História Passagem só de ida - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias VIXX
Personagens Leo, Ravi
Tags Aloucadoswontaek, Leo28, Levi, Taekshik, Wontaek, Wontaekéreal
Visualizações 82
Palavras 1.868
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ATA QUE MOONSHINE NÃO IA ESCREVER FANFIC PRO ANIVERSÁRIO DO TAEKWOON. 💕
Ela ficou bem simplória, mas eu jamais deixaria passar em branco então espero que vocês gostem. Além de que esse enredo é uma ideia pra uma long que provavelmente vou escrever durante as férias... Boa leitura~

Capítulo 1 - Capítulo único


Wonshik era um homem casado há cerca de sete meses.

 

Ainda que somente seu marido e os outros rapazes com quem viviam soubessem disso, gostava de assinar documentos com seu real estado civil e mencionar dentro de casa que dividia o sobrenome com Jung Taekwoon. Não era fácil ter que disfarçar o tempo todo em frente às câmeras o amor crescente que sentia por ele, a vontade que tinha de tocá-lo constantemente e o fato de sequer terem liberdades que todos os casais possuíam. Sonhava com o dia em que poderiam caminhar na rua de mãos dadas, postar fotos juntos nas redes sociais sem o pretexto que sempre usavam de VIXX LR, ou usar alianças — já que os braceletes de diamante que trocaram na cerimônia secreta não valiam o mesmo que um anel de ouro no dedo.

 

Mas, o homem conhecido mundialmente como Ravi, o rapper do grupo VIXX, nada mais queria além de demonstrar para seu amado tudo que sentia. Pelo jeito inicialmente introspectivo de Taekwoon, havia tomado todas as rédeas do relacionamento no começo e tratou de desvendar todos os segredos daquele moreno lindo. O conquistou a ponto de ser o único capaz de fazê-lo gargalhar e até mesmo criaram uma piada interna, a frase “é uma passagem só de ida”. Foi o que disseram quando começaram a namorar por saberem que jamais terminariam e reafirmaram nos votos do casamento, cientes que aquele laço seria algo eterno. Viviam tranquilamente, como irmãos que dividiam um grupo e uma unit quando estavam em público, como casal quando sozinhos.

 

Porém, nos últimos dias, algo vinha incomodando Wonshik.

 

O aniversário de Taekwoon se aproximava, o tão esperado 10 de Novembro em que poderia ser cliché com ele e mimá-lo até não poder mais, mas não tinha ideia de como presenteá-lo. Já havia pensando em flores, chocolates e perfumes, e mesmo assim nada parecia suficiente para demonstrar o que sentia. Não havia nada que Taekwoon precisasse ou quisesse, já que até mesmo havia adotado o cachorrinho que sempre sonhou há alguns dias.

 

Isso deixava o rapper sem escolha ao caminhar pelo maior shopping da cidade, com apenas algumas horas para decidir o que fazer. Como o grupo sempre tinha o hábito de comemorar quando o relógio batesse à meia noite, precisava ter o presente em mãos naquele horário ou seria o pior marido do mundo.

 

Entrou em uma loja de roupas ainda que soubesse que não iria encontrar nada que o agradasse ali. Seu marido tinha o gosto muito elegante e preferia comprar as próprias roupas. Andou pelo lugar por longos minutos esperando que uma luz viesse sobre sua mente ao olhar casacos e acessórios caros, pensando em pedir ajuda para Hakyeon. O líder era a pessoa que mais conhecia Taekwoon depois de si mesmo.

 

Tirou o celular do bolso para pedir ajuda em uma mensagem que soaria engraçada para todos os membros do grupo.

 

Ravi: SOCORRO GENTE. EU NÃO SEI O QUE COMPRAR PARA O TAEK.

 

Não demorou 10 segundos para que recebesse respostas.

 

Hyuk: se vira.

Hongbin: se vira. 2x

Ken: não faço ideia, eu comprei um relógio.

 

Suspirou, ciente de que não teria ajuda alguma ali. Por mais que todos o  conhecessem bem, os próprios tinham dificuldades em presenteá-lo. Antes que pudesse responde-los ou guardar o celular no bolso, o líder se manifestou.

 

N: faça algo que vocês nunca fizeram antes, algo especial.

 

Com aquela frase em mente, saiu da loja de roupas. Pensou minuciosamente o que não havia feito com Taekwoon desde que namoravam, não conseguindo concluir nada por sempre serem um casal normal ainda que fosse as escondidas. Decidiu ir para outro shopping, já estava cansado daquele ambiente que não o levava a nada.

 

E então, ao virar um corredor para tomar o caminho até onde havia estacionado o carro, viu um painel gigantesco com o retrato de um local. Ao olhar a imagem que tinha bem a sua frente, um lugar alto e luminoso durante a noite, concluiu que aquele era o presente que deveria ter dado à seu amado há tempos, mas não pôde fazê-lo quando aconteceu. As responsabilidades os impediam e estava decidido a se livrar delas ao menos um pouco sem sequer considerar as consequências.

 

Sem pensar duas vezes, se encaminhou para tirar o atraso.

 

~*~

 

Taekwoon já esperava que aquilo acontecesse quando foi recebido aos berros por seus amigos.

 

Havia passado o dia na casa dos pais, na companhia agradável dos dois de quem sentia muita falta e tentava se lembrar sempre de visitá-los. Sabia muito bem que sua saída ia ajudar os membros do grupo com os preparativos para a sua “festa surpresa de aniversário”, como se não soubesse que eles iriam ficar na sala de ensaios com um bolo adorável esperando para cantar parabéns, exatamente como fizeram. Não se importava com a câmera do celular virada para si para que os fãs pudessem ver aquele momento e muito menos o abraço apertado após o grito escandaloso de Hakyeon, seu melhor amigo.

 

Fingiu fazer um pedido e soprou as velas, logo abandonando o bolo de lado para abrir os presentes. Se sentou na companhia dos amigos no chão da sala em um perfeito círculo, recebendo um por um daqueles mimos. Um relógio de Jaehwan, um perfume de Sanghyuk, um sapato caro de Hakyeon que gostou muito e uma cobra de pelúcia de Hongbin — que afirmou que ele era a maior “naja” da família e por isso merecia aquele bicho.

 

Após abrir cada um dos embrulhos, olhou para o rosto de Wonshik esperando a vez dele. Ao ver os lábios fechados numa linha única, sentiu que ele havia esquecido de comprar algo e tratou de ignorar o braço que passou por entre seus ombros e o beijo que ganhou no canto da boca.

 

— Eu vou te entregar o meu presente mais tarde, quando estivermos sozinhos — escutou o sussurro dele e sentiu o estômago revirar em expectativa, retirando todos os pensamentos ruins que teve sobre ele. Por mais que soubesse que ele era o marido mais dedicado que poderia existir, tinha plena ciência que era igualmente relaxado com qualquer coisa que não fossem as músicas que criava. Se perguntava como Ongdong o aguentava, antes de perguntar a si mesmo depois de quase um ano de casados.

 

— Meu presente é sexo? — questionou, então notando que todos os olhares estavam sobre si. Abaixou a cabeça, ruborizando até o último fio de cabelo. Por mais que todos soubessem que tinham uma vida sexual ativa, eram recém-casados afinal, não gostava de falar a respeito de suas intimidades por não saber lidar com as brincadeiras dos rapazes.

 

Ignorou os risinhos maldosos e o sonoro “não” de Wonshik, antes de deixar os presentes de lado e se preocupar em cortar o bolo. Os momentos seguintes foram agradáveis e cheios de conversas, brincadeiras e mais memórias que levaria na mente pelo amor que sentia por aqueles cinco. Quando acabaram de organizar a sala de ensaios e ir para o dormitório, deu um “boa noite” e um abraço apertado em cada um dos amigos antes de seguir para o quarto que dividia com o marido carregando os presentes. Assim que colocou-os em cima da poltrona que deixava perto da janela, ouviu o som da porta sendo trancada. Não demorou muito para que sentisse as mãos quentes de Wonshik em sua cintura.

 

Virou-se para fitar o rosto do dele, recebendo um leve selo nos lábios. Sem que precisasse dizer uma palavra, notou as intenções nos olhos dele e deixou com que fosse guiado até a cama. Se deitou e o assistiu aquele moreno espetacular se sentar sobre suas coxas, antes de passar a desabotoar os botões de sua camisa. Suspirou ao sentir as mãos deslizando por seu peito assim que todos foram tirados de suas casas, seu corpo esquentando assim como toda a atmosfera do cômodo.

 

— Meu presente é sexo mesmo? — perguntou ao vê-lo tirando a própria camisa, expondo aquele peito musculoso que adorava arranhar. Ele era lindo por inteiro.

 

— Não — Wonshik respondeu, curvando-se para simular que ia beijar o mais velho. No entanto, enfiou a mão debaixo do travesseiro e pegou o papel que havia escondido ali antes de seguir com os outros rapazes para a sala de ensaio. Endireitou a coluna e colocou-o entre as mãos dele, assistindo-o franzir as sobrancelhas diante da confusão ao ver um envelope.

 

Taekwoon tomou impulso para se sentar e começou a rasgar a embalagem ainda com o rapper no colo, extremamente curioso sobre o que seria aquilo. Seus olhos arregalaram ao ver.

 

Passagens aéreas só de ida para Paris, a capital do romance.

 

Ergueu os olhos para ele e de volta para o papel, surpreso ao ver que a data de partida era dali dois dias. Não sabia se poderiam fazer aquilo, simplesmente viajar sem a permissão da empresa e não entendia porquê não haveria um retorno.

 

— Wonshik… — começou a dizer com tom questionador, mas ele o impediu de continuar a frase ao interrompê-lo.

 

— Eu sei que parece loucura, mas o manager aprovou. Bom… Pelo menos a metade — observou atentamente o rosto dele durante a explicação — Eu não sabia o que dar pra você, então o Hakyeon-hyung me sugeriu fazer algo que nunca havia feito antes. Comecei a pensar e lembrei do nosso casamento, feito tão às pressas naquele cartório no meio das promoções de Shangri-La. Nós não tivemos tempo de nos curtir nos primeiros dias e muito menos depois, com todas essas responsabilidades. Então eu pensei que nós merecíamos uma lua-de-mel, no lugar mais romântico do mundo.

 

Taekwoon não conseguiu não sorrir diante daquilo, ciente de que ele o conhecia muito bem. Estava há tempos pensando em propor aquilo, mas pensava que para isso teria que enfrentar problemas com a empresa e ainda fazer tudo em segredo. Estava tão contente ela atitude dele que simplesmente deixou os papéis de lado e enlaçou a cintura magra com os braços, enquanto ele continuava falando.

 

— A minha ideia é começarmos por Paris e de lá irmos para outros lugares. Podemos fazer um tour por onde você quiser e aproveitar nosso tempo sozinhos, apenas não contei isso para ninguém — sorriu ainda mais diante da face ligeiramente culpada que ele assumiu ao propor aquilo.

 

— Nós vamos fugir — fingiu espanto, mas logo o puxou para um abraço apertado. Escondeu o rosto na curva do pescoço dele e inalou o cheiro da pele que tanto amava.

 

— Não tinha pensado por esse lado — riu baixinho e depositou um beijo na nuca dele. Se afastou em seguida, deleitando-se com a visão dos olhos intensos dele. Roubou-lhe um selo, sem conseguir conter a vontade.

 

— Eu gostei da ideia, amor — sussurrou com doçura, roubando mais selos do rapper em meio às palavras. Definitivamente não havia um presente melhor que aquele: ter aquele homem que tanto amava somente para si durante um bom tempo, coisa que nunca puderam ter antes — Afinal, é literalmente uma passagem só de ida.

 

Wonshik riu da frase do marido. Sentindo o peito inflar em felicidade, tratou de beijá-lo decentemente. Entrelaçou a língua à ele conforme começava a desabotoar os jeans que ele usava para terminarem aquela comemoração, embora sua expectativa estivesse toda na viagem.

 

Não via a hora para que chegasse logo e pudessem ter a tão esperada lua-de-mel.



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