História Parte do seu mundo - Capítulo 5


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Categorias Wanna One
Personagens Daehwi, Guanlin, Jaehwan, Jihoon, Jinyoung, Jisung, Kang Daniel, Minhyun, Seongwoo, Sungwoon, Woojin
Tags Jinhwi, Ongniel, Panwink
Visualizações 41
Palavras 2.623
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu sei que esse capítulo demorou, mas é porque eu tô de férias. DHAHDUSHDU boa leitura pra vocês!

Capítulo 5 - Ajuda Inesperada


[Daniel]




Eu mal consigo respirar direito quando vejo Seongwoo ser arrastado de volta pro barco com um arpão em sua cauda. Eu ainda seguro em suas mãos, conseguindo acompanhar ele até o casco do navio aos sons dos seus gritos de dor e desespero por estar sendo levado embora.


— Ong, eu prometo que vou voltar pra te buscar. Eu prometo. Você vai ficar bem, Ong. Eu amo você. — Minha voz é trêmula, e eu não tenho tempo de dizer mais nada, pois preciso soltar as mãos dele pra não machucar ele fazendo peso. O arpão pode acabar atravessando de vez ele e piorando o estado. Eu não tenho escolha a não ser ver ele desaparecendo na névoa acima da minha cabeça, gritando pelo meu nome.


E o navio então parte, me deixando para trás. Junto com ele, a névoa também se dispersa, mas eu não me mexo até o navio sumir de vista. Eu preciso saber pra onde ele foi. Quando o navio some no horizonte, seguindo a linha da praia dos humanos, eu finalmente mergulho outra vez, fazendo o caminho de volta pra Atlântida, tentando não surtar a cada batida que a minha cauda dá. Eu nem ao menos tenho um plano. Primeiro, eu pensei em falar com o Conselheiro Jisung, mas eu sei que se eu falar com ele, eu não vou ter nem tempo de explicar, ele vai me prender e me exilar antes do dia terminar. Se eu falar com os guardas, eles vão contar pra Jisung e vai acontecer exatamente a mesma coisa. Se eu for atrás sozinho, não vai adiantar de nada. O que eu posso fazer contra um navio inteiro? E eu mal vi a tripulação de Minhyun em meio ao nevoeiro. Eu não tenho a quem pedir socorro, mas vou ter que dar meu jeito. É a vida de Seongwoo que está em perigo. Como um flash na minha mente, eu lembro da conversa que tive com Seongwoo hoje durante a manhã, sobre seu irmão, Guanlin, e de como ele estava se envolvendo com magia. Eu não tenho outra escolha, ele é o único que pode me ajudar a resolver esse problema.


Me aproximo de Atlântida aos poucos, nos fundos do castelo, pra ser mais exato, e atravesso a janela do quarto de Seongwoo, do mesmo jeito que tinha feito antes. Dali, eu nado pelos corredores. O sol já está quase nascendo, o que significa que em breve, todos já estarão acordando e, eventualmente, vão notar o sumiço do príncipe. Preciso ser rápido. Passo pelo quarto de Jinyoung às pressas, virando mais alguns corredores e alcançando o de Guanlin. Ao puxar as algas pro lado, eu vejo o príncipe deitado em sua concha, dormindo de forma tranquia. Me aproximo dele, tocando em seus ombros e balançando-o na tentativa de despertá-lo.


— Guanlin, acorda. Vamos, acorda. — Dou alguns tapinhas leve no rosto dele, ouvindo o gemido irritado dele conforme ele abre os olhos, sonolento.


— Daniel? Por que está no meu quarto? Já amanheceu e eu dormi demais? — Ele boceja, espreguiçando os braços.


— Não. Eu preciso da sua ajuda. — E me sento na concha ao lado dele. — Seu irmão foi sequestrado por humanos. Eu tentei impedir, mas não consegui porque… Bem, porque eu nem consigo me mexer quando estou em terra, quanto mais sair por aí caçando gente. Mas eu vi pra onde eles foram. — Guanlin parece nem mover um músculo do rosto quando eu falo sobre o sequestro de Seongwoo. Parece que ele não se importa muito.


— E você quer que eu vá com você pra te ajudar a trazer ele de volta? — Seus braços se cruzam na frente do peito.


— Não. Eu sei que você anda mexendo com magia, Seongwoo me disse. Eu pensei que… Sei lá, talvez você conhecesse algo que me ajudasse. — O semblante dele muda na mesma hora.


— Não, não conheço nada. — E ele se ergue da concha, nadando pra fora dela. Eu repito o movimento, alcançando ele e segurando o seu braço. Ele volta a olhar pra mim.


— Por favor, Guanlin. Eu faço o que você quiser, mas você tem que me ajudar a trazer ele de volta. —


Por alguns segundos, ele fica em silêncio, apenas estudando o meu rosto. O sol já está se erguendo lá fora, todos vão acordar em questão de minutos, e se eu estiver aqui quando isso acontecer, vai ser o fim.


— Tudo bem, eu conheço uma poção que pode te transformar em humano. Mas eu não vou dá-la pra você assim, a minha condição é: você vai me levar junto contigo. — Franzo as sobrancelhas.


— Claro que não, você enlouqueceu? Já tem um príncipe lá em cima sequestrado, você ainda quer ir lá esfregar outro príncipe na cara deles? De jeito nenhum! — Guanlin dá de ombros.


— Você não tem escolha, ou me leva contigo pro mundo dos humanos ou nada feito. E aí você pode tentar revirar o mar atrás de Seongwoo com a sua cauda. — Começo a me irritar com essa situação.


— Você é só uma criança! —


— Uma criança que é mais poderosa que você. — Ele começa a nadar pra cima de mim, de forma a me deixar acuado e parecer cada vez maior. — Você deveria me agradecer que eu ainda estou cogitando te dar uma coisa que eu venho preparando há meses só pra mim. Eu poderia sair daqui agora e avisar pros guardas que você entregou o meu irmão pros humanos, poderia ir embora e me tornar humano sozinho, mas vou te dar outra chance de responder a coisa certa: você vai me levar contigo e vamos, os dois, nos tornar humanos juntos. — Engulo seco. Guanlin não estava pra brincadeiras.


— Tudo bem. Eu levo você comigo. Mas assim que a situação se resolver, você vai voltar pro mar junto comigo e seu irmão. — Ele está preparando essa poção há meses, ele mesmo acabou de dizer isso, o que quer dizer que ele vem planejando fugir pro mundo dos humanos.


— Tudo bem. Vem comigo. — Guanlin me chama, e eu o sigo através da janela.




[Jinyoung]




— Daehwi, Daehwi, acorda. Anda, praga, acorda. — Dou uns tapas na cauda de Daehwi, e ele acorda assustado.


— O que houve? A gente dormiu demais? Já tá na hora da escola? — Ele diz atordoado, já se mexendo na concha de forma desesperada.


— Eu vi alguém passando agorinha aqui na frente do quarto. Quase arrancou as algas. Vamos lá ver quem é, vamos, vamos. — Daehwi reclama, mas eu nem dou tempo dele dizer não, seguro a mão dele e puxo ele pra fora da concha, nadando pra fora do quarto e o obrigando a vir junto. Sigo o rastro da correnteza que o estranho deixou quando passou às pressas no corredor, sendo guiado até o quarto de Guanlin naquilo. Chego bem perto das algas que tampavam a abertura e puxo um pouco pro lado. Meio escondido atrás da parede, eu olho pra dentro, junto com Daehwi, não vendo muita coisa, só Guanlin pedindo pra Daniel, o irmão mais velho de Daehwi, seguir ele. Ambos saem pela janela.


— Onde será que eles estão indo? Ainda é muito cedo pra eles saírem por aí. — Ouço a pergunta do meu melhor amigo.


— Não sei, mas vamos atrás. —




[Daniel]




O sol já tinha se erguido, mas eu e Guanlin já estávamos saindo de dentro da floresta de algas quando isso aconteceu. Era bem distante o lugar que ele estava me levando, mas eu não o questiono sobre isso em momento algum, porque minha mente está em outro lugar. Em Seongwoo, pra ser mais exato. Eu me sinto desesperado de saber que algo pode estar acontecendo com ele e eu não estou perto pra ajudar ou tranquilizar ele.


— Vem, Daniel. É aqui. — Guanlin me desperta dos pensamentos sobre Seongwoo, me guiando pra dentro de uma caverna, e eu o sigo até o fim dela, entrando em uma salinha no final da caverna. Era um gêiser dentro de uma caverna, pra ser mais exato, mas ele não estava realmente ativado, apenas soltando algumas bolhas. Por cima, um caldeirão com um líquido roxo dentro. Não faço ideia de como ele fez pra manter aquilo dentro do caldeirão, sem misturar com a água do mar, mas ele tinha conseguido. — Como você pode ver, eu venho trabalhando nisso há meses. Só falta um ingrediente, que eu não estava conseguindo de jeito nenhum, mas agora já tenho tudo. Eu não sei se vai doer, nem se vai funcionar, mas não custa tentar. —


— Você não testou em nada antes? Ou só funciona em sereias? Aliás, como você sabe de tudo isso? — Olho em volta, pra caverna. Ela era muito bem construída como um covil mágico pra alguém como Guanlin.


— Funciona em qualquer ser vivo que não seja humano, mas eu não testei porque são coisas difíceis de conseguir, não pode ficar desperdiçando em qualquer um. E isso já estava aqui quando eu achei. Parece que alguém fazia isso antes de mim, e deixou para trás umas escrituras com alguns feitiços. Um deles é esse de transformar os seres vivos em humanos. — Guanlin abre a bolsa dele pra me mostrar o caderninho de couro. Talvez fosse enfeitiçado pra não virar pó aqui embaixo d'água. Mas ele quase não tinha páginas, parece que a maioria foi arrancada e levada embora. Ele aproveita pra colocar o último ingrediente no caldeirão, enquanto eu olho as páginas do caderno que sobraram. Não parecia ter sido escrito por um amador, e sim por alguém que entendia daquele assunto.


— Tem certeza que isso não é perigoso? Eu quero salvar o seu irmão, não colocar ele em perigo maior ainda se eu virar um monstro ou sei lá o que. — Nado até ele, pondo o caderno de volta dentro da bolsa enquanto ele ri de mim.


— Relaxa, nós vamos ficar bem. Eu segui bem direitinho todos os passos, não tem como…


— Daniel? —


Me viro pra entrada da caverna, a tempo de ver Daehwi e Jinyoung entrarem na caverna, com rostos confusos, olhando tudo do jeito que eu fiz.


— Daehwi? O que você veio fazer aqui? E por que trouxe ele? Quer saber, não importa. Vamos, saiam daqui os dois, não podem ficar aqui. — Começo a expulsar Daehwi e Jinyoung, mas eles dão a volta por mim e ambos nadam na direção do caldeirão. Seguro a cauda dos dois. — Vocês são surdos? Eu disse pra sair. —


— Daniel, acho que tem alguma coisa errada… — Guanlin diz, e eu tomo a frente dos meninos, indo até o caldeirão. Ele estava efervescente demais, parecia que estava subindo a quantidade da poção. — Será que eu botei demais? —


E não para de ferver. O líquido roxo começa a borbulhar demais, e, preocupado, eu começo a empurrar os meninos pra fora da caverna, ao mesmo tempo que olho pra trás pra ver o estado do líquido.


— Guanlin, sai de perto do c…


Não tenho tempo de finalizar, o caldeirão simplesmente explode. Eu viro o rosto, abraçando os dois mais novos com força pra proteger eles do impacto. Os três voamos contra a parede, batendo nela, e a explosão arranca o teto da caverna, mas algo começa a acontecer comigo. Um formigamento horrível na base da minha coluna, que começa ali e vai se espalhando em forma de dor pelo meio da minha cauda. Sou obrigado a soltar os garotos enquanto meus olhos se fecham e eu jogo o corpo pra trás. Parecia que estavam me abrindo em dois. Quando a sensação para, eu já estou deitado na areia, mas uma pressão horrível no meu peito me faz saber que algo aconteceu. Não apenas isso, os meus olhos se abrem de novo e eu olho pra baixo, pra minha cauda. Bom, onde ela estava antes, pelo menos, porque agora, ela tinha se dividido em duas. Eu estava com pernas.


Mas o momento maravilhado passou em questão de segundos, porque olhando mais pra frente, eu vejo Daehwi e Jinyoung também deitados no chão. Ambos com pernas. Depois que o caldeirão explodiu, a poção se espalhou pela caverna e pegou em todo mundo, inclusive em quem não deveria. Penso em começar a brigar, abrindo a boca pra isso, mas não sai som algum, apenas bolhas, e eu sinto um aperto maior ainda no peito. Não consigo respirar. Os dois garotos parecem perceber isso também, e ambos começam a nadar de forma desesperada pra cima. Eu também, meio sem jeito, tomo rumo pra superfície. Entretanto, paro no meio do caminho, olhando pra baixo. Guanlin ainda estava ali, deitado no chão com suas novas pernas. Ele estava perto demais do caldeirão, provavelmente bateu a cabeça depois da explosão e agora estava desacordado. Eu nado de volta, com um mal estar horrível no peito, mas não posso deixar ele aqui, ele vai morrer. Passo o braço dele em volta do meu pescoço, começando a puxar ele enquanto eu nado. Ele é pesado, ou talvez eu que já não esteja mais com a mesma força de antes. Começo a ver as coisas embaçadas antes de ver uma sombra voltando da superfície e vindo me ajudar a carregar Guanlin mais rápido. Era Jinyoung. Ambos levamos ele pra superfície, e assim que eu ponho o rosto pra fora, respiro o ar dali, tossindo igual louco pra sair a água dos meus pulmões. Guanlin ainda está agarrado no meu pescoço e no do irmão dele, e estamos os quatro no meio do mar.


— Daniel, você nos deve uma explicação. O que aconteceu com as nossas caudas? Como a gente se livra disso? É horrível, nem dá pra nadar direito. — Daehwi começa a reclamar das pernas.


— Depois eu explico tudo. Vem, temos que sair daqui, a terra fica pra lá. — Jinyoung e eu nadamos com calma, carregando Guanlin, e Daehwi encontra dificuldades em controlar suas novas pernas, mas não perco o foco de chegar onde eu deveria chegar.


Vez ou outra nós paramos de nadar um pouco pra descansar. Pernas eram muito fracas pra essa atividade, e nosso corpo tinha mudado totalmente. Apesar disso, depois de algum tempo, nós chegamos num lugar conhecido por mim. Era a gruta onde Seongwoo tinha sido sequestrado. Mas eu não entro nela, dou a volta na gruta e nado em direção à praia. Daehwi, que tinha tomado a dianteira e aprendido a controlar suas pernas, é o primeiro a sair das águas e por os pés na areia. Ele mexe com os dedos nela, mas olha pra trás e vem nos ajudar a carregar Guanlin pra fora da água. Esgotado, eu me jogo na areia, com Guanlin ao meu lado, Jinyoung do outro e a água batendo nas minhas pernas. Tiro os fios molhados dos olhos de Guanlin, olhando pros seus olhos fechados.


— Ele está vivo? — Jinyoung pergunta, engatinhando até seu irmão e acariciando seu rosto, com a feição preocupada.


— Acho que sim… —


— Precisamos de ajuda. Olha! Tem alguém ali! — Daehwi toma a dianteira de ir pedir ajuda pra um garoto que estava passando na praia completamente deserta, carregando dois baldes, um em cada mão. Eu me levanto na mesma hora, pegando a mão de Daehwi e puxando ele pra trás.


— O que você está fazendo? Ele é um humano! Não podemos confiar em humanos. — Daehwi franze as sobrancelhas.


— Nós somos humanos agora, Daniel. Precisamos confiar neles. — Ele solta a mão, e dessa vez eu não tento impedir ele, enquanto ele se aproxima do humano dando uma corridinha.


— Ei! Licença, senhor. O nosso… Amigo está com algum problema. Precisamos de ajuda. — O garoto solta os baldes na hora que vê Daehwi e todos nós logo atrás dele, tampando os olhos.


— Meu Deus! Por que vocês todos estão sem roupas? —


Notas Finais


De novo, perdão a demora pelo capítulo. Vejo vocês no próximo!


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