História Peak of the fog - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Tomorrow X Together (TXT), X1
Personagens Kim Seokjin (Jin), Kim Yohan, Personagens Originais, Soobin, Yeonjun
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Palavras 8.116
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Bites on a Friday


Fanfic / Fanfiction Peak of the fog - Capítulo 2 - Bites on a Friday


Tudo o que você prescisa fazer é morrer um pouco, morrer um pouco. Morra um pouco para sobreviver.

Ajude-me a tomar meu precioso tempo.

Tudo o que você prescisa fazer é chorar, chorar um pouco. Chore um pouco para ficar bem.


Die a litte - Yungblud.


Soobin só conseguia pensar em como iria matar Yeonjun depois desse acontecimento. O garoto ficou paralisado por alguns segundos, seu cérebro levando algum tempo para assimilar todo o acontecimento diante de seus olhos. Yeonjun já não se debatia mais nos braços de Beomgyu e Taehyun, Beomgyu tinha quebrado seu pescoço, fazendo o mais velho adormece.

- Droga. - Soobin sussurrou, antes de ir em direção a Hueningkai. O garoto tentou tocar no mais novo, mas a irmã não deixou. - O quê? Você acha que eu vou fazer o quê com ele? Mata-lo? - Perguntou ele, ironicamente, para a garota, que agora se sujava toda com o sangue do irmão.

- Hyung. - Soobin podia ouvir Beomgyu falar, em um tom de repreensão.

A respiração de Hueningkai estava muito falhada, mas ainda dava para ouvi-la, baixinha, mas dava.

- Eu vou ligar para uma ambulância. - ___ disse, pegando seu celular com suas mãos trêmulas, mas parou a ouvir a voz de Soobin, alertando-a.

- Não vai dá tempo, chegará morto no hospital. - Falou, tranquilamente, sem olhar para a menina. - Mas, se deixar eu ajudar, ele viverá. Disso pode ter certeza!

Pelo canto do olho, Soobin viu ___ abaixar o celular, e entendeu isso como um "sim". Virando um pouco sua cabeça, ele conseguia uma ótima visão de Beomgyu e Taehyun com o corpo de Yeonjun por cima deles, e suas cabeças viradas para o outro lado, Soobin entendia que os mais novos não podiam se controlar de ante de tanto sangue.

Rapidamente, o garoto colocou seus caninos em seu pulso, e puxou com força, fazendo seu sangue ser derramado sobre o chão gelado, Soobin conseguiu ouvir um grito de Jisu, mas apenas se concentrou em salvar Hueningkai, tentando limpar a barra de Yeonjun. Ele levantou a cabeça do, quase, morto com uma mão, e colocou seu pulso sangrento em direção ao rosto do mais novo.

- Bebe isso garoto. - Soobin resmungou, um pouco raivoso.

Erguendo um pouco a cabeça, Soobin conseguiu uma visão, ___ olhando assustada para o ato de Soobin. Soobin continuaria olhando para a menina, assustado com sua semelhança com Ryujin, mas ele sentiu duas mãos segurarem seu braço, olhando para baixo, ele conseguiu ver Hueningkai sugando seu sangue, mas, depois de alguns segundos, o garoto perdeu a consciência, fazendo sua cabeça cair novamente.


                                   .     .     .


___ sentiu seu celular vibrar pela milésima vez, mas ela estava mais preocupada com Hueningkai, que estava deitado em uma cama na casa dos garotos, as roupas e o cabelo sujos de sangue. Jisu estava ao seu lado no quarto, as mãos trêmulas e o rosto pálido.

Sentiram uma presença estranha no quarto, e se viraram, dando de cara com Soobin parado ao lado da porta, com uma cara não muito boa.

- Vocês deviam ir. - Ele sussurrou, a voz engrossada. - Ele pode ficar.

- Você só pode estar brincando. - ___ disse, fazendo o garoto ergue uma sobrancelha. - O meu irmão está em uma cama, desacordado e com o pescoço enfaixado, na sua casa! E um dos seus... Seus amigos fez isso, e você quer que eu deixe ele passar a noite sozinho com vocês? Não mesmo! Eu vou ficar. - Falou, voltando os olhos para o garoto desacordado. - Jisu, você pode ir.

- Já que você vai ficar... Eu não acho ético ir embora. - Jisu sussurrou, atraindo o olhar de Soobin.

- Desculpe, mas aqui não é hotel. - O garoto disse, ironicamente. - Vai para casa, Jisu. Agora!

Foi algo automático, Jisu apenas se levantou do chão e foi em direção a porta, sem dá um "adeus". ___ seguiu a garota com o olhar, estupefada com sua ação.

- Como você... - Ela ia completar, mas Soobin não deixou.

- Olha, não vou obrigar você a ir embora, mas fique sabendo de uma coisa, a única pessoa que corre perigo ficando aqui, não é o seu irmão! Mas sim, você! - Soobin disse, e estava prestes a se afastar da porta do quarto, mas ___ o chamou.

- O que vocês são afinal?

Soobin soltou uma risada e fez uma negação com a cabeça. Ele achou a garota muito tapada, com certeza não era Ryujin. Ryujin, mesmo sem saber a resposta de algo, ela nunca iria demonstrar não saber, ela era aqueles tipos de pessoas que "comem pela berada", até não sobrar nada.

- Você é burra? Você quer que eu enfie meus dentes no seu pescoço para você se tocar? - Soobin voltou a sair, mas parou e olhou para a garota. - E outra, se quiser dormir aqui, durma! Mas cuidado para não acorda com o seu irmão no seu pescoço, ou melhor, se você acorda.

- O que você fez com ele? - ___ se levantou, bruscamente, do chão.

- Eu salvei a vida dele. Estou ouvindo um obrigado?

- Vou transformou ele em uma dessas... Criaturas? - Perguntou, receosa. - O que fez com ele?

- Sim, agora uma dessas criaturas é o seu irmão!


                                 .     .     .


Yeonjun bateu novamente na porta grande, sentindo a verbena drenar suas forças. E continuou, batendo e batendo. Gritava com todas as suas forças, seus nervos a flor da pele, estava trancado no quarto de ferro da casa.

Taehyun fez careta ao sentir seus ouvidos doerem com os batidos de Yeonjun na porta, depois se virou, vendo Soobin ao seu lado.

- Beomgyu disse que seria melhor tranca-lo. - Taehyun deu de ombros. - Eu apenas obedeci.

- Você já pode ir. - Soobin sussurrou. - Espera, deu verbena a ele?

Taehyun apenas assentiu, antes de ir em direção ao seu quarto. Enquanto ouvia os gritos de Yeonjun, e seus chutes e socos, Soobin lembrou das inúmeras brigas que os dois tiveram.

- Você não pode me deixar aqui. - Soobin ouviu o mais velho falar, por trás da porta.

- Sim, eu posso, e vou deixar você ai. - Soobin sussurrou. - Talvez esse tempo que você passará trancado sirva para pensar nas coisas que você fez.

- Eu não tenho mais cinco anos. - Outro chute foi transferido na porta. - Eu sei o que eu faço.

- Não parece que sabe. - Soobin se sentou no chão, com as costas apoiadas na porta. - O que você está fazendo aqui? Por quê você me persegue? Sabe, eu voltei para cá para fazer uma vida nova, mas você vêm junto e destrói tudo? O que você ganha com isso?

- Foi por sua causa que a Ryujin está trancada naquela tumba, é por sua causa que papai descobriu a Ryujin. É tudo sua culpa! - Soobin podia ouvir Yeonjun sussurrar. - E sim, eu vou te perseguir! E vou te fazer lembrar sempre que a culpa disso tudo é sua. Ryujin me amava, se não fosse por você, eu e ela estaríamos juntos agora. E o que eu ganho com o seu sofrimento? Bom, você me fez sofrer, e agora, eu estou fazendo você pagar na mesma moeda. Não adianta tentar fugir, Soobin! Eu irei atrás de você até no inferno se for presciso.

Soobin soltou uma risada rouca e sarcástica com o discurso do mais velho. Ele simplesmente não podia acreditar naquilo tudo.

- Você fala como se Ryujin te amasse, ela nunca te amou! Nunca me amou, sabe, eu fico pensando: será que Ryujin já amou alguém em toda a sua vida? Nunca foi fácil, mas você sempre quer torna as coisas mais fáceis. E se Ryujin está presa naquela tumba, é porquê ela merece!

Soobin se levantou e saiu andando pelos corredores, ouvindo os altos gritos e chutes que Yeonjun dava na porta.

Se jogando no grande sofá da mansão velha, Soobin ficou pensando nas palavras de Yeonjun. Naquela época, 1864, Soobin pensava sim que Ryujin o amava, estava cego, bastante cego pela garota bonita e atraente. E, a maioria, as brigas que tivera com Yeonjun naquela época era por causa de Ryujin, mas Soobin sempre foi o castigado, pois seu pai sempre dizia que: "Yeonjun é o mais velho, você tem que respeita-lo". A seu pai, seu velho pai, claro, nunca foi uma pessoa muito boa, ou generosa, mas ainda era seu pai, ainda se arrependia de tê-lo mata-lo, na sua cabeça, a culpa tinha sido sua por tê-lo matado, mas uma grande parte da culpa era de Ryujin, ela o tinha transformado, era o sangue dela no seu organismo. Por um momento, apenas um momento, Soobin sentiu o peito aperta e sua visão ficar embaçada, lágrimas, várias lágrimas. Seus pensamentos foram interrompidos por Beomgyu, que acabara de chegar na sala.

- Eu dei verbena para a garota. - O menino de cabelo loiro se sentou ao seu lado no sofá. - Está tudo bem com você?

Soobin tirou os olhos da lareira e encarou o mais novo por alguns segundos.

- Você se sente feliz em ser... Ser assim?

Beomgyu arregalou, minimamente, os olhos, surpreso com a pergunta de seu hyung.

- Eu... Eu não sei, nunca tinha parado para pensar nisso. - Ele sussurrou. - Mas agradeço por não ter me matado. - Ele disse, ironicamente, arrancando um pequeno sorriso de Soobin. Beomgyu se aproximou mais do mais velho, e o abraçou, Soobin ficou alguns segundos paralisado, mas, logo depois, devolveu, desajeitadamente, o abraço. Soobin conseguia lembra perfeitamente de como transformou Beomgyu e Taehyun, se arrependia muito em ter estragado a vida dos adolescentes, mas, como Beomgyu disse: pelo menos ele os deixou vivos.

- Já cansei, a garota não quer deixar o quarto do menino. - Taehyun apareceu na sala.

- Hyung, o que iremos fazer com o garoto?

Soobin, depois de soltar Beomgyu, passou a mão pelo cabelo escuro e suspirou, praguejando Yeonjun por colocar mais essa nas costas dele.

- Deixa ele lá.

Beomgyu e Taehyun arregalaram os olhos para o mais velho, surpreso com a decisão do garoto.

- Mas o menino Hueningkai ele...

- Sim, ele está em um processo de transformação, mas isso não significa que ele irá acorda já com as presas no pescoço da irmã. - Soobin disse, e se levanta do sofá. - Eu vou para o meu quarto, espero que vocês façam o mesmo também.

Antes que Soobin pudesse ir para os seus aposentos, Taehyun chamou sua atenção.

- E a garota? Não devemos... Sei lá, ela não tá com fome?

Soobin ergueu uma sobrancelha para o mais novo.

- Não sei, e não somos às babás dela.

Taehyun trocou um olhar com Beomgyu, esperando o mais velho sair do local.

- Você sabe o porquê dela ser tão parecida com Ryujin? - Taehyun perguntou a Beomgyu.

- Sabe que Soobin hyung não gosta de tocar nesse nome. - Respondeu Beomgyu, já indo para seu quarto.

- Não estou falando com Soobin hyung, estou falando com você, Beomgyu.

- Vá dormi, Taehyun!

O que eles não sabiam, é que Soobin estava ouvindo toda a conversa dos dois. Soobin nunca foi de comentar nada de Ryujin para Taehyun e Beomgyu, pois não achava que tinha necessidade, mas é compreensível que os dois já tivessem ouvido o nome dela.

Se jogando em sua cama, Soobin se perguntava se Ryujin estava mesmo na tumba desde 1864, se ela não era a menina que estava em um dos quartos de sua casa. Mas o que deixava Soobin mais irritado, era não ter respostas para suas perguntas. Mas Soobin não era igual a Yeonjun, não mesmo! Ele não fazia besteira quando estava irritado, pois já fez muitas besteiras ao longo de sua vida. Já Yeonjun, parecia não aprender, ele só queria saber de matar, matar e matar. Mas Soobin também não era santo, ninguém é.

E em sua cabeça apenas veio a memória de Yeonjun tentando transformar Soobin no monstro em que ele era no começo de sua transformação.


                  Monterrey; México 1902

A luta a sua frente o deixava enjoado. As pessoas gritando e querendo sangue, enquanto os dois homens se matavam no ringue.

- Vá em frente, Soobin. Escolha uma. - Yeonjun susurrou em seu ouvido.

- São pessoas, Yeonjun. - Soobin respondeu, olhando ao redor.

- Sim, são, Soobin! Pessoas com o sangue pulsando em suas veias, apenas esperando para serem abertas e bebidas até secarem. - Yeonjun continuou sussurrando. - Só se esqueceu de como é bom, vale a pena, vale muito apena!

Soobin apenas continou vendo a briga, até seu olhar cair para o homem, quase, morto no chão. Ele conseguia sentir o cheiro forte de sangue.

- Ela.

Soobin conseguiu identificar de quem Yeonjun estava falando. Uma moça jovem, não tinha mais de 21 anos, bem bonita.

- Não faço mais isso, Yeonjun. - Soobin falou, umidecendo os lábios com a língua.

- Mas pode fazer, Soobin. Nós podemos. - Yeonjun incentivou. - Beba comigo, primo.

Soobin estava decidido que não faria mais isso, estava muito bem bebendo sangue de animal. E se bebesse sangue humano novamente, não sabia se conseguiria parar novamente. Mas foi tudo muito rápido, como um raio, em um piscar de olhos, o garoto se viu no meio da mata, com as presas firmes no pescoço da garota, sentia um enorme prazer em ouvir as veias da moça se rasgando quando suas presas eram pressionadas contra elas.

Yeonjun estava com um sorriso convencido em seus lábios, ver o primo daquela forma era reconfortante para ele, Yeonjun não queria que Soobin se transformasse no matado compulsivo de antes, quando ele matava sem dó, esquartejando suas vítimas depois de drenar todo o sangue delas, mas também achava que beber apenas sangue de animal era uma decisão muito radical.

- Sabia que ainda tinha essa vontade dentro de você. - Yeonjun disse, quando Soobin levantou a cabeça do pescoço da moça, mas voltou rapidamente para o local, mordendo com mais força. - Não seja ganancioso. - Ele tentou empurrar Soobin da moça, mas o mais novo apenas o empurrou, urrando alto. - Soobin, Soobin! - Ele sussurrou, em um tom de repreensão. Os olhos arregalados para o garoto.

O garoto atravessou tanto o pescoço da moça, que a cabeça caiu na mata, se deslocando de seu corpo. Soobin parecia ter acordado de seu transe, deixando o corpo da mulher cair no chão, junto com sua cabeça. Yeonjun e Soobin ficaram uns cinco segundos paralisados, e de olhos arregalados. Yeonjun tinha medo da reação de Soobin, e Soobin estava raciocinando o que estava acontecendo.

- Meu Deus... Meu Deus. - Soobin sussurrou, se ajoelhando aos poucos em frente ao corpo da moça. - Me ajude. - Ele começou a tenta grudar a cabeça junto ao corpo, e isso fez Yeonjun querer vomitar. - Eu sinto muito, me desculpe, sinto muito. - Soobin começou a sussurrar para o corpo, e essa foi uma das cenas mais horripilantes que Yeonjun já tinha visto.

- Pare, Pare Soobin! - Yeonjun disse, batendo no ombro do garoto.

- O QUE VOCÊ FEZ COMIGO? - O garoto gritou para o mais velho, sentando ao lado do corpo.

- Soobin... - Yeonjun sussurrou, sem saber como reagir.

- O que fez comigo? - Soobin sussurrou, mais para si mesmo do que para Yeonjun. O garoto começou a passar a mão no rosto pálido da moça.

- Só prescisa aprender a parar, quando parar. - Yeonjun tentou pegar no braço de Soobin quando ele se levantou do chão, os olhos ainda presos no corpo da mulher. - Eu posso te ajudar.

- Não presciso da sua ajuda. - Soobin se encostou em uma árvore e fechou os olhos por alguns segundos, depois saiu rapidamente do local. Deixando Yeonjun com o corpo morto da jovem.



                                  2020

Soobin se lembrava perfeitamente do que fez depois de matar aquela moça na floresta. Atacou uma aldeia, ainda em Monterrey, matando todos de lá, e depois, esquartejou os corpos de suas vítimas, pendurando os pedaços de corpos em um varal.

E foi com aqueles pensamentos que Soobin finalmente caiu no sono, naquela noite, fria e trágica.


                                .     .     .


Hueningkai acordou com uma pressão em seu pescoço, colocando a mão no local, ele sentiu um pedaço de algodão. Olhando para baixo, ele viu ___ segurando sua outra mão, a menina estava sentada no chão, a cabeça encostada no colchão da cama, enquanto sua mão segurava a mão dele. Hueningkai ergueu o tronco do corpo com um pouco de dificuldade, seu pescoço estava latejando. Olhando ao redor, ele percebeu que não sabia onde estava, e nem lembrava muito do que tinha acontecido na noite anterior, sua mente estava confusa, e ficou mais confusa ainda quando olhou direito para a irmã, suja de sangue seco. Com um pouco de dificuldade, o garoto conseguiu colocar a menina na cama, logo em seguida, enrolando ela com os lençóis, ela tinha bolsas pesadas em baixo de seus olhos.

Assim que o menino saiu do quarto, flashbacks atingiram sua mente, e ele lembrou imediatamente do que aconteceu na noite anterior. O garoto rapidamente olhou para o lado, seus sentidos o avisando que alguém estava por vir, depois de alguns minutos, Soobin apareceu no corredor.

- Que bom que acordou. - Soobin disse, Hueningkai abriu a boca para falar, mas Soobin foi mais rápido. - Venha comigo, depois você pode fazer mais perguntas.

Hueningkai seguiu o mais alto de bom grado, parando na porta de um quarto.

- Pode entra, eu não vou morder você. - Soobin começou a tirar algumas peças de roupa de dentro de seu guarda-roupa. Logo em seguida, as jogou nos braços de Hueningkai, que as pegou rapidamente. - Até porquê, não sou um Augustine. - Ele percebeu que Hueningkai não estava prestando atenção em suas palavras, apenas olhava espantado para suas mãos. Soobin se aproximou do mais novo e colocou a mão em seu ombro, o assustando um pouco, e olhou no fundo de seus olhos. - Você vai me trazer um copo de água e uma fruta.

Hueningkai ficou congelado por alguns segundos, apenas encarando o mais velho.

- Por que eu faria isso?

Assim que o menino proferiu essas palavras, Soobin olhou para baixo e deu uma risada.

- Eu não sei. - Ele deu um tapinha no ombro de Hueningkai, e apontou para uma porta dentro do quarto. - Aquilo é um banheiro, você pode usar, quando estiver pronto, estarei te esperando na sala. - Soobin parou antes de ir para fora do quarto. - A propósito, meu nome é Soobin.

Soobin não esperou uma resposta, apenas saiu do quarto sem olhar para trás. Só parou em frente a porta de Yeonjun. Abrindo um pouco a janelinha da porta, seus olhos rapidamente se encontraram com os de Yeonjun, que estava sentado no chão, eles ficaram se encarando por alguns segundos.

- Eu passo por aqui mais tarde. - Soobin sussurrou, antes de fechar a janelinha da porta. - Prescisamos conversar.


                               .     .     .


- Você ficará comigo por um tempo.

- Como assim? - Os olhos de Hueningkai se arregalaram. - Eu... Eu não posso!

- Claro que você pode. - Disse Beomgyu, mordendo sua tomate.

- Não é uma escolha. - Soobin disse. - Até que você... Sabe, passe pela transição, é sempre bom ter as coisas sobre controle.

- Eu não... Eu não irei fazer nada. E-eu sei me cuidar.

Soobin soltou uma risada sarcástica enquanto se encostava no sofá.

- Não, você não sabe. E acredite em mim, ninguém sabe. - Soobin disse, olhando nos olhos do mais novo. - Eu vou te ajudar, mesmo sem você querer, depois você me agradece.

- Minha família nunca vai concorda. - Hueningkai suspirou. - Você sabe que eu tenho dezesseis anos?

- Não se preocupe com isso, daremos um jeito. - Falou Beomgyu, trocando um sorriso convencido com Taehyun.


                                 .     .     .


- Não acredito que concordei com isso. - ___ suspirou, desacreditada.

- Você não têm que concorda com nada. - Soobin disse, com um pouco de dificuldade de enxergar por causa do vento forte. - Mas sim ele.

- Sua casa ela é bem... Bem enorme, por assim dizer. - Beomgyu comentou, ao lado de Hueningkai.

- Podemos dizer que sim.

Os seguranças vinheram abrir o portão assim que os viram.

- Senhorita ___ e senhor Hueningkai, presciso que entrem agora. - O segurança olhou desconfiado para os rostos desconhecidos. - Só vocês.

Soobin se aproximou do homem, que era mais baixo que ele, e proferiu, olhando em seus olhos:

- Você vai nos deixar, e sem fazer nenhuma pergunta ou falar com alguém.

O segurança ficou encarando Soobin por algum tempo, sem piscar ou fazer algum movimento, mas, logo em seguida, soltou uma risada sarcástica.

- A é mesmo? E quem vai me obrigar a fazer isso? Você?

Soobin ficou sem reação por alguns segundos, o garoto realmente não esperava essa resposta. Olhando para trás, ele conseguiu ver os rostos espantados de Beomgyu e Taehyun.

Soobin sentiu seu corpo e ser empurrado para o lado, e ___ tomou sua frente, e a atenção do segurança.

- Eu mando nessa casa mais do que ninguém, então eu estou mandando você abrir esse portão, para todos nós. E se você se recusar a fazer isso, irei demiti-lo aqui mesmo.

O homem, com bastante relutância, abriu o portão, deixando os mais novos entrarem.

- Não está com forme? - Soobin sussurrou para Hueningkai, enquanto eles andavam em direção a porta de madeira branca da casa.

- Não, por que eu estaria? - Mentiu o mais novo. Por dentro, Hueningkai estava sentindo como se fosse morrer, sua pele ardia com o contato do sol, seus olhos queimavam e sua cabeça estava latejando. E nossa, só Deus sabia o quão faminto ele estava, mas ele não queria demonstra nada disso.

- Quando estiver, é só falar comigo!

Hueningkai e ___ entraram na casa, estranhando os outros três não entrarem.

- Não podemos entrar, não fomos convidados. - Soobin disse.

- Hum... Isso é um pouco estranho de se dizer mais... Vocês não gostariam de entrar?

Soobin inclinou sua perna para dentro da casa, e sorriu ao ver que tinha dado certo. E fez um assento positivo para os mais novos atrás dele.

- Agora só prescisamos falar com Jiwon, mas presciso avisar a vocês, ela não... - ___ parou de falar quando finalmente olhou para frente e viu as duas pessoas mais improváveis de está ali, ao lado de Jiwon: Seus pais.

- Mãe? Pai? O que estão fazendo aqui? - Perguntou Hueningkai, chocado.

- A gente que deveria fazer perguntas. - A mãe de ___ disse, se levantando e indo em direção a mais nova. - Sabe o quão preocupados nós estávamos? Eu liguei para ___ milhares de vezes.

- E quem seriam esses?

- Amigos... Da escola.

Enquanto os outros conversavam, Soobin só conseguia olhar para as plantas que estavam espalhados pela casa, em, exatamente, todos os lugares: verbena. Soobin desviou o olhar das plantas e encarou a mãe dos mais novos, alguma coisa nessa mulher o incomodava, e o incomodava muito. O menino grudou os olhos em Hueningkai, o mais novo não parecia nada bem, seu rosto estava bastante sério e pálido, ele parecia que ia explodir. Dito e feito.

- O sol está me matando, meus olhos estão em chamas... Eu estou com fome. Vocês não poderiam falar mais alto? Minha cabeça dói, eu presciso de silêncio! - Hueningkai falou, bastante alto, fazendo os de mais calarem a boca.

- Desculpe filho, só estávamos...

- Não importa mais, eu vou para o meu quarto.

Soobin ficou paralisado por alguns segundos, encarando o torço do mais novo sumir de vista, até que voltou a realidade.

- Com licença. - Soobin disse, antes de se levantar e ir atrás do garoto.

O vampiro chegou a tempo de ver o adolescente em transição entrar em um quarto, batendo a porta com força.

- Hueningkai, abre a porta. - Soobin disse, batendo na mesma. - Eu posso te ajudar, você sabe disso! Hueningkai. - O garoto continou batendo. - Eu vou entrar, você querendo ou não.

Soobin deu um chute na porta, fazendo ela abrir rapidamente. Seus olhos vasculharam o quarto em busca do garoto, mas não encontrou nada, apenas a janela aberta.

Ele tinha fugido.


                                 .     .     .

Hueningkai andava agoniado pelas ruas, mesmo estando na sombra e usando um casaco, ele ainda sentia sua pele rasgar por causa do sol. Sua cabeça dói muito, e nossa, como ele estava com fome. O garoto sentia uma mão indo em direção ao seu ombro, mas antes que pudesse toca-lo, ele a pegou no ar.

- Jisu?

- Oi, Hueningkai. - A menina disse, assustada com seu ato. - Eu estava preocupada com você e ___, não vi mais vocês depois do... Acontecimento. - A garota percebeu que Hueningkai não disse mais nada, e sua expressão era de uma pessoa concentrada. - Você está bem? Como está o seu... - A garota foi perdendo a voz quando olhou para o pescoço branco do menino, e não viu nenhum ematoma. - Você quer ir a minha casa? Você não parece bem.

Hueningkai andou com a garota, Jisu falava muito, mas ele não conseguia se concentrar em sua voz, o barulho de seu sangue bombeando era mais alto. E o menino já estava ficando tonto e sem controle. Ele seguiu as ordens de Jisu, ele foi com ela até sua casa, e nesse momento, estava sentado em um banquinho macio de seu quarto, enquanto ela falava com a empregada para trazer algo para os dois comerem.

Mas o que ela não sabia, era que o lanche do dia era ela.


                                 .     .    .

- Ele não pode sumir assim. - Soobin passou a mão pelos seus cabelos escuros. - Ele pode estar matando alguém agora.

- Você está falando do meu irmão. - ___ sussurrou.

- Não é mais o seu irmão. - Soobin a encarou, com seus olhos escuros. - É um monstro em transição, uma bomba relógio que prescisamos parar antes que ela exploda.

- Ele não vai fazer nada. - ___ insistiu. - Ele têm consciência.

- Você não ouviu nada que eu disse? - Soobin perguntou, com raiva. - Afinal, não acho que sua família vá lidar muito com isso, não é? Já que são matadores de vampiros.

- Do que é que você está falando? Eles nem sabem que isso existe!

- Não mesmo? - Soobin começou a se aproximar dá garota, que apenas recuava. - Então porquê a sua casa é cheia de verbena?

- Cheia do quê?

- Você sabe muito bem do que eu estou falando!

- Hyung. - Beomgyu entrou no meio dos dois. - Não é hora de brigar.

___ se afastou dos dois e se sentou no sofá, recuperando a respiração. A menina tirou o celular do bolso e olhou a hora, reparando em várias mensagens de Jisu.

JISU:

___, eu encontrei seu irmão. [12:30 PM]

Ele não parece estar muito bem. [12:34 PM]

Vêm buscar ele, está na minha casa. [12:36 PM]

- Gente. - ___ disse, chamando a atenção dos meninos, que estavam discutindo. - Acho que encontrei ele.


                                .     .     .


- Você está bem? Nem me responde. - Jisu disse, se aproximando do menino e colocando a mão no ombro dele. - Pode falar comigo.

A proximidade dos dois foi demais para Hueningkai, rapidamente, o garoto meteu as presas no pescoço da menina, fazendo ela soltou um grito, mas foi perdendo a voz aos poucos. O menino estava tão concentrado em preencher a sua fome, que nem mesmo ligou para o gosto extremamente amargo em sua boca, que descia rasgando pela sua garganta. O barulho de algo caindo atraiu a atenção do menino, que retirou a cabeça do pescoço da menina e olhou para a porta do quarto, tendo a visão da empregada na porta, com alguns utensílios quebrados no chão, aos seus pés.

Rapidamente, o menino foi até a mulher de meia idade e abocanhou seu pescoço, o gosto doce atingindo seu paladar, fazendo ele querer cada vez mais e mais. Foi tão forte o impacto das mordidas de Hueningkai no pescoço da mulher, mas tudo que ele viu foi a cabeça dela cair no chão do quarto, se deslocando do corpo. Hueningkai largou o corpo da mulher no chão quando sentiu uma tontura forte atingir seu corpo, e tudo que viu antes de desmaiar, foram as expressões espantadas de Soobin, Beomgyu e Taehyun.


                               .     .     .

- Verbena. - Soobin suspirou, colocando a mão na testa. - Ele têm verbena no organismo, isso é óbvio... Mas... Como?

O corpo de Hueningkai estava jogando no sofá da casa de Soobin, o rosto, blusa e casaco sujos de sangue.

- E o que seria isso?

- Verbena é a planta que nos enfraquece. - Soobin murmurou, encarando Hueningkai. - Isso é um problema sério, a verbena não pode se espalhar assim. Se Hueningkai está com verbena no corpo, então quer dizer que alguém na casa deu isso para ele, sabia o que ele era.

- Ou também... - Beomgyu sussurrou, atraindo o olhar dos presentes na sala. - Pode ser o sangue da garota, o sangue dela pode estar com verbena.

- Mas... Então quer dizer que a Jisu ela... Ela sabia de tudo?

- Impossível. - Taehyun disse. - Eu apaguei a memória dela noite passada, impossível!

- Como está a Jisu?

- Morta. - Respondeu Taehyun, duramente, enquanto olhava para o corpo de Hueningkai.

Os olhos de ___ rapidamente se arregalaram, a voz ficando trêmulas e o corpo mole. A menina se sentou, lentamente, na poltrona da casa. Logo em seguida, cobriu o rosto com as mãos.

- Talvez ela já tivesse verbena no sangue, bem antes de tudo acontecer. - Taehyun murmurou.

- Mas... Como ela sabia? Impossível dela ter sabido.

- O que aconteceu com o corpo da Jisu.

- Deixamos lá. - Respondeu Beomgyu.

- O quê?

- Você queria o quê? Que tivéssemos tocado no corpo? Deixássemos nossas digitais lá?

___ apenas abaixou a cabeça e ficou em silêncio, os olhos cheios de lágrimas e o peito apertado.

- Têm alguém que sabe de nos, então é melhor ter cuidado. - Soobin alertou para os menores. - Nada de ficar bobeando por ai, qualquer deslize... E pá! Tem uma estaca cravada em seu peito.

Os olhos dos meninos cravaram em ___, que já não aguentava mais segurar as lágrimas, e já se desmanchava.

- Não entendo porquê você está chorando. - Soobin suspirou.

- É claro que você não me entende, não está doendo em você. - ___ ergueu a cabeça, o rosto molhado por lágrimas. A menina se levantou e saiu do cômodo da casa.

- Você não acha que pegou pesado? - Perguntou Beomgyu.

- Não. - Soobin deu de ombros. - Vocês podem... Podem ficar um tempo em seus quartos? Presciso falar um tempo a sós com o Yeonjun.

Taehyun e Beomgyu trocaram olhares.

- Vai soltar Yeonjun?

- Até quando eu precisar dele.

- Porquê não podemos ficar? - Perguntou Taehyun.

Soobin suspirou, já irritado.

- Vocês querem ficar? Vocês que fiquem! O problema é de vocês, mas já vão ficar, e eu tenho certeza que vão, coloca um pouco de sangue na taça. Eu já volto com Yeonjun.

Não era a primeira opção de Soobin soltar Yeonjun, mas era a mais prática e rápida, e quanto mais rápida, melhor ser rápida com essa desição. Abrindo rapidamente a porta, a imagem de um miserável Yeonjun atingiu sua visão, o mais velho estava no chão, pálido e fraco.

- Uau, você foi mais rápido do que antes. - Disse Yeonjun, sarcasticamente.

Soobin foi bastante rápido, pegou o mais velho pelos braços e saiu o arrastando pela casa, até chegar na sala, aonde ele o jogou no outro sofá.

- Dessa vez, o assunto é bastante sério. - Disse Soobin, pegando a taça das mãos de Taehyun, a que tenha pedido. - Então é melhor ficar bem acordado. - Soobin entregou a taça nas mãos de Yeonjun, que bebeu tudo em uma só gole.

- Então, qual é o assunto? - Perguntou Yeonjun. Mas logo em seguida, olhou para Taehyun e Beomgyu que estavam na sala. - O que as crianças estão fazendo aqui?

- Não é nada que eles não possam saber.

- Deixa eu imaginar, você quer falar sobre 1864? Tumba? Ryujin?

- Você já entendeu. - Soobin suspirou. - Prescisamos ter certeza que ela ainda está lá.

- Não é tão fácil assim, priminho. - Falou Yeonjun, o sarcasmo presente em sua voz.

- Vão liberta Ryujin? - Taehyun se intrometeu.

- Claro que não. - Respondeu Soobin, rapidamente, recebendo um olhar sinistro de Yeonjun. - Ela vai continuar lá, no lugar dela.

- Por que não podemos liberta-la? - Interferiu Yeonjun. - Por que não?

- Ryujin não trouxe nada de bom para nossas vidas. - Soobin suspirou. - E não é agora que ela vai trazer. Só prescisamos ter certeza que ela ainda está lá.

- Quem seria o maluco de tira ela de lá? - Perguntou Taehyun.

- Esse é o problema, não sabemos quem a tiraria, e não sabemos quem a deixaria lá.

- Mas... Você sabe né? - Beomgyu se dirigiu a Soobin. - Iremos precisar de uma bruxa para abrir a tumba.

Soobin soltou uma risada sarcástica, se levantando do sofá. Proferindo por fim:

- Eu sei onde achar uma.


                                 .     .     .

- Não posso. - Teresa suspirou, nervosa com os olhares sobre si. - Não sei se consigo.

- Mas você é uma bruxa, não é?

- Sim mas... Faz pouco tempo, não tenho tanto poder assim, sou apenas uma novata - A menina olhou para o livro grande e velho em suas mãos. - É um feitiço muito complicado, exige muita concentração de poder.

Soobin suspirou, mexendo nervosamente em seu cabelo escuro.

- Sua avó, ela pode nos ajudar... Não pode?

- Não vamos meter minha avó nisso. - Teresa levanta a voz. - Ela já estava bastante debilitada, irá correr muito risco.

- Então você prescisa fazer, ou sua avó correrá risco.

- Vocês mataram minha amiga, e agora estão me ameaçando? É isso mesmo?

- Ninguém aqui matou ninguém... Quer dizer, Hueningkai matou, então coloque a culpa em cima dele, não na gente! - Defendeu Beomgyu.

- Ninguém teve culpa de nada - Soobin olhou para Beomgyu rapidamente. - Nem mesmo Hueningkai.

Teresa suspirou, tendo sua decisão tomada.

- Prescisam disso para quando?

- Essa noite.

A menina levantou do sofá rapidamente, colocando o grande livro dentro de sua bolsa.

- Encontro vocês lá! - Proferiu, saindo rapidamente da casa, o ar do local a sufocava.

- Se ela não for?

- Ai ela terá sérios problemas. - Sussurrou Soobin. - A escolha é dela.


                                .     .     .

A noite já tinha chegado, e com ela, o vento forte, a neblina que cercava as casas, e a fina chuva que caia. ___ olhava de longe Yeonjun, que estava de costas para ela, ajoelhado na grama molhada por causa da fina chuva. Curiosa, a garota se aproxima dele, se encolhendo em um dos casacos que Beomgyu a emprestou.

- O que está fazendo? - Perguntou a garota, olhando para o pombo caído nas mãos do maior, com medo da resposta.

Yeonjun olhou rapidamente para a menina de joelhos ao seu lado, percebendo o olhar assustado dela, ele logo soltou um riso sarcástico, colocando o pombo na grama, aonde o animal rapidamente se levantou, com a aparência bem saudável.

- Não se preocupe, não estava matando ele.

___ rapidamente ficou sem jeito com a resposta dele, claramente, tinha se precipitado, pensando o pior do garoto. A menina ajeitou o óculo de grau em seu rosto, que já estava meio embaçado por causa da chuva, e limpou a garganta.

- Desculpe. Mas eu não presciso lembrar que você matou o irmão, presciso? - Ela rebateu, com os olhos presos no pombo, que logo voou para longe deles. - O que ele tinha?

- Nada de mais - Yeonjun deu de ombros. - Apenas algo estava preso a sua assa. - Disse, se sentando na grama que cercava o casarão.

- Desculpe.

- Tudo bem. Mas eu tenho que dizer que não sou eu que chupo sangue de animal.

___ olhou para o menino com a testa franzida.

- Hum?

- Nada não, esquece. Tudo que você prescisa saber é que eu ainda sou o mau da história. - O garoto suspirou, passando a mão no cabelo castanho molhado.

___ se sentou ao lado do menino, passando a mão na franja, tirando os fios de cabelo dos olhos.

- Por que não deixa as pessoas verem seu lado bom? - ___ sussurrou.

- Porque quando as pessoas veem o bem, elas esperam coisas boas. E eu não quero ter que atender as expectativas de ninguém. - O garoto disse, baixinho. Yeonjun virou o rosto para ___, e encarou a menina, logo em seguida, aproximou a mão de se rosto e tirou seu óculos. Ele não acreditava que poderia existir pessoas tão parecidas. Ela era a cópia exata de Ryujin, tirando o óculos e o cabelo curto, ela era idêntica, era como se ele tivesse olhando para uma versão menos arrogante de Ryujin.

___ não sabia o que o menino estava fazendo, assim que ele tirou seu óculos, a menina não conseguiu enxerga mais nada, e apenas ficou em silêncio, esperando ele falar alguma coisa, sentindo as gotas de água da chuva escorrer pelo seu rosto.

Yeonjun suspirou, voltando a realidade e entregando o óculos na mão da menina enquanto se levantava da grama.

- É melhor entrar, eu não posso ficar doente, mas você sim!

___ apenas assentiu, colocando o óculos em seu rosto e seguindo o maior até a casa.

                                  .     .     .


- Hueningkai, você está me ouvindo? - Perguntou Soobin, vendo o olhar longe do mais novo.

- Hãn? - O mais novo olhou para Soobin.

Na verdade, Hueningkai não estava escutando nada, desde que acordou não tinha comigo nada, e ele só conseguia ouvir sua barriga reclamando pela falta de alimento. O nariz do mais novo ardia com um cheiro forte que vinha de algum lugar.

Soobin revirou os olhos.

- Não sente pena pela Jisu? Eu não era amigo dela, mas você sim!

Era um pouco estranho para Hueningkai, ele não estava sentindo nada, nem mesmo culpa ou ressentimento, não sentia nada! E isso o assustava um pouco.

- Nada, não sinto nada. - O menino deu de ombros. Sua fome já estava começando a irrita-lo.

- Ok, isso é um problema. - Soobin cruzou os braços, se encostando na cadeira em que estava sentado. - Depois resolvermos isso. - O mais velho pegou uma garrafinha cheia de sangue de baixo da mesa, e a jogou em direção a Hueningkai, que a pegou com um reflexo incrível. - Era o cheiro, não era?

- Como sabia? - O menino mais novo perguntou, estupefado.

- Têm que lembrar que eu também sou um, e que já passei dessa fase. - Soobin se levantou da cadeira. - Aproveita, que esse sangue é o último que vai beber por hoje.

Soobin ergueu uma sobrancelha quando chegou na sala, vendo apenas Beomgyu e Taehyun ali.

- Aonde está Yeonjun?

Assim que o líder proferiu tais palavras, a porta da casa foi aberta, entrando de lá, ___ e Yeonjun, um pouco molhados pela fina chuva que caia.

- Desculpa, só fui respirar um ar mais livre. - O mais velho proferiu, se jogando no sofá.

Soobin começou a dirigir a palavra a ___, que limpava seu óculos em um pano branco.

- Se eu fosse você, falava com o seu irmão.

A menina rapidamente levantou a cabeça, erguendo o olhar para o mais alto. Logo em seguida, colocando o óculos em seu rosto.

- O que ele têm?

Soobin apenas deu de ombros, e um sorriso brotou em seus lábios ao vê a menina adentra fundo a casa, em busca de seu irmão.

- Talvez devêssemos ir a tumba outra noite. - Comentou Beomgyu. - Essa chuva não me parece um bom sinal.

- Não! - Yeonjun logo se impôs. - Vamos hoje, é melhor. Não é, Soobin?

- Desculpe, Beomgyu. - Soobin suspirou, já decidido. - Não sei se conseguiria esperar mais.

Beomgyu apenas ficou calado, sua audição captando perfeitamente o som das gotas de água batendo sobre a superfície. Algo no garoto dizia que essa ida custaria muito caro, e por nada.


                             .     .     .

Teresa continuava a tentar se concentrar, o barulho de gotas de chuva caindo não estavam ajudando-a. Ao ouvir um forte barulho, a garota se virou, dando de cara com Soobin e os outros.

- Então você veio. - Beomgyu sussurrou.

- Falei que estaria aqui. - A menina disse, antes de se virar, novamente, para o enorme livro de mágia, que estava apoiado em uma grande pedra.

Os olhos de Yeonjun estavam concentrados na grande pedra que dava para a entrada da tumba. O garoto se aproximou e tentou empurrar a grande pedra, mas não conseguiu.

- Dá para você abrir isso logo? - Perguntou, impaciente.

- Cala a boca, Yeonjun. - Falou Soobin, a adrenalina carregada em seu corpo.

Beomgyu olhava ao redor enquanto Teresa sussurrava algumas palavras que ele não entendia. Algo o avisava que isso não sairia nada bem, nem um pouco bem. O menino deu um pequeno pulo, ao se assustar com a pedra se mexendo.

Yeonjun foi o primeiro a adentra a tumba, sendo seguido por Taehyun e Beomgyu, que entrou um pouco hesitante. Soobin deu uma última olhada em Teresa, que estava concentrada no feitiço, e seu nariz estava sangrando. Soobin inspirou fundo e entrou no local, mesmo muito fechado, o interior da tumba era iluminado por algumas tochas.

- Soobin hyung? - Soobin conseguiu ouvir a voz fina de Hueningkai o chamar.

O mais velho rapidamente retornou seu caminho, e se surpreendeu ao ver Hueningkai e ___ parados ali, ao lado de Teresa.

- O que estão fazendo aqui?

- Eu só... Senti que devia estar aqui, eu ouvi você falando que iria estar aqui com os outros. - Respondeu Hueningkai.

- Eu não quis deixar ele vim só. - Completou ___, limpando seus óculos encharcados de água.

- Droga. - Soobin resmungou, fechando, ligeiramente, os olhos. - Não importa mais, apenas fiquem aqui e não entrem de jeito nenhum! - O mais velho disse. - Eu já voltou.

Soobin adentrou novamente o local, havia corpos secos por toda parte.

- Ryujin não está aqui. - Yeonjun sussurrou, recebendo um olhar espantando de Soobin.

- Como não está aqui?

- Não está aqui, merda!

Yeonjun estava a um passo de surta, ele não podia perde Ryujin novamente, então ele continou a procura.

Soobin olhou para Beomgyu, que apenas negou com a cabeça. Um grito alto de Teresa deixou todos os quatro em alerta.

- Vamos embora. - O líder disse por fim, com certeza Teresa não iria aguentar mais por tanto tempo.

Beomgyu e Taehyun saíram na frente, mas Yeonjun continou ali, sussurrando coisas incompreensíveis e procurando algo entre os corpos.

- Yeonjun, vamos embora.

- Não posso ir, Ryujin está aqui! Ela prescisa estar aqui.

- Você não me ouviu? Nos prescisamos sair daqui!

- EU NÃO POSSO IR! - O mais velho gritou para Soobin.

Soobin foi em passos decididos em direção a Yeonjun, e o agarrou pelo braço, o puxando-o em direção a saída. Ele já conseguia ver Beomgyu e Taehyun fora, enquanto Yeonjun se debatia em seus braços. Em um momento de distração, ele sentiu Yeonjun escapar de seus braços, e um forte empurrão em seu ombro, fazendo o mais alto ser jogado para fora da tumba.

Soobin rapidamente se levantou, decidido em ir atrás de Yeonjun, mas ouve um porém, quando o garoto tentou entrar novamente na tumba, já não conseguia mais, alguma força invisível está o impedindo de entra, se quem estava de fora não podia entrar, quem estava dentro não podia sair. Soobin rapidamente levantou o olhar, encontrando um olhar assustado de Yeonjun.

Yeonjun correu para o fundo da tumba, milhares de coisas passando por sua cabeça. E ele continuava a procurar Ryujin, ele a queria tirar de lá, ao contrário de Soobin, o objetivo de Yeonjun sempre foi tirar a garota dali. Em um movimento de puro ódio, Yeonjun tirou a bolsa de sangue que estava no bolso da sua calça, que era para Ryujin, e tacou a bolsa de sangue com força no chão da tumba.

- Teresa. - ___ sussurrou, pegando o corpo fraco da menina em seus braços. - Teresa você está bem?

- Prescisa abrir a passagem, Yeonjun ainda está lá. - Soobin falou, eufórico.

- Não vê que ela não está nada bem? - ___ ralhou com o garoto. - Se ele está lá dentro é por quê escolheu está lá.

- Fica calada garota, você não sabe de nada.

- Não é hora de brigar. - Beomgyu interrompeu, a, futura, briga dos dois.

- Mas que porra? - A voz de Yeonjun atraiu a todos, o garoto ainda estava dentro do local. - Não consigo sair.

- Teresa. - Beomgyu sussurrou, gentilmente, para a menina. - Consegui terminar? Yeonjun ainda está lá dentro.

A menina apenas fez um sinal positivo com a cabeça e se equilibrou, com a ajuda de ___ e Beomgyu, antes de voltar ao seu objetivo.

Yeonjun já estava coberto pelo medo, o medo de ficar lá dentro, sem a sua Ryujin do seu lado.

- Não se preocupe Yeonjun hyung.

Em uma das dez tentativas de sair, Yeonjun finalmente conseguiu.

A pedra rapidamente voltou para o seu lugar de antes, e, a luz que sercava o local, foi apagada, deixando todos iluminados pela luz da lua.

Cercados pela escuridão.


                                  .     .     .


___ continuava a olhar para Teresa naquele estado de dá pena. A menina estava desacordada, seu rosto, que antes estava coberto de sangue, agora estava pálido, junto aos seus lábios.

- Não se preocupe, ela vai ficar bem. - Ela ouviu a voz de Soobin dizer, atrás de si. - Pelo menos é isso que Beomgyu disse.

Soobin foi em direção a sala, milhares de perguntas passando pela sua cabeça. E a principal causadora dessas perguntas era outra pergunta: Aonde Ryujin estava?

Seu olhar parou em Yeonjun, que estava jogado no sofá, se embebedando, mesmo sabendo que o álcool não fazia efeito algum em seu organismo.

- Mais que droga. - O mais velho disse, logo em seguida, jogando a garrafa de whisky na parede, fazendo vários pedaços de vidro rodar em direções diferentes.

- Você vai limpar isso depois!

- Soobin hyung, onde está Ryujin? - Hueningkai perguntou, baixinho.

Soobin rapidamente lançou um olhar cortante para Yeonjun, que apenas o ignorou e continuou bebendo.

- Você não consegue mesmo ficar calado, não é mesmo? - Ralhou Soobin. - Deve estar morto de feliz agora que sabe que Ryujin está por aí.

- Vai se foder, Soobin!

Yeonjun apenas se levantou do sofá e foi em direção ao seu quarto, batendo a porta com força. O nome "Ryujin" se repetindo várias vezes em sua cabeça.

- Aonde você está, Ryujin? - O garoto perguntou, enquanto encarava a janela de seu quarto, que dava uma visão perfeita da chuva forte que caia.

                                   .     .    .


___ não conseguia dormir, eram três e vinte da manhã, a garota só conseguia ficar rodando na cama. Ao seu lado, Hueningkai dormia profundamente ao seu lado, o cabelo liso e castanho caindo perfeitamente sobre seu rosto, que tinha uma expressão tranquila.

___ colocou seus óculos e se enrolou com um pano grosso, por causa do frio excessivo da casa. A menina andou lentamente até a sala, e parou repentinamente ao vê Soobin sentado no sofá da sala, o garoto não parecia ter percebido sua presença ali.

- Sim, eu sei que você está ai. - A voz grave do garoto se fez presente na sala, que o único barulho auditivo era das gotas de chuva.

- Não consegue dormir? - ___ perguntou, se aproximando do garoto, e se sentando no sofá a sua frente.

Soobin apenas deu de ombros, não queria conversar, não naquele momento, e muito menos com ela.

A menina apenas se aconchegou no sofá e se enrolou com o pano que tinha trazido, e ficou encarando o fogo da lareira.

Estava tudo calmo, muito calmo naquela noite. Tudo tão silencioso e tranquilo na casa, apenas naquele local.

Já na tumba não está assim. No meio da escuridão do local era possível vê olhos vermelhos se destacando na escuridão.

Não apenas dois olhos, mas sim vários! Dois, quatro, seis e vários outros.

Olhos de monstros que despertavam da escuridão, despertavam com o coração cheio de mágoa e ódio.

Olhos que prometiam se vingar, custe o que custar.



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