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História Paredes de primavera. - Capítulo 1


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Notas do Autor


Tudo bem?

Cada coisa tem seu tempo.
Mas outras, realmente, não tem tempo!

Hoje a one é para Sasuke e Sakura.
Porque eu acho esses dois um deslumbre!💕

Espero que gostem!
Bjinhos.

P.S: todos os direitos reservados ao autor das imagens que ilustram ambas as capas, ok?

Capítulo 1 - Chão de cetim.


Fanfic / Fanfiction Paredes de primavera. - Capítulo 1 - Chão de cetim.

Nada muda!

Cada milímetro desse céu azul.

Cada entardecer.

Cada pôr-do-sol.

O chão ainda fica encoberto de neve no inverno.

O gelo inebria meus sentimentos.

Fico nostálgico. 

Anestesiado. 

Esperançoso.

Maldita fraqueza!

As pessoas caminham pelas ruas e sorriem.

Estão felizes.

Gentis.

"E porquê não? " -  penso ao observar tanta balbúrdia, esses murmúrios sussurrados.

E acho que não posso sentir inveja.

Estou encrencado demais pra isso.

Nada muda.

Desde a minha juventude.

Quando ainda era um sonhador.

Um rapaz sem pudores.

Cheio de expectativas.

Querendo ser o homem ideal para a mulher ideal.

E rio da minha ingenuidade. 

E agora?

O homem a muito surgiu.

Um pouco mais insensível talvez. 

Arredio.

Imparcial.

Mas a mulher...

Minhas mãos estão tremendo.

Encaro-as aturdido.

Pasmo.

Hoje o jardim está fresco.

Ah sim...

É primavera.  

São como paredes de primavera. 

E olho ao redor.

Perfumado!

"Como ela."  - relembro da emoção que é estar de mãos dadas com a dona de todos os meus maiores medos.

Perfumada!

Como as cerejeiras robustas que enfeitam todos os jardins dessa cidade.

Iguais as rosas.

Delicadas.

Sucintas. 

Castas.

E aí lembro dos seus cabelos macios; sinto-me corar.

Arrepiar.

Alma cansada de lutar.

De evitar.

Mas não me deixe assim...

Desse jeito.

Sakura.

Nada muda!

Eu não consigo mudar.

Embora já quase não me reconheça mais.

Mas sou eu!

Rodopiando como as folhas em pleno outono.

Viajando pelo vento sem rumo.

E o perfume dela me prende.

Castiga.

Embriaga.

Ah...

É tempo perdido.

É só mais uma estação e as coisas não parecem querer mudar.

Pra nenhum de nós dois!

É primavera, outra vez.

Chão de cetim.

Tapete salmão.

E eu sinto saudade.

Agora eu sou um homem.

E ela...

A minha mulher.

A música composta para me acalmar.

Subjugar.

Escravizar.

Sorrio.

Isso é poesia.

Uma grande tragédia.

E me desespero.

Quanto mais espero por ela, mais sinto esse frio me invadir o coração.

Descompassado.

Apaixonado.

-Maldição! - praguejo alto e os pássaros esvoaçam irritados com minha impaciência.

Levanto!

E caminho.

A noite se anuncia; bela, escura, iluminada.

E melhor do que isso.

Melhor do que qualquer outra coisa.

É saber que vai chegar.

-Sasuke? - e sua voz zombeteira me chama, e eu já sei que nada mais terá o mínimo valor.

Só ela!

Somente ela.

.

Nada muda!

Eu já sou adulto.

Um homem de trinta e cinco anos.

Ansioso.

Incorrigível.

Um idiota!

Ainda sonhando com a casa mobiliada, com o cachorro latindo no quintal e uma criança rechonchuda chorando baixinho no quarto dos fundos.

Nada muda!

Mas eu compreendo que mudei.

Sakura vem e agarra meu braço.

Sorridente.

Feliz.

"Por mim!" - percebo extasiado.

Orgulhoso.

E a vislumbrando assim, de cima, cada momento difícil fica no passado.

E só consigo ser profundamente agradecido. 

Tão estranho.

Até para alguém como eu.

Mas sou abraçado de repente e Sakura me beija.

Enlaçando meu pescoço com fúria.

Apertando.

Mistura-se com o gosto de maçã que repousa sobre minha língua.

Sua língua atrevida.

Sôfrega. 

Nada mudou.

O abraço.

O desejo.

Ardente menina.

Ela me enfeitiça um pouco mais a cada dia.

Atiça. 

Enlouquece.

E eu a amo na mesma proporção.

Não! Um pouco mais, muito mais na verdade.

Sinto que isso nunca terá fim.

E que isso não mude, afinal.

É desse céu que eu gosto!

Desse entardecer.

Desse chão encoberto de amor.

Meu amor!

E que se dane o resto do mundo.

É desse jeito que eu quero ficar.

E que nada mude!

E que ela sempre me ame.

Desse jeito!

Aroma de flor.

Das sakura ao redor.

Da minha doce e encantadora Sakura.

-Sasuke.. - ronrona envergonhada, pedinte; ao me olhar, ao morder meu lábio com seus dentes brancos. - Sasuke... eu te amo!

Ah...

Ela tinha que ser assim?

Nós tínhamos que ser assim?

Malvado destino.

Abençoada sina.

Santa ironia.

Tinha que ser...

Só tinha que ser.

Nada muda!

-Também te amo... - respondo e nenhuma palavra é capaz de definir esse momento.

Nossas paredes de primavera!

 

 

 

 

 

 

FIM

 

 


Notas Finais


Obrigada para você que leu.
Caso queira comentar, ficarei feliz.

Eventuais erros serão corrigidos posteriormente, ok?

Bjos.


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