História Passage to love - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 668
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Capítulo 5


Fanfic / Fanfiction Passage to love - Capítulo 5 - Capítulo 5

-Nádia?

Resmunguei dando as costas e recebi mais alguns cutucões. Bufei abrindo os olhos e encarei as órbitas esverdeadas e o sorriso idiota de Lisa, não achei mesmo que ela passaria aqui em casa, ainda mais às… meu Deus, são onze horas da noite, qual o problema dela?

-Minha mãe deixou você entrar?

-Fiz uma cópia da sua chave.

-Eu tenho muito medo de você. - falei ao ouvir sua confissão e me sentei na cama enquanto coçava os olhos – O que foi?

-Nada, só vim pra ficarmos acordadas e irmos a escola de virote.

-Meu Jesus amado Lisa, você é muito desocupada. - bati nela com um travesseiro logo arrancado sua risada, tapei sua boca e fiz sinal de silêncio.

-Filme?

-Pipoca e brigadeiro.

Sorrimos e saímos do meu quarto bem rápido, mesmo com o péssimo horário tínhamos uma linda regra de amizade: jamais recusar nada uma da outra. Então praticamente, se uma quisesse pular do prédio e pedisse pra outra ir junto, teria que ir.

Descemos as escadas e ligamos a luz da cozinha, separei a panela de pipoca dando para Lisa e peguei o necessário para fazer o brigadeiro. Colocamos um funk pesadão para ouvir enquanto cozinhávamos, mas não tão alto, minha mãe precisava continuar dormindo, se ela nos visse essa hora fazendo algazarra batia nas duas.

-Amanhã ainda é terça. - Lisa disse imitando uma geleca e se desfazendo até chegar ao chão me fazendo rir.

-Sexta chega já e teremos nosso barzinho.

-Assim espero.

Enquanto mexia o brigadeiro com uma mão resolvi mexer um pouco no celular, queria ver o Instagram, tinha um tempo que não visualizava as histórias. Abri a primeira de uma colega da escola e fui passando alguns vídeos, até parar na foto de uma cerveja cuja legenda estava “feliz dia dos namorados” e alguns corações em volta, rir e mandei uma mensagem no privado para o menino da postagem que dizia assim: melhor mozão.

@theuferreiira: “falou a menina que namora”

Lisa terminou a pipoca e ficou me enchendo o saco para saber do que eu sorria, neguei mil vezes dizendo que não era nada demais e depois de muita insistência tive que mostrar qualquer vídeo idiota à mesma. Mexi o brigadeiro um pouco mais e depositei o doce num prato fundo, sei que prato aberto é mais adequado por conta do resfriamento, mas nesse momento eu só queria comer e pronto.

-Que filme veremos?

-Um de terror. - falei e vi a loira revirar os olhos – Mano, torço muito pra seus olhos caírem algum dia de tanto que os revira.

Ela fez uma careta e subimos cochichando até meu quarto, conectei o notebook na televisão e coloquei o filme de Lisa pedira, Hush: a morte ouve, já havia assistido esse filme, só não diria a ela para não estragar o clima de melhores amigas. E assim que deixei tudo pronto e dei play, voltei a cama para comer as porcarias.

Lembrei que tinha de responder o menino e desbloqueei o celular, Lisa brigaria comigo por não estar totalmente atenta ao nosso momento de amigas e não assistir ao filme, mas eu odiava deixar as pessoas no vácuo, então apenas continuei o processo de ir respondê-lo.

@nadia.campos: “queria eu que meu namoro tivesse dado certo… :/”

Enviei a mensagem e larguei o celular, pois minha melhor amiga já estava com um olhar ameaçador, e o medo de que ela me matasse agora era enorme. Sorri e enfiei várias pipocas na boca, voltamos os olhares para o filme e minha cabeça começou, automaticamente, a surgir com as lembranças dos meus três anos ao lado do Lucas, suspirei e pus um colherão de brigadeiro na boca.

-Tá tudo bem?

-Não, mas vai ficar. - sorri fraco e ela assentiu entendendo.

E assim foi nossa noite, cheia de pipoca e chocolate, filmes de terror e risadas abafadas para que minha mãe não acordasse. Não sei que horas fomos dormir, mas sentia meu corpo cansado ao ouvir o despertador tocar alto no outro dia.



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