História Patient Zero - Capítulo 57


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Categorias The Walking Dead
Personagens Aaron, Abraham Ford, Beth Greene, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Enid, Eugene Porter, Glenn Rhee, Hershel Greene, Jessie Anderson, Lori Grimes, Maggie Greene, Merle Dixon, Michonne, Morgan Jones, Negan, O Governador, Paul "Jesus" Monroe, Personagens Originais, Rick Grimes, Sasha
Tags Ação, Aventura, Daryl Dixon, Rick Grimes, Twd, Violencia
Visualizações 421
Palavras 1.525
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Capítulo pequeno hoje porém com tensão psicoligica! Perdão amores! Estou em provas e trabalhos da faculdade, tenho que terminar de projetar um Centro Cultural até o fim de semana, então está bastante complicado!


CAPA DO CAPÍTULO: ELIZABETH E RICHARD BAKER

Espero que gostem e MUITO, MUITO, MUITO OBRIGADA PELOS 352 FAVORITOS!!!

Capítulo 57 - Jogos Mentais


Fanfic / Fanfiction Patient Zero - Capítulo 57 - Jogos Mentais

Santuário, Virgínia — 2016.

 

— Fraco! Ridículo! Covarde! — Pandora cuspiu as palavras todas de uma vez no rosto do homem. — É isso o que você é Eugene Poter.

Negan havia visto a capacidade de Eugene, não apenas Pandora que nos dias antigos gostava de adula-lo e chama-lo de inteligente e competente. Ela sempre achou que Alexandria precisava de uma mente assim, engenhosa. E Negan, surpreendendo tanto Pandora quanto Eugene seguia a mesma linha de pensamento que a mulher, comprovando que eles era mais parecidos do que ela gostaria de admitir.

Ao contrário do que Eugene pensava, o líder dos salvadores não havia o torturado incansavelmente a troco de informações a respeito de Rick ou Alexandria. Negan apenas o ofertara um trabalho, de alto escalão por assim dizer, no Santuário. Cheio de benefícios e proteção, o oportunista que era Eugene não hesitou um segundo em dizer “Eu sou Negan”.

— Eu achei que você era meu amigo. — Pandora sibilou. — Rick achou. Todos de Alexandria confiavam em você. — ela disse, andando de lá para cá no quarto que fora cedido a Eugene, enquanto o homem estava em um canto, encolhido e segurando um pote de picles em conserva. — Você viu como ele matou Spencer, Olívia, Glenn, seu melhor amigo, Abraham! Como pôde dizer sim a ele?

Eugene a encarou de cima a baixo. Pandora não podia culpa-lo por isso, já que ela própria parecia uma das esposas dondocas de Negan. Usava um vestido preto e justo que delineava o corpo com maestria e atraia olhares indiscretos, saltos, maquiagem e anéis. Não gostava disso, apenas usava pelas exigências de Negan.

— Se soubesse como é viver não sendo imune e não sendo uma guerreira não estaria dizendo isso. — Eugene resmungou. — Me chame de covarde. Sou um, realmente, porém sei usar meu cérebro como vantagem. Rick sabe cuidar de si mesmo, assim como Daryl que já fugiu. Não faz mal, eu não faço a diferença. Não importa agora, quando não se tem escolha, aposto que faria a mesma coisa. Eu também gosto deles de Alexandria, mas...

Pandora não se conteve em ir em direção a Eugene e o agarrar pela jaqueta abruptamente, o arremessando contra a parede. Eugene se encolheu, tremendo de medo e olhando para baixo, evitando fazer contato visual com a mulher a sua frente.

— Você é ridículo. Você não faz ideia do que é amar alguém e ter uma família, mesmo sendo eu a quem viveu em um laboratório. Eu não faria a mesma coisa, eu não fiz, Daryl não fez. — ela disse, entredentes. — Daryl passou semanas sendo torturado aqui, comendo a merda de comida de cachorro, porém não disse nada a Negan, não disse sim a ele. Eu me deixei ser violada por ele para que Rick pudesse ser avisado de alguma forma, para que ele não fosse ferido. — Pandora rosnou. — Você sabe por que Eugene? Por que eu amo ele, eu amava Glenn, Maggie, Carl, Judy, Abraham, Olívia... até você.

Eugene arregalou os olhos, finalmente a encarando nos grandes e profundos olho azuis da mulher. Estremeceu mais uma vez e deixou com que algumas lágrimas escorressem por seu rosto.

— Mas não agora. — Pandora sussurrou. — Eu não sinto nem mais uma leve consideração por você. Agora eu apenas sinto nojo de você.

***

Negan a olhou novamente sorrindo. Estendeu o copo meio cheio de whisky para Pandora, sabendo, por experiência, que essa era uma das únicas coisas que a fazia ficar menos arisca. Se sentou ao lado da mulher, enquanto a observava lentamente dos pés à cabeça. Ela a lembrava vagamente alguém de seu passado, os mesmos olhos, os mesmos cabelos negros e selvagens. Apenas parecia uma versão mais nova de sua amada Lucille.

Pandora ergueu o rosto, passando os olhos lentamente para aquela arma do homem. Se lembrava claramente de ter lido algo, em suas anotações do CDC de Nova Iorque. Era algo inacreditável, sobre sua família antiga, quando era uma adolescente dos anos 60 e ainda se chamada Elizabeth. Ela possuía um irmão... Richard.

— Vou começar sendo curto e grosso. — Negan disse. — Você me desafiou naquela merda de comunidade e eu me irritei pra caralho. Arat matou aquela gorda, mas ainda não saciou Lucille. Não quando Daryl e minha querida sub-esposa, Sherry fugiram sob o meu nariz. — o homem balançou Lucille de uma lado para o outro tentando parecer calmo, porém logo perdeu a linha e bateu o taco contra a mesa de centro que estava entre os dois. — Estou me esforçando para não ir para sua comunidade e matar Rick a pauladas. O que me diz sobre isso?

Pandora o olhou, lentamente.

— Você teve filhos, Negan? — ela perguntou repentinamente, fazendo com que ele ficasse desconcertado.

O homem revirou os olhos, a olhando entediado.

— O que está insinuando? Está grávida dessa vez? — ele perguntou, venenosamente.

Pandora revirou os olhos, soltando uma risada nasalada. Aquilo fora um não, ela tinha certeza. Era um pensamento triste, não ter alguém para continuar sua linhagem, seu sangue. Porém agora, olhando para aquele homem, sabia que seria bem melhor um não do que um sim vindo dele.

— Eu tive um irmão. — ela disse. — Richard, era o que constava na árvore genealógica da minha família que estava no meio dos arquivos do CDC. Lá também constava que Elizabeth e ele eram próximos, e ele era três anos mais velho, cursava medicina e... bem. Não é muito difícil deduzir que ele era o preferido.

Pandora apoiou uma mão sobre o encosto da poltrona o encarando.

— É estranho constatar que eu estive todas essas semanas aqui com você tentando pensar sobre isso. Primeiramente eu pensei estar louca, mas quando vi que as peças se encaixavam...

Negan trincou os dentes, semicerrando os olhos e erguendo Lucille, enquanto a encostava em seu próprio rosto delicadamente, inspirando profundamente enquanto parecia se controlar para não fazer algo.

— Lucille, me dê forças. — ele sussurrou de olhos fechados, agarrando-se ao taco.

Pandora sorriu venenosamente e pulou a mesa de centro que separava os dois sofás, sentando ao lado de Negan e puxando o taco do rosto dele o mais delicadamente que se obrigava a ser com ele. Negan a encarou, e uma onda de vertigem o invadiu ao olha-la nos olhos. Nunca havia feito aquilo, não tão diretamente.

— Richard Baker, nascido em 1940. Tinha 22 anos quando sua irmãzinha querida morreu com um tiro no coração ao reagir a um assalto a mão armada em Atlanta. Por esse motivo se mudou para Washington dois anos depois e se casou em 1969 com Anna Collins. — Pandora disse, suavemente. — Você sabia que ao longo de 50 anos o governo americano têm vigiado a família de Elizabeth, tentando descobrir se as pessoas do mesmo sangue que ela possuíam o mesmo tipo de “dom”? — ela debochou.

Negan estreitou os olhos. Se lembrava bem do dia em como havia sido fraco. O jeito que a mulher falava naquele momento o desestabilizava de uma maneira que não queria que esse como retornasse.

— Aonde está querendo chegar com isso? — ele perguntou entredentes.

Pandora o encarou.

— Em 1972 eles tiveram uma criança. — ela disse. — Uma menina, mais especificadamente. — Pandora quase sorriu ao ver o olhar do homem. — Em 2010 essa filha morreu aos 38 anos em Washington por causa de um câncer. Richard cuidou dela até o fim, sendo seu médico, apesar de que ela foi casada também.  

Negan arregalou os olhos, se recostando ao sofá como se quisesse, pudesse afundar no tecido de veludo roxo. Pandora suspirou, remexendo no taco de beisebol que havia caído um pouco para seu colo.

— Negan, você era casado? Antes de tudo? Antes de possuir esse harém? — Pandora perguntou a ele suavemente, quase insinuante.

Negan a olhou, parecia um pouco aterrorizado e havia perdido a cor do rosto. Se agarrava tanto ao taco de beisebol que os nós de seus dedos chegavam a ficar brancos pela força que colocava contra a madeira. Pandora nunca o havia visto assim, o máximo que vira de Negan fora raiva e deboche, mas não o terror que presenciava agora.

— Seus olhos... — ele murmurou. Pandora o olhou como se perguntasse mais uma vez. — Sim.

Pandora ergueu uma sobrancelha e deu uma batidinha sobre o joelho de Negan. Sabia que aquela reação vinda do homem era importante. Era uma quebra emocional e psicológica que estava fazendo ali, muito mais bem sucedida do que pensava que podia. Ela não brincara com ele quando dissera naquele furgão, Negan estava fodido.

Não se importava se estivesse brincando com as verdades sobre seu passado ou o dele. Elas eram de fato verdades. Porém não se importaria em usa-las para desestabilizar Negan. Ela havia aprendido com ele. Manipulação era fundamental, e seu professor fora um dos melhores. Iria ajudar Alexandria de uma forma ou outra. Iria se encontrar com Daryl no local combinado de uma forma ou outra.

— Como era o nome dela, Negan? — ela perguntou, assustadoramente calma. — O nome de solteira de sua esposa?

Negan engoliu em seco. Já não existia mais sorriso, não existia mais aquela pose que ele sempre fazia quando estava na frente dos outros. Não queria ser fraco, não era fraco, não era covarde, não era... ele repetia mentalmente para si mesmo. Sem sucesso.

— Lucille Elizabeth Baker. — ele sussurrou. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Comentem e favoritem!
Até o próximo! Que vai ter ação, garanto!
- Duda.


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