História Paula e Paul - Capítulo 1


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Categorias Saga Crepúsculo
Personagens Paul Lahote, Personagens Originais
Tags Quileute, Sagacrepusculo
Visualizações 9
Palavras 3.276
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, LGBT, Lírica, Magia, Mistério, Misticismo, Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Meus capítulos são bastantes longos por isso vou demorar um pouco para postar.
O que eu posso falar e o seguinte, essa é a minha primeira e qualquer opinião eu quero á baixo.

Capítulo 1 - 1 - Começo nada bom


Fanfic / Fanfiction Paula e Paul - Capítulo 1 - 1 - Começo nada bom

MINHA AMIGA ME LEVOU ATÉ O AEROPORTO, A ÚNICA QUE ARRUMEI ATÉ HOJE. Em cima da moto, tentei aproveitar todo o sol que ainda tinha direito. Não estava fazendo tanto sol, só o suficiente para contestar a minha decisão de partir. O Espirito Santo, sempre será o meu lar, o único lugar que um dia eu me encaixei. Com nuvens vastas e o céu num azul celestial. Eu estava com o meu vestido predileto – Com mangas enormes, desenhos de rosas vermelhas espalhadas sobre sua extensão e com ilhoses; Sempre o vesti por que toda vez que eu o vestia, sempre parecia que tinha um ar de vida...

Na península Olympic, noroeste do estado de Washington, existe um pedaço de merda que vive constantemente debaixo de chuva. Forks, cidade chata pra caralho. Não tem nada de bom, ainda por cima parece um asilo por que só vi velho todos os dias que fiquei com meu pai. Na minha adolescência, essa merda de lugar foi um pesadelo. Sempre fui à piada do bairro por causa do meu antigo aparelho e minhas espinhas horríveis. Infelizmente, tive que conviver com essa parte quando ia visitar meu querido pai Charles Swan.

Era na casa do meu pai que iria me hospedar por um tempo – Atitude que não gostava, até por que sempre odiei ficar numa casa que de certo modo não me pertencia.

Ao contrário, eu adorava o Espirito Santo. Claro, sempre foi uma cidade muito feia, só que foda-se. Sempre amei as coisas que aconteceram lá, guardo lembranças até hoje.

– Paula – Disse minha amiga Amanda, já contei umas quatro vezes que ela repetiu o meu nome e eu simplesmente ignorei ––, Ficou doida, piranha? Tu não precisa ir não, mulher.

Minha amiga tinha um grande defeito, ela é e sempre será bastante insistente. Digo a mesma coisa várias vezes e ela sempre insiste no contrário. Ela é loira, bastante bonita, só ela e burra. TADINHA. Respirei pesadamente antes de virar a cabeça lentamente em direção àquela voz que agora soava bastante irritada. Eu não queria ir embora, só que esse lugar não dava mais para mim. Com 16 anos, eu não tinha conquistado basicamente nada, e nem conquistaria. O Brasil virou uma bagunça e achei melhor sair antes que o navio afunde. Claro, sentiria falta da presença da minha amiga, só que infelizmente não tinha mais jeito. 

– Eu estou toda fudida, Amanda. Tá todo mundo sem emprego, eu estou indo pra lá pra conseguir melhores oportunidades, sabe? Se tu fosse menos burra, tu iria comigo – Disse com tom de humor na voz. Sempre fui humorada com ela. Só com ela, na maioria das vezes tinha dificuldade para falar.

– Diz pra aquele seu pai gostoso que já já vou passar uma semana na casa dele.

– Meu pai não gosta de carne de piranha, sua escrota – Disse fingindo um afronte. Agíamos assim sempre, quase ninguém entendia nada.

– Menina, prometo que vou ver o negócio aqui do meu visto e vou lá dá um beijo em você – Disse ela – Só que tu sabe que seria melhor se a gente ficasse por aqui... Só que tu tá querendo bancar a porra louca.

Ela estava mentindo, eu sabia. Até por que ela não gostava do Espirito Santo. Acho que só queria fazer drama mesmo, essa fudida.

– Não precisa de nada disso – Insisti. – Estou certa naquilo que estou fazendo, mana. Relaxa e pare de drama, tu sabe que tem um lugar especial no meu coração.

– Eu sei... – Disse, limpando os olhos marejados – Eu só não entendi por que tá fazendo isso agora.

– Cara, já conversamos. Já te expliquei a mesma coisa várias vezes e tu continua assim. Depois a gente conversar, eu juro. Te amo, viu? Olha o avião.

Ela me abraçou com forçar, quase trepando em cima de mim. E depois, finalmente entrei naquela bosta de avião.

Eu não sei quantas horas fiquei no avião. Só que acho que morei lá dentro por que foi uma viagem bem longa. Passei por várias cidades do Brasil que nem sabia que existia. Eu não sei que horas vou sair daqui e muito menos que horas vou chegar à cidade, acho que o jeito e pegar um Rivotril e dormir. Voar não me incomodava tanto, acho que me incomodava de verdade e saber que um Charlie preocupado me esperava.

Meu pai foi extremamente gentil com aquela situação. Na verdade, ele aceitou de primeira. Quando dei por mim, ele já me ligou avisando que já tinha me matriculado numa escola e tudo, achei muito massa.

Claro, é muito estranho ir morar com ele, ainda mais com a minha irmã songa monga. Eu não vou mentir, eu não tinha tanto contato com a minha irmã. E o contato que eu tinha, eu queria dister. Porra de menina chata demais, nunca aguentei nem ela e nem a mãe putona dela.

Depois daquela merda toda de viagem, quando pausei no aeroporto de Port Angeles, parecia que ia cair granizo do céu de tanta chuva que estava caindo daquela desgraça. – Eu não estava chateada, gostava de frio, só não gostava de chuva.

Meu pai me aguardava na radiopatrulha dele. Claro, eu entendia que ele era chefe de policia e tudo. Só que andar de viatura por ai é foda. Bicho podia comprar um carro ou sei lá, só que acho que ele achava legal ser feio.

Charlie caminhou até mim sorrindo, quando me deu um abraço desajeitado, tive que sorrir com os modos dele.

– Como é bom ver você, Paulinha – Disse ele, me abraçando de lado e caminhando junto comigo. – Tu continua a mesma tampinha. Como vai sua avó?

– Minha avó tá bem. Olha só, pode me chamar de tampinha, só que sou mais forte que você. – Minha irmã tinha a mania de chamar meu pai pelo nome, eu acho isso pecado. Cresci sempre na igreja e minha avó nunca me permitiu tratá-lo assim.

Eu tinha poucas malas. Vendi a maioria das minhas roupas, eram super curtas para esse frio dos caralhos.

Apesar de não usar muita roupa curta por causa do meu corpo, sempre usei várias em casa. Minhas roupas de frio couberam muito bem no porta malas da viatura.

– Eu achei um carro bom pra você, bem barato – Disse ele antes de dar a partida no carro.

– Nossa, decepcionada estou. Achei que ia andar direto nessa maquina que tu chama de viatura – Disse ironicamente, de um jeito brincalhão que o fez sorrir.

– Deixa de ser chata, ele é quase igual da sua irmã.

– Da minha irmã? Aquela praga tá aqui? – Disse franzindo a testa, irritada.

– Já pedi pra não falar assim da sua irmã, Paula. E sim, ela tá aqui.

– Quando achou que deveria me contar, amado?

– Quando chegasse aqui. Ia te contar antes pra tu desistir?

– Ce e maquiavélico mesmo, em.

– Sou demais, Paula – Disse rindo abertamente.

– Caralho. Ce é foda, em.

– Olha o linguajar, Paula. Se eu te ouvir falando assim de novo, vai rolar tapão na boca.

– Hmmmmmm – Suspirei, olhando para o lado.

Não posso negar a paisagem desse lugar sempre foi linda. Era verde demais, uma qualidade que apreciava bastante. Cheio de arvores enormes parecia que tinha batido a cabeça e ido pra roça.

Essa parte eu achei lindo – Só isso conseguiu me encantar desse lugar.

Finalmente chegamos á casa de Charlie. Ele sempre morou naquela casa de mais de cinco cômodos. Eram tantos cômodos que sempre ralava pra limpar – As casas do Brasil sempre são simples, de aproximadamente seis cômodos ou mais.

Nada mudou desde minha adolescência. A pintura da casa continuava a mesma, como o gramado e a grande varanda da frente. Sempre tive boas lembranças dentro daquele lugar... O que não se encaixava era aquela picape velha na porta. Puta merda, juro que vi igual no filme Pânico da Floresta. HAHAHA.

– Se a minha picape for igual a essa, já pode devolver, viu? – Cuspir com os olhos arregalados de susto.

– Qual problema do carro – Disse confuso – Ele é feio, só que é bastante forte, pequena.

– Esse carro parece àqueles carros de estuprador, sabe? Que pega a criança e joga no carro. E ainda pior, por que eu quero um carro com um espaço sendo que estou pretendendo nem sair de casa nesse frio?

– A Bella gostou.

– A Bella tem probleminha.

– Tá – Disse ele, saindo de dentro do carro e pegando as duas primeiras malas.

Andando em direção á casa, fiquei atenta aos detalhes de tudo. Só bastou duas viagens para levar todas para baixo. Sim, para baixo. Desde que vim morar com meu pai, escolhi o sótão como quarto. Meu pai antes de se apossar do sótão, ele reformou tudo e deixou tudo maravilhoso. O piso de madeira, as paredes bem negras, o teto liso numa cor branca –– Eu escolhi tudo lá, fazia parte da minha adolescência. Quase nunca fiquei com Charlie, só que quando fiquei ele tratou de proporcionar bons momentos. Charlie trocou pequenas coisas, como a capa e as roupas de capa. As outras coisas estavam do mesmo jeito de sempre.

Só havia um banheiro, eu não ligo de dividir. Só que minha linda irmã branquela, sempre foi bastante enjoada.

Meu pai e eu, somos bastante iguais. Ele não fica rondando ninguém e nem eu. Só que nossos motivos são diferentes, ele não ronda por que é tímido, eu não rondo por que não gosto de gente mesmo.

Sentei-me na cama para desfazer as malas preguiçosamente. Se eu pudesse, eu deixava na mala. Minha preguiça era tanta que queria evitar a todo custo à fadiga. É, não tem volta. Eu tenho que ficar lá, eu não queria vir, só que ninguém sabe da grande necessidade disso. A verdade é que mentir pra todo mundo, mas, enfim... Passado.

Fiquei animada de vir pra cá estudar, lá no Brasil a educação é escarçar. Eu amo aprender, só que aqueles anos de escola, conseguiram me mudar... inegavelmente... Só que pra pior. Ninguém nunca soube, e para mim, nunca saberão. Pretendo enterrar essas lembranças dentro do meu coração, como fiz com todo o resto. Fiquei poucos anos na escola para me arrepender de ter vivido lá. Odiava o prédio, não odiava os estudos.

A La push High School tinha um total de 300  – Agora estou naquela merda – Alunos; Em Vitoria, tinha mais de 400 só no meu ano, mas, eu adorava o povo da minha escola. Eram todos feios e pobres isso de um jeito louco, me abraça bastante. O ruim aqui e lá e que terei que conquistar o meu próprio espaço, até por que aqui todo mundo cresceu junto, e odiariam uma intrusa – Tremi só de pensar.

Eu nunca me enturmei na minha antiga escola, e nem quero me enturmar nessa. Lá e aqui, serei uma sombra. E bom quando ninguém nota a sua presença em lugar nem um, aprendi isso quando virei alvo de algumas gozações. Ninguém zoa aquilo que não vê.

Talvez, se eu fosse bonita, eu não teria essa atitude e conseguira me enturmar. Quando se pensa numa brasileira, sempre se pensa numa mulher alta e esbelta, de corpo violão perfeito. Fisicamente, eu não me encaixo lá. Eu devia ser tudo isso, eu devia ser gostoso, devia ser bonita, loira – Tipo, jogadora de vôlei ou líder de torcida, talvez ––, tudo compatível com quem mora na terra da beleza.

Em vez disso, apesar do sol que ocupa o céu boa parte do ano. Eu tinha uma pele negra clara.  Não tinha os olhos chocolates como os da minha irmã e tem o cabelo liso como de meu pai. Sempre fui magra, bem molenga. Apesar disso, não deixei de herdar as estrias da minha mãe. Sim, eu tinha estrias. Tinha estrias nas pernas e bunda, sem mencionar os defeitos do meu corpo – Nunca entendi por que, então deduzi que era algo genético... E não por causa do problema...

Quando terminei de guardar um pouco de roupa, deduzi que seria mais fácil jogar tudo dentro do armário. Dramaticamente, eu deitei em cima da minha cama, fechando levemente os olhos para relaxar um pouco.

Acordei preguiçosamente, depois de algum tempo, meditando um pouco, optei por um banho relaxante. Peguei meu nécessaire e fui em direção ao único banheiro que tinha na casa para me lavar, eu era tão porca que dormir sem tomar banho.

Ao sair do porão, percebi que estava tudo muito escuro. Olhei para fora e vi que já estava noite. Quando chequei o relógio de parede, pude ver que era tarde pra caralho. Marcava 01h00min da madrugada. Ah, quer saber? Ninguém vai ouvir mesmo, era muito tarde, deve que tá geral no ultimo sono.

Subir os degraus da grande escada lentamente. Quando cheguei ao topo, pude ver o pequeno corredor que separava os cômodos da casa. Andei lentamente até o fim do corredor, quando um barulho chamou a minha atenção...

OBS: ESSA PARTE SE PASSA NO LIVRO CREPUSCULO, ONDE EDWARD E BELLA ESTÃO EM SEU MOMENTO INTIMO NO QUARTO.

Parecia o barulho de cama rangendo, quando me aproximei próxima ao quarto que parecia o de Bella. Não pude conter um sorriso. Não acredito que eu tinha fama de sem vergonha na casa e a Bella que tá com macho dentro do quarto dela. Ai, o que eu faço? Vou cair aqui no corredor fingindo demência ou entrar lá é embaçar a transa da minha irmã? KKKKKKKKKKK. Vou entrar.

– Bella, eu cheguei, irmãzinha – Ao abrir a porta, me deparei com uma cena que conseguiu ouriçar todos os meus pelos. Quando abrir a porta, eu percebi um vulto se movendo rapidamente, tão rapidamente que se aquilo não fosse algo que eu sabia, até acharia que era loucura da minha parte. Aquilo que se moveu parecia humano, percebi pelo tom chocolate que tinha na cabeça. Acho que sei quem seria capaz de grande rapidez, não era surpresa pra mim, não depois de Emilly...

– Você me assustou – Disse com uma voz sobressaltada, estava um pouco alarmada, com uma expressão de pânico e levemente tremendo.

– Foi mal, irmãzinha – Disse apontando os dois braços para cima em sinal de rendição.

Apoiei meu corpo no vão da porta e olhei em volta, o quarto da Bella não era mais tão infantil como me lembrava. Ao contrário, estava a cara dela.

– O que foi? – Disse me olhando com curiosidade.

– Nada, só estou vendo como o seu quarto tá diferente. – Passei os olhos em volta de tudo novamente e dei uma leve suspirada.

– Sério que não foi me receber Bella?

– Não, né. Você nunca gostou de formalidades.

– Garota esperta – Sorri – Sabe do que não gosto também?

– Do que? – Disse levantando a sobrancelha.

– De me sentir vigiada, sabe? Nada contra o seu namorico, só que seu namorado tem que respeitar a minha noite de sono.

– Não entendo que você tá falaaaando – Disse ela devagar, como se quisesse me desencorajar.

– Sabe sim. Estou falando do seu namorado que deve tá escondido em algum lugar dentro desse quarto – Murmurei apontando o dedo indicador para todos os lados.

– Não tenho namorado. Você só pode ter bebido um pouco demais – Disse ela de maneira engraçada.

– Tu que deve ter enchido o rabo de bebida, para trazer um vampiro para dentro de casa. Nada contra, só que acho uma loucura isso.

O sorriso que brincava nos lábios de Bella de repente se murchou. Ela abriu os lábios levemente e me olhou com uma expressão de pânico. Como se tivesse levado um grande susto, ela me olhou dentro dos olhos com uma expressão de curiosidade. Bem lentamente, o olhar dela foi subindo e se estalou na parede á minhas costas. Acompanhei o olhar dela lentamente, e me virei, assim pude comtemplar um homem branco, de altura mediana e com os olhos de um amarelo celestial. O cabelo cobre a expressão dura e as roupas extremamente formais, me deu a pista para quem estava na minha frente. Só podia ser um Cullen. Acho que as lendas dos antigos Quileutes deixaram de ser um mito para se tornar algo absurdamente real.

– Como sabe disso? – Disse com uma voz de sinos que encantaria qualquer humano normal. Porém, como eu não sou normal, achei uma porra.

– Digamos que um indiozinho me contou – Afirmei de modo irônico, caminhando lentamente para a saída. Parei na porta e olhei para os dois.

– Não me importa sobre o que tá rolando aqui, o que importa de verdade é que quero ter uma noite de sono tranquila e pela manhã, Bella... – Disse olhando com preguiça – Vamos conversar sobre seus namoricos.

Bati a porta de uma vez e sair em direção ao banheiro. Eu sei que era pra sentir medo ou algo assim, só que não consigo ter.  Acho que depois que tive a experiência com Sam e Emilly, eu não consigo mais ter. 

Chegando à porta do banheiro, me lembrei vagamente sobre a conversar que ouvir entre os conselheiros do bando. Os sentidos de lobo e tudo que um frio tinha capacidade de fazer. Como olfato, visão e audição. Com a mão na maçaneta, virei a cabeça para o lado esquerdo e disse sarcasticamente.

– Sabe, frio. Eu até fiquei surpresa sobre tudo isso. Eu não esperava te achar aqui na minha casa e em lugar nem um. Eu sei que você tá surpreso e sei que não entende como eu sei sobre tudo isso. Só que sei... Sei que é um vampiro, sei que existem vampiros e sei que existem lobos. Aprendi tudo isso com as tribos quileutes. Agora, temos duas opções, a primeira: Você pode contar tudo pra ela ou simplesmente engolir a minha resposta. Só isso, boa noite.

Entrei dentro do banheiro com passos leves, me despi lentamente e caminhei até o Box do banheiro. Esfreguei os cabelos com o shampoo da Bella e usei um condicionador chocolate perfumado. Inclinei a cabeça e tombei-a na parede fria e expirei o perfume doce do condicionador – Será que eu estava completamente errada? Será que ele nos mataria? Não faz sentido, se fosse matar a gente, não estaria quase transando com a minha irmã no quarto. Não faz nem um sentido, reconheço que os vampiros tem sede de sangue, só que reconheço que pela experiência que tive, os lobos também são monstros. Ver a minha antiga amiga daquele estado, no chão, com o rosto esfolado e cheio de hematomas me deu uma boa prova disso.

Sai do Box lentamente com um passo de cada vez, peguei a toalha e comecei enxugar os meus cabelos cacheados. Com outra toalha, comecei enxugar o meu corpo lentamente – Droga, como eu queria ter um corpo lindo, como de qualquer adolescente da minha idade. Pernas longas e lisas e não essas pernas cheias de estrias ou esse corpo extremamente magro.

Olhei meu rosto no espelho, enquanto penteava o cabelo úmido e muito embaraçado. Talvez seja o lugar que é mais frio, só que meu cabelo parecia pior do que já estava. Claro que ele acentuava o meu rosto e a minha pele chocolate. Quando meu cabelo extremamente armado ficava solto, dava uma vida para a pele que mesmo brilhosa parecia morta.

Eu não podia mentir para mim mesma, eu não poderia. Não sei como vou encarar aquela escola amanhã. Eu nunca tive sorte com escolas, eu todas que eu estudei, nunca gostaram de mim. Sempre fui motivo de piada ou escarnio pelos meus colegas. Eu nunca entendi bem o porquê disso tudo, eu não sei é pela minha falta de beleza ou simpatia. Só que a verdade é que nunca conseguir me relacionar bem com as pessoas da minha idade... Bom, idade nem uma. Toda vez que pelo menos tento chegar perto de alguma pessoa, o meu celebro para e não consigo falar nada que preste... Só que isso é bom, não é? Ninguém ia querer estar na companhia de uma ASSASINA.


Notas Finais


Bom é isso, logo depois eu vou fazer as capas tudo certinho.


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