História Paternal Love - Capítulo 5


Escrita por:

Visualizações 3.625
Palavras 3.710
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Slash, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Talvez eu tenha demorado um pouquinho, hm? Desculpem ;(
Obrigada pelos 848 Favoritos, nossa, ainda estou jogada em Busan Y.Y
Boa leitura e aproveitem que tem muita interação de jikook no capítulo rsrs
Capítulo betado pela @nist <3

Capítulo 5 - Dores


Jimin sentia-se ofegante após disparar todas as toneladas de palavras ao amigo, mesmo que não fosse para machucá-lo. Queria fazer Seokjin entender que, para ele, fazer aquilo era a única solução.

De fato, ele ainda não sentia-se totalmente adaptado na nova casa e a nova vida que teria. Seus olhos quase encheram-se de lágrimas quando adentrou a casa de Jungkook pela primeira vez. Era grande e tudo bem organizado. Diferente do quartinho que morava no abrigo, Jimin viu-se em um lugar desconhecido e totalmente diferente de onde passou toda sua vida. Em primeiro, a casa de seus pais: não era grande nem luxuosa, mas era humildemente cheia de móveis confortáveis para todos que moravam nela. Depois teve que viver no quartinho do abrigo. Não foi dele por muito tempo, mas o suficiente para lhe abrigar.

O Park viu-se perdido e alheio naquele lugar, o qual seria seu lar por um breve tempo. Agora podia entender o quanto a sociedade de classe alta tinha influência em tantas coisas. O nível de poder e herança fazia-os pisotear as classes mais baixas com autoridade.

De modo algum foi fácil se habituar na casa do Jeon. Ele levou-o para seu quarto, que, diferente do que pensava, já estava totalmente arrumado. O quarto parecia uma casa, havia tanta coisa no quarto que Jimin julgou desconhecer, mas sabia que o alfa tinha gastado muito dinheiro. O primeiro dia na casa do alfa passou rápido, pois Jimin fez questão de ficar dentro do quarto arrumando suas coisas e depois descansar na cama macia.

Quando seu corpo caiu no colchão, Jimin virou o rosto e puxou o lençol para o seu nariz, para que pudesse sentir o cheirinho de lavanda. Deitado, olhando para o teto de cor branca, Jimin pensou se era realmente aquilo que queria fazer, afinal, tudo ele faria pelo bem estar de Jinyoung, não é? Ele passaria por cima de quem pudesse para que seu filho pelo menos tivesse o conforto que no início também teve com seus pais. Não queria ter que sair pelas ruas pedindo esmolas, porque dificilmente alguém fazia uma doação.

E, ao cair da noite, quando Jungkook chamou-o para jantar, pôde finalmente conhecer melhor a empregada. O jantar só não foi silencioso porque a mais velha insistia em perguntar como foi o dia de Jeon e isso parecia deixá-lo feliz. Song era uma senhora muito atenciosa e sábia, o que ajudou-o em algumas questões sobre a gravidez.

Song também era muito observadora. Assim como soube logo de cara que o ômega sentia dores nos pés por causa do inchaço. Relataria isso a Jungkook se o menor não tivesse implorado para que não falasse nada. Tornaram-se amigos, e Jimin também contou para a senhora que, de noite, Jinyoung ficava muito agitado e por isso não conseguia dormir muito bem.

— São apenas algumas dores, Song, não precisa se preocupar. — Disse, sentindo-se envergonhado quando a mulher arqueou a sobrancelha. Jimin ainda era muito tímido em certas conversas com a mais velha, ainda mais quando recebia uma bronca. Olhou para ela pedindo permissão para que pudesse abrir a geladeira, a qual foi concedida.

— Você deveria falar com o senhor Jeon e dormir no quarto com ele. — Jimin cuspiu a água na pia, olhando incrédulo para Song. — Não pense besteira, garoto. Eu digo isso pois crianças que ainda estão no ventre precisam de calor de alfa, talvez o Jinyoung esteja sentindo saudade do pai. Jungkook poderia passar esse calor para vocês dois à noite e esquentá-los, Jimin.

— Mas…

— Eu sei que Jungkook não é o pai da criança, mas ele não negaria fazer isso. Ele é um bom rapaz, com certeza ficaria feliz em ajudá-lo nisso. Pense no seu filho, e não em você, é ele que precisa de calor no momento, Jimin.

Então ela se calou e voltou a cortar as verduras, enquanto Jimin se afundava nos seus pensamentos. Ele não queria ter que pedir a Jungkook esse tipo de ajuda, sentia-se envergonhado, principalmente quando o alfa lhe tratava de uma maneira muito carinhosa na frente dos outros.

O alfa era uma bom rapaz, e, apesar dos esforços dele para que Jimin se sentisse em casa, ele ainda sentia-se um mero estranho. Um verdadeiro intruso.

Quase sorriu ao lembrar de quando foi à cozinha do moreno, céus, ele precisou de muita coragem para pedir qualquer coisa para Song. Era embaraçoso estar na casa de alguém que acabou de conhecer e mexer nas coisas alheias. Jimin sempre pedia permissão.

— Isso é totalmente diferente do refeitório do abrigo. — Riu consigo mesmo ao comentar sobre a área de refeições de onde se morava antes, lógico que a cozinha não era tão grande quanto o refeitório, mas era algo bem parecido.

Jeon sorriu enquanto encostava no batente da porta da cozinha, olhando-o curiosamente.

— Aqui você pode comer quantas vezes quiser e não precisa trocar nada por comida, ok? Pode ficar à vontade. — E era última coisa que Jimin sentia, ele estava praticamente na casa de um estranho.

— Aquela mulher, bem… Você a conhece bem, não é? Pelo jeito que a tratou. — Disse ao lembrar da mulher que o abordou mais cedo.

— Ela é minha vizinha e secretária. A Lee Yuri é uma mulher de mente maligna, é um pouco enxerida e eu só tento colocá-la em seu devido lugar.

— Você diz isso como alfa?

— Não. — Respondeu sincero. — Eu digo como homem e chefe. Ela é invasiva, invade meu espaço como se tivéssemos um relacionamento.

Naquela manhã, Jimin aprendeu que Jungkook era um alfa que não gostava de ser tirado de seu conforto e muito menos de invasão a seu espaço justamente por ser mais reservado.

Quando questionado sobre como agiriam na frente das pessoas, o próprio Jungkook se perdia no que falava e suas bochechas coravam levemente. Não que Jimin estivesse reparando nisso, não mesmo.

— Só precisamos agir como se nós nos conhecêssemos há tempos, talvez alguns carinhos, mas nada que te deixe desconfortável. — O ômega sorriu minimamente, balançando a cabeça em concordância enquanto o mais velho falava. — Se estivermos em um lugar público vamos agir como um casal normal, tentarei deixar a mídia não se aproveitar disso. Sei o quanto vão querer saber mais sobre você, já que eles nunca me viram com alguém. Se isso for muito estressante para você, eu…

— Eu posso lidar com isso, sr. Jeon, não precisa se preocupar. Vamos agir normalmente. É fácil, não é?

— Acho que devemos começar agora, pode me chamar de Jungkook e não de sr. Jeon, assim nunca irão pensar que temos um relacionamento íntimo. — O alfa riu arrumando o terno e em seguida apertando a mãozinha do ômega. — Não hesite em me pedir algo, Jimin, seja lá o que for.

Ele sentia-se levemente confortável com Jungkook. O alfa era atencioso, sempre buscando deixá-lo adaptado a qualquer coisa e sempre fazendo seus gostos, mas Jimin não queria abusar daquilo.

Ele não conseguia entender a implicância de Seokjin para com o alfa. Jin sempre foi tão bondoso e cuidadoso com os ômegas do abrigo, ajudando-os a conseguir um lar. O que tinha de mais em fazer algo daquele tipo para conseguir um lar também? Imaginava que isso poderia ser insegurança do ômega mais velho, que ele ainda achava-o o menino bobo e chorão que ele tirou das ruas. Alguém sem classe e com o nome sujo pelo pecado que cometeu.

— Desculpa, Jimin, eu sei o quanto você gosta de conquistar as coisas por si só, mas eu não gosto do que está fazendo. Você vai viver uma vida de mentira. E se a família dele descobrir? — Perguntou colocando as mãos na mesa e puxando as do ômega rosado. — E quando passar um certo tempo, a família dele for embora e depois voltarem para visitar o casal perfeito? Ou que seu nome seja exposto na mídia, como vai lidar com isso? Como lidar quando sua família souber?

— É um preço a se pagar, Jin hyung, mas eu vou seguir com minha escolha. — Disse firme, tentando controlar as palavras para não machucar o mais velho. — Entendo sua preocupação, mas não sou o mesmo ômega que conheceu. Não sou mais o ômega que chorava por tudo, que já quis tirar a vida do meu bebê. Não sou mais. — O Park pegou o celular enquanto falava, mandando uma mensagem para Jungkook, já que era o único número salvo além do de Song, e pediu para que ele fosse lhe buscar. Agora, Jungkook e Song eram seu maior conforto.

— Vou respeitar sua decisão, mas não sou a favor disso, Minnie. Espero que ainda se consulte comigo sobre a gravidez, queria dizer que descobri que seu lobinho é um ômega, mas acho que você já sabe disso. — Riu fracamente, acariciando a mão de Jimin antes de se levantar. — Vou deixar que faça o que quiser, Jimin, mas se algo acontecer… Eu e o abrigo estaremos sempre de braços abertos para lhe acolher.

Sensível, Jimin chorou baixinho após Jin sair. Não querendo ficar ali sozinho, passou a andar pelo Shopping, entrando nas lojas apenas para olhar os produtos.

Seus pezinhos doíam um pouco, e até mesmo suas costas por causa do peso da barriga. Entrou na loja de bebês apenas para observar e anotar o que compraria quando tivesse dinheiro, enquanto esperava por Jungkook.

[...]

Jeon já estava na sala de reuniões quando recebeu a mensagem de Jimin.

Sua cabeça estava explodindo por causa de Yuri, que não parava de questioná-lo sobre o ômega.

Olhando para os empresários ao redor da mesa jogando ofertas para uma parceria, Jungkook suspirou, chamando a atenção deles.

— Mas o que essa parceria tem a nos oferecer? — Perguntou para o outro homem de terno bem alinhado.

— Além de ter seus perfumes espalhados por todos os países? A nossa parceira aumentará o ranking das nossas empresas, também seremos visto por trazer algo diferente, pois dificilmente vemos empresas mostrando algo para ômegas.

— Como parte do acordo, quero que doe algumas coisas de bebês para abrigos de ômegas necessitados, também mostrará ao público que nos importamos com a raça frágil. — Jeon sentiu o celular vibrar no bolso do terno e levantou o dedo para pedir um momento. Respondeu rapidamente às mensagens de Jimin, alegando que em vinte minutos estaria lá. — Continuando…

— Faremos um evento com nossas empresas unidas, levaremos nossos esposos, já que é votado a eles. O senhor poderia levar Yuri como sua ômega para não ficar sozinho e…

— Eu já tenho um ômega! — Jungkook conteve o riso quando todos olharam-no boquiabertos e de olhos arregalados, mas ele compreendia o comportamento deles.

— Então leve-o! — Disse um dos alfas. — Isso será melhor ainda, ninguém sabe da existência desse ômega e quem sabe futuramente um herdeiro possa nascer…

— Ele já está grávido. — E novamente chocando todos presentes na sala, Jeon levantou-se, pondo ambas mãos na mesa de vidro e encarando-os firmemente. — Meu ômega não será um fantoche de vocês para lucrarem em cima dele, se ele não se sentir confortável em ir nesse evento, eu não irei forçá-lo. E muito menos pensem que meu filho estará ligado a toda essa mídia, ele não será um boneco forçado a ser a imagem de uma empresa. — Até mesmo Yuri engoliu em seco com o tom severo. — O evento acontecerá semana que vem para que possamos organizar os detalhes, qualquer dúvida, fale com a Srta. Lee. Essa reunião está encerrada!

O Kim, que queria fazer a parceria com Jungkook, apertou a mão do alfa. Ele até falaria alguma coisa com Jungkook, se não fosse pelo moreno curvando-se em despedida e disparando ao passar pela porta.

Jeon entrou no carro, ligando-o rapidamente. Não sabia se Jin já havia ido embora, mas queria entender o motivo de Jimin chamá-lo rapidamente. Seu celular novamente vibrou, ao que pensou que era o Park, sorriu, mas este sorriso logo se desfez ao ver que era uma chamada de seu pai.

— Appa.

— Onde está, Jungkook? Demorou um minuto e meio para atender a ligação. Não ama mais seu appa? — Ouviu seu pai ômega dizer. Donghae era um pouco exagerado, principalmente quando se tratava dos seus filhos. Até o próprio Yoongi, mero sobrinho do ômega, era acompanhado dos tais cuidados extremamente desnecessários.

— Desculpe, appa, eu estou indo buscar o Jimin no shopp…

— Quem é Jimin? Achei que você já tivesse ômega, Jeon Jungkook! Se você tiver traindo ele, pode ter a total certeza que quando eu chegar aí, você ficará sem seu amiguinho. — Jeon pôde ouvir a voz do seu outro pai, pedindo para que Donghae pegasse mais leve com o filho.

— Jimin é o meu ômega, e não, eu não estou traindo. — Respondeu, revirando os olhos, mesmo que o ômega não estivesse vendo isso. E ele agradecia, se Donghae visse-o revirando os olhos, por deus! Ele mesmo tiraria-os com faca. — Quando vocês chegam aqui?

— Hm, o Hyuk ainda está terminando algumas coisas aqui, mas em breve estaremos aí. Não se preocupe, filho, não desistiremos de ir visitá-lo e desperdiçar a honra de conhecer seu ômega e nosso netinho. — Jungkook engasgou com a menção deles conhecerem Jimin e Jinyoung. — Está tudo bem, meu filho? Appa vai ter que desligar agora… Hyuk! O Jaehyun está em cima da mesa! Pegue-o!

O moreno só conseguiu ouvir os gritos do irmão mais novo pedindo por leite e biscoitos antes da chamada ser encerrada.

Sua família era um pouco bagunceira, não ligava muito para bons modos. O que para eles importava era apenas a humildade, Jeon sabia disso. Aprendeu muito com seus pais, eles eram de fato um casal que sobreviveu em meio a toda mentira que Jungkook presenciava no mundo da mídia. Eles não sorriam falsos, eram sempre verdadeiros e tinham a resposta na ponta da língua, era impossível não amar cada jeitinho deles.

Deixou o carro no estacionamento do shopping para enfim procurar Jimin, que não estava mais entres as mesas que deixara-o mais cedo. O alfa se desesperou, colocando a mão no peito como se tentasse controlar e acalmar as batidas de seu coração. Se perdesse o ômega, de uma coisa ele tinha certeza, que perderia sua vida também. Obviamente até Namjoon bateria nele.

Saiu procurando pelo rapaz baixinho, até encontrar a cabeleira rosa e a figura encolhida dentro de uma lojinha de bebês. Ele conversava com dois rapazes e uma moça, a mulher estava grávida e um dos rapazes também possuía uma barriga volumosa. De longe, olhando através dos vidros e manequins, o alfa pôde notar o sorriso largo do rosado enquanto acariciava a barriga do outro homem, ele balançava a cabeça como se estivesse concordando com algo.

O alfa caminhou até a loja vagarosamente até se juntar a eles. Jimin, por não perceber a presença de Jeon, assustou-se quando sentiu braços passando por sua cintura. Virou o rosto apressadamente ao sentir o cheiro do alfa, havia se entretido tanto na conversa que esqueceu que tinha pedido para o moreno buscá-lo.

— Você quer me deixar louco? Quase morri ao não encontrá-lo no lugar que estava com Seokjin. — Foi inevitável rir, assim como os outros que estavam presente. O rosado sentiu suas bochechas queimarem ao que sentiu a mão grande se apossar de sua barriga, Young pareceu ficar afoito com o toque alheio, pois rapidamente chutou contra a mão do alfa.

— Ele é o pai do Jinyoung? — A mulher perguntou, fazendo Jimin morder o lábio sem saber o que responder. Não sabia se Jungkook ficaria chateado se dissesse que não ou se ele ficaria ofendido por dizer que sim, afinal ele não era o pai de verdade.

— Sou sim. — Ouviu ele responder, como se soubesse da guerra interna que se passava em sua cabeça. A mulher e o outro ômega suspiraram encantados com a forma carinhosa que Jeon o tratava. Embora eles quisessem ficar e desfrutar mais daquela visão, o alfa que estava com eles os puxaram de fininho para deixarem o casal a sós. — Vamos embora? Acho que eles não gostaram muito da minha companhia.

— O quê? Claro que não. — Ainda nos braços de Jungkook, Jimin virou e o abraçou, deixando o maior surpreso. — Obrigado por ter vindo me buscar, mas não quero ir embora ainda, podemos andar um pouco?

O alfa assentiu segurando a mão menor, puxando-o para fora da loja. Embora estivesse cansado e seus pés doessem, Jimin queria caminhar um pouco e conhecer mais do mundo que foi praticamente privado após a gravidez. Quando mais novo, lembrava de correr pelos parques com sua irmã e irmão, seus pais sentavam-se nos bancos da praça e não soltavam o celular para nada.

Os filhos notavam o resfriamento do casamento, pois eram vistos poucas vezes juntos e também pouco contato íntimo era posto na relação. Como se vivessem de aparência após a morte da sua tia.

— Você e Jin conversaram? Está tudo bem entre vocês? — Foi como se puxasse um gatilho em seus pensamentos, acordando-o das lembranças dolorosas.

— Oh, sim. — Respondeu triste. — Ele não aceita isso muito bem, acho que ele está inseguro. Jin hyung sempre cuidou de mim, talvez ele me veja como filho e queira me esconder das maldades do mundo.

O alfa parou de andar, assumindo uma expressão séria, mesmo que fosse por diversão.

— Eu sou a maldade que o mundo trás? — Indagou sério. No entanto, queria poder berrar de tanto rir pela feição desesperada do outro.

— Não! Eu não quis dizer isso! Omo!

— Tudo bem, eu estou brincando. — Jeon riu quando o ômega bateu-lhe no peito e virou-se andando na frente.

Caminhando atrás de Jimin, Jungkook percebeu algumas pessoas tirando fotos e dois fotógrafos escondidos na coluna do elevador.

Apressou os passos e agarrou o rosado por trás, trazendo as costas dele para seu peito, arrancando um gritinho surpreso do ômega. Beijou calmamente a bochecha rubra, enquanto andavam de forma atrapalhada por causa do abraço.

— O que está fazendo, Jeon? — Indagou confuso pelo comportamento estranho do moreno, não que estivesse reclamando. Os abraços de Jungkook eram quentes e aconchegantes, além de deixar Jinyoung quietinho e vez ou outra chutando a mão do alfa.

— Tem dois fotógrafos atrás da gente. Vamos sair pelo outro lado e tentar desviar deles até chegarmos no estacionamento. Vem! — Disse Jeon, olhando para os lados para enfim fugir dos flashes que irritavam seus olhos. Jimin, por outro lado, abaixou o rosto tentando escondê-lo das luzes irritantes. O alfa entrou em uma pequena multidão que se formava na fila do cinema, distraindo os fotógrafos. Ele o guiou para a saída do shopping e, com os vidros fechados, deu partida no carro antes que outras pessoas resolvessem aparecer.

— Você está bem? — Ele perguntou olhando para a estrada.

Jimin não se sentia bem. Seus olhos pareciam pesar toneladas, seu corpo estava cansado, seus pés agora latejavam por conta das dores e suas veias das pernas pareciam inchar ainda mais. Deitou a cabeça para o lado e encarou a imagem do moreno, que possuía uma feição preocupada ao vê-lo quase apagando ali.

— Estou bem, mas andar muito me deu sono. — Mentiu, já fechando os olhos quando teve a atenção do alfa em si. — Não se importa se eu dormir um pouquinho? Quando chegarmos em casa você pode me acordar.

— Não se preocupe, anjo, eu farei questão de carregá-lo para nossa casa. — Jungkook deixou um pequeno sorriso escapar quando reparou a respiração do ômega ficar mais calma e seu corpo ficar mais relaxado.

O caminho foi rápido para o azar de Jungkook, que estava adorando sentir o cheirinho do ômega, que já tomava conta do carro. Ao parar em frente a sua casa, saiu do carro e pediu para que o porteiro avisasse a Song que eles já tinham chegado e que ela deixasse a porta aberta.

Deu a volta e com um pouco de dificuldades pegou Jimin nos braços, aconchegando-o em seu peito para levá-lo para dentro do elevador, enquanto o porteiro guardava seu carro. Ao entrar na casa, Jeon viu o olhos preocupados de Song, que vinha em sua direção.

— Ele só está dormindo. — Disse, antes que a senhora se preocupasse ainda mais. Pôde ouvir um suspiro aliviado dela quando a mesma fechou a porta. — Vou colocá-lo no quarto.

Com cuidado e a ajuda de Song, Jungkook entrou no quarto e depositou o corpinho adormecido na cama.

— O senhor quer alguma coisa para o jantar? — A senhora perguntou ao ver o chefe indo em direção ao próprio quarto. Ainda que ele não dissesse, a mais velha notou o quão feliz ele estava por Jimin estar morando ali. A casa era sempre vazia e sem ânimo, o alfa passava muitas horas fora e por isso a mulher também sentia-se solitária.

O Park foi como uma estrela caída do céu, trazendo consigo a luz e a felicidade para o alfa tão fechado, pois era difícil até para o próprio Jeon negar a felicidade que começou a brotar em seu peito desde que aquele ômega passou a morar em sua casa.

— Não, ajumma, pode ir dormir. O Jiminnie não vai acordar tão cedo, ele passou horas andando no shopping. Eu vou tomar um café no meu escritório, não precisa se preocupar.

Ele entrou no quarto e minutos depois dirigiu-se para o escritório, trancando-se lá. Song queria muito dizer que não estava tão preocupada com ele, e sim com Jimin, que mais cedo havia reclamado de dores nos pés.

[...]

Já era madrugada quando o alfa cansado e sonolento saiu do escritório e percorreu os corredores até seu quarto, mas antes que entrasse no mesmo, ouviu novamente gemidos de dores. Jimin.

Foi até o quarto do baixinho para ver se tudo estava bem, mas, ao entrar no local, viu-o ainda deitado na cama com uma das mãos na barriga. Ele choramingava, resmungando para que o filhote parasse de se mexer, seus olhos estavam fechados, o que provavelmente indicava que estivesse dormindo.

Jeon aproximou-se sorrateiramente, sentando na cama e acariciando a barriga do ômega. Jinyoung se mexia como se estivesse sentindo o frio do pai, que tinha sua pele fria e pelos arrepiados. Tentando não acordá-lo, o alfa deitou de lado para que pudesse abraçar o ômega e esquentá-lo. Deixou sua mão em cima do volume onde o bebê chutava. Aos poucos, pôde sentir que com o seu calor, o Young havia se acalmado e Jimin não sentia tanto frio.

Embora lutasse contra o sono, foi impossível não adormecer na cama do ômega, esquentando ele e o filhote, sentindo como ambos apreciavam seu calor de alfa.


Notas Finais


Opaa, venham aqui rapinho. Teve uma ou outra pessoa que ficou chateada (?) por ainda não surgir algo a mais de jikook, por tanto vim aqui falar sobre isso. Por mais que o JK seja muito carinhoso com o Jimin, eles ainda NÃO se amam, ainda estão na fase (opa, vamos ser amigos?), eles ainda estão se conhecendo ok? Mais para frente é que vamos ver esse desenvolver bebês <3
Esse é meu perfil no Wattpad: https://www.wattpad.com/user/Chimminiez
AAAA E OBRIGADO A TODOS QUE ME RECOMENDARAM ANIMES, tô amando assistir alguns ksjdk
Obrigada todos que sempre comentam, isso ajuda muito em saber se estão gostando <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...