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História Paris - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Queria agradecer à um amigo muito especial que fez a capa maravilhosa e outro que me deu alguns rumos para continuar esse capítulo, Andy e Haru, eu amo muito vocês.
Só uma observção
*Eu mudei esse trecho da música, porque ela diz que os olhos são diferentes, e nós sabemos que os olhos de ambos são vermelhos, então eu mudei para ficar certinho.

E, novamente, vamos de Sabrina Carpenter. O link da música está nas notas finais.

Capítulo 2 - Extra - We dont even know why.


Eijirou estava muito nervoso. Mesmo após um ano daquela declaração de Katsuki no festival, a mídia ainda comentava sobre aquilo, e pior, o aniversário de namoro dos dois estava chegando e ele simplesmente não sabia o que fazer. O loiro era sempre o melhor nessas coisas, se rosto corava apenas por lembrar dos presentes anteriores, e isso lhe dava mais determinação para fazer algo grandioso, só não sabia o quê. 

Haviam se mudado para New York há alguns meses, pois ficava mais acessível chegar na gravadora, ou do contrário seria um transtorno viajar por cinco horas toda vez que precisassem de algo. Todos os integrantes moravam no mesmo prédio, e era até uma experiência boa, poder acordar de manhã e dar de cara com o rosto sonolento do namorado era incrível, além das atividades caseiras que não podiam fazem com tanta frequência. 

Muita coisa havia mudado, para melhor em algumas partes, e isso o deixava pensativo em relação ao futuro, sobre como seria sua vida em cinco, dez ou vinte anos. Ele não tinha certeza de quase nada, mas só torcia para que Bakugou ainda estivesse consigo depois de tanto tempo. 

E pensando nessas coisas, Eijirou terminou seu café, passando a checar as mensagens no celular, e dentre todas elas, uma lhe fez sorrir animado. 

 

Suki ♡♡♡: O produtor gostou da letra, como eu te falei. Você é incrível, Eiji, sabe disso. 

Você: Obrigado Suki. Que bom que deu certo, e você é incrível também. Amo você. 

Suki ♡♡♡: Também amo você. 

 

Se derretia inteiro por dentro quando recebia elogios dele, mesmo depois de tanto tempo convivendo com o rapaz. E assim, ele ia se levantar para sair, entretanto, uma ideia surgiu à sua mente, e talvez não fosse o presente perfeito, mas seria com certeza com muito amor. 

 

O processo criativo podia ser um pouco maçante algumas vezes, mas a sensação de ter conseguido finalizar e se sentir orgulhoso com aquilo era impagável, e nesse momento, ele só precisava manter tudo escondido até aquela noite, pois mesmo que fosse um dia especial, eles ainda tinham uma agenda a cumprir. 

O dia fora corrido, esconder algo do namorado não era tarefa fácil, além de ter que repassar tudo aos amigos e um convidado especial. E assim que tudo acabou, estava agradecendo a qualquer divindade existente. 

 

Katsuki notou o quão nervoso o ruivo parecia durante o show inteiro, olhando de maneira esquisita para os demais integrantes da banda, o que lhe intrigou, mas preferiu deixar aquilo para discutirem em casa. Coisa essa que Eijirou agradeceu aos céus por ter acontecido. 

E finalmente o concerto estava no fim, o vocalista ia pegar o microfone para agradecer ao público, porém ouviu o guitarrista se pronunciar, tentando esconder a expressão confusa. 

– Então gente, antes de encerrar, eu queria chamar um amigo aqui. Pode vir, Deku. - O rapaz de cabelos esverdeados entrou no palco, pegando a guitarra de Katsuki, mas não sem ouvir um 'Cuida bem dela, maldito', e logo sua atenção estava no ruivo que o puxava para perto, sorrindo da maneira que fazia seu coração derreter enquanto falava novamente. – Essa é pra você, Lord Explosion. 

Kirishima queria fazer tudo certo, e isso incluía não usar o nome do amado, pois sabia o inferno que seriam suas vidas se alguém obtivesse aquelas informações. Após isso, respirou fundo, sinalizando ao baterista para começar. 

 

– You like New York City in the daytime 

I like New York City in the nighttime 

You say you like sleeping with the air off 

I don't, I need it on 

You like the light coming through the windows 

I sleep late, so I just keep 'em all closed 

You ignore the music on the radio 

I don't, I sing-a-long 

 

[Você gosta de Nova York durante o dia 
Eu gosto de Nova York durante a noite 
Você diz que gosta de dormir com o ar-condicionado desligado 
Eu não, eu preciso dele ligado 
Você gosta da luz que entra pelas janelas 
Eu durmo até tarde, então as mantenho fechadas 
Você ignora a música no rádio 
Eu não, eu canto junto] 

 

Cantou animado, sorrindo um pouco ao listar os fatos, alternando o olhar entre a guitarra e o loiro surpreso com tudo aquilo. 

 

 I don't ask for you to change 

Baby no no no 

And you don't ask for me to change 

 

[Eu não peço que você mude 
Baby, não, não, não 
E você não me pede para mudar] 

 

Deixou que todos os sentimentos fluíssem pela sua voz, se o outro já havia dito o que pensava sobre si, era sua vez de retribuir. 

 

– Tell me how we're not alike 

But we work so well and we don't even know why 

Funny how the stars crossed right 

'Cause we work so well and we don't even know why 

You can call it fire and ice 

But we work so well and we don't even know why 

We don't even know why, no no 

We don't even know why, no no no 

 

[Me diga como somos tão diferentes 
E nos damos tão bem 
E nem sabemos o porquê 
Engraçado como as estrelas cruzaram certo 
Porque nos damos tão bem e nem sabemos o porquê 
Você pode chamar isso de fogo e gelo 
Mas nos damos tão bem e nem sabemos o porquê 
Nós nem sabemos o porquê, não, não 
Nós nem sabemos o porquê, não, não, não] 

 

Não conseguiu segurar o sorriso enquanto cantava o refrão, porque era assim que funcionavam, e por longos três anos, aquilo estava dando certo, o que lhe deixava ainda mais feliz. 

 

– Cold outside and you're just in a T-shirt 

I have cold blood even in a sweater 

You start your night sippin' by the Kilo 

I don't, I know you know 
 

I don't ask for you to change  

Baby no no no 

And you don't ask for me to change 

 

[Frio lá fora e você está apenas com uma camiseta 
Eu tenho sangue frio mesmo em um suéter 
Você começa sua noite bebendo muito 
Eu não. Eu sei que você sabe disso. 
 

Eu não peço que você mude 
baby, não, não, não 
E você não me pede para mudar] 

 

Era meio complicado cantar sem saber o que se passava na cabeça do loiro, porém não podia perder sua confiança, iria até o final, mostrando a ele, o quão importante era na sua vida, no período que cantava o refrão, deixando que seu amor pelo loiro transbordasse ali. 

 

– *Somehow we end up on the same side 

And you wouldn't think that we'd be alright 

Even we like different things, but we work fine 

Somehow we end up on the same side (up on the same side) 

And you wouldn't think that we'd be alright 

(Think that we'd be alright) 

Even we like different things, but we work fine 

 

[De alguma forma, acabamos do mesmo lado 
E você pensou que não estaríamos bem 
Mesmo que gostemos de coisas diferentes, trabalhamos muito bem 
De alguma forma, acabamos do mesmo lado 
E você pensou que não estaríamos bem 
Mesmo que gostemos de coisas diferentes, trabalhamos muito bem] 

 

Parou de tocar a guitarra, segurando no rosto dele com ambas as mãos, sem deixar de sorrir ainda mais por ouvir a risada que tanto amava, lhe permitindo suspirara aliviado internamente. E assim, com ajuda dos amigos, ele finalizou a música. 

 

– 'Cause we work so well and we don't even know why 

(But we don't even know why) 

You can call it fire and ice 

But we work so well and we don't even know why 

('Cause we work so well and we don't even know why, why) 

We don't even know why, no no 

We don't even know why, no no no 

 

[Me diga como somos tão diferentes 
E nos damos tão bem 
E nem sabemos o porquê 
Engraçado como as estrelas cruzaram certo 
Porque nos damos tão bem e nem sabemos o porquê 
Você pode chamar isso de fogo e gelo 
Mas nos damos tão bem e nem sabemos o porquê 
Nós nem sabemos o porquê, não, não] 

 

Não demorou muito para que começasse a rir, apenas afastando o pedestal onde estava o microfone, abraçando forte o namorado, no período em que desfrutava dos lábios viciantes com sabor de café e menta. 

 

Horas depois, finalmente estavam em casa. Não entenda mal, eles adoravam os amigos e a forma como o apoiavam e festejam qualquer coisa como aquela, assim também era com os fãs. Porém, nada seria melhor que chegar em casa e poder matar as saudades do homem que amava, especialmente quando ele tinha algo tão especial a ser dito. 

E assim foi feito, ao entrarem no apartamento, o ruivo fechou a porta e foram para o quarto, conversando banalidades e outras bobagens que os faziam sorrir em meio à conversa. 

Ao chegarem no cômodo, o loiro beijou seus lábios com suavidade, quase suspirando aliviado por tê-lo em seus braços novamente, entretanto, o ruivo tinha outros planos, e por isso, empurrou Bakugou para que ele se sentasse na beira da cama, e logo suspirou fundo, se ajoelhando à frente do rapaz enquanto tirava algo do bolso. 

– Suki, eu... - Abaixou a cabeça, organizando o que iria dizer, não demorando para voltar a olhá-lo. – Suki, eu amo muito você e todos esses anos juntos tem sido como sonho pra mim, sabe. Mesmo que a gente acabe brigando por coisas bobas ou você seja ácido demais com as palavras às vezes, ainda assim, eu quero passar o resto da minha vida contigo. - Estendeu a caixinha na frente dele, a brindo e revelando as alianças ali, o que fez o loiro ficar espantados e tirara qualquer tipo de reação que ele pretendia ter. – E por isso, Bakugou Katsuki, você aceita se casar comigo? 

Kirishima ficou preocupado, pois o rapaz passou alguns minutos em silêncio, para então puxá-lo em seguida, lhe fazendo sentar ao seu lado, exibindo seu sorriso novamente, no tempo em que encostava sua testa na dele. 

– Você pensou em tudo isso sozinho? - Seu rosto esquentou, já imaginando que estaria da cor de seus cabelos, acenando timidamente com a cabeça de forma positiva. – Eu tô surpreso, realmente me pegou. Mais do que isso, tô orgulhoso de você, Eiji. É claro que eu aceito. 

Os dois gargalharam um pouco no momento em que colocavam as alianças, e não demorou muito para o loiro estivesse em seu colo, iniciando mais um beijo no qual descontavam todo o amor de ambos. 

Em poucos segundos, as roupas estavam espalhadas pelo chão do quarto, próximo ao vocalista que chupava o membro do, agora, noivo, que se mantinha audível para quem quisesse, clamando pelo outro, além de puxar os fios loiros com certa força. Entretanto, percebendo a ânsia do guitarrista, Katsuki parou o que fazia, sorrindo do resmungo que recebera. No entanto, não teve sequer tempo de fazer piada com aquilo, já que Kirishima o virou, ficando por cima. O rapaz se esticou um pouco, pegando o seria necessário, voltando sua atenção para o outro, e lambuzou dois dedos com o lubrificante, deixando o objeto em algum lugar do quarto, sinalizando para ele que iria começar. Inseriu um dos dedos devagar na entrada do loiro, sempre com cautela para não o machucar, o movendo lentamente. 

Ao perceber que ele havia se acostumado com a movimentação, colocou o segundo dedo, espaçando ambos no orifício do rapaz para que ele conseguisse abrigá-lo de uma forma menos dolorosa depois. Algum tempo depois, o loiro já inclinava os quadris contra a mão do outro, soltando alguns gemidos que se misturavam com a respiração irregular. 

– Kiri... já chega – Segurou no braço dele, como se o pedisse para parar. – Eu quero você. 

Com os cheios de lascívia que pareciam suplicar por aquilo, o ruivo retirou os dedos devagar daquela área, se ajeitando para colocar a proteção em seu membro, porém o Katsuki chamou sua atenção, balançando a cabeça negativamente. 

– Hoje é uma noite especial, Eiji. - Se levantou dali, mas não sem antes puxar o noivo para se sentar, ficando no colo dele. – Eu quero sentir você, não precisamos disso.  

Tirou a camisinha da mão dele, jogando para o lado, ao passo em que o beijava novamente, a fim de o distrair, e com isso, posicionou a ereção dele, sentando em seu colo de uma vez, o que não demorou a arrancar um gemido abafado pelo beijo de ambos. 

Os corpos se moviam de forma ritmada, banhados pelo suor, além da luz da lua que entrava pelas janelas descobertas do cômodo, onde só se ouviam gemidos, arfares e sussurros de ambos que diziam desejos lascivos, declarações, clamavam por quem amavam, incluindo ainda alguns sons que pareciam sair do âmago para expressar o imenso prazer vivenciado por eles. Tudo em seu próprio tempo, guiados pelo instinto carnal e as mentes envoltas em pura luxúria. 

Eijirou venerava a maneira que Katsuki se movia em seu colo, e por isso, o beijava, marcava e mordia cada pedaço de pele alva que podia alcançar, agradecendo aos céus por estarem de folga, ou do contrário levariam uma bronca. E da mesma forma, Bakugou descontava toda sua excitação, alternando entre arranhar as costas do homem e puxar os cabelos ruivos. 

Percebendo estar próximo, assim como o outro, que já tinha as pernas bambas, Kirishima inverteu as posições, ficando por cima dele novamente, e sem demora, passou estocar fundo e forte, aumentando o ritmo gradativamente no interior do outro, que chamava pelo noivo a plenos pulmões. E nesse ritmo, os dois chegaram ao seu ápice. 

O guitarrista saiu devagar do orifício apertado, caindo exausto ao lado do amado, o puxando para si em seguida, com um sorriso bobo nos lábios, acariciando os fios loiros do rapaz meio sonolento, fazendo desse e das respirações ofegantes, o único som presente no local, e estava tudo bem por isso. Enquanto um tivesse ao outro, eles estariam completos. 


Notas Finais


Why - Sabrina Carpenter
Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=fhH4pbRJh0k
Spotify: https://open.spotify.com/track/1byScELwcJffsdL5QWa6Yk?si=2nq8IL9-T9GZMLOgTaNssQ


Obrigado à todos que acompanharam essa história, meus amigos que deram palpites e apoiaram isso. Obrigado mesmo, eu amo todos vocês. E até a próxima (。•̀ᴗ-)✧


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