História Past Loves - Capítulo 2


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Categorias AnnaSophia Robb, Anne Hathaway, Chris Evans, Henry Cavill, Lucy Hale, Michael Fassbender, Nick Jonas, Selena Gomez, Shawn Mendes
Personagens AnnaSophia Robb, Anne Hathaway, Chris Evans, Henry Cavill, Lucy Hale, Michael Fassbender, Personagens Originais
Tags Annasophia Robb, Anne Hathaway, Chris Evans, Henry Cavill, Lucy Hale, Michael Fassbender, Romance
Visualizações 36
Palavras 2.048
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi meus amores❤
Tudo bem com vocês? Espero que sim!
O capítulo de hoje não está muito bom mas prometo que o próximo sim, hahahaha
PS: leiam e entendam
Espero que gostem, ignorem os erros e boa leitura!

Capítulo 2 - Trouble heart


O filete de suor já havia se transformado em gotas, que pingavam junto às de meu cabelo molhado e do meu casaco encharcado. Meus olhos não paravam de correr o local diversas vezes por segundo e eu de imediato comecei a sentir minha cabeça latejar, como uma súplica para que eu parasse de teimosia e me acalmasse.

Dr. Cavill tinha saído há alguns minutos, e eu estava sem notícia alguma. Logo lembrei-me de ligar para Michael, que com certeza estranharia chegar em casa e não achar nós duas nem a caminhonete.

Com as mãos trêmulas pelo choque de encontrar Eno naquele estado ainda, cacei o aparelho em meus bolsos e digitei o número rapidamente. Como num passe de mágica, pouco tempo depois ele apareceu na recepção, seu rosto pingando pela chuva, não muito diferente de mim. Mike assim que me viu, correu em minha direção e ergueu-me do banco de metal, suas mãos apertando brutalmente meus dois braços. Nunca o tinha visto com tanta raiva.

- Onde ela está?! - gritou com fúria, os olhos castanhos fervendo como brasa. Eu o implorei para me soltar, mas ele nem pareceu ouvir. - Heather, o que aconteceu?

- Você está me machucando! - resmunguei, tentando livrar-me de seu aperto, que muito provavelmente marcaria minha pele clara e nevada. Ele não cedeu.

- Me diz logo, porra! - urrou, trincando o maxilar. Encolhi-me, assustada com sua mudança drástica.

- Não a escutou pedindo para soltá-la? - uma voz interrompeu a gritaria de Michael e eu vi que Henry havia surgido ao meu lado. Perto do Dr. Cavill, o esposo de minha prima parecia uma piada. O tamanho do homem pareceu ter intimidado Mike, que tirou as mãos de mim, finalmente. Suspirei, aliviada, sentindo minha pele formigar.

Eu estava muito assustada. Ele nunca tinha agido de forma tão violenta com ninguém, muito menos comigo. De repente, sua carranca raivosa suavizou, e foi como se ele tivesse caído na real com os olhos azuis do homem o encarando fervorosamente.

- Heather! Meu Deus, me desculpe. - começou, sua voz tremendo. Mike colocou as duas mãos no rosto, respirando fundo algumas vezes. - Doutor, onde está Eno Williams? 

- Tudo será dito mais tarde. Com sua licença. - com um pingo de sarcasmo no tom, Henry respondeu. Percebi que sua mão estava em meu pulso, e ela estava totalmente diferente das que me agarraram segundos antes. - Pode me acompanhar, Senhorita Simpson? - apenas assenti com a cabeça, extasiada com a sensação de seus olhos encarando-me com intensidade.

Fui guiada até longe de Michael e um choque elétrico passou por meu corpo quando notei o quão quente a mão do maior era em comparação com a minha, que devia estar gélida como sorvete de flocos no inverno.

- Já te perguntei isso hoje, mas você está bem? - indagou, soltando-me, mas ainda estando próximo de mim. Quase o implorei para colocar a mão de volta, quase.

- Estou sim. - emiti baixo, envergonhada com a situação anterior, enquanto olhava para meus tênis antes brancos, agora marrons cor de barro. 

- Olha, acho melhor ficar longe dele por agora, certo? - concordei. Senti seus dedos puxarem meu queixo para cima e meu coração falhou uma batida dentro de minha caixa torácica quando vi seu rosto tão de pertinho. Notei que havia uma pequena manchinha castanha em seus olhos claros e apaixonei-me por ela. - A paciente Eno quer te ver. Acabamos de fazer um exame de sangue nela e provavelmente ela deve estar meio sonolenta. Passará a noite em observação aqui no hospital, só para ter certeza que está bem. Você vai ficar ou..- olhou rapidamente para a sala de espera e eu supus que ele estava referindo-se à Mike.

- Melhor deixar o esposo. Acho que Michael vai ficar mais transtornado se eu não deixá-lo. - comentei, desapontada por não poder ficar ao lado de minha prima a noite toda.

- Certo. Vou te mostrar onde ela está. - afirmou, andando em minha frente pelos corredores limpos e carentes por outras cores.

Controlei-me para não pensar em como os músculos cravejados no tecido branco do jaleco de Henry moviam-se com seu andar ou em como ele era bonito. Foquei-me em minha preocupação elevada com Eno e no que eu faria para voltar para casa, já que provavelmente a caminhonete havia sido guinchada.

O mesmo parou na frente de uma porta com o número 34 e bateu com as costas de sua grande mão duas vezes, antes de abri-la e entrar, chamando-me para vir também.

- Eno, olha quem veio te ver. - ele disse, seus olhos azuis encarando-me por alguns segundos que foram como eternidades para meu pobre coração. - Vou deixá-las à sós agora, devem ter muito o que conversar. - esclareceu e deu um sorriso amável para minha prima e para mim, antes de sair do quarto e fechar a porta. Corri em direção à cama hospitalar em que ela estava segundos depois.

Seus longos cabelos castanhos agora estavam repartidos em dois e jogados em seus ombros, vestidos com o tradicional vestido azul hospitalar. Uma bolsa de soro pendurada em um prendedor metálico ao lado direito da maca e um aparelho de pressão ao esquerdo. Sentei-me na beirada, com medo de machucá-la.

- Droga, você realmente me assustou! - resmunguei, Eno rindo de minha falsa feição de raiva. - Como se sente agora?

- Estou bem melhor, mas meio zonza pela medicação que me deram. - replicou, e eu sorri ao ver que a cor de sua pele já estava voltando ao normal.

- Não sabe como me corta o coração te ver em uma maca, assim, cheia de fios. - sussurrei, minha voz falhando e meus olhos voltando a soltar pequenas gotas de água, que acabavam com minha pose de madura. - Estou exagerando um pouco, eu sei, mas é a primeira vez que algo assim acontece comigo.

A mais velha abriu um sorriso tristonho e pegou em uma de minhas mãos. Olhei para o aperto por cima de meus cílios.

- Não se preocupe, eu vou ficar bem. Mas mudando completamente de assunto, o que foi isso agora pouco? - franzi o cenho com sua frase e a pedi que explicasse sobre o que estava falando. - Não finja que não sabe, Heather. Estou referindo-me ao Doutor Cavill, é claro.

- Não entendo a importância dele no assunto. - ergui uma sobrancelha, massageando seu polegar com meu indicador.

- Eu vi o jeito que ele te olhou ainda agora! E ele não foi único, pelo que eu percebo. - abri a boca, chocada com sua afirmação. - Não acha que está na hora de se entregar perdidamente à um amor?

- Meu único amor é a natureza. - eu disse, e Eno revirou os olhos.

- É o que você fala desde sempre.

- Meu coração está em ótimo estado, assim mesmo. - ou estava, até antes de eu entrar no hospital, quis comentar, mas preferi ficar quieta. - Michael deve estar querendo te ver, vou voltar para casa agora. - toquei meu braço por instinto, que ainda formigava.

- Mas a estrada é perigosa nesse horário! Por favor, não vá, Heather. Eu quem vou ficar preocupada se você for. - levantei-me, batendo as mãos namoro  saia rodada florida de meu vestido e soltando um demorado suspiro. - Estou falando sério!

- Cuide de sua saúde primeiro, está bem? Eu volto aqui bem cedo pela manhã, não fique aflita. - assegurei, tentando acalmá-la. Eno fez uma careta, antes de assentir, concordando. - Boa noite. - acenei com a mão e ela fez o mesmo, e foi a última cena que eu vi antes de fechar a porta do quarto e ir até a recepção.

Eu odeio hospitais. Odeio desde meus treze anos, quando minha mãe sentiu que seu corpo estava estranho e fomos para um. Sangramentos, perda de peso, vômito, discussões, gritos altos vindo do quarto de meus pais, perda de cabelo. É tudo que me recordo quando lembro desse período de minha vida. Mamãe tinha câncer. A quimioterapia, que devia ajudar, causou mais dores nela, e eu perdi minha figura materna um dia depois do ano novo. Não falo com meu pai desde minha mudança da Inglaterra para cá, e com meu irmão mais novo, Finn, eu falo uma vez por mês, por conta de seu pouco tempo disponível quando deu início à faculdade. Assumo que sinto muita falta deles, mas não posso sair daqui. Não agora.

Passei por Mike na sala de espera e eu o encarei assustada, apressando meus passos em direção à saída. Grunhi baixinho quando notei que aquela chuva que parecia querer lavar o mundo todo ainda não havia cessado, e corri para a entrada da cidade, com meus braços tentando inutilmente proteger meu rosto das gotas molhadas que com certeza deixariam-me com uma boa gripe mais tarde.

Para minha sorte, a caminhonete ainda estava ali, torta, na vaga onde a havia estacionado. Mas para o meu azar, também haviam guardas ao redor dela, provavelmente chamando o guincho. Fui até lá.

- Com licença, esse carro é da minha prima, e eu queria pegar algo nele. Eu posso? - indaguei para um deles e o homem de mais idade apenas concordou, dizendo que iam tirá-lo dali. Não protestei.

Abri a porta do automóvel e entrei lá dentro, fechando-a em seguida. Escorei minha testa no painel do carro, pondo minha cabeça para pensar no que eu faria. Bufei quando não consegui os resultados que gostaria. 

Pela distância de onde eu estava para onde eu queria ir daria, no mínimo, uma meia hora com a caminhonete. Mas sem ela, nem imagino o tanto que eu teria que andar pela estrada.

Com um pulo de susto, ouvi batidas leves no vidro ao meu lado e meus olhos fitaram, arregalados em surpresa, os de Henry. Voltei a abrir a porta, agora com uma ruga entre minhas sobrancelhas, ainda sentada no banco do passageiro.

- O que faz aqui, Dr. Cavill? - minha voz saiu maravilhada demais para meu gosto e quis estapear meu rosto por isso. Vi um sorriso aparecer na face do maior e um sentimento estranho tomou conta de meu corpo. Suas mãos apertavam o guarda-chuva aberto ao seu redor e eu admirei por breves segundos as veias ressaltadas da mesma.

- Fora do hospital sou só Henry, Senhorita Simpson.

- Fora do hospital sou só Heather, Henry. - repeti sua frase, meu riso preso em minhas bochechas. Ele riu.

- Certo. - concordou. - Parece que seu carro vai ser guinchado. Quer uma carona?

- Ah, não, imagina. Eu moro muito longe daqui, na realidade. Não vou atrapalhar sua noite com isso. - afirmei, balançando as mãos. Senti que ele encarava-me sério.

- E onde vai dormir, Heather? - sua pergunta causou calafrios em mim e eu fiquei em silêncio, sem saber o que responder. Abaixei os olhos, não conseguindo olhar para os seus que pareciam gelo. Pensei que estavam me dando uma bronca, e das boas!

De repente, estremeci ao perceber que ele havia puxado-me de dentro do carro em um movimento tão rápido que mal consegui sentir algo além do calor de sua mão em meu ombro. Olhei para Henry mais confusa do que antes.

- Venha, vou te levar para um lugar. - pediu e eu o segui, ainda desconfiada. Fiquei ao seu lado, embaixo do guarda chuva e eu quase tremi os dentes pelo tão gelada que minha pele encontrava-se por debaixo de meu casaco encharcado. Estranhei quando chegamos à um estacionamento. Dr. Cavill caminhou até um carro caro, muito caro e abriu a porta do passageiro. - Entre.

- Mas eu vou molhar tudo. - constatei, abraçando meu próprio corpo.

- Está tudo bem, eu não ligo. - assegurou e eu suspirei antes de entrar. Henry fechou a porta e deu a volta, entrando no lugar do motorista. Quando ele deu a partida e saiu cantando pneu, apertei o cinto que notei ter posto. Altas velocidades não combinam nada comigo e meu medo de bater.

- Onde está me levando?

- Para minha casa. - respondeu, de forma simples, e meu rosto queimou como fogo enquanto meu coração problemático comemorava a vitória da guerra que travou com meu cérebro.

Céus, o que estava acontecendo comigo?


Notas Finais


Ai que lindos❤
O que acharam do capítulo? Não esqueçam de comentar!
Espero que tenham gostado!
Um grande abraço e até o próximo.


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