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História Partituras sem etiquetas - Capítulo 8


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Notas do Autor


Gente, mais um capítulo pra vocês. Beijos da laranja 🥰🍊

Capítulo 8 - Show de talentos





- Bom dia! Poderia me dar um café?
- Sim senhor!

A jovem seguiu até uma jarra que continha o líquido escuro e depositou na xícara que fora colocada em cima do balcão.

- Obrigada!
- Mais alguma coisa?!
- Panquecas?
- Já ficam prontas, um minuto.

Seu dia estava calmo, Grazi atendia os cliente com um belo sorriso no rosto. Mal podia esperar para começar suas aulas com o senhor Vil.
Ela anotou o pedido do jovem e esperou que ficasse pronto.

- Aqui está!
- Obrigada!

Seu expediente havia acabado e junto a ele, a desesperada ideia de ir a universidade e ainda não saber tocar nada.
Correu o mais rápido possível pelas calçadas e entrou no prédio desgastado. Tomou um banho rápido e se alimentou. Antes de sair, comprimentou algumas pessoas.
Já bem perto do local, se deparou com uma cena um tanto quanto triste. Alex estava sentado no mesmo lugar em que costumavam conversar e chorava silenciosamente.
Ela não podia ir lá, mas quem queria enganar? Não podia deixar seu amigo naquele estado. Algo ruim deveria ter acontecido!
Correu até ele e sentou -se ao seu lado.

- Eu sei que não deveria estar aqui, e te peço desculpas, mas não suportei te ver assim!
- Fica calma, está tudo bem!
- Alex, não vem com essa! Me fala vai!

Ele se virou pra jovem e lhe lançou um olhar entristecido. Naquele momento compartilharam de uma dor que estava em ambos os peitos. "Saudade".

- Eu não queria ficar longe de você!
- Eu também não! Mas...
- Mas o quê?
- Eu não sou como você. Não podemos ser amigos!
- Não deixe que as palavra asperentas de meu pai te afetem desse jeito! Eu tenho que ir... Fica bem!
- Tudo bem...

Aquela conversa fora estranha. Nenhum dos dois podia estar se falando, mas seus corações eram fracos.
Não suportavam a distância imposta pelo triste destino. Alex não podia acabar com a vida acadêmica da amiga por capricho e Grazi, ela apenas se deixou guiar por um comentário um tanto quanto preconceituoso.

- Eu queria tanto poder ajuda-lo!

Tirou aqueles pensamentos da cabeça e entrou no local. Seguiu até sua sala e ficou sentada com a cabeça baixa.
Não queria presenciar todas aquelas interações. Preferia continuar no seu mundinho de sonhos.
Ao lembrar de Bit, deu um pequeno sorriso. Aquele cachorrinho era incrível, seria seu novo amigo.
Sua mãe costumava lhe dizer que pessoas como essas, devem ser ignoradas pelos nossos sentimentos.
"Se você se sentir mal, cante uma canção, sua voz é incrível!"
Fazia um tempo que não se sentia bem para cantar uma canção com o coração. Apenas quando estava com as crianças, eles amavam suas canções.
Diziam que a sua voz era linda e que seria uma ótima cantora.

- Peguem suas flautas e toquem a mesma melodia da semana passada.

Todos fizeram o que fora mandado, assim como Grazi. A melodia não era tão complicada, o que alegrou a jovem.

- Vejo que alguém aqui está tendo um pequeno avanço!

Falou para Grazi, não de uma forma boa. Ele estava a debochar da garota, mas não foi levado a sério.
Não valia a pena se gastar tanto com coisas que saiam da boca pra fora. Eram apenas palavras, machucaram de alguma forma, mas não era letal.
As outras matérias eram ótimas e os professores, menos odiáveis. Sua última aula do dia era a de canto, esta que lhe destacava em cada verso.

- Como sabem, no final do semestre haverá um show de talentos. Todos os alunos poderão participar, contanto que tenham uma média de notas boa o suficiente. Aconselho a vocês que se dediquem ainda mais, para que venham a participar.
- Quais serão as premiações desse ano?
- Gravar uma música na "Play Mandson".
- Isso é incrível! As audições acontecerão pelas manhãs e os dois finalistas disputarão no dia do show de talentos.
- O professor Mandson estará na bancada esse ano?
- Sim! Como já falei, vocês devem se dedicar bastante para conseguirem ir pra final.

Grazi sempre sonhou em participar das audições, porém, não podia! Ela trabalhava pela manhã, mesmo horário em que deveria estar no trabalho.
Não podia se dar ao luxo de faltar! Seu sustento dependia do pouco dinheiro que recebia.
Preferiu não se empolgar com a possibilidade de ganhar as audições e gravar uma música na "Play Mandson".
Saiu do local assim que o aviso cessou e seguiu até a casa de Vil.
Aquele era o único momento em que se sentia bem.

- Vejo que veio cedo!
- Vim sim! Boa noite!
- Boa noite. Entre!
- Obrigada!

Ela olhou para os lados e ficou admirada com tamanha beleza. O local era enorme, todo decorado com belas obras de arte e instrumentos musicais.

- Sua casa é linda!
- Obrigada!

Ele a levou até uma sala que ficava no segundo andar. Lá dentro haviam uma vasta gama de instrumentos, todos dispersos de um maneira organizada.
Os dois seguiram até um canto onde algumas pastituras já estavam preparadas para a aula.

- Vamos começar?
- Sim...
- Antes de tentar tocar qualquer instrumento, é necessário que o conheça por completo.

De forma calma e atenciosa, Vil explicou todos os componentes do instrumento, contando até sobre sua origem.

- Quando eu tocava em grandes apresentações, lembro que sempre respirava fundo e arrancava o melhor de dentro de mim.
- Arrancar o melhor! E como se faz isso?
- Estudando! Se você une a leitura com a prática, tudo fica leve e decifravel em nossa mente.
- Acho que preciso aprender a prática...
- Não se apresse! Tudo tem seu tempo...
- Estou com medo de não passar na audição do fim de ano e perder a oportunidade de me formar.
- Olhe bem, você vai se formar!
- Obrigada pela ajuda!
- Eu que agradeço pela companhia. Vamos jantar?
- Agradeço!

Os dois desceram e ficaram diante de uma mesa repleta de comida, coisa que a tempos Grazi não via.

- Você está bem?
- Estou, é só que...
- Que?
- Eu não costumo estar diante dessa fartura. Depois que vim pra essa cidade, não tenho muito e o pouco que tenho, divido com quem precisa.
- Então quer dizer que mesmo tendo pouco, ainda ajuda outras pessoa que precisam mais que você?
- Sim! No prédio onde eu moro, têm umas famílias que passam muitas necessidades, então quando tenho um tempinho livre, saio pelas ruas pedindo ajuda pra eles. Poucas pessoas ajudam mas não chego em suas casas com as mãos vazias.
- Estou sem palavras...
- Nossas vidas são complicadas. 


Notas Finais


Obrigada por ler. Beijos da laranja 🥰👍


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