestando atenção enquanto Kanth reunia forças para prosseguir:

— Naquele dia, eu pensei ter solucionado metade dos meus problemas, encontrando alguém em quem confiar, mas você destruiu isso em apenas uma frase.

— Kanth, eu… — ia se desculpar e frisar que aquilo fazia parte do passado, mas foi interrompido.

— Não, espera! Deixe-me concluir ou posso perder a coragem.

— Tudo bem, continue.

— Eu sei que isso mudou com o que aconteceu na estação — baixou o olhar com um leve traço de vergonha. — Não me refiro a parte em ficamos no subsolo, mas da parte anterior.

— Do que eu fiz… — soltou as mãos sobre a mesa, num gesto esmorecido.

— Não pelo que você fez — esclareceu. — Pelo que você possui.

— Não é fácil para eu viver sabendo que você sabe sobre isso — confessou, soltando o ar pesadamente.

— Depois do episódio na estação, muitas coisas foram reveladas sem necessitar de nenhuma palavra — olhou para as mãos do loiro sobre a mesa e sentiu vontade de segurar, mas não o fez. — Eu compreendi que o medo se referia a si próprio, não de encontrar outra pessoa.

— Talvez seja por ambas situações...

— Todos nós carregamos medos terríveis, porque todos temos segredos. — A ideia era ser o mais direto possível, mas era tão difícil se abrir, mesmo tendo a certeza que Ryth estava ali por ele. 

— Essas cartas revelam seus segredos? — perguntou, quase adivinhando a resposta.

— E se fosse você a receber algo assim, o que pensaria? — perguntou sem desviar o olhar, queria sondar ao máximo todas as reações de Ryth para ter certeza que estava fazendo a escolha certa em contar a ele. — Qual seu maior segredo, Ryth. E se descobrissem sobre seu poder de manipulação?

— Acho que posso entender onde você quer chegar — sorriu para disfarçar a tensão. — Alguém descobriu seu maior segredo e precisamos saber quem é essa pessoa, antes que ela possa revelar?

— O que me chateia é que me parece tão errado outra pessoa ter descoberto antes de você — suspirou.

— Acha que devo saber o seu maior segredo? — piscou ansioso.

Ryth não podia negar que desejava muito saber sobre os segredos do amigo, mas, ao mesmo tempo, não queria criar uma situação na qual fosse revelado sob pressão, somente porque Kanth achava que tinha que equilibrar a balança, contando um segredo por saber outro.

— Não sei se é o maior, mas é algo importante! — concluiu quase num sussurro inaudível, fechou os olhos e sussurrou. — Somos iguais, só os poderes que são diferentes.

 Ryth levou alguns segundos para conseguir processar o que acabara de ouvir. Precisava ter certeza que ouvira corretamente e seus lábios até formaram um “o quê?” Mas o som não saiu. Ele era inteligente o suficiente para compreender o que Kanth estava tentando lhe contar, no entanto, parecia algo surreal demais para ser verdadeiro. Esperava um segredo, algo relacionado ao colégio anterior ou sobre o motorista, mas jamais cogitou que pudesse ser algo relacionado à paranormalidade.

Ainda que soubesse sobre Kanth ser capaz de sentir quando ele usava o poder de persuadir e estranhasse a naturalidade com que o outro aceitou seu poder sem questionar, nunca relacionou isso a algo fora do normal. O que fora ingenuidade sua, pois claramente não era natural tamanha aceitação e sensibilidade.

O que Ryth poderia fazer após ouvir aquela revelação? Sorriu e segurou as mãos de Kanth em uma cumplicidade que nem mesmo o moreno havia previsto ocorrer tão rapidamente. Para tornar o momento ainda mais surreal, Ryth afirmou em voz alta e clara:

— Vamos descobrir quem é esse desgraçado que sabe sobre isso e vamos fazê-lo se calar.

Kanth sorriu e apertou as mãos do amigo em puro êxtase. Não foram necessárias palavras para demonstrar o quanto ambos haviam reatado aquela amizade e essa revelação a elevava para um novo nível.

As garotas da mesa ao lado, que rabiscavam teorias sobre o que poderia estar sendo revelado, ouviram aquela frase e quase exclamaram em uníssono um “wau”. Seus sorrisos e gestos mostravam uma torcida positiva para que os garotos encontrassem o sujeito ameaçador, não disfarçaram uma comemoração  por algo que nem sequer sabiam o que era, mas tinham certeza que daria certo.

“You can't escape, you can't outrun your DNA

What's in your blood.”[10]

Ryth fez planos, pois não queria que o assunto fosse outro motivo a deixar Kanth para baixo. Na semana seguinte iniciaria o período de exames, necessitariam de total atenção aos estudos, mas ajudar Kanth tornou-se prioridade.

— Amanhã é domingo, vamos nos encontrar no Parque dos Pássaros? — sugeriu Ryth.

— Hoje à noite meus pais vão viajar — explicou com certa tristeza —, é uma viagem de negócios, daquelas que eles ficam semanas no exterior fechando negócios em exposições e eventos.

— Seus pais ficarem longe te incomoda?

— Bastante, apesar de ter sido sempre assim — pensou que contar sobre Wis seria bem mais difícil do que todo o resto.

O loiro queria que Kanth não se sentisse tão solitário. Precisavam discutir estratégias para descobrir quem era o remetente das cartas e ele sabia que isso iria abalar o amigo, por isso a escolha do parque. 

O parque dos Pássaros era um viveiro a céu aberto, que abrigava centenas de espécies de aves. Por isso, era um lugar lindo, calmo, onde as pessoas iam para ficar em contato com a natureza e apreciar a beleza dos pássaros. Diferente dos zoológicos, ali nenhum animal era cativo, estavam livres para ir e vir. O que os fazia retornar era a manutenção das plantas e fornecimento de alimentos em abundância. Além do respeito e educação dos visitantes, que seguiam as rigorosas regras.

— Ryth, será que a Wanda pode ir me buscar?

— Tudo bem, mas o que aconteceu com seu motorista? — perguntou intrigado. — Ele viaja com seus pais?

— Não… — demorou alguns segundos para concluir. — Prefiro que Wis não dirija para mim quando eles não estão monitorando as rotas.

— Wis poderia te levar para um lugar diferente do planejado? — Ryth arrependeu-se assim que perguntou, sabendo que fora uma pergunta dura.

— Ryth, não faz pergunta difícil, apenas me deem uma carona ou eu vou desistir de ir.

— Não, tudo bem — falou rapidamente. — Te buscaremos às 9h, sem falta.

“Hello, who are you?

Who are you?” [10]

 

 


Notas Finais


[10] Música tema: Who Are You? - Svrcina

Obrigada, Ana, sua linda! Minha beta do core ♥
Obrigada a todos que chegaram aqui, cheios de carinho e coragem! ;D
Achei esse capitulo super divertido e a confiança entre os meninos crescendo! E vcs, o que acharam?
Até breve, nos encontramos nos próximos!
Bjss ♥


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