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História (Paz)coa - Maito Gai - Capítulo 1


Escrita por: cupcake_cruel

Notas do Autor


E aqui podemos ver uma cadelinha do Gai, eu mesma. Feliz Páscoa atrasada. Eu queria tirar isso das notas do meu telefone então aqui está. Tô vendo que precisa de muita melhora em muitos lugares, mas um dia eu chego lá. Muito obrigada por comparecerem meus consagrados, que a supremacia Gai esteja com vocês.

Capítulo 1 - Capítulo único


Era como uma doença contagiosa a alegria de que emanava daquele homem incomparável. A gargalhada espalhafatosa conseguia preencher toda pequena residência jōnin e desligava meus sentidos, realmente uma melodia inconfundível, assim como tudo em Maito Gai. Adquirimos o costume de nos reunirmos todos os feriados, e nesse domingo de páscoa não poderia ser diferente, não depois de tanto esforço cavando em busca da saída de um ano tão desafiador, que nos exauriu até os ossos. Necessitávamos disso, de momentos simples e especiais, ao lado de pessoas únicas, momentos que quando se tornarem memórias, serão inesquecíveis.

Rock Lee, quase uma versão em miniatura perfeita, dedicava-se diariamente a afirmar sua admiração por aquela criatura tão incrível. Era um menino de ouro, forjado com trabalho duro. Neji por sua vez, possuía uma linguagem do amor oposta à do companheiro, o jovem Hyūga, com seus traços delicados e expressões fortes, carregava uma linguagem particular, que foi aprendida por todos nós através dos anos, ele amava por meio de tempo e de gestos singelos, sempre atento e um perfeito cavalheiro. Tenten, poderia ser descrita como o sinônimo de marcante, bela como uma rosa, e forte como seus espinhos, era o perfeito equilíbrio entre os extremos, aconchegante em suas palavras, mas ainda assim, feroz. Imparcial e assertiva como uma deusa ninja da justiça, mantendo a sanidade em meio ao caos que o time Gai poderia se transformar em um estalar de dedos.

— Acho que meus pupilos gostam mais de você do que de mim. — Pude ouvir seu leve sussurro em minha orelha, enquanto tudo que eu fazia era sorrir. Estávamos quase todos sentados sob o tapete da sala, formando um círculo, como uma família peculiar, nos completando. Lee, estava no meio do círculo e encenava minha falha tentativa de capturar o coelho de páscoa no festival de caça aos ovos de Konoha, horas mais cedo.

Inevitavelmente meus lábios se repuxaram um pouco mais. Ele jamais deixaria de ser distinto, magnífico e o líder favorito da equipe. O nosso Maito Gai, o combustível capaz de fazer a chama da juventude queimar todo santo dia.

— Não seja assim Gai. — O tom de divertimento em minha voz era cristalino como um copo de água. — Os olhinhos deles só brilham quando falam de você, sensei.

Um coro de “eca” com as vozes de Neji e Tenten foi ouvido. E lá estava sua gargalhada novamente, reverberando, supreendentemente nos anestesiando toda a maldade do mundo ao nosso redor, de fato, miraculoso. Suponho que nunca te

agradeci por me transmitir essa paz, talvez eu devesse fazer um grande cartaz, você com certeza adoraria. “Maito Gai me faz ser melhor e mais forte todos os dias” soa como algo de seu agrado. Segurei a sua mão, para levantarmos do tapete fofinho em direção a cozinha, a corrente elétrica fez meus pelos se arrepiarem, você percebeu e sorriu.

Uma vírgula após um ponto final, essa foi a primeira impressão que tive de você, meu ponto de vista carregava uma bagagem de traumas e feridas, e eu só o enxergava como um homem desnecessariamente eufórico, inconvenientemente entusiasmado, de fato com uma força inquestionável, mas ainda assim, extremo demais com seus alunos e imerso em uma realidade própria. — Sorri. — Levou cerca de dois ou três dias para que você transformasse meus pré-julgamentos em poeira. Fascinante como é, não se encaixa no tipo de pessoa a ser completamente entendido, mas sim, é o tipo de pessoa a ser contemplado. Você me fez renascer de dentro para fora, sua inteligência emocional sempre esteve fora da minha compreensão.

A princípio pensei ser um ninjutsu, mas esse não era seu forte. Somados a todos os acontecimentos que me uniram a você, o homem peculiar, desnecessariamente eufórico, inconvenientemente entusiasmado, extremo e imerso em uma realidade própria, na verdade era a representação de tudo o que eu sempre quis ser e receber. Amor puro e real. Em síntese, tu és Maito Gai, a criatura mais extrovertida, sincera, surpreendentemente genuína e verdadeira que eu já conheci, não carrega nenhum medo de ser julgado ou rotulado pois sabe que é incomparável, e é incomparável em sua determinação. Colossalmente fiel a si mesmo, e a beleza nessa sua singularidade e força, é irresistível. Sua essência me motivou ao ponto de me fazer parar de fugir de mim mesma. Obrigada, sublime besta verde de Konoha.

— Hora dos chocolates, crianças. — Minha animação era notável e logo pôde-se ouvir as palminhas de animação de Tenten e de Lee, que correram para frente do balcão, seguidos por um Hyūga de braços cruzados resmungando algo como “ Humpf! Não sou criança”, completamente adorável.

Gai me direcionou a geladeira, as mãos permaneceram entrelaçadas por mais alguns segundos, o calor reconfortante desse momento tomando conta do meu peito. Começamos a retirar as cestas com ovos de chocolates e coloca-las sobre o balcão, poderia jurar que vi realmente os olhos dos pequenos ninjas brilharem.

— Antes de qualquer coisa, eu quero agradecer por me receberem por mais um ano, vocês quatro são muito importantes pra mim. — Deitei minha cabeça sob o ombro musculoso dele e sorri para as crianças. — Dois anos atrás, eu percebi que nada jamais poderia superar o presente que foi te conhecer Gai e... — O som de suas leves

fungadas me interrompeu, assim como Lee, estava com lágrimas nos cantos dos olhos. Não pude deixar de revirar os olhos em divertimento. — Acho que vamos ter que pular para a parte dos chocolates, certo?

— Ah! finalmente sensei — disse Tenten desfazendo a expressão de desanimo ao olhar o drama de Gai. — Eles são como duas onomatopeias humanas. — Completou sussurrando em minha direção. Assim como Neji, o sorriso estampado em meu rosto denunciava o que se passava em minha mente. Eu nunca busquei o amor, mas ele chegou até mim como um radiante borrão verde e abriu meus olhos, e no dia de hoje eu espero que esse amor te pegue de jeito, assim como me pegou, que te prenda, que te faça passar muita vergonha e que te obrigue a fazer centenas de flexões. Ah! e que ele não te solte nunca mais.


Notas Finais


Se ninguém falou eu falo, vocês são perfeitos e feliz páscoa atrasada novamente, vamos lá dar a volta por cima.


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