História Past. - Jotakak. - Capítulo 1


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Categorias JoJo no Kimyou na Bouken (JoJo's Bizarre Adventure)
Personagens Jolyne Kujo, Jotaro Kujo, Kakyoin Noriaki
Tags Família, Fluffy, Jjba, Jojo, Jolyne Cujoh, Jolyne X Kakyoin, Jotakak, Jotakakjoly, Jotaro, Jotaro Kujo, Kakyoin, Kakyoin Noriaki, Lgbt, Universo Alternativo
Visualizações 40
Palavras 1.448
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Famí­lia, LGBT, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bem, isso é bem aleatório mesmo. Esse contexto só brotou na minha cabeça e eu não fui capaz de ignorar, akjaksjsk.

E finalmente eu tô postando algo com essa família canônica (na minha cabeça). Eu amo tanto esses três como família que nem tenho explicar de fato. KKKKKKKKKKKK

Enfim, se divirtam. E leiam as notas finais, se possível. É importante.

Boa leitura! 💕

Capítulo 1 - (único): Escute...





Após escutar um bramido feminino no andar de cima da casa, tomou nota de passos pesados se aproximarem da porta da cozinha, onde a pequena Jolyne adentrou visivelmente irritada. 

-- O que houve, querida? - Questionou de maneira simplória, direcionando seu olhar antes nos fios multicolores até a cenoura que cortava. 

-- O papai… ELE É UM IDIOTA! - Gritou o fim de sua frase de forma proposital, para que o moreno escutasse. - Eu não quero ir para aquele acampamento, ele sabe que não. E mesmo assim não deixa eu ficar aqui, nem na casa da Hermes! A mãe dela disse que deixa eu ficar lá até vocês voltarem...

-- Bom, Jojo, você sabe que estamos fazendo isso para o seu bem. E pense em quantas amizades você vai fazer por lá! - Disse ao passo que largou a faca e se virou para a filha, que sentou na cadeira da mesa de jantar com um copo d'água em mãos. 

-- Eu não quero fazer novas amizades. Todas vão achar o meu cabelo estranho.

-- E quem se importa? - A menina arqueou a sobrancelhas direita, direcionando suas orbes verdes até o ruivo, este que fez o mesmo que a mais nova ao sentar na cadeira à frente. - Eu te entendo. Mas uma coisa que aprendi foi que o que deve nos importar de fato é o que as pessoas que amamos pensam sobre nós. E você é linda, o seu cabelo te faz ser mais linda ainda. 

-- Mas poxa, papai. Vou perder quase todo o planejamento que eu e a Hermes fizemos! Nossas brincadeiras, a gente ia continuar a nossa história! - Explicou ao mais velho, com um olhar tristonho. 

-- Você mesma disse "quase todo verão", isso significa que tem ainda tempo para brincar o quanto quiser com Hermes. Enquanto estiver no acampamento terá muitas meninas para brincar! E você vai fazer muitas amigas. Porque você é a menina mais legal desse mundo. - Pegou a pequena no colo enchendo o rosto desta de beijos, enquanto as suas risadas preenchiam o cômodo outrora sorumbático, mas agora com uma alegria quase que palpável. 

-- P-pare, papai! Isso faz... C-cócegas! - Suplicava Jolyne por entre seus risos, com o sorriso colado fortemente em seus lábios e Kakyoin não ficava de fora. 

-- Certo, certo. Me desculpe. - Colocou a menina no chão novamente, voltando para a cadeira que se sentava anteriormente. - Então perdoe o papai Jotaro, ele é meio cabeça dura às vezes, e só está fazendo isso para o seu bem. 

-- Hum… Tudo bem, eu vou falar com ele depois. - Cedeu ela, se sentando em seguida na cadeira ao seu lado. E antes que pudesse voltar a falar, um sorriso resoluto brotou nos lábios infantis, já sinalizando à Noriaki que teria uma conversa longa. - Me conta mais sobre o que disse? Sabe, aquela coisa sobre me importar com o que as pessoas que eu amo acham, por que você disse que me entende? 

Um sorriso terno fez morada nos lábios do homem, e sua postura foi ajeitada inconscientemente. As lembranças de sua infância, e de todos os sentimentos inesquecíveis que o acompanharam até certo momento se fizeram presentes em suas lembranças, o que causou à Kakyoin uma nostalgia enorme. 

-- Eu também já me senti assim, Jolyne. Com medo dos olhares alheios, mas eu não tinha com quem contar. Todo mundo me achava estranho. Minha franja era motivo de piadas, minha timidez nem se fala, e isso me fez viver boa parte da minha vida sozinho. Ninguém me entendia, nem se esforçaram para me entender e eu aprendi a suportar isso. - Fez uma pausa, e viu a filha com os olhinhos arregalados, e com a mais genuína indignação transbordando em seu olhar. 

-- Sua franja?! Como assim?! Papai, você é a pessoa mais maravilhosa do mundo. Eu sempre quis ter uma franja como a sua! 

-- Obrigado, querida. Mas isso já passou, as pessoas não fazem mais isso. Ou se fazem, eu realmente não me importo o suficiente para perceber. 

-- E como você faz isso? 

-- Certo dia eu conheci quatro pessoas. Tão estranhas quanto eu. Só que por mais estranhas e até assustadoras que elas pudessem ser, foram as únicas que me entenderam de verdade. Que não falaram nada contra a minha aparência, ou reclamaram da minha personalidade. Pelo contrário. Elas me ensinaram a me aceitar, e enxergar que não tinha só eu de incomum no mundo. 

-- Ah, gostei delas! Quem são? - Indagou ao pai, quase deitando sobre mesa devido à sua inclinação exagerada. 

-- Bem, uma delas você não conhece. Mas se chamava Avdol, ele era muito inteligente e legal! A outra é o bisavô Joseph, o Tio Polnareff e bem… O papai. 

-- Mas como assim? O papai é super chato. - O ruivo não foi capaz de conter o riso alto em reação ao comentário sincero até demais da menina. Contudo se conteve o mais breve possível em defesa do marido. 

-- Vamos, pare com isso. Ele é a pessoa mais legal que conhecemos. Você até queria casar com ele, lembra disso? 

-- E-eu não! Pare de dizer isso, foi só uma brincadeira! - As bochechas ruborizadas entregavam o embaraço incontestável da mais nova, não que fosse muito difícil perceber de fato. 

-- Enfim, o papai foi muito importante naquela época. Talvez eu não teria enxergado o mundo de outra forma se ele não tivesse conversado comigo. - Parou de falar quando sentiu um frio na barriga engraçado e seu coração quente. Amava se lembrar daquilo, e não fazia questão de esconder de ninguém. - Ele me fez acreditar em mim mesmo. Cuidou de mim mesmo que indiretamente e eu não soubesse, se não fosse por aquele chato, nós não estaríamos conversando agora. 

-- Tem haver com a cicatriz na sua barriga, né? - A pequena questionou calmamente, observando o pai concentrada na história que lhe estava sendo contada. 

-- Sim, sim. 

-- Como que ela surgiu? 

-- A-ah, isso é assunto para uma outra hora. A senhorita ainda é muito nova. - Um nervosismo momentâneo se fez presente no momento em que a possibilidade de Jolyne descobrir sobre stands passou em sua mente. Mas logo recuperou a calma, para que nenhuma suspeita surgisse. - O que você pode saber agora é que se não fosse pelo papai Jotaro, eu teria ido morar com o papai do céu cedo demais. 

-- Como assim?! Você- - O som estridente da campainha invadiu os tímpanos de ambos, causando um alívio gigantesco no homem e uma frustração maior ainda na garota. 

-- Vou atender, cuidado com este copo. - Advertiu se levantando e caminhando apressadamente até a porta, que logo foi destrancada e aberta, dando a visão de uma garotinha morena; Hermes. 

-- Oi, Tio Kakyoin! A Jolyne tá em casa? 

-- Oh, Hermes. Voltem antes das seis e meia, tudo bem? - A pequena concordou sorridente e, em seguida Noriaki chamou sua filha, não tardando até que a menina aparecesse. 

-- HERMES! Tchau, papai. Volto depois. 

-- Se cuidem, e tomem cuidado com os carros! - Disse quase saindo da própria casa, acompanhando com o olhar as duas amigas que corriam apressadamente, até que ambas sumissem de seu campo de visão. 

Só quase desmaiou ao se virar, depois de trancar a porta, e se deparar com o olhar intenso de Jotaro junto com o sorriso pequeno que o maior portava. 

-- Eu sou chato? - Noriaki sorriu bem humorado, se aproximando do marido. Seu corpo foi prontamente envolto sob os braços volumosos de Jotaro, e o ato foi retribuído com força severa. 

-- Você é idiota, isso sim. Mas eu te amo. - O mais baixo disse, e sentiu o cafuné característico que tanto amava. 

Voltou a ser o adolescente apaixonado, que só sentia-se em segurança definitivamente, quando Jotaro estava lá para o confortar. Com o olhar frio e personalidade misteriosa, mas que para ele era totalmente o contrário. Lembrou-se de quando acordou do coma e, pela primeira vez, viu as orbes verde-água se afundarem na felicidade líquida que manchava as bochechas morenas. Recordou-se de como o seu coração bateu quando analisou a aliança dourada em seu anelar direito pela primeira vez. Era simplesmente assim, esse sentimento incomensurável que não parava de crescer e sabia que era mútuo, por mais que o outro escondesse. 

-- E eu te amo muito. Para sempre. 

-- Toda a vida. - Selaram os lábios, e permaneceram daquela forma. Juntos o máximo que a física permitia. E ficariam assim para sempre, se possível. 


Fazendo aquele passado sempre brilhar, e nunca ser esquecido - Não como se isso fosse possível.


Notas Finais


Aaa, o que acharam? Espero que tenha ficado bom. Isso foi realmente muito aleatório. KKKKKKKKKK

Bem, acho que é a milésima vez que eu digo isso para alguns, mas acho que por aqui eu tenho uma margem maior para explicar as coisas.

Estou entrando em um Semi-Hiatus, estou nomeando assim apenas porque estarei deixando de lado toda aquela fidelidade doentia que eu tinha para com o site. Isto é, eu passava 24 horas por dia produzindo pro site, parei até de jogar os meu video-game, não assistia nada (nem mesmo Jojo). E tive que passar por uma intervenção - Não tão agradável assim. - dos meus pais para notar. É pela a minha saúde; apenas isso. Outras coisas aconteceram, e me deixaram de fato abalada. Mas eu prefiro não me aprofundar nisso. O que interessa aqui é sobre a escrita, afinal.

Não; eu não estou parando definitivamente de escrever. Não vou abandonar a escrita, isso é certo. O que vai acontecer é: Eu irei postar apenas quando eu REALMENTE tiver vontade de escrever. Eu estava me forçando a tal e isso machuca tanto, que eu (literalmente) entrei em colapso. Então ainda irão ler muito 'noryoin' por aí. Só será em menos quantidade e/ou frequência.

Já está tudo bem, para aqueles que se preocuparam ou algo assim. Tanto que eu estou postando isso. E irá ficar cada vez melhor. E garanto que num futuro, sendo ele distante ou não, eu irei retornar a todo vapor, como era antes.

Então muito obrigada por tudo, e à todos. A escrita é muito importante para mim - E boa muito nisso. E este apoio que eu tenho da maioria me faz um bem enorme. ♡

Até a próxima! Quantos beijos vocês quiserem.


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