História Passos na Estrada - Capítulo 1


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Categorias Dragon Ball
Personagens Goku, Vegeta
Tags Aventura, Caipira, Dragonballyaoi, Estrada, Kakavege, Romance
Visualizações 42
Palavras 2.180
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá leitores ❤️
Trago mais uma história, dessa vez uma aventura, com romance claro.
Se passará na estrada e nos lugares por onde Goku e Vegeta vão passar.
É uma história bastante simples, mas espero que curtam 🥰

Capítulo 1 - Longe de Casa


Fanfic / Fanfiction Passos na Estrada - Capítulo 1 - Longe de Casa


O sol escaldante das 3 da tarde queima a pele de um jovem homem cansado, que caminha pesadamente sobre o asfalto da rodovia que liga Nova York à Pensilvânia.

Foram vários dias para chegar ali, entre uma carona e outra, mas já está caminhando há várias horas.

Está difícil conseguir carona, as pessoas não confiam mais em ninguém, principalmente em um homem maltrapilho.

Son Goku, como seus pais com muito amor o batizaram, é apenas mais um desiludido com a cidade grande.

Há cinco anos saiu do interior do Texas para buscar emprego em Nova York, mas se deparou com um mundo hostil e sem oportunidades à sua volta.

Foi criado em uma fazenda onde seus pais lutavam para sobreviver com uma vida dura. 

Mas apesar da vida dura, Son Goku era feliz, muito feliz. Acordava sempre às 4 da manhã para tirar o leite da vaca, ajudava o pai com o cultivo de hortaliças e com os afazeres do campo. 

Sua mãe fazia queijo caseiro e doces, e seu irmão Raditz vendia a produção na feira da cidade. Era uma família muito feliz, composta de pai, mãe, dois filhos e os animais da fazenda. 

Apesar da grande simplicidade nunca faltava nada. Havia sempre comida na mesa e água no poço. A eletricidade havia chegado há pouco tempo mas não tinham televisão, e nem faziam questão de ter.

O amor dessa família os mantinha unidos. Faziam todas as refeições juntos, trabalhavam juntos e eram felizes juntos.

Até que um dia a crise chegou até eles.

As vendas diminuiram, os impostos e contas deixaram de ser pagos. Foi necessário vender alguns animais e logo estavam passando por grandes dificuldades.

O chefe da família, Son Bardock, se sentia cada vez pior ao ver sua família passando por tal situação. Não tinha dinheiro nem para comprar sapatos novos aos filhos que já estavam com os calçados furados, ou para dar um vestido novo à sua amada Gine, ou lhe comprar um simples creme de pele.

Se sentia castrado por não poder dar o melhor à sua família, ou pelo menos o básico. Seus filhos deixaram de estudar para ajudar ainda mais, e acabaram se esquecendo do pouco que já haviam aprendido.

Um dia, o governo anunciou que, se os impostos da fazenda não fossem pagos, a propriedade seria tomada da família.

Então Goku, o filho mais jovem com apenas dezoito anos de idade decidiu ir à luta para não permitir que isso aconteça, pois essa fazenda é a vida de seus pais, e o lugar onde foi criado com tanta simplicidade e amor.

Decidiu ir à Nova York, praticamente do outro lado do país com as últimas economias da família para encontrar um bom emprego e mudar a vida de seus pais e irmão.

Ele imaginou que logo encontraria uma oportunidade e ganharia um bom salário, pois Nova York é bastante grande e abastada de riquezas.

A despedida foi uma inconsolável tristeza, mas Goku estava carregando consigo a esperança de dias melhores. Sua família confiava nele.

Mas a cidade grande não foi gentil com o jovem homem. 

A primeira coisa que encontrou foram olhares maldosos e ridicularizados por causa de suas roupas gastas e simples, as botinas furadas e o chapéu na cabeça. Seu sotaque era estranho para os executivos da grande cidade, para eles, o jovem não passava de um caipira.

Por não ter estudo, experiência e nem carteira de motorista, o jovem não conseguiu bom emprego. Passou dias procurando, gastando o pouco dinheiro que tinha para dormir em uma pensão simples e comer o suficiente para saciar a fome.

Depois de tanto insistir, conseguiu um emprego como garçom em um bar, mas não ganhava muito. O pouco que recebia mal dava para se sustentar.

Logo se arrependeu de deixar a sua terra mas ainda não podia desistir. Recebeu diversas propostas para entrar nos caminhos obscuros mas de pronto recusou. Foi convidado inclusive para trabalhar como garoto de programa, pois seu porte físico e rosto formoso eram impossíveis de não se notar. Mas Goku se recusou a ganhar dinheiro fácil. Seu pai o ensinou a trabalhar duro e a ser honesto, não importa a situação que passe.

Passaram-se cinco anos de muita luta. Trabalhou duro, passou por sérias dificuldades, perdeu o contato com os pais pois não tinham telefone e as correspondências não chegavam à fazenda, e por fim, acabou sendo despejado da pensão onde morava por não ter dinheiro para pagar a diária. O último emprego como lavador de carros não lhe rendeu muita coisa.

Então, mesmo sem um centavo no bolso resolveu voltar para casa.

Colocou nas costas a mochila velha com os poucos pertences que tinha e começou a andar. Nem o chapéu, que era a única lembrança de sua terra não levava de volta, pois um dia lhe fora roubado.

Seus sonhos de uma vida melhor ficaram para trás, na selva de concreto onde não existem chances para os mais simples.

Ele sabe que não vai conseguir caminhar até o sul do país, mas pedirá carona apenas quando não conseguir mais dar os próprios passos. Mesmo sabendo que existem boas pessoas, está esgotado de tanta humilhação.

Ele caminha derrotado, triste por saber que sua jornada foi vã. Está voltando para casa ainda mais pobre e não poderá ajudar sua família, além de não ter notícias dela e não saber como está a situação da fazenda.

Todos os dias se pega imaginando a expressão de decepção no rosto de seus pais e irmão mas logo se recompõe. Ainda é jovem e junto deles, na sua terra, encontrará uma forma de ajudar sua família. Jamais desistirá deles.

Então Goku coloca um sorriso no rosto e aperta o passo.

Chegou nessa estrada com caronas que pediu aqui e ali, mas ouviu mais não do que sim. De certa forma ele compreende. Sua barba está grande e está bastante sujo, sem tomar banho há alguns dias e com certeza está fedendo. Tem dormindo ao relento há vários dias então para as pessoas, ele não passa de um mendigo.

Para comer pediu ajuda àquelas pessoas mais receptivas, mas novamente, ouviu mais não do que sim. Está cansado de pedir, não precisava disso na sua casa.

A comida era simples mas nunca faltou, e sempre coube mais um prato à mesa quando alguém precisou. Hoje ele percebe que a realidade de onde veio, não era tão ruim quanto ele pensava.

As pessoas perderam a sensibilidade, o amor se esfriou. São poucos os que se importam com o próximo e com seu bem estar. Goku já está cansado de saber disso. 

Ele caminha, caminha, caminha. Seus pés estão inchados e cheios de calos, além das feridas e bolhas que tornam sua caminhada ainda mais difícil. A fome e a sede também não ajudam.

Então de longe ele avista um posto de gasolina, e aperta o passo com a garrafa de água vazia na mão.

Quando finalmente chega ao posto, um belíssimo carro esportivo passa à sua frente. Uma Lamborghini azul, brilhante e imponente. O ronco do motor é uma delícia de se ouvir.

O carro estaciona e o motorista desce para ir à loja de conveniência. Goku olha o carro de boca aberta passando por ele devagar. Nunca viu um desses de perto, parece algo de outro mundo.

Então ele percebe que o motorista deixou sua carteira cair, bem ao lado do carro. Goku se abaixa e pega a carteira. É de couro e está grossa devido à quantidade de dinheiro nela, além dos documentos e cartões. Goku nem pensa duas vezes, nem passa por sua cabeça ficar com o dinheiro, mesmo na situação precária em que se encontra.

– Ei senhor. - Goku chama o homem que viu saindo do carro mas ele o ignora. - Senhor, a sua carteira caiu no chão. - Ele grita novamente e o homem paralisa à um passo de entrar na loja.

Ele volta imediatamente ao lugar onde estacionou o carro e tira os óculos escuros. Goku o olha de cima a baixo. É um homem de cabelos negros, barba feita, bem vestido com calças pretas e camisa de botão azul, relógio de ouro no pulso e uma corrente fina no pescoço. Seu perfume é um típico perfume de pessoas ricas e cheirosas. É um belo homem.

– Tome senhor, ela caiu assim que desceu do carro. - Goku entrega a carteira e se afasta rapidamente, louco para conseguir um pouco água e comida.

O homem de semblante sério encara a própria carteira estupefato. Ainda não consegue acreditar que sua carteira foi devolvida, mesmo com a quantidade de dinheiro que tem dentro dela. Apenas uma pessoa muito honesta faria isso.

Então ele se vira para agradecer o jovem que o ajudou e não o vê em lugar algum. Um suspiro é dado e ele coloca novamente os óculos escuros. Seu celular toca mais uma vez, dentre as várias vezes que tocou mas ele ignora a chamada mais uma vez. 

O moreno vai à loja de conveniência, come e compra o que precisa e o que não precisa, guardando tudo no carro depois. Usa o banheiro e enche o tanque do lustroso carro, depois volta à rodovia para sua viagem.

Ele passa por um homem caminhando na beira da estrada de mochila nas costas e quando já está vários metros à frente, se dá conta de que esse homem é o que devolveu sua carteira.

Então ele olha no retrovisor e dá a ré até parar ao lado do jovem no acostamento. O rapaz diminui o passo com a aproximação do carro.

– Ei. - O homem abaixa a janela do lado do carona e o jovem se aproxima do carro, se abaixando para ver o motorista. - Porque está a pé na rodovia?

Goku abre um sorriso e dá de ombros.

– Estou indo pra casa e não tenho nenhum dinheiro.

O homem reconhece o sotaque do sul. Com certeza é um caipira. Ele retira os óculos escuros. 

– Está indo pro sul à pé? - Ele franze o cenho sem acreditar.

– Como sabe que sou do sul? - Goku também franze o cenho confuso.

– Seu sotaque é inconfundível garoto. Quer carona até algum lugar?

– Anh. - Goku olha suas próprias roupas que estão sujas e fedendo, depois olha o banco de couro do carro.

– Entra logo. É só um carro. - O homem intervém quando percebe a hesitação do jovem simples.

Goku sorri e se apressa a tirar mochila das costas e entrar no carro, a colocando em cima do colo. Ele acaba batendo a porta do carona forte e seus olhos se voltam constrangidos ao homem. 

– Está tudo bem, coloque o cinto de segurança. - O homem observa o jovem com atenção. O rapaz tenta colocar o cinto e se atrapalha completamente. - Posso te ajudar?

– Anm, por favor. - Goku se envergonha por não saber como colocar o cinto de segurança, mas o homem parece não se importar. 

– Puxa aqui, depois encaixa esse objeto aqui. Está vendo? - O moreno mostra como se coloca o cinto e Goku abre mais um sorriso.

– Obrigado senhor. E obrigado pela carona.

– Não me chame de senhor, acho que temos quase a mesma idade. - O homem manobra e coloca novamente o carro da estrada, em uma velocidade razoável para não assustar o rapaz. - Obrigado por me devolver a carteira. Há poucas pessoas hoje em dia que fazem isso.

Goku ergue as sobrancelhas. Para ele ser honesto é natural e quase uma obrigação. Na sua concepção, nem precisa de agradecimento por isso. 

– Não há de quê. 

O homem solta uma risadinha. O sotaque sulista do jovem é bem diferente aos seus ouvidos.

– Está com fome? - A barriga de Goku ronca em resposta e suas bochechas ficam vermelhas com vergonha.

O moreno sem esperar por outra resposta, coloca o braço para trás sem tirar os olhos da estrada e pega uma sacola cheia de coisas que comprou na loja de conveniências.

– Toma, pode comer o que quiser. - Ele estende a sacola e o jovem pega com um sorriso. - Tem suco e água aí também.

Goku abre a sacola e sua boca se enche de água, tem bastante comida e também alguns doces e outras guloseimas. Sem esperar por mais palavras, ele pega um pacote de bolachas recheadas e rapidamente o abre, depois enche sua boca com elas.

– Humm. - Goku murmura quando sente o açúcar chegar no estômago, além do prazer de saborear um alimento depois de tantas horas sem comer. - Muito obrigado senhor. - Ele fala com a boca cheia e o homem franze o cenho.

– Já te disse pra não me chamar de senhor.

– Então como se chama? Eu me chamo Son Goku, e você? - Goku vira uma garrafa de água na boca após perguntar.

– Meu nome é Vegeta. - O homem olha rapidamente para o jovem e coloca de novo os óculos escuros.

Goku gostou do seu nome, e do som da voz grave.

– Também está indo pro sul? - O jovem pergunta depois enche sua boca com mais comida.

– Não. Não estou indo pra lugar nenhum.



Notas Finais


Então pessoal, esse é o primeiro capítulo ❤️

Espero que tenham gostado.

Beijo a todos 😘♥️


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