1. Spirit Fanfics >
  2. Passion >
  3. 02: Irônico é estar na cidade mais romântica do mundo

História Passion - Capítulo 3


Escrita por: e whoisclace


Notas do Autor


Olá, pessoal!
Olha só quem apareceu em menos tempo do que pensei?
Enfim, vamos aos agradecimentos.
➡ Obrigada aos novos favoritos;
➡ Obrigada aos comentários, vocês não sabem como isso me deixou feliz;
➡ Chegamos ao capítulo, onde a história vai realmente começar;
➡ Perdoem qualquer erro de ortografia, as vezes escrevo e reviso, deixando passar despercebido;
➡ Esse capítulo é um pouco chato no início, por conta dos pensamentos embaralhados da Laurel, mas logo após ela mesma vai concluindo suas ações;
➡ Shawn finalmente apareceu, lol;
➡ Qualquer dúvida, podem falar, tá?
➡ Vou adorar saber a opinião de vocês;
➡ Boa leitura,
Louisa.

Capítulo 3 - 02: Irônico é estar na cidade mais romântica do mundo


Fanfic / Fanfiction Passion - Capítulo 3 - 02: Irônico é estar na cidade mais romântica do mundo

Com o celular desligado e com as instruções dadas pela comissária de bordo, fechei os meus olhos na falha tentativa de adormecer, porém, sabia que isso não aconteceria devido à minha ansiedade.

O meu coração estava palpitando freneticamente em meu peito, aliás, eu não sabia se essa era a minha melhor decisão. Será que eu tinha colocado os pés pelas mãos? Será que tinha dado um tiro no escuro? Essas perguntas rodeavam a minha mente, tirando toda a minha paz, contudo, era tarde demais para que eu desistisse.

O complicado é que eu nunca havia saído do Canadá sem a presença de algum familiar, sempre estava com os meus pais ou até mesmo acompanhando Sara em seus eventos, entretanto, agora eu estava sozinha e teria que ter senso critico e muita responsabilidade para poder crescer e idealizar o meu futuro.

É claro que eu sentiria medo, muito, por sinal. Sou humana e não estou livre de não sentir, certo? Mas, isso não pode me conduzir, de maneira alguma, sei que o Shawn estará me ajudando, mesmo que não completamente, porém, só por me dar uma forcinha que seja, já será o suficiente para eu começar a sentir confiança.

Pular fora dessa nova jornada seria imperdoável, aliás, era uma chance única para o meu portfólio e para a guinada que a minha vida daria. Deixaria de ser uma garota — que sempre viveu na sombra da irmã — para se transformar na Laurel que em todo o tempo desejei. Que mulher eu seria agora se amarelasse, não é mesmo?

Com toda a força de vontade — vindo do meu interior —, respirei o mais fundo possível, engoli em seco, muito, portanto consegui relaxar os meus ombros tensos e relembrar como que era a minha vida antiga, idealizando a nova.

Sou a filha mais velha de um casal de advogados criminalista famoso, porém, sempre estive no radar da imprensa. Os meus mais velhos sempre venderam a minha imagem, a filha perfeita, responsável, que nunca quebrava as regras, entretanto, sabíamos que não era assim que as coisas funcionavam.

Se eu vacilasse, seja em qualquer ocasião, a lição de moral seria gigantesca. Até agora não entendi como a minha mãe não passou pano para Sara, aliás, eu estava preparada para o seu discurso pronto, porém, não veio e ao invés disso, o apoio chegou.

O que era engraçado, já que eu estava sendo sutilmente coagida a fazer uma nova graduação. Minha mãe nunca aceitou que eu não seguisse os seus passos e não continuasse os negócios da família, todos os dias tinha que ouvir sobre como eu seria uma excelente advogada, porém, eu discordava completamente.

Nunca desejei entrar e sair dos fóruns, nunca almejei defender alguém que tivesse feito qualquer coisa de ruim para outra pessoa. Isso não faz parte do meu perfil, nunca fez, porém, como a minha insistência para me manter na profissão que tanto desejei foi grande, ela começou a ceder, vendo que não surtiria efeito algum.

É claro que tivemos brigas, muitas delas, nas quais a minha mãe comentava que ela sempre idealizou o meu futuro assim: em um terninho de marca, sendo uma excelente advogada. Quando ela confessou isso, não pude deixar de gargalhar.

Gargalhei tão alto, tão alto, que ela perguntou irritada qual era a graça, apenas balancei a cabeça e frisei que os sonhos delas eram bem diferentes dos meus, que ela deveria ter outra filha para isso, ou preparar a Sara, mas é claro que isso não aconteceria.

Falar tudo isso pode mostrar fraqueza, ou até não. Mas nunca fui infeliz, não mesmo. Tive muitos momentos conturbados, senti muita vontade de sumir no mundo, mas o respeito que adquiri conforme o tempo foi passando, foi moldando a forma que minha mãe me via.

O meu pai não era o problema, até porque ele não passava tanto tempo assim com a gente. O nosso patriarca sempre saia de uma reunião e entrava em outra, quando chegava em casa já era noite, estávamos deitadas para enfrentar um longo dia pela frente.

Só tínhamos momentos juntos aos finais de semana, que ele preparava com muito entusiasmo para anular a sua ausência. Nunca ficávamos em casa, sempre tínhamos planos. Shopping, cinema, parque de diversão, karaokê, viagens, idas à casa da vovó, mas nunca uma conversa amigavelmente.

Parece engraçado, não é? Problema de gente rica e mimada, mas sabemos que um pai ausente pode gerar muito conflito internamente, comigo não foi diferente.

Por mais que meus pais vivam juntos atualmente, sei que o casamento deles não é um mar de rosas, desconfio que há uma traição do lado do meu pai, no qual dela a minha mãe extremamente fragilizada, porém, só depende dela para tomar uma iniciativa e largar tudo, condições financeiras ela tem e eu jamais a abandonaria nessa hora.

Com todos esses meus devaneios confusos, as horas do vôo passou como um piscar de olhos, lógico. Primeiro, me senti incapaz, depois falei que teria que enfrentar, logo em seguida comentei de toda a minha vida. Foi um emaranhado de sensações, credo, difícil de digerir, mas só de eu estar pousando — em menos de 10 minutos — em Paris, fez toda essa retrospectiva valer a pena.

A comissária de bordo comentou que já tínhamos pousado, que precisávamos aguarda mais alguns minutinhos e estaríamos autorizados para pegarmos nossas bagagens. Foi o tempo que levei para ligar meu celular, pegar o novo chip que já tinha autorizado e colocar no aparelho. Precisava avisar ao Shawn que estava em solo francês.

Ao percorrer a enorme escadaria que nos levariam ao salão de desembarque, senti uma sensação diferente. Não sei se é por estar livre das amarras do passado, ou por estar com receio das responsabilidades do futuro.

Além disso, irônico mesmo é eu estar na cidade mais romântica do mundo, com um par de chifres na cabeça e com o coração totalmente despedaçado. Escolhi o melhor destino para recomeçar, aliás, talvez estivesse traçado desde o início e só agora conseguiu me alinhar.

Suposições e teorias são algo que eu nunca deixo de fazer, a minha vida deveria fazer parte de um paradoxo, portanto, se no final eu me desse bem, nada melhor que sofrer no presente.

Cheguei na sala de embarque e percebi quantas pessoas haviam me acompanhado nessa viagem, com isso fez com que a minha cabeça matutasse o que elas estariam fazendo ali. Trabalho? Passeio? Ver um familiar? São tantas histórias, não? A minha inclusa, algo que é surreal.

Vi as minhas duas malas rolando pela esteira, me aproximei do local e a peguei com dificuldade, entretanto, já estava pronta para ir ao encontro do Shawn.

Antes que saísse da sala de embarque, fechei os meus olhos e agradeci à Deus pela viagem incrível que tinha tido, por não ter tido nenhuma complicação durante, me trazendo em perfeitas conclusões. Além disso, pedi para que ele passasse na minha frente e me desse sabedoria e coragem para lidar nos próximos dias.

Depois disso, fui caminhando para fora do salão de desembarque, procurando o rapaz que tinha se responsabilizado a me ajudar.

Lembrei que ele havia me falado que estaria segurando uma plaquinha, — com o meu nome e sobrenome —, não foi difícil achar o Shawn na multidão de pessoas que esperavam seus amigos, conhecidos e familiares.

O rapaz era alto, muito alto, no entanto, engoli em seco ao relembrar o como ele era bonito. Parecia o galã de algum filme de comédia romântica, muito irônico, por sinal.

A ideia de estar em Paris ainda era assustadora, mas quando ele cruzou o seu olhar com o meu e sorriu — me aliviou bastante —. Apressei os meus passos e cheguei, ficando na sua frente, um pouco sem reação, porém, fui recebida muito bem.

— Bom dia, Laurel. — sorriu, enquanto pegava da minha mão esquerda o cabo de uma das minhas malas. — Fez uma boa viagem? — questionou, deixando-me feliz.

— Bom dia, Shawn. — sorri, entregando a mala para ele. — Fiz uma excelente viagem, obrigada por perguntar. — respirei fundo. — Não te disse que chegaria cedo?

— Você cumpriu com o combinado. — respondeu. — Vamos?

— Claro, você quem manda. — dei de ombros, seguindo os seus passos até onde o seu carro estava estacionado.

Shawn me ajudou a colocar as minhas malas no porta-malas, enquanto abria a porta do carona para que eu entrasse.

Não estava muito acostumada com atitudes tão cavaleiras assim, então apenas assenti positivamente com a cabeça e me sentei no banco, colocando o meu cinto e olhando para frente, tentando tranquilizar o meu coração.

— Que tipo de música você gosta, Laurel? — perguntou, enquanto abria o seu Spotify para escolher alguma Playlist, porém, como eu sou uma boa observadora, notei que ele estava ouvindo Coldplay.

— Pode continuar ouvindo Yellow. — pontuei, vendo-o arquear a sobrancelha. — Qual é? É a uma excelente música, aliás, Coldplay é uma das minhas bandas favoritas. — confessei, vendo-o morder o lábio inferior.

— Então você tem um excelente gosto musical.

— Não posso negar. Ouço várias coisas, sou meio que eclética.

— Assim que é bom, não é? Não há o preconceito com outros gêneros. — Shawn colocou à chave na ignição, pronto para dar partida no carro. — Bom, vou deixar Yellow então, sinta-se confortável para cantar.

— Tudo bem. — respirei fundo e fui observando a vista pela janela.

— Como está se sentindo em estar aqui? — Shawn quebrou o gelo.

— Não sei, para ser sincera. — confessei. — É estranho, sabe? Eu estou na cidade mais romântica do mundo com o coração partido.

— Irônico, né? Mas quando eu vim para Paris também tinha acabado de passar por uma desilusão amorosa.

— Sério?

— Juro, foi a minha única namorada. — riu, apertando a mão no volante. — Experiências, certo? Estou aqui há mais de cinco anos, estou bem, feliz, ela eu já não sei mais nada.

— Superado? — questionei.

— Muito! Céus, pode ser a minha primeira, mas não será a última e nem única. — riu consigo, me fazendo rir junto. — Sei que é recente falar sobre isso, nem quero invadir a sua privacidade, mas como estão as coisas com à Laurel?

— Não sei, não fiz muita questão em falar com ela depois do ocorrido. — joguei isso no ar. — Ela foi embora dois dias antes, então, não sei se sabe se eu estou aqui.

— Ela abandonou o barco?

— Não é nenhuma novidade, Shawn. — falei e o olhei.

— Bom, como aqui estamos em outro continente, país e cidade, minha responsabilidade é fazê-la se sentir em casa, então, está com fome?

— Sim, estou.

— Tudo bem, vamos deixar as suas coisas no meu apartamento e depois vamos almoçar no meu restaurante favorito.

— Obrigada.

E o Shawn cumpriu com a sua palavra. Chegamos no seu apartamento, descemos as minhas malas, ele tomou um copo d’água, me ofereceu e eu aceitei, mas logo em seguida pegou as suas chaves, perguntou se eu estava pronta e eu disse que sim.

Eu estava à mercê do Shawn, pois eu não conheço tão bem Paris assim, não é? Então, confiei nos meus instintos e nele, porém, quanto mais adentrávamos na cidade, mas eu percebia o quanto aquele local era mágico.

— Espero que você goste de massas. — me tirou do transe.

— Eu adoro, sério.

— Então você vai adorar esse restaurante. — pontuou, me fazendo rir.

— Se eu não gostar, vou te criticar para o resto da vida.

— Eu duvido que você não vá gostar.

— Não seja arrogante, Shawn.

— Você nem comentou ainda e já está supondo. — se defendeu, me fazendo gargalhar. — Aliás, chegamos.

— Já? — rebati, surpresa.

— Não é muito longe. — observou.

Descemos do carro e fomos em silêncio para à entrada do local. Não estava muito cheio, pelo contrário, tínhamos chegado um pouco mais tarde do que o normal, já tinha passado o horário de pico.

— Shawn! — um rapaz loiro o cumprimentou. — Quanto tempo, brother!

— Verdade, bro! — Shawn deu um soco em seu ombro. — Está tudo bem? Tudo tranquilo? Nenhuma novidade? — jogou um monte de pergunta no rapaz.

— Tudo na paz, cara. — riu. — Bom, sentimos a sua falta, dude, mas agora entendemos o seu sumiço. — olhou para mim e logo em seguida para o Shawn.

Eu queria gargalhar! O cara achava mesmo que eu era a namorada do Shawn? Sério? Puts, que cena! Mas é claro que com isso, senti as minhas bochechas esquentarem de vergonha, não era para menos.

— Não, Valentim. — Shawn riu, enquanto tentava se justificar. — Ela não é minha namorada, é uma amiga. — explicou. — Ela acabou de chegar do Canadá, veio para cá trabalhar comigo.

— Ah, claro! — limpou a garganta, sem jeito. — Seja bem-vinda. — riu, mas em seguida comentou que a nossa mesa já estava nos aguardando.

Eu e o Shawn nos acomodamos em um local discreto do restaurante, onde ficamos longe dos olhares curiosos.

— Você gosta de macarrão, Laurel? — perguntou, enquanto folheava o menu.

— Gosto.

— Então... — tentou achar as palavras corretas. — O daqui é o melhor macarrão que eu já comi. — confessou. — Só uma dica.

— Vou aceita-la. — confessei, vendo-o arquear a sobrancelha. — Não conheço o local, né? Você quem sabe.

— Isso seria um voto de confiança?

— Sim, me surpreenda.

— Pode deixar.

O Shawn chamou o garçom e fez os nossos pedidos. Ele pediu uma Coca-Cola para acompanhar, enquanto eu pedi uma H20, fazendo-o debochar da minha escolha — pois estava sendo muito saudável.

Comemos em silêncio, porém, comecei a sentir o cansaço da viagem abater todo o meu corpo. Estava querendo uma cama, dormir uma noite bem dormida, já que à noite anterior eu tinha virado, com muita ideia errada e equivocada.

Terminamos o almoço e o Shawn fez questão em pagar. É claro que fiquei brava, aliás, dinheiro eu tinha, porém, compreendi o seu argumento e cessei a discussão que não nos levaria para lugar nenhum.

— Você quer dar uma volta por Paris? — Shawn perguntou, enquanto destrancava o seu carro.

— Hoje não, me desculpa. — falei. — Estou cansada, queria poder descansar.

— Não, tudo bem, eu te entendo. — foi compreensivo. — Na próxima oportunidade, você aceita.

— Eu ainda quero conhecer a cidade. — respondi, vendo-o assentir.

— É bom que você esteja bem, amanhã será um grande dia.

— Já começarei amanhã?

— Sim, hoje eu tirei o dia de folga para ficar com você.

— Muito obrigada, Shawn. — fiquei sem ação. — Você está sendo um anjo.

— Que isso, não é pra tanto. — ficou sem graça. — O pessoa já sabe da sua contratação, vão gostar de você.

— Assim eu espero. — disse, um pouco insegura, claro.

— Confia no seu potencial, Laurel. — Shawn me advertiu. — Você é uma excelente profissional, não teria te contratado caso fosse contrário. — pegou o seu celular, abriu a sua galeria e me mostrou a foto que eu tirei dele anos atrás. — É uma das minhas fotos mais curtidas no instagram.

— Não creio! — coloquei a mão na boca, espantada.

— Acredite! — riu. — Você vai voar longe!

— Obrigada.

E assim fomos embora para o seu apartamento, no qual eu teria os meus dias de glória e satisfação profissional.


Notas Finais


Eu só queria um Shawn Mendes pra mim...
O que vocês acharam desse capítulo?
Muito obrigada, amoras <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...