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História Pé Na Estrada - Capítulo 6


Escrita por: MisterLuffy

Notas do Autor


-Mais um capítulo, espero que gostem dessa crack retardada klsklalkak. Boa leitura!

Capítulo 6 - Capítulo 6: Estrada, Notícias e Um Mentiroso Narigudo.


 Havia convivido com os rapazes somente por dois dias e se tinha algo que portava coerência em dizer, era que aquele grupo de amigos eram totalmente alienados; todavia não sentia-se desagradável com isso. Sempre achava engraçado as brigas entre Zoro e Sanji, o jeito lerdo de Luffy e Law irritando-se com qualquer besteira. De alguma forma, uma sensação a invadia como se participasse daquele bando de fugitivos retardados a anos.

Havia descoberto sobre Portgas D. Ace e mesmo não o conhecendo, também era convicta na missão de encontrá-lo. 

— Então, você ia se casar? — O loiro indagou curiosamente, estava sentado ao lado da azulada que fitava a paisagem proporcionada pela janela da van; tendo a cabeça apoiada no vidro.

— Sim, meu pai, o prefeito, queria que meu futuro marido assumisse a empresa de produção de papel, foi por isso também que eu decidi vir com vocês. Eu cansei de ser garçonete, sempre desgostei aquela cidade pequena e também estava farta da minha família. Na verdade, algo dentro de mim por toda minha vida almejava e desejava viver aventuras. —  Todos ouviam atentamente alguns trechos da história de Vivi, claramente era interessante e não deixavam de ficar satisfeitos pela garota que havia decidido por conta própria estar ali; mesmo sendo engraçado o fato de que eles já foram seus "ameaçadores".

— Deve ser ruim. — O Monkey comentou enfiando o dedo no nariz, passando a observar calmamente a face de seu namorado, tal parecia estar bem atento na pista movimentada no embalo de que dirigia — Me lembra de quando eu conheci o Torao.

— Luffy-yah, não tem nada a ver o cú com as calças. — O de orbes douradas pronunciou-se, fazendo a garota rir.

— Como que vocês se conheceram? — questionou.

No mesmo momento que havia realizado tal pergunta, Sanji observava Zoro dormindo do seu lado esquerdo, o mesmo roncava como de costume e tinha uma linha de baba escorrendo no queixo — se perguntava como que diabos gostava dele. Conquanto estava corando fortemente ao lembrar-se daquela situação calorosa que haviam abordado a dois dias atrás naquele beco; contudo, desde aquele dia se evitavam a qualquer custo. No fundo, queria saber o que aconteceria caso o filho da puta do Luffy não tivesse atrapalhado tudo.

— A história é muuuuito longa! — Realmente de fato era, caso se fosse o garoto do chapéu de palha contando ela; o mesmo tinha a péssima mania de enrolar muito quando tratava-se de contar qualquer coisa.

— Eu era amigo do Ace-yah, uma vez ele pediu para Luffy-yah me entregar um dinheiro que eu estava precisando, pois meu pai bêbado não cuidava das despesas. Daí Luffy-yah ficou interessado logo de cara e desde então vivia se atirando para cima de mim, até que me pediu em namoro. — Claro que havia muito mais farofa nesse angu, todavia Trafalgar conseguiu resumir tudo muito bem. Ainda podia-se lembrar de quando conheceu Ace — através de seu melhor amigo, Marco — e como haviam ficado muito próximos, mesmo que o Portgas fosse uma pessoa extrovertida, retardada e lesada — uma versão melhorada de Luffy. Mas se tinha algo que o moreno maior podia-se orgulhar, era do seu coração, pois não se importava de ajudar os amigos.

E foi com a ajuda de dinheiro que conheceu o Monkey, isso porque Ace não pôde ir por estar doente na faculdade e quando estava distraído, fora abordado por um garoto pequeno, escandaloso, que não tinha nenhum pingo de vergonha na cara e lerdo. Contudo, a sem vergonhice ele puxou com toda certeza do irmão; afinal, aquele garoto era muito descarado e depravado quando queria.

— E você e o Mr.Bushido? — Aquele era um apelido totalmente aleatório que Nefertari havia dado para Zoro. Todos ali na van podiam dizer que a garota era uma pessoa doce, que confiava rapidamente nas pessoas, todavia também demonstrava ser determinada na questão de achar o suposto irmão de Luffy.

— O-O quê? — Sanji gaguejou inerte, ao menos não entendia onde a azulada queria chegar.

— Qual a história de vocês dois?

— A gente não é um casal! — berrou envergonhado empurrado o Roronoa de seu ombro, por sorte o mesmo continuava dormindo por ter um sono extremamente pesado.

— Oh, pensei que namoravam por causa daquele dia no beco.

— Não estávamos fazendo nada demais, só conversamos um pouco. Nada de novo sob o sol!

— Torao, eles estavam conversando com uma língua na outra, né? — As risadas ecoavam pelo veículo, deixando o Vinsmoke sem graça; além de que xingava Luffy mentalmente.

— Nós éramos, quer dizer, somos melhores amigos desde quando me entendo por gente. Acho que eu tinha uns cinco anos quando conheci ele. Sempre tive o costume de ir no parquinho próximo de casa, mas lá eu apanhava muito dos meninos maiores, o idiota do Marimo me protegeu e daí nunca mais nos separamos.

— É bem bonito a história de vocês dois. Ele sabe que você gosta dele? — questionou Vivi, portando seu tom doce e rotineiramente calmo.

— Q-Quê? Quem disse que eu gosto desse cara?! Ele fede, é ignorante, um ogro verde! As damas são bem mais interessantes.

— E mesmo assim você ama ele, Sanji-ya — A coloração vermelha invadia a face esbranquiçada do loiro, no embalo de que seu coração palpitava freneticamente.

— Ele não sabe não, eu acho, não sei o que se passa na cabeça desse idiota. Só sei que gosto dele desde meus treze anos, mas nunca fui retribuído. Naquele dia, no beco, foi o mais longe que chegamos. — Admitir aquilo era de fato vexaminoso, tanto que quase sussurrava as palavras que a anos atrás jamais diria. E não tinha problemas de falar aquilo, Roronoa estava dormindo, não é?

— Calma, é só chegar nele e falar: chama a polícia ae, que você acabou de roubar meu coração. Funcionou com o Tral!

Com toda certeza, Sanji jamais diria algo tão idiota.


 Z&S


— Você que estava no meu ombro, babaca! — Ninguém surpreendia-se com os gritos que ecoavam pela van, após Zoro despertar, começou uma briga com o loiro que não tardou para o alfinetar também.

— E você é um tarado, sobrancelha ridícula! Aposto que colocou minha cabeça no seu ombro.

— Pois saiba que a última coisa que eu queria, é ter essa cabeça de capim próximo de mim!

— Queria tanto minha cabeça longe, que nem se importou de eu estar com ela encostada em você!

— Essa cabeça sua é enorme, babaca, como que eu ia tirar?

— Para de arrumar desculpas, eu sei que você gostou!

— Parecem um casal de velhos brigando. — O moreno maior pronunciou-se com sua expressão pacata, já estava cansado daquelas brigas bobas.

— Esse papo de cabeça enorme está estranho. — As risadas de Luffy tornavam-se cada vez mais audíveis.

— Não somos um casal! Eu nunca namoraria com um brutamonte desses.

— E eu nunca namoraria com um cara que tem bigode no lugar da sobrancelha.

— Nhenhenhenhe, seboso!

— Olha Traffy tem uma pessoa pedindo carona! Bora parar! — Os olhares — exceto de Nefertari que dormia — rapidamente se dirigiam a um rapaz de cabelos cacheados, pele morena e um nariz extremamente grande. Tal homem tinha uma enorme mochila nas costas que estava cheia de bugigangas, no mesmo momento apontava o dedo polegar provavelmente na tentativa de conseguir algum veículo.

Mesmo a contragosto, Law estacionou a van próximo ao rapaz que aproximou-se da porta que fora aberta por Zoro, porém o mesmo barrou sua entrada.

— O quê você quer? — indagou abordando um tom ríspido, podendo muito bem ver o desconhecido engolir em seco.

— Eu me chamo Usopp, preciso de carona para a GrandLine.

— Entra aí rapá, estamos indo para lá! — Apesar de receoso, o homem acatou as palavras de Luffy e sentou-se em uma das poltronas.

— Luffy, não se pode confiar em um estranho. Usopp, por que quer ir para a GrandLine? Têm alguma intenção ruim?— O loiro claramente estava desconfiado daquilo.

— O quê?! Eu? Que nada! Longe de mim! Credo! E é uma longa história, haha! Minha namorada, que é agente do FBI, está me esperando, pois foi expulsa de casa após descobrirem que ela trabalha para um comércio clandestino, aposto que deve estar morrendo de saudades de mim.  Então, tenho que ir buscá-la, né?

 — Espera, ela é agente do FBI ou trabalha em um  comércio? Essa história tá cabeluda, narigudo. — Roronoa notoriamente não acreditava em nenhuma palavra que saía da boca daquele homem.

Porém, antes que a conversa continuasse, o rádio que tocava uma música calma fora interrompido para poder anunciar as notícias.

[...] Os fugitivos além de assassinar Eustass Kid, também assassinaram Smoker, um policial. Relatos informam que eles sequestraram um menino chamado Monkey D. Luffy e a filha do prefeito da cidade EastBlue, Nefertari Vivi [...].

Não tardou para que o rádio informasse as características de cada um presente na van e Usopp que não era burro, vinculou toda história e passou a tremer juntamente ao suor que descia por seu rosto.

[...] Caso estejam em estradas, vários roubos estão sendo cometidos por um homem chamado Usopp, informantes disseram que esse homem tem cabelos cacheados e um nariz grande. Também nos informaram que sua tática é contar histórias mentirosas e quando tem uma brecha, rouba os pertences valiosos [...].

Rapidamente os rapazes olhavam para o homem que havia se metido em uma fria, um pensamento de pular pela janela veio em sua mente, contudo teve de dissipá-lo ao ter uma arma apontada para sua cabeça.

— Um mentiroso, é? Bem que suas histórias são idiotas. — O esverdeado comentou com um sorriso debochado, observando o de madeixas negras quase falecer.

— É-É-É u-uma brincadeira! J-Jamais roubaria vocês!

— Por que você quer ir para GrandLine, hein?

— V-Visitar uma garota, só isso! — Pela primeira vez, Usopp aparentava estar dizendo a verdade. 

— Aé mesmo, ela é da FBI e supostamente não existe. — Ironia inundava a voz de Sanji, no embalo de que continha um sorriso mordaz no rosto, recebendo um olhar desesperado do moreno.

— E-Ela não é da FBI, é-é uma amiga de i-infância e está doente!

— Luffy, vamos abandonar ele aqui, não confio nele — sugeriu o esverdeado, no mesmo instante que de que o ladrão chorava por medo de morrer, nem tendo ideia de que a arma estava sem balas.

— Ei narigudo, você vai nos roubar? — O Monkey indagou.

— N-Não! Eu juro pela minha vózinha que morreu a doze anos atrás!

— Ok!

E assim a viagem seguiu-se, mesmo com uma pulga atrás da orelha, Zoro deixava tudo nas mãos do moreno menor; se desse merda, a culpa seria de sua idiotice em acreditar em um mentiroso de beira de estrada.



Notas Finais


-Usopp apareceu fazendo a coisa que ele mais sabe: mentir. Nada de novo sob o sol, não é? Zoro e Sanji discutindo sobre que não namorariam um ao outro, me lembrou das crianças do primário, céus KKKKK vivi dormindo no barraco todo, pelo menos ela não vai se casar com alguém. Obrigada por ler! Não deixe de falar o que está achando... Comentários motivam! E eu amo lê-los!


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