História Passione Heart (Alisson Becker) - Capítulo 19


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Categorias Alisson Becker, Gabriel Jesus, Marcelo Vieira, Neymar, Paulinho, Philippe Coutinho, Roberto Firmino, Thiago Silva
Personagens Gabriel Jesus, Marcelo Vieira, Neymar, Paulinho, Personagens Originais, Philippe Coutinho, Roberto Firmino, Thiago Silva
Tags Alisson Becker, Copa Do Mundo, Coutinho, Fifa, Firmino, Goleiro, Neymar, Romance, Seleção Brasileira, Thiago Silva, World Cup
Visualizações 384
Palavras 3.103
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


eita eita que vem explosão kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
será que hoje vocês vem o tombo da lavínia? esperamos a todos que sim
mas antes eu queria estabelecer umas coisinhas aqui que são essenciais

➝ não sou estudante de direito, então realmente não sei como funciona um julgamento de guarda, por isso me baseei em cenas da novela "Outro Lado do Paraíso"

➝ tentei ao máximo deixar simulado um julgamento real, então se tiver algum erro, me perdoem sz

➝ são coisas fictícias, ou seja, não são reais

➝ escutem uma música da trilha sonora do "Outro Lado do Paraíso" para melhor leitura kkkkk se quiserem é claro, link nas notas finais

bom é isso moçada, curtam esse capítulo que na minha opinião foi o que eu mais amei até agora kkkkkkkkk

Capítulo 19 - A Justiça Não Falha


Fanfic / Fanfiction Passione Heart (Alisson Becker) - Capítulo 19 - A Justiça Não Falha

❝Ser vencedor é nunca desistir de lutar, mesmo quando se está sempre perdendo.❞

— Paulo Roberto Avelino de Oliveira

❀ ❀ ❀ 

— Vocês estão preparados? — perguntou a advogada de Alisson e o goleiro assentiu. 

Ambos estavam do lado de fora da sala da audiência da guarda da criança que estava com a assistente social. Madson estava com roupas formais, o Becker também. Os dois nervosos com a decisão que o juiz poderia ceder, a sorte é que o juiz não era o mesmo que havia dado a guarda a Lavínia, e sim outra juíza completamente rígida.  

— Vim assim que pude. — escutaram a voz da Charlotte ofegante. — Ainda bem que não começaram. 

— Daqui a pouco entraremos. — respondeu Madson a abraçando levemente. — Espero que dê tudo certo. 

— Não vejo a hora de ter a Helena nos meus braços. — Alisson disse. 

— Fiquem tranquilos que ao que tudo indica, Alisson há maiores chances possíveis de ter a guarda da criança. — a advogada disse segurando os papéis. — Madson, não se exalte durante qualquer depoimento pois cada ação sua pode servir de influência na guarda da criança. 

— Eu sei. — suspirou triste.  

— Gente, vocês vão arrasar nesse julgamento. — Frederico sorriu. 

— E a Nancy? — questionou o Becker olhando ao redor. 

— Relaxa, daqui a pouco ela tá aí. — respondeu o ex-agente. Sua expressão mudou quando viu Lavínia com um dos olhos um pouco avermelhado, o nariz com uma cicatriz e uma de suas mãos segurando a sua bolsa. A modelo os fuzilou enquanto passava para o outro lado, atrás seu advogado também os encarou. Porém, não intimidou nenhum deles.  

— Licença senhores. — um rapaz chamou a atenção de todos. — Já podem entrar. 

Então adentraram na sala de julgamento e foram aos seus respectivos lugares. Madson sentara ao lado de Alisson, e Carolina do lado de Madson, a advogada Drª Carolina Silva. A frente dos três estava Lavínia ainda em silêncio, ao seu lado o Drº Carlos Andrade. O silêncio predominava na sala, Alisson batucava os dedos de leve na mesa e Madson segurou a mão do goleiro a apertando firmemente com um sorriso confortável, ele sorriu de volta e suspirou impaciente. Os segundos que passavam pareciam horas.  

— Senhoras e senhores, a juíza Antonella Fiorentino.  

— Boa tarde a todos. — cumprimentou a juíza adentrando dentro do local chamando a atenção do povo que a cumprimentaram. A mulher sentou-se sobre o assento. — Estamos aqui para o julgamento do processo de guarda da menor Helena Becker que está atualmente sobe a guarda da mãe, Lavínia De La Vega, aqui presente. O pai, Alisson Becker que também está entrando com um pedido de guarda da menor, também está aqui presente. 

Enquanto a juíza ia falando, eles assentiam concordando com cada palavra. 

— Primeiramente começarei com algumas perguntas antes de tomar a decisão de guarda. — começou a ler os papeis. — Tenho informações de que ambos os dois não concordam com a guarda compartilhada. Por favor Drº Carlos Andrade, advogado de Lavínia De La Vega, poderia nos informar o porquê? 

— A minha cliente afirma que o ambiente na casa de seu ex-parceiro não é adequado para a criação da filha dos dois pois este aparenta ser violento, ela afirma que a atual parceira de Alisson já a agrediu duas vezes. — o advogado explicou. Madson fechou os punhos.  

— Protesto excelência. — a advogada do Becker protestou. — Estamos aqui para falar da guarda da menor, não da relação entre a ex e a atual. 

— Protesto concedido, advogada Carolina. — permitiu a juíza. — Senhora Lavínia De La Vega, como era a relação entre você e o senhor Becker antes de se separarem? 

— Era ótima. — ela sorriu olhando para o goleiro que desviou o olhar. — Alisson e eu éramos quase perfeitos, quase não havia brigas. Quando a Helena chegou a nossa relação ficou melhor ainda, fiquei noiva, até que a nossa relação começou a mudar, ele começou a chegar tarde em casa, ficou diferente comigo. Daí eu que decidi encerrar a relação. 

— É mentira excelência! Como que você pode falar isso depois de tudo? — o Becker se alterou. 

— Acalme-se senhor ou darei essa audiência por encerrada. — a juíza disse séria. 

— Calma Alisson, é isso que ela quer. Ou você fica calmo, ou não terá sua filha de volta. — Carolina tentou o conter. 

— A gente vai conseguir. — Madson segurou em sua mão. 

— Prossiga senhorta De La Vega. — pediu a juíza e a modelo os olhou com deboche. 

— Depois da separação eu optei pela guarda da Helena. Assim na audiência o juiz que me concedeu a guarda, José Felipe, que não esteve com esse caso. Deu a guarda da minha filha, e permitiu que o Alisson a vesse apenas três vezes na semana, já que o trabalho dele atrapalha um pouco a relação. — finalizou. 

— Obrigada. — a juíza Antonella olhou para a secretária do seu lado. — Senhor Becker, como era a relação entre você e a senhora de La Vega? 

— Eu amei ela, do fundo do meu coração. Ela era alguém que eu queria pra minha vida. Quando a Helena nasceu foi a melhor coisa que poderia acontecer na minha vida, pensei que depois dali era casamento e seguir a vida. Mas a Lavínia mudou quando várias agências começaram a chamá-la e o poder subiu à cabeça. A fama falou mais alto, enquanto eu trabalhava e confiava que ela estava cuidando da nossa filha, não, estava em jantares de alta sociedade. Então eu passei a tomar conta da minha filha mais que a própria mãe. 

— Protesto! O indivíduo está acusando a minha cliente de abandono. — protestou o advogado da modelo. 

— Protesto negado, em momento algum ele citou tal ato apenas afirmou que estava cuidando da criança enquanto a mãe estava trabalhando. — negou a juíza. — Pode prosseguir senhor Becker. 

— A nossa relação esfriou, e em momentos da minha vida que eu mais precisei, não era ela que estava lá pra me aconselhar. Tentei terminar com uma boa conversa para que ela entendesse, mas foi impossível. Me ameaçou, disse que conseguiria fazer o inferno na minha vida e a Helena iria me odiar pelo resto da minha vida. Isso tudo em 2016. Me ameaçou, foi até a imprensa me difamando.  

Helena estava dormindo no berço no quarto de cima quando Lavínia chegou de um dos seus desfiles. Alisson estava na cozinha de braços cruzados encostado na bancada, a modelo estava com um sorriso no rosto e quando o viu seu sorriso abriu mais ainda.  

— Oi minha vida! O que faz tão quieto aí? — perguntou Lavínia o abraçando e selando os lábios, porém o noivo não retribuiu o ato. — IIh, essa cara não me engana não. O que foi dessa vez? 

— Lavínia eu quero terminar tudo. — disse o goleiro. Aquilo fora como um choque para ela que se afastou de imediato. 

— Alisson, você está brincando comigo? É brincadeira né? Nós temos uma filha, estamos de casamento marcado! Você não vai fazer isso! — praticamente berrou o segurando fortemente nos braços.  

— Filho não segura ninguém. E você não é a pessoa que vai me impedir de acabar tudo. — se afastou dela. — A guarda da Helena ficará comigo pois você não dá a mínima para a nossa filha depois dos cinco meses. A fama subiu a sua cabeça. Vamos tentar fazer isso de forma civilizada. 

— Você não pode fazer isso comigo! E a nossa história? — gritou.  

— Acabou Lavínia. Acabou. — disse sério. 

— Alisson se você terminar tudo eu vou acabar com você! Eu farei a Helena te odiar pelo resto da sua vida! Ela é minha e você não vai tirar minha filha de mim. — tentou bater nele, mas o moreno segurou a mão dela. 

— Tudo bem, obrigada. Dou a palavra ao advogado Drº Carlos Andrade. — concedeu a juíza. 

— Alisson, você afirma que sua casa é um ambiente estável e perfeito para a sua filha. Mas ao que sabemos, a sua namorada já agrediu a minha cliente duas vezes. O que lhe garante que ela não é uma ameaça a segurança da sua filha? — perguntou o advogado girando a caneta e apontando para a D'Ávila. 

— Isso é inadmissível! — vociferou Madson. — Eu jamais encostaria um dedo em uma criança. Jamais seria capaz de fazer isso, especialmente com a Helena! O senhor está sendo ignorante a respeito da minha pessoa. 

— Madson. — a advogada encostou no braço dela e a Hildegart foi se acalmando. — Tenta se acalmar, lembre-se que é pelo bem do seu homem e da sua nova filha. 

— Respondendo à pergunta do advogado. Madson jamais encostaria o dedo na minha filha, sei disso pois em todas as vezes que Helena esteve comigo, ou quando eu precisava de alguém pra cuidar dela, era a Maddie que estava lá. — Madson sorriu olhando para Alisson. — Chegou até chamá-la de mamãe. 

Aquilo foi a gota d'água para Lavínia que trincou o maxilar, parecia que fumaça saia de seu ouvido pois seu rosto avermelhou rapidamente. Ela levantou-se em uma rapidez e bateu a mão na mesa. 

— Como é que é? A minha filha nunca disse uma palavra na vida dela, ela nunca me chamou de mãe! Era eu que ela deveria chamar de mãe! Sua desgraçada, você roubou a minha filha! — disse enfurecida. — Eu te odeio tanto sua…. 

— Senhora De La Vega, queira se conter por favor ou serei obrigada a expulsá-la dessa sala e acabar com essa audiência! — Antonella, juíza, disse em um tom alto. Lavínia estava ofegante de raiva. Com a mão esquerda colocou sobre o rosto, e a direita bebeu um pouco de água. — Contenha a sua cliente Drº Andrade. 

— Vossa excelência, senhoras e senhores aqui presente. Peço perdão pela minha cliente, ela está um pouco alterada. — forçou-a sentar novamente que estava com os olhos lagrimejados. Madson sorriu sem mostrar os dentes, contente pela reação da outra.  

— Meritíssimo, gostaria de antes de tomar qualquer decisão, ouvir as minhas testemunhas. — Carolina disse. 

— Testemunhas? — perguntou Lavínia em um tom baixo depositando o copo de água sobre a mesa.  

— Claro. — concedeu a meritíssimo.  

— Por favor, que entre a primeira testemunha. — pediu a secretária do lado da juíza. A primeira entrar foi Frederico sentando em uma mesa separada atraindo a atenção de todos.  

— Frederico, seu desgraçado. — sussurrou a De La Vega. — Eu tô ferrada. 

— Boa tarde a todos. — disse Frederico tremendo. 

— Bom senhor Frederico, você pode me dizer como que a senhora Lavínia era com a filha Helena em casa? — perguntou Carolina, a advogada de Alisson.  

— Uma droga. Essa daí, viu, abafa o caso. Nunca foi um exemplo de mãe. — cuspiu as palavras pro alto, Alisson precisou conter o riso. — Saía de casa em um dia e voltava no outro, sabe se lá o que tava fazendo, se dava rodando bolsinha na avenida, se tava trabalhando. 

— Senhor, sem brincadeiras. Estamos em uma audiência séria e ficaria grata se fosse direto ao que importa. — a excelência foi curta e grossa.  

— Okay. Bom, a menina ficava o dia inteiro com a babá e nunca teve um amor maternal de verdade. Algumas vezes ou outras, Lavínia a levava pra passear, brincava, dava banho. Mas foi rara as vezes que eu vi, a não ser que a empregada que cuidava da criança viu mais vezes, mas como eu era o agente dela. Quase sempre estava com a sua pessoa. — olhou para ela. — Acontece que senhora juíza, a Lavínia subornou na primeira audiência da guarda da Hele.  

— O que você tá dizendo? Seu viado maldito! — gritou a modelo. 

— Outra dessas, senhora Lavínia e a senhora sairá daqui presa. — a meritíssimo a olhou fazendo a mesma ficar com o rabo entre as pernas. — Prossiga senhor Frederico. 

— Acontece que a senhorita aí pagou para ter a guarda. Posso provar pois tenho os registros dos seus extratos bancários e a transferência está lá bem no dia do julgamento. — apontou o dedo para ela. — E tem mais, ela me ameaçou e disse que se eu abrisse o jogo ela ia acabar com a minha carreira. Mas meu amor, olha quem tá no fundo do posso agora. 

— Puts...— sussurrou Charlotte colocando a mão na boca abafando o riso enquanto assistia a audiência. 

— Sem mais perguntas, excelência. — encerrou a advogada do Becker que estava apertando a mão da D'Ávila enquanto sorriam para o Frederico. 

— Meritíssimo, a senhora levará em consideração as palavras de um ex-agente? Ele pode estar muito bem se vingando dela, armando uma. — o advogado da De La Vega riu ironicamente. — Isso é um absurdo. 

— Se eu quisesse me vingar dessa naja seria arrancando os freios do carro dela pra ela morrer em um acidente. Mas meu querido, eu tenho classe e não seria capaz de fazer isso. Ela eu já não sei. — Fred deu de ombros.  

— Isso não pode estar acontecendo. — Lavínia disse deixando as lágrimas caírem dos olhos.  

— Ah, mas tá acontecendo sim, você está tombado Lavínia, e eu estou viva pra ver. — gargalhou Madson. 

— Levarei a consideração de todos os depoimentos senhor Andrade. Eu sei como estabelecer a minha profissão, e não preciso de ninguém pra me ensinar nada. Ponha-se em seu lugar. — Antonella disse. — Testemunha, Frederico Riva, por gentileza, poderia apresentar as provas? 

Frederico abriu sua bolsa e retirou os extratos de cheques, notas comprovando o valor altíssimo depositado na conta do outro juiz do qual Lavínia tinha um caso. 

— Provas falsas. — afirmou o advogado.  

— O senhor tem como provar isso? — perguntou Drª Carolina com o olhar ríspido. Ele engoliu em seco. — Foi o que pensei. Não cometa tamanha atrocidade em falar coisas que não pode comprovar Drº Carlos. O meu cliente foi injustiçado, ele é um pai correto sim. Pai e mãe, cuida de Helena com todo amor e carinho do mundo. Não se importa com a mídia, mas sim com a família. 

Frederico voltou ao auditório onde estava Nancy, Charlotte, Coutinho que havia chegado depois, e outras duas parentes de Lavínia. 

— Ele vai conseguir. Tenho fé no meu amigo. — o jogador afirmou.  

— Drª Carolina, mais alguma testemunha? — perguntou a excelência.  

— Tem sim. — Nancy levantou. 

— Nancy? — a modelo olhou surpresa para empregada.  

— Por favor. — Carolina sorriu e Nancy sentou-se na cadeira onde Frederico estava horas atrás. 

— Você tá demitida. — Lavínia a olhou mortalmente. 

— Nunca gostei de você nem desse emprego mesmo. — Nancy disse afiada. 

— Você poderia me dizer como que a sua ex-chefe tratava a Helena em casa?  — questionou a advogada. 

— Do jeito que o Frederico falou. Nem quando ele não estava era diferente, aquilo e acabou. Ela tentou usar a Helena pra chantagear o Alisson. O dopou com Boa-Noite-Cinderela para separar ele dá Madson que foi um anjo nas nossas vidas. — sorriu para a Maddie que devolveu o sorriso emocionada. — Quando ela tava com a Lavínia chorava o dia todo, então a Dona Lavínia jogava a menina nas minhas costas e ia para jantares, enfim, não sei. Mas ia embora e deixava a Helena sempre de lado.  

— A senhora disse que a Lavínia usou Boa-Noite-Cinderela? — afirmou a advogada girando a caneta franzindo o cenho. — Poderia me dizer em qual ocasião exatamente? 

Alisson umedeceu os lábios e Madson ficou encarando Lavínia dentro dos olhos azuis da modelo que estava acabada de tanto deixar as lágrimas rolarem.  

— Protesto. Estamos aqui pra discutir a guarda da criança, não as relações entre a ex e a atual. — declarou o advogado da modelo utilizando a mesma frase que a advogada de Alisson usara um tempo atrás. 

— Vossa excelência, o que garante que a própria mãe pode não apresentar perigo para a criança contendo substâncias ilegais em sua casa? — Carolina foi franca em suas palavras. 

— Protesto negado. Continue senhora Nancy. — a juíza disse. 

— Basicamente usou para apagar o Alisson. — complementou. — Essa maldita merece ser presa, infelizmente a justiça do Brasil é uma droga. 

— Tudo bem, Drº Andrade, alguma pergunta para a testemunha? — questiona a meritíssimo. 

— Nenhuma. — bufou. 

— A testemunha pode se retirar. — Nancy saiu. — Mais alguma testemunha Drª Carolina Silva? 

— Não senhora juíza. — negou a advogada.  

— Bem, faremos uma breve pausa de dez minutos para decidirmos a guarda da menor. — informou Antonella se levantando. 

Madson, Alisson e Carolina saíram ficando do lado de fora. Alisson suspirou recuperando-se de todo o fôlego que estava segurando horas atrás.  

— Obrigada Drª Carolina, a senhora tá sendo uma ótima pessoa nas nossas vidas. Você é uma excelente advogada. — elogiou Madson pegando na mão da defensora que estava bebendo um pouco de café. 

— Que isso, é apenas meu trabalho. Se tudo der certo, aquela mulher daqui algum tempo vai pra cadeia e pegará uns bons anos de prisão. — Carolina sorriu. — Suborno, Boa-Noite-Cinderela, Assédio Moral no trabalho... 

— Nunca imaginei que ia casar com uma pessoa louca. — comentou o goleiro decepcionado.  

— Tá acabando amor, aguenta só mais um pouquinho…. — Maddie o abraçou de lado.  

Logo os dez minutos se passaram e voltaram a sala da audiência sentando em seus respectivos lugares. Lavínia estava com um lenço enxugando os olhos, os cabelos presos em um coque dessa vez e o rosto um pouco inchado. Estava com muito medo de perder a guarda de sua filha. A juíza rapidamente adentrou dentro do local e sentou-se em sua cadeira, todos os olhavam curiosamente.  

— Por tudo que é mais sagrado senhora juíza, não tira minha filha de mim. Eu amo muito ela. — olhou para a meritíssima. — Por favor. 

— Já tomei a minha decisão. — Antonella olhou para Lavínia com um sorriso trazendo esperança e certeza por parte da modelo. 

— E então? — perguntou Madson com a mão agarrada a Alisson. 

 Declaro que a guarda da menor Helena Becker, será passada para o pai Alisson Ramses Becker. — disse em voz alta. — A mãe terá direito a uma visita uma vez por semana com acompanhamento da assistente social.  

Alisson não acreditou no que havia ouvido. Só percebeu que não estava delirando quando Madson o abraçou deixando que as lágrimas caíssem pelo rosto, seus braços abraçaram as costas da mulher fortemente ambos sorrindo. Se beijaram e continuaram abraçados ali no conforto, Maddie chorava emocionada, contente, teria a Helena pra cuidar e Alisson estava com a guarda permanentemente da sua filha pra sempre. A justiça foi feita, e ela não falha. A emoção não se cabia no peito, esqueceram que estava completamente em um auditório judicial. Olharam nos olhos do outro, felizes. 

 A gente conseguiu Alisson! A gente venceu! — gritou a veterinária. 

— Muito obrigado meu Deus. — agradeceu o goleiro beijando a mão da veterinária, e ela também beijando a mão dele entrelaçada, viraram-se para a advogada Carolina que também estava com um sorriso satisfeita com o trabalho. Madson abraçou a advogada e Alisson levantou-se fazendo a mesma coisa. — Obrigado, muito obrigado, obrigado por devolver a minha felicidade de volta.  

Alisson segurou nas mãos da advogada com um sorriso aberto. Aquela advogada havia sido um anjo na vida do casal. 

— Isso é um absurdo. Ele não pode ganhar, Carlos...ele não pode...— Lavínia simplesmente abraçou o advogado chorando não conseguindo terminar a frase. 

 Declaro esse caso encerrado. — a juíza levantou-se retirando-se do local.  


Notas Finais




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