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História Paz caótica de um final de domingo - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Yey, tudo bem? Espero muito que vocês estejam bem e se cuidando direitinho ♥️

E vamos de mais um presentinho, para o meu bebê @olympianne, coisinha mais preciosa e que eu amo demais. Essa é minha primeira fanfic de Boku No Hero e foi, de verdade, um desafio para mim escrever por ser algo novo para mim. E EU AMO ESSE SHIPP DEMAIS, sou apaixonada, mas ficava só na leitura, eu nunca consegui me imaginar escrevendo; mas foi uma delícia escrever, o resultado não foi assim um dos que eu mais gostei, mas escrevê-lo foi satisfatório.

Você merece um presente maravilhoso Tati, EU TE AMO ENTENDA, um dia eu te faço um presente melhor, TABO?

boa leitura a todo mundo!

Capítulo 1 - E no fim, ainda é sobre nós dois


— ♡ —


 Se eu era o início do precipício, Katsuki Bakugou era o fim. Eu tinha certeza de que ele era queda, mas nem sempre tive; eu nunca tenho certeza de nada desde o primeiro momento, odeio decisões precipitadas — ao menos quando se tratou de me entregar profundamente a tragédia ambulante que era Bakugou — mas, inferno, também odeio incertezas. Não lembro como começamos, se começamos pelo fim e acabamos por refazer todos os nossos passos de forma mais cuidadosa e lenta, eu sempre tive a impressão de que eu conhecia ele bem demais para que esse nosso amor tenha sido nossa primeira vez; e isso me leva a pensar que começamos pelo fim, nos reconhecendo novamente, buscando profundidade na queda que nós dois já conhecíamos muito bem. Lembro-me da nossa primeira conversa como se fosse ontem, cinco minutos de conversa, e juro, eu já podia passar horas falando sobre aquele belo e trágico desastre, bagunça de sentimentos, emaranhado de palavras — posso ouvir ele falar por horas. Em alguns dias, mesmo que ele falasse muito pouco além de xingamentos rebeldes, eu sentia a nossa conexão mais profunda do que aquele monte Everest enfurecido do seu olhar.


Percebi que ele não passava de caótico em um final de tarde no domingo, quando se colocou de pé, em minha frente, logo na direção do horizonte onde o Sol já se escondia — talvez para não enxergar o colapso que a paz e o caos causam em uníssono; na noite, não podia ver nada (se não começássemos uma fogueira) —, o espectro solar batendo em suas íris castanhas bem clarinhas e pigmentadas, a ponto que chegavam a reluzir vermelho. Olhar naquela íris adornada e que simbolizava chuva de meteoro, fez eu perceber o quão caótico Bakugou era. Seus olhos se suavizaram, ele sibilou feito um pássaro feliz e eu, sem querer, sorri; sorri para o sim, sorri para Bakugou e sorri para o caos, para nossa ligação predestinada desde o início dos tempos. A chuva de meteoros por um minuto parou, ali entre nós dois, Katsuki beijou minhas pálpebras, minhas bochechas e acariciou meus cabelos recém pintados.


 — 'Cê sabe, adoro a cor dos teus olhos. — Encostei a bochecha na palma de sua mão, ele acariciou-me com o polegar. — Adoro o contraste do quente com o frio. 


 Ele pensou por cinco segundos, depois riu, não sei porquê. Apesar da nossa ligação inexplicável, ainda não conseguia desmitificar os pensamentos confusos de dentro daquela cabeça loira.


 — Se bem que, 'cê é bem mais quente do que frio. — Suspirou. — Dane-se, acho que já é mais do que na hora de você saber que seu calor é a melhor coisa que já me aconteceu.


 — E por que você está me falando isso? — questionei, curioso, Katsuki detesta sentimentos que não sejam explosões.


 É isso mesmo, explosões. 


 — Sei lá, é que você causa esse tipo de explosão que não sou acostumado. — Olhou para o sol, desaparecendo nele. — Explosão de sentimentos bons mesmo que fique em silêncio, ou sei lá, você vem com todo esse âmago gentil e quente, e parece que acende foguetes dentro de mim.


 Esperei ele completar com um:

Eu não gosto disso.

 Apenas porque sei que ele detesta se esconder da chuva de meteoros que acontecia durante todos os dias da semana dentro dele. Não entendia isso, nunca entendi. Acho que ele sente a necessidade de provar a si mesmo que seus meteoros não podem destruí-lo. Mas eu sei que destroem, até que no domingo não sobre nada de Katsuki e eu tenha que reconstruí-lo com todos aqueles destroços.


 — E eu gosto disso, gosto demais, que saco. — Observei ele desaparecer no pôr do sol. 


 Sempre foi assim. Não teve um domingo sequer que Katsuki não gostasse de quanto eu o cobria da chuva de meteoros, que só paravam quando ele deitava a cabeça em meu colo e pedia para eu acariciar os cabelos louros e sedosos; que eu expulsasse todos aqueles meteoros com todos os meus foguetes, que cá entre eu e Bakugou, sempre foram muito eficientes. Katsuki não tinha borboletas, não tinha pássaros, não colecionava pedras e quanto menos vagalumes, ele tinha e colecionava meteoros em forma de sentimentos corrosivos que o detonavam durante todos os dias da semana. 


 Então, exausto após a turbulência semanal, no domingo ele chegava, jogava os sapatos no canto da sala e arrastava seus pés pela madeira até meu encontro, deitava em meu colo, eu contornava suas bochechas e depois alisava os cabelos. Katsuki fechava os olhos silencioso, e eu, me contentava com o silêncio sepulcral.  Afinal, era também cansativo vê-lo sobrecarregado, dormindo o dia inteiro, trabalhando cansado, e o sorriso fraco, quase sempre sem humor, mesmo quando eu contava a sua piada favorita. Eu contava os dias até domingo, até especificamente nas suas últimas horas, bem no final, apenas porque queria vê-lo bem e descansado; e domingo, que costumava ser o dia que eu mais detestava, agora era domingo era t u d o que eu precisava, se parecia com o único dia possível para Bakugou ficar inerte entre sussurros à madrugada. 


 — Meu porto seguro e minha paz. — sussurrou contra meus cabelos, estávamos no quarto escuro e eu não podia enxergar seu sorriso. 


 Katsuki afunda o rosto no meu ombro.


 — Você é incrível e extraordinário. — A voz saiu abafada, porque o loiro escondia o rosto no tecido do meu pijama.


 Ele respirou fundo, inalando meu cheiro de sabonete de quem acabou de sair do banho, e eu afundei os dedos nos fios loiros, brincando com as mechas macias.


 É, pensei, eu o amava demais eu tinha certeza. Com o tempo, os meteoros diminuíram, e mesmo assim Katsuki não tinha borboletas ou vagalumes, ele tinha eram foguetes que iam da barriga até o peito, e assim, sempre no domingo, eu tinha certeza de que me amava cada vez mais e que nossa conexão mútua era o que trazia calma a nós dois. Mesmo depois de uma semana estressante e exaustiva no trabalho, Katsuki encontrava o seu porto seguro no silêncio nos meus braços, na paz caótica que só se formava quando eu e ele estávamos no contraste perfeito. As explosões dentro de Katsuki continuaram acontecendo, sempre vão acontecer, mas a previsão para a chuva de meteoros pode acabar; e só vai sobrar os foguetes explodindo no céu da boca de Bakugou.


 E no fim, ainda se trata de nós dois. A paz caótica de um final de domingo cinzento.


 — Eu amo você. — afirmei, sorri de canto, e em silêncio ouvimos meu coração bater. — E você é a melhor coisa que já me aconteceu.


 — É? Então, sempre seus foguetes vão ser sobre nós dois?


 — No fim, qualquer coisa é sobre nós dois, Katsuki.


Notas Finais


ENTÃO?? meu deus tô nervosa demais, primeiro por escrever com esse shipp, nesse fandom, e segundo por ser dedicada a mulher maravilhosa que é a Tati

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E por falar nela, feliz aniversário, Tati, meu dengo. ME PERDOA o atraso para postar sua fanfic, mas queria postar quando você estivesse acordada [que eu sei que é por essa hora]. Mas enfim, parabéns, minha vida. Eu desejo para você muitas felicidades, coisas boas e quero te dizer que você é maravilhosa, e eu sou completamente apaixonada por ti e pela nossa amizade, cheia de amor. Eu me sinto conectada a você de uma maneira que não consigo explicar, desde o primeiro momento, fiquei encantada pelo jeito de falar, pela sua inteligência e doçura, em como você é maravilhosa, e uma pessoa tão admirável. Eu não consigo explicar, foi realmente conexão desde o primeiro momento e eu sou realmente muito grata por ter você; que me enche de amor, de felicidade e de todos os sentimentos bons, sim, você é incrível e é um porto seguro, realmente não sei o que eu fiz para te merecer, mas seja lá o que eu tenha feito, serei grata por isso sempre. Tati você é uma das melhores pessoas que já conheci, me faz feliz com mínimos gestos, e eu, de verdade, amo você demais. Obrigada por estar comigo, por me animar, por ser incrível e maravilhosa, eu te amo muito e quero te levar para sempre comigo. Feliz aniversário meu amor, esse presente foi singelo comparado ao presente que a vida me deu que foi você e todo o seu carinho. Aproveite seu dia! ♥️

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NO MAIS, obrigada por terem lido e por me apoiarem, eu ainda tô meio atrapalhada por ser minha primeira fic de boku no hero, mas é vivendo e aprendendo. Vocês são demais, é isto, amo vocês. Não esqueçam de se cuidar, de descansar e lavarem as mãos! ♥️ Beijão e até mais!


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