História Passarinho - Capítulo 15


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 2.202
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Aproveitem a historia!

Capítulo 15 - Eca



Sobre mim encontrava-se camadas e camadas de cobertor, que serviam de escudo para as irrirantes passadas de Cloe de um lado para o outro.

Essa garota não para!


Os passos pararam. Talvez eu esteja livre. Coloco minha cabeça para fora dos cobertores, prevenindo que não me veja, e procuro por Cloe. A mesma parece intretida com algo não visível, mas logo volta a ativa, batendo seus pequenos dedos em sua parede.



"Ahhh!" Suspira jogando seu corpo por cima de seus lençóis todos bagunçados. Seu cabelo forma um grande tapete cacheado e brilhante por toda a extensão de seu travisseiro.
A cacheada leva sua mãos aos olhos e permanece em silêncio.


"O que você tem?" Pergunto já preocupada, ainda reclusa em meu porto.
Sem se mover diz:

_ Há um garoto._ problema _ O conheci anteontem, no jogo de basquete.
_Sim._ respondo afirmando que recordo do grande jogo._ E o que tem ele?
Ela suspira _ Não consigo tira-lo da minha cabeça. Preciso descobrir sua origem de alguma forma!
_Origem?
_Ele é um garoto estranho que eu nunca vi pela escola. Alguém como ele se destacaria. Como posso não ter escutado nenhum boato sobre?
_Não acho que seja para tanto. A escola é grande, nem todo mundo vive no centro das atenções.
A morena continua pensativa, não contente com meu consolo.
_Mas se isso a encomoda tanto, por quê não vai atrás de informações sobre ele? Você não se diz ser uma ótima stalker?
Ela se levanta em um impulso e sorri para mim.
_Você tem razão!_ diz jogando-se por cima de mim e me abraça com força, me sufocando entre seus braços e cabelos e os meus cobertores.
Em seguida sai pela porta levando seu celular e uma blusa de moletom branca, junto de um óculos de sol.


Espero não ser considerada cúmplice de qualquer coisa que possa sucedor nos proximos minutos!


Lucas


Sentado no Puff, conto a Matt como foi ficar com a gostosa da... Susan? Tenho certeza que começa com S. V?


"Normal." Digo indiferente olhando para a fosca lâmpada que ilumina o salão. Apenas eu e ele estamos aqui, o restante ou está jogando futtebol ou em boates dançando, enchendo a cara, transando com muitas. Algo que deveríamos estar fazendo, mas continuamos aqui, conversando.
"Normal!?" Ele se levanta alterado "Ficar com Nicolle Portman é normal para você?" Pergunta indignado.
Então o nome dela é Nicolle...
Faço que sim com a cabeça dando motivos para que se seguisse um grande sermão.
"Cara, só você para estragar a magia da ficação! Eu te dou a Melhor e você a trata como uma simples striper de boteco! Você deve ter feito isso errado!"
Sinto meu orgulho sendo ferido por tais palavras "Como Lucas Edward poderia fazer errado?"
Ele anda de um lado para o outro, começando a me indoidar.
Então se pronúncia "Eu não sei mais o que fazer com você brother! Estou começando a desistir. Para você a Luana, a Susan e a Nicolle são todas iguais." Cita algumas das várias meninas que já estive "Acho que não posso mais ajudar!" Diz triste.

Eu nunca pedia a ajuda dele, ele que se propôs a isso. Fazer-me esquecer dos problemas com festas, bebidas e garotas. Eu sabia que isso não funcionaria, mas descidi tentar para não parecer um perdedor que desisti desde o primeiro segundo. Como eu pensei não funciona, nunca funcionou!
Eu continuo calado, olhando para a lâmpada. Alguns insetos a rodeiam e pousam sobre ela. Até mesmo os pequenos seres buscam a luz!
Um grito quebra a quietude do ambiente. Automaticamente olhamos para a quadra iluminada que continha parte dos alunos.
"Esse grito... parece familiar." Matt comenta com uma mão na cabeça, tentando recordar algo.
Me levanto e caminho até a porta "Vamos ver o que aconteceu!"

A alguns metros do local, é possível ver alguns robôs levando alunos em direção ao prédio, provavelmente a diretoria. Vou até Brent e pergunto o que aconteceu.

Oliver acertou o rosto de Luana com a bola, ele disse preocupado.
"Meu Deus!" Digo ansiosamente, pois sei quais são as consequências de prejudicar um único fio de cabelo de Luana Smith.
Mesmo que tudo fosse um completo acidente, Luana fará o possível e o impossível para prejudica-lo. Logo Oliver que está na lista negra da diretora.
"Esse cara não dá bola dentro!" Matt diz sorridente, recebendo de mim um olhar de desprezo "Você entendeu não é? Ele chutou a bola na cara dela isso signi..."
Reviro os olhos e jogo minha cabeça para trás. Não acredito que ele está fazendo questão de me explicar esse lixo de "piada".
"Cara cala a boca por favor!" Peço com as duas mãos juntas, com os olhos fechados.
"Okay." Diz levantando as mãos e caminhando até Brent, talvez com o propósito de ganhar informações extras. "Mas foi uma ótima sacada não acha?"
"Horrível deveria ser a definição!" Digo mesmo que ele já esteja longe.

Malu

Dormir, algo tão bom que deveria ganhar um Oscar! Pena que ele muitas vezes é interrompido por coisas inúteis como essas:
Liza e Sarah paradas de frente a Cloe, com seus cobertores, travisseiros e bichinhos, discutindo o motivo de estarem causando e porque deveríamos acolhe-las.
Mesmo que esteja imóvel E até mesmo desnorteada pela brusca iluminação que invadiu meus sonhos derrepente, ainda posso ouvir e entender parcialmente o que está acontecendo.
"Rato... invadiu nosso quarto... Não poderia deixá-la com aquele monstro... precisamos dormir aqui."
Eu deveria expulsa-las antes mesmo que entrem por fazer-me passar por isso a essas horas. Por que não chamam um robô-fachineiro para tirar o rato?
No fim a meninas entram no quarto e decidem o que farão. Escolho ficar absorta a tudo. Permaneço de olhos fechados e virada para a parede. Mas meu sono é atrapalhado constantemente pelas vozes de Cloe e Liza.
"Não podemos dormir aqui vamos dormir ali."
"Você ainda se acha no direito de escolher?"

Blá blá blá blá


Não posso dormir assim!



S


aio da cama, ainda meio atordoada, e calço minhas pantufas. Elas se assustam com mimha pronúncia repentina e me perguntam o que vou fazer.

"Vou dar um jeito nessa situação." respondo com minha voz cansada e sonolenta.
Coloco meus óculos e saio do quarto sem me importar com a aparência que apresento, ou então com a hora. Saber qualquer uma dessas coisas me deixaria ainda mais irritada.

Caminho sem rumo arrastando minhas confortáveis pantufas de ursinho, enquanto concluo que não posso fazer nada. Todos estão dormindo. Os seguranças não deixarão seus postos para matar um rato. Os robôs devem estar todos desligados a essa Hora. O que eu posso fazer?


"Você descobriu mesmo onde é o dormitório dele? Caso ele não apareça podemos procura-lo lá!"
"Qual o número do quarto? Vinte? Anotado."


Obrigada meninas do último ano do primeiro ciclo!


Espero que Lucas não me mate por acorda-lo! Isso é uma questão de vida ou morte!


Talvez estejamos sendo contaminadas pelo exagero da Cloe!


Péssima idéia! Não tenho coragem de bater na porta. O que vou dizer quando vê-lo? Me desculpe por acorda-lo em plenas 3 horas da manhã para resolver um problema que não tem nada haver com você, mas preciso que você mate um rato! Hahahaha. Péssimo.
Melhor que eu volte e diga a elas que não consegui nada. Dormir com mais duas pessoas não deve ser tão ruim.
Dou meia volta e acabo dando de rosto com o peito de alguém.
"Desculpa!" Peço baixo sem olhar para ele.
"Você precisa de algo com o Lucas?" Olho assustada para seu rosto "Vi você encarando essa porta por alguns minutos."
"Aahhh... Eu? Não!" Ele me viu! Ele me viu!
"Posso chama-lo para você. Espere um minuto." Ele entra no quarto e não dá a mínima para minhas palavras.
O que eu faço? Correr?


Correr!


"Ei!" Não! Eu odeio ser interrompida nesses momentos. Sempre acontece algo ruim!
Paro de correr e volto para a porta do quarto 20. Levanto meu olhar e encontro os pequenos olhos de Lucas que tentam se manter abertos. Seu cabelo está todo bagunçado. Desço o olhar e observo seu pijama branco de bolinhas
azuis, aparentemente largo de mais para ele. Tão fofo!
Ele boceja, fazendo lembrar-me do motivo de estar ali.
"Me desculpe por acorda-lo." Peço acanhada, coçando meu braço esquerdo, que adora me atormentar nesses momentos.
"Já estou de pé. O que te traz aqui?" Que voz!
"Um rato."
"Hã?" Ele se aproxima para tentar ouvir o que disse. Perto de mais!
Dou um passo para trás e repito "Estou aqui para pedir que mate um rato."
"Um rato?" Soa com incredulidade.
Péssima idéia ter vindo aqui. Quero voltar!
"Acho... melhor eu ir." Volto-me para o corredor escuro e sem vida, decidida em ir embora.


Será que conseguimos dessa vez?


"Calma ae! Já me acordou, não vou aceitar ter levantado de besteira! Vamos fazer seja lá o que você queira dizer com "Rato"." Ele sai do quarto sem se preocupar com mais nada, nem uma única checada no espelho.


Você queria o que? Que ele se arrumasse para você, que o acordou para fazer um trabalho sujo?


Tem razão!


Explico tudo o que sei, que não é muito, da situação inusitada, que atrapalhou nosso descanso. Lucas continua disposto a ajudar, seguindo-me até o quarto.
Todos parecem estar dormindo, apenas a natureza continua ligada. Os grilos cantando, as corujas piando, os sapos coachando, todos os noctívagos em sintonia com a crescente lua formada sobre nós!
Pegamos o elevador e esperamos a chegada em silêncio. Em determinados momentos, Lucas acabava cochilando e tombando o seu corpo para frente, fazendo o acordar, chacoalhar a cabeça e tentar focar em um ponto na porta, o que o fazia dormir e entrar em um ciclo infinito. Desculpe por isso!


Tão fofo!


Caminhamos até o quarto das meninas, ao invés de falarmos com elas, decidi que seria melhor fazer o trabalho sujo primeiro. Se souberem q ele está aqui, podem acabar criando mais problemas. Melhor que resolvemos esse para entrarmos em outros depois.
Lucas entrou no quarto e fechou a porta. Decidi ficar do lado de fora, morro de medo de rato e não serviria para nada.
Barulhos de cama sendo arrastada e caixas caindo passavam pela fresta da porta. Pude ouvir alguns murmúrios de Lucas.
O quarto está em silêncio.


Será que ele pegou no sono?


Antes que tivesse a oportunidade de abrir a porta, Lucas o faz por mim, saindo com uma caixa vinho em mãos.
"Você conseguiu?" Ele me mostra a caixa. Isso é um sim?
Vou ao meu quarto e chamo-as para fora. Duff, o cachorro de Sarah, sai correndo pela porta e pula na cama da dona, em seguida Começa a se esfregar nos cobertores.


"Duff!!! Vai encher tudo de pelo! Não faça isso na minha cama!" Liza diz histérica no meio do corredor "Ju, acabe com ele!" Ela solta sua pequena cachorra no chão com esperança de ter sua vingança, mas acaba se decepcionando ao ver Ju deitada de barriga para cima pedindo carinho. "Você é mais inútil do que meu amigo!" Ela sorri enquanto acaricia a lisa e rosada barriga de sua cadela.
Até agora não perceberam a presença do Lucas, estranho.
Sarah sai do quarto seguida de Cloe e as duas para em frente a porta. Pronto, elas o viram. Sarah cutuca Liza algumas vezes até que ela tenha o mesmo foco que as demais.
"O que ele está fazendo aqui?" Pergunta Cloe com desprezo, apontando um dedo para ele.
"Eu..."
"Meu Deus! Lucas está no dormitório das meninas! Oh My God!" Ela começa a fazer um estardalhaço, mas é aquietada por Sarah, que coloca uma mão sobre sua boca e a segura com o braço envolto em seu pescoço.
"¡Calle la boca!¡ Si no estaremos fritas!" Sarah a solta após afirmar que ficará calada.
Decido explicar a situação "O chamei para matar o rato." Digo rapidamente.
"O que?!" Foi a vez da Cloe gritar. Ela acabou recebendo um olhar frio de Sarah e tampou sua boca antes que Sarah o fizesse. "Por que ele?"
"Não conhecia mais ninguém que pudesse ajudar." Digo tímida.
"Vocês se conhecem?" Sarah pergunta surpresa.
"Ela me ajudou com a lição nos dias que não pude vir. Devo uma a ela!" Lucas respondeu, tirando-me da situação embaraçosa que me encontrava. Eu confirmo. Afinal, não é totalmente mentira.
"Sortuda!" Diz Liza com inveja. "Bem, obrigada!" Ela vai até ele e deposita um beijo em sua bochecha.


Quem ela pensa que é?


Ela se afasta e olha para a caixa vinho camurça.
"Essa caixa..." arregala os olhos "é a do meu sapato prederido!!!" Ela pega a caixa e se joga no chão "Meu sapato... Meu sapato." Ao abrir a caixa, para contemplar seus sapatos, ela se depara com um rato morto e fedido "Aahhhh!!!" Joga a caixa para longe e olha para Sarah com medo.
Lucas vai em direção a caixa, a pega e diz:
-Irei me livrar disso! Vai querer seus sapatos de volta? Imaginei que não.
As meninas agradecem e voltam para seu quarto. Cloe se despede e volta para cama.


"Obrigada pela ajuda!" Estou corada! Tenho certeza!


Como odeio isso!


Ele sorri e chega bem perto do meu rosto "Agora estamos quites!" E começa a andar em direção ao elevador.


Quites? Isso foi uma troca de favores? Bogan!


Notas Finais


Uma lenda nunca morre, ela apenas tira eternos Sonos de beleza!


Espero que tenham gostado do capítulo novo!


Votem e comentem por favor! 


Sayonara!!!


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