História Passado - Capítulo 45


Escrita por:

Postado
Categorias Cameron Dallas, Margot Robbie, Nina Dobrev, Shawn Mendes
Personagens Cameron Dallas, Margot Robbie, Nina Dobrev, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Cameron Dallas, Comedia, Drama, Margot Robbie, Nina Dobrev, Romance, Shawn Mendes
Visualizações 27
Palavras 2.336
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 45 - Finalmente


ALEXIA

Eu senti o cerco se fechar sobre mim. Quase tinha apanhado de Karen e Manuel quando vieram no apartamento na sexta-feira, furiosos, cheios de acusações. Neguei tudo, me defendi, mas não acreditaram em mim. Fiquei desesperada vendo todos meus esforços fracassarem, sem entender como pude planejar tudo tão bem e acabar assim. Todos pareciam achar que era óbvio o que fiz.

Nem criei confusão quando quiseram levar meu filho. Eu só precisava ficar logo sozinha, me acalmar. Não preguei os olhos durante a noite, analisando tudo, até me convencer que não havia nada para provar minha participação. Embora todos me acusassem, aquilo não era suficiente para me pegar. Ainda havia uma chance para mim.

O problema era Daniel. Aquele desgraçado me chantageando ferrava tudo, me colocava em risco. Teria que ir ao banco pegar uma grana e ainda me arriscar encontrando com ele, correndo o risco de ser seguida e pega em flagrante. Tinha sido uma burra em dar o celular para ele se livrar, mas fiquei com medo que fosse rastreado até ali. Nunca achei que aquela anta pensasse, muito menos ousasse me chantagear. 

Tentei maquinar todas as formas possíveis para não me pôr em risco. Mas não teve jeito. Na segunda-feira, após ligar para o gerente, passei no banco e saquei 100 mil Reais. Dali segui para o shopping e deixei meu carro no estacionamento. Entrei, olhando em volta, fingindo ver vitrines, mas ligada se alguém me seguia. Não percebi nada anormal. Mesmo assim fui ao banheiro feminino e me tranquei em um reservado. Lá tirei da bolsa uma muda de roupa e troquei minha calça e camisa por um vestido. Pus a mesma peruca loira que tinha usado para entrar no prédio como da equipe de limpeza e pus óculos escuros. Guardei tudo, inclusive minha bolsa, em uma grande sacola que tinha levado dobrada. 

Saí para o banheiro onde havia um grande fluxo de mulheres. Elas conversavam, se emperiquitavam em frente ao espelho, entravam e saíam. Ninguém me deu muita atenção, mas saí cuidadosa, sempre atenta à minha volta. Teria que deixar o carro lá. Por isso me encaminhei para fora do shopping e peguei um táxi, entregando o endereço que o bandido me dera. Era um barraco localizado ao pé de uma favela. Fui para lá cheia de medo. E peguei o telefone do motorista de táxi, garantindo que daria um bom dinheiro se ele viesse me buscar quando eu ligasse. Combinamos e desci em frente ao barraco de tijolos aparente e sem muro, em uma rua suja e feia, com vala a céu aberto.

Crianças descalças e descabeladas corriam por ali, gente pobre e esquisita passava. Eu tremia enojada e amedrontada, engolindo meu asco ao seguir e ter que pular a vala com cheiro de esgoto para chegar até a calçada. A que ponto eu tinha chegado! Devia ter me controlado mais e buscado uma maneira mais fácil de me livrar de Shawn. Tudo tinha dado errado e continuava dando. Onde errei tanto?

Agarrada à minha sacola, olhando em volta com desespero, subi os dois degraus de barro até a porta de ferro e vidro, onde bati. Eu tremia, querendo acabar o quanto antes com aquilo. Já pensava em contratar um assassino profissional para dar fim no Daniel. Ou então aquela chantagem nunca teria fim e eu acabaria sendo pega.

O homem de dois metros abriu a porta. Ele a tomava por inteiro, tanto em tamanho como em largura. Usava um bermudão de futebol branco e mais nada, descalço no chão sujo de cimento e sem camisa. As camadas de banha caíam de sua barriga e seu peito parecia de mulher, pendurado sobre a barriga grande. A pele morena tinha marcas arroxeadas de cortes e antigas feridas. Seu rosto era sério e fechado, a cabeça toda raspada, os olhos maus enterrados na cara larga. Uma das sobrancelhas era falhada, cortada por uma cicatriz. Era extremamente feio e nojento. Quando abriu a boca e falou, parte de seus dentes quebrados apareceram e o bafo fétido quase me derrubou.

 — Entre, madame.

Estremeci. Sabia que não tinha jeito e entrei na sala apertada onde havia apenas uma tevê em cima de um caixote e um sofá sujo e puído. Contive a respiração com o cheiro forte de suor e de urina. Na mesma hora me virei para o bandido enorme e tirei o envelope com dinheiro da sacola, estendendo a ele.

— Aqui está o que pediu. Agora me devolva o celular.

Olhou-me e sorriu. Os dois dentes da frente eram cacos, os outros apodrecidos. Acho que nunca na vida dele tinha escovado os dentes. Era um horror ambulante e lamentei o dia em que o contratei. Só podia estar louca!

— Madame, acha mesmo que devolveria o celular? Qual é! Você ainda vai me dar muita grana! – Agarrou o envelope com sua mão gorda e pesada, passando os olhos por mim da cabeça aos pés. — Prefiro tu loirinha! Tira a peruca e os óculos.

— Se você acha que... – Comecei, furiosa.

Ele apontou para uma porta de madeira.

 Aproveita e tira tudo. Deita lá na cama e me espera.

— O quê?! – Arranquei os óculos escuros, fitando-o com ódio. — Só pode estar maluco!

— Ou obedece logo ou mando o celular de presente para a polícia. A Madame escolhe.

Só podia ser um pesadelo. Olhei com nojo para aquele brutamontes feio e fedido, paralisada. Não, não podia ser. Busquei uma escapatória.

— Por favor, Daniel. Somos parceiros e amigos. Vamos fazer assim: Saio agora e volto logo com mais grana. Dê o seu preço.

— Depois peço mais. Esse basta por enquanto, sua cachorra. – Sorriu e lambeu os lábios grossos. — Agora quero outra coisa. Fica peladinha lá dentro que hoje você vai me satisfazer. Sempre quis saber como era uma riquinha branquinha e cheirosa. Parte pro quarto.

— Mas...

— Quer me deixar nervoso? Puto? Ainda não entendeu quem manda aqui, branquela? – Eu o olhava horrorizada e estremeci dos pés a cabeça quando berrou: — Vai logo!

Corri para o quarto, quase vomitando. O lugar era nojento e fedido como ele, o lençol embolado e sujo fedendo a suor, tudo fechado e abafado. Não podia ser. Tinha que haver uma solução. Mas qual? Qual?

Tirei a peruca e toda a roupa em um misto de pavor e fúria. Jurei a mim mesma que tão logo saísse dali eu contrataria um assassino para acabar com aquele bandido chantagista, mas antes ia mandar cortar o pinto dele. O desgraçado! Como podia ousar me tocar, me usar, me obrigar? Eu queria gritar e vomitar. Queria matá-lo com minhas próprias mãos. Fiquei nua e tremendo. Não ousei encostar em nada, parada perto da cama de pé. Quando entrou, ergui o queixo, sem dar a ele a satisfação de me ver tremendo ou com medo. Mas estremeci de asco ao ver aquela montanha nua, as camadas de sua barriga felizmente escondendo o sexo. Era feio, grotesco, sujo. 

“Vou te matar! Te trucidar!”, prometi mentalmente. E quando veio e ergueu as mãos grosseiras para mim, quase morri. Fechei os olhos e mergulhei nos piores momentos da minha vida, em um pesadelo que nunca imaginei viver.

Eu tinha amado ser escrava de Shawn sexualmente e obedecê-lo. Mas, era muito diferente ser escravizada pelo homem horrível e fedido, que me jogou na cama e me obrigou às piores atrocidades. Me deu palmadas brutas com aquelas mãos sujas. Agarrou meu cabelo. Usou e abusou de mim, até que eu suplicava para parar, enojada, desesperada, pagando ali todos os meus pecados. Depois da beleza e sensualidade de Shawn, eu chegava ao fundo do poço com aquele homem asqueroso.

Me deixou suada e suja na cama, fedida como ele. Saiu satisfeito, fumando um cigarro, dizendo que logo me procuraria de novo. Eu me vesti como um robô, tão arrasada que nem conseguia pensar direito. Liguei para o taxista e saí do barraco. Andei sem destino até o fim da rua, sem me preocupar com mais nada. Então peguei o táxi e fui para casa. Sentada no banco de trás, fiz o que nunca julguei possível. Chorei copiosamente e pedi a Deus para me ajudar a sair daquela enrascada, sentindo-me o ser mais injustiçado do mundo.

 

Enquanto isso...

 Daniel guardou vinte mil Reais na carteira e os outros oitenta mil enfiou embaixo de um taco solto sob o fogão da cozinha. Pegou seu celular, pensando tudo que ainda poderia se divertir e lucrar com ela. Mas sempre foi um homem precavido. Por isso ligou para a única pessoa que amava no mundo

— Mãezinha?

— Dandão? Filho, você sumiu!

— Vou aparecer, mãe, pode deixar.

— Se eu não aparecer aí essa semana, vem aqui em casa. Naquele lugar que falei, no taco solto sob o fogão, tem um qualquer pra senhora.

— Por que tá falando isso, menino? Se meteu em coisa errada?

— Nada, mãezinha. Só sou prevenido, a gente não sabe o que o destino arma.

— Se cuide, Dandão. Prometa pra mamãe.

— Prometo.

Conversou mais com a mãe e desligou. Quando ficava um tempo sem aparecer, fazia isso. Sempre tinha uma grana guardada pra ela. Ao menos assim ele a deixaria bem. Ainda mais agora, com a branquela como fonte. Ia até comprar uma casa nova pra mãezinha.

Bateram na porta. Ele não esperava visitas. Suspirou e pegou sua pistola. Abriu uma fresta, a mão armada ao lado do corpo. Três policiais militares o esperavam, armados.

— Vamos dar um pulo na delegacia. Sua casa está cercada. Se quiser arrumar confusão, vai se ferrar. 

— Tem um mandato?

Daniel não era tão burro quanto eles achavam. Sabia que não sairia vivo dali se reagisse também. Quase fez isso, só para levar uns com ele. Mas pensou na mãezinha, que só tinha a ele para olhar por ela e que até hoje chorava a morte do seu irmão. Acenou com a cabeça.

— Vou pegar uma roupa e meus documentos. 

 Sua casa foi revistada. Levaram sua carteira com grana, o enfiaram dentro do carro de polícia. Lá foi obrigado a prestar depoimento e puxaram sua ficha. Era procurado pela polícia por roubo, assassinato, latrocínio e mais uma infinidade de coisas.

— Vai passar tua vida toda atrás das grades. Mas, pode ter um atenuante. Você foi relacionado à tentativa de homicídio do empresário Shawn Mendes. Se confessar, dizer quem foi o mandante, podemos fazer um acordo.

Mais uma vez pensou e analisou. Deu de ombros, sem nada a perder. E quando abriu a boca, contou tudo.

ALEXIA

 Eu tive que voltar ao shopping. Me livrei das roupas fedidas, pus as minhas, tirei a peruca. Entrei em meu carro e voltei para a cobertura.

Fiquei horas no banho, me esfregando e jurando vingança. Depois na banheira de molho. Minha mente não parava de trabalhar. Mesmo quando pus uma roupa elegante e passei em frente ao escritório ainda lacrado pela polícia. Segui para a sala, buscando uma maneira de me livrar do bandido desgraçado e de me safar de tudo aquilo. Não queria fugir. Mas estava vendo que talvez fosse a única solução.

Furiosa, pensei em tudo que eu perderia. A pompa e o privilégio de ser Alexia Venere Mendes.  Indagava-me o tempo todo como falhei tanto. Tinha me deixado levar por minha vaidade, meu orgulho em ser superior e sair impune. E agora estava pagando. A empregada surgiu na sala e avisou:

— Senhora Mendes, ligaram agora da portaria avisando que o senhor Matthew está subindo. 

Quase gritei de ódio e o impedi de entrar. Já estava em meu limite, furiosa, sem paciência para aturar mais nada. No entanto, o cerco se fechava sobre mim e todo cuidado com o que falar e fazer seriam pouco. Observei a empregada ir abrir a porta da frente, preparando-me para enfrentá-lo.

Surpreendi-me quando entrou acompanhado de dois policiais. Gelei da cabeça aos pés. Tentei me acalmar, meus nervos já abalados por tudo que passei naquele dia.

— Agora você vai para o lugar ao qual merece. A cadeia.

Não respirei. Consegui ainda manter o tom frio.

— Está maluco?

— Alexia Venere Mendes, a senhora está presa por tentativa de homicídio do seu marido Shawn Mendes. – Um dos policiais disse alto, ao se aproximar de mim com outro. — Vamos ler os seus direitos.

— Mas isso é um absurdo! Não há provas! Sou inocente!

Falei de modo estridente, tremendo, com medo. Ia gritar mais, no entanto o policial já puxava meus braços para trás e me deixava chocada ao me algemar.

— Seu comparsa já confessou tudo. Acabou, Alexia. Sua máscara caiu.

— Não! – Gritei, apavorada. — É mentira dele! É mentira!

— Diga isso ao seu advogado. – O policial me puxou pelo braço para fora.

Saí com eles, sem poder acreditar, piscando aturdida. O choque me paralisava, o medo me fazia tremer. Não era possível que depois de tudo que planejei e depois de tudo que eu tinha passado aquela tarde na cama do bandido, ele tinha confessado tudo na polícia e ferrado com minha vida. Não. Tinha que ter uma saída.

— Mais um presentinho pra você. – Matt murmurou e não entendi. 

Até que saímos em direção ao carro da polícia e na mesma hora fomos cercados por um bando de jornalistas que bateram várias fotos minhas, gritaram perguntas, me filmaram e enfiaram microfones de emissoras e jornais perto do meu rosto. Todos queriam saber por que tentei matar meu marido, como bolei o enforcamento, se tinha mais cúmplices e muito mais.

Segui chocada sob o espocar dos flashes, gelada e com olhos arregalado de pavor. Eu estaria em todos os jornais e tevê, não como a mulher mais rica e elegante do Brasil, a socialite mais disputada e comentada. Mas, como uma bandida. Uma presidiária.

— Não! – Gritei e me debati, mas fui bem segura pelos policiais. — Me solta! Me solta!

As perguntas e gritarias continuaram. Tudo girando e me deixando tonta, tudo parecendo alguma cena dantesca, infernal. Não pude acreditar em tudo aquilo, naquela humilhação pública. Mas quando o policial abaixou minha cabeça e me empurrou algemada para dentro do carro, no banco de trás, a realidade veio com tudo. A Alexia ali não era a socialite. Ela não passava de uma criminosa.


Notas Finais


Meninas "O Passado" está em seus capítulos finais, mas, eu já tenho uma fanfic nova.A nova fica se chama "La Estrategia", se puderem dar uma olhadinha, eu ficarei muito agradecida.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...