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História Parolá Juke - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Oiie meus anjinhos ❤️
Trago o primeiro capítulo para vocês 😊
Desculpa pela demora, mas estou muito atarefada, espero que gostem do capítulo de hoje.

Comentem kkkk

Capítulo 2 - Capítulo 1


ℐ𝓃ℊ𝓁𝒶𝓉ℯ𝓇𝓇𝒶 - 1835

                      𝕵𝖚𝖑𝖎𝖊 𝕸𝖔𝖑𝖎𝖓𝖆


Se passaram 5 anos desde a morte da rainha Rose Molina, 5 anos que eu não a tenho ao meu lado, que eu não ouço a voz dela e nem que a vejo. Com a morte de minha mãe tudo parecia somente preto no branco, não havia cor... Porque era ela que trazia cor ao mundo, pelo menos ao meu mundo e o da minha família. 

Mesmo que não aparente meu pai se afastou um pouco de mim e de Carlos, entendo que ele veja ela em nós, tornando a situação mais difícil para ele, não fico com raiva do mesmo por isso, até o entendo, mas o que me enfurece mesmo é que ele achando que me prendendo a algum marido a situação irá melhorar.


Só que as coisas não são assim, eu não quero uma aliança no meu dedo, nem um cara que nem faço questão de saber quem é achando que tem o direto de mandar em mim. Eu quero navegar conforme as ondas do mar levam, eu quero a liberdade, a música e um bom duelo de espadas. Ainda aguento os chás da tarde que minha tia Victoria organiza, os eventos da corte, espartilhos, saltos e boas maneiras. Só não faço o que quero pois tenho um grande carinho e respeito pela minha tia e meu pai, se eu não tivesse já teria jogado tudo para os ares e ido embora.


Venho treinando escondido de meu pai. Por quê? Bom ele não quer que a próxima rainha ande com uma espada na bainha e que saiba "se defender", sendo que existem guardas e "homens" para me proteger. Mas eu não quero isso, quero saber me defender sozinha sem precisar de alguém para "morrer por mim".


Todo final da tarde fujo da minha última aula de etiqueta e vou para o bosque encontrar duas pessoas que são os únicos que não me tratam como uma princesinha frágil ou uma rainha. 


Ao chegar no local escuto o som das espadas conversando entre si, de longe observo meus únicos amigos treinando e devo admitir eles melhoraram muito, mas ainda cometem muitos erros. Quando estou bem próxima, corro para ficar no meio dos dois e desembanho minha espada e cravo as deles no chão:


- Devo admitir que vocês melhoraram, mas devem estar mais atentos com tudo a volta de vocês - Olho para eles e Reggie revira os olhos, o outro bufa. - Nem adianta fazer estas caras sabem que eu estou certa!


-Claro, Vossa Alteza - Reggie debocha e logo começa a rir - Nem parece que fomos nós a ensiná-la a duelar!


- Em algum momento a aprendiz supera o professor! -Sinto uma risada do outro e a cara de Reggie emburrar.


-Pensei que não ia vir mais, demorou para sair do castelo, tive que duelar com o ferreiro aí! - Ele recebe um soco no braço e eu reviro os olhos - Aí!


- Para de atazanar ela Reggie - Luke fala... Se lembram do garoto que encontramos no mar? Então, a única coisa que ele se lembrou foi o nome dele. Acabou sendo adotado pelo ferreiro real, nisso viramos amigos desde crianças, já que ele ia até ao palácio com seu pai para fazer entregas das espadas da guarda real, mas ele não sabe que eu ainda guardo o medalhão que ele tinha, nem sei ao certo se ele se recorda dele. Não sei o porquê de Luke te-lo, mas iria o proteger se eu pudesse. Bom, não que ele precisasse de proteção já que ele ganhou muitos músculos ao entrar na fase adulta, que músculos devo dizer - Sabe o quanto a Julie fica brava quando a chamamos dessa maneira. - Pelo jeito alguém aqui sabe. - Afinal é a Julie, não é? Quando que ela não está brava? - Os dois riem.


- Por que eu tenho que aguentar vocês mesmo? - Eles riem e eu pego minha espada e começo a treinar com eles, vencendo a maioria dos duelos.


Passamos o final da tarde assim, lutando, rindo e provocando um ao outro. 

Quando não nos aguentavamos mais em pé, paramos na beira do morro e ficamos admirando o final daquela tarde e bebendo a água que trouxemos em um cantil, igual sempre fazíamos, estávamos em silêncio até que:


- Meu pai recebeu outra ordem de despejo... - Reggie fala cabisbaixo - Esta vai ser a segunda vez que acontece... - Ele me olha - Sei que você e sua família não tem culpa que ele não trabalhe, mas e que ele só tinha o navio como meio de trabalho - Suspira - E ver ele sem poder fazer nada me deixar com raiva e triste...


- Sinto muito, Reggie. - O abraço - Tentarei mais uma vez fazer com que meu pai coloque os navios como ponto comerciais e de passeio - Lhe dou meu melhor sorriso e ele retribui.


- Bom, obrigado mais uma vez, Jules. - Ele se levanta e limpa a grama da roupa. - Agora vou deixar vocês aqui, tenho que ir para casa ou meu pai vai tomar mais cerveja que o devido. - Ele ri, nos despedimos e Reggie some em meio às árvores.


- É muito legal o que está tentando fazer por ele, Julie. - Me viro para Luke e o observo enquanto ele olha o pôr do sol. - Cada dia você parece mais a sua mãe... - Me olha e nos encaramos.


- Esse foi o melhor e único elogio que me fizeste, caro Sr. Luke.- ele ri e eu o empurro de leve - Mas obrigada! Me sinto feliz por parecer com ela.


- Demorou hoje... - O olho confusa - Para chegar, aconteceu alguma coisa? - Suspiro e lembro que realmente hoje não foi fácil bular a professora que é quase tão cega quanto uma topeira.


- Quase que trombo com os guardas do meu pai na saída - Explico olhando para o céu.- Tive que de última hora pegar o caminho mais longo - Ele fez uma careta e eu ri. - Pois é, passar pelos porcos também não é muito da minha vontade, mas se for para poder vir e treinar com vocês e me sentir mais humana, eu passo até pela sala real.


- Ao menos não foi pega no flagra. - Assinto e rimos, ficamos em silêncio por mais um tempo até que a lua começa a despontar do céu - Bom, como bom cavalheiro que sou, irei acompanhar a senhorita até seu destinado palácio. - O olho com a sombrancelha arqueada e faço que não.


- Sou bem grandinha, Patterson! - me levanto e pego minha espada, apontando em direção de seu pescoço. - Sei como me cuidar além de que não preciso de sua companhia!


- Melhor ainda! - Ele fala. - Assim não preciso ficar de babá! E abaixa essa espada, porque nós dois sabemos o escândalo que seria caso a princesa matasse um pobre plebeu - Sussurra ao meu ouvido, abaixo o objeto e em seguida ele sai andando - Mas ainda a acompanharei até o palácio, pois te irritar é o meu melhor passatempo, Alteza - Ao final ele faz uma reverência e pisca os olhos para mim.


- Vá se foder, Luke!


Trombo com ele e vou andando na frente em direção ao castelo, ou melhor até a entrada secreta dele.

Viemos o caminho todo em silêncio, Luke e eu não éramos muito de palavras, bom isso só quando não estavamos brigando, nesses momentos a gente falava demais, porém não necessitamos de muitas palavras para nos comunicar, somente dos olhares, que eram muito intensos. Se eu fosse uma simples plebeia e não trouxessem tantos problemas, já teria beijado o mesmo a muito tempo:


 -Bom chegamos, Sr. Patterson, agradeço a sua insistência em me acompanhar, mas já estou entregue, até amanhã! - Me viro e quando ia entrar, sou virada e sinto ele a centímetros do meu rosto.


- Boa noite, Julie - Perto demais Patterson! Estava com meu coração acelerado ao máximo e ele chega mais perto, mas não beija o local onde eu quero o toque do seus lábios, mas deixa um beijo em minha bochecha logo se afastando - Durma bem, rainha! - Pisca e sai andando para o povoado.


Fico atordoada, até que me livro qualquer pensamento impuro e entro no castelo, faço de tudo para não ser descoberta até chegar ao meu quarto.


Notas Finais


Que Luke hein 😏😏

Aí ai a Julie fugindo dos professores 💅😅

Reggie um neném 🥺

O que será que irá vir acontecer ?? Será que alguém viu a Julie ??

Comentem o que acharam e tenham uma boa noite ✨

Tentarei trazer mais um nesta semana🤍


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