História Peça-me o que quiser - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Visualizações 287
Palavras 3.241
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Orange, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Não tenho mesmo a menor ideia se alguém já postou ou está postando essa estória em alguma plataforma. Mas de qualquer forma peço que me avisem se querem que eu continue a postar ou não.

Boa leitura.

Capítulo 1 - Capitulo 1


Que mala é a minha chefe.
Sinceramente, no fim das contas vou ter que pensar igual à metade da empresa: que ela e Killian, meu colega que se acha o máximo, têm um caso.
Mas não. Não quero ser maliciosa e entrar na de todo mundo. O disse me disse das fofocas.
Desde janeiro eu trabalho na Swan's, uma companhia farmacêutica alemã.
Sou a secretária da chefe das sucursais e, embora eu goste do meu emprego, muitas vezes me sinto explorada. Sério...só falta minha chefe me amarrar na cadeira e enfiar um pedaço de pão na minha boca em vez de me deixar almoçar.
Quando por fim termino a pilha de trabalho que minha querida chefe me encarregou de concluir até o dia seguinte, deixo os relatórios na mesa dela e volto à minha. Pego minha bolsa e vou embora sem olhar para trás. Preciso sair do escritório ou acabarei em todos os jornais como assassina em série de chefes que se acham o centro do mundo.
São 23h20....Tarde pra caramba!
Na rua cai um dilúvio. Perfeito! Tempestade de verão. Chego à porta e, depois de tomar coragem, corro até o estacionamento, onde me espera meu amado Léon. Entro ensopada na garagem e, após apertar o botão de comando, Leonzinho pisca suas luzes me dando as boas-vindas. É tão fofo...!
Logo me enfio no carro. Não sou medrosa, mas não gosto de estacionamentos, e menos ainda quando ficam assim tão desertos a uma hora dessas.
Automaticamente, começo a me lembrar de filme de terror em que uma mulher caminha por um desses estacionamentos e um desalmado vestido de preto aparece e a apunhala até a morte. Caraca, que situação!
Entro no carro, aciono as travas, abro a bolsa, tiro um lenço de papel e enxugo o rosto. Estou encharcada! Mas, justo quando vou enfiar as chaves na ignição...putz!, elas caem. Solto um palavrão no escuro e me abaixo para procurá-las. 
Passo a mão pelo assoalho. À direita elas não estão. À esquerda também não. Droga...encontro o pacote de chicletes que fiquei dias procurando. Ótimo!
Continuo tateando o chão do carro e por fim encontro as chaves. Então ouço umas risadas próximas e olho ao redor com cuidado para que não me vejam. 
Ai meu Deus!
Entre risadas e carícias vejo se aproximarem minha chefe e Killian. Parecem entretidos. Isso me irrita. Eu me matando de trabalhar até as onzes e tanto e eles na farra. Que injustiça! Logo minha chefe e Killian se apoiam na coluna lateral e se beijam.
Olha isso...!
Não acredito!
Semiagachada no interior do meu carro pra que não me vejam, contenho a respiração. Por favor...por favor! Se eles descobrirem que estou aqui, vou morrer de vergonha. Não, isso não pode acontecer. De repente, minha chefe larga a bolsa e sem a menor cerimônia toca com a maior determinação no meio das pernas de Killian. Está tocando ele!!!
Minha nossa! Mas o que é que estou vendo?
Meu Deus! Agora é Killian quem enfia a mão por baixo da saia dela. Ele levanta minha chefe, a empurra para cima contra a coluna e começa a se esfregar nela. Uau!
Ai, meu Deus! Que é que eu faço?
Quero dar o fora. Não quero ver o que estão fazendo, mas também não posso ir embora daqui. Se eu arrancar, eles vão saber que eu estava espiando.Então, agachada e sem me mexer, não posso deixar de ver o que eles fazem.
Logo Killian a obriga a virar de costas. Ele a coloca sobre o capô do carro, abaixa a calcinha, primeiro com a boca e em seguida com as mãos. Caraca, estou vendo a bunda da minha chefe! Que horror! E nesse momento escuto Killian perguntando:
— Diz, o que você quer que eu faça contigo?
Minha chefe, como uma gata no cio, murmura completamente entregue:

— O que você quiser... o que você quiser.
Uau, que isso, meu Deus, que isso! E eu na primeira fila. Só falta a pipoca.
Killian volta a empurrá-la sobre o capô. Abre suas pernas e chupa ela. Ai, minha nossa! Mas do que estou sendo testemunha? Minha chefe, dona Maníaca, solta um gemido e eu tapo os olhos. Mas a curiosidade, a atração pelo proibido, ou seja lá como isso se chame, me domina e eu os destapo. Sem piscar vejo como ele, após se deliciar, se afasta delas uns centímetros e lhe enfia um dedo, logo dois, e, levantando-se, agarra sua cabeleira ruiva e a puxa para si, enquanto mexe seus dedos a um ritmo que, por que negar?, faria qualquer uma suspirar.
—Siiiiiiiiiiiiiiiiim! —escuto minha chefe gemer.
Respiro com dificuldade.
Vou ter um troço.
Que calor!
Goste ou não, ver tudo isso está me dando frenesi, e não é porque eu tenho andado nervosa. Minha vida sexual é supermorna, beirando o previsível, então essa cena ao vivo e em cores está me excitando.
Killian abre a braguilha de sua calça cinza. Põe para fora seu pênis mais que aceitável. Ai, Killian! E fico boquiaberta quando vejo que ele mete tudo de uma vez só. Assim eu morro! Mas de praser... E justo pelo que faz minha chefe gemer.
Meus mamilos estão duros, e logo me dou conta de que estou tocando neles. Mas em que momento enfiei a mão por dentro da blusa? Depressa eu tiro a mão dali, mas meus mamilos e o meu desejo protestam. Eles querem mais! Mas não. Assim não pode ser. Não faço essas coisas. Minutos depois, após vários gemidos e sacolejos, Killian e minha chefe se recompõem. Uau! Já terminaram! Eles entram no carro e partem. Respiro aliviada.

Quando por fim volto a ficar sozinha no estacionamento, saio do meu esconderijo e me ajeito no banco do carro. Minhas mãos tremem. Excitada pelo que acabo de presenciar, fecho os olhos enquanto vou me acalmando e penso em como seria fazer sexo nessa intensidade. CALIENTE!
Dez minutos depois, arranco com o carro e deixo o estacionamento. Vou beber cerveja com meus amigos. Preciso me refrescar e refrescar minha... febre.

No dia seguinte, quando chego ao escritório, todos parecem felizes. Cruzo com Killian e não posso deixar de sorrir. Ele e a chefe. Se eles soubessem que os vi...mas, como não quero pensar nisso, vou até minha mesa e, enquanto ligo o computador, vejo que ele vem vindo.
– Bom dia, Regina.
– Bom dia.
Killian, além de ser meu colega, é um sujeito muito simpático. Desde meu primerio dia no escritório, ele tem sido um amor comigo e nos damos muito bem. Quase todas no trabalho babam por ele, mas, não sei por quê, em mim ele não surte o mesmo efeito. Será que não gosto de caras meiguinhos e sorridentes? Mas, claro, agora, sabendo o que sei e tendo visto como é bem dotado, não posso deixar de olhá-lo de outra forma enquanto tento não gritar: "Garanhão!"
– Está sabendo que hoje á tarde tem reunião geral?
– Aham.
Como era de se esperar, ele sorri, segura meu braço e diz:
– Vem, vamos tomar um café. Sei que você adora um cafezinho e uma torrada da cafeteria.
Sorrio também. Como me conhece, esse desgraçado... Além de simpático e gato, o cara não deixa passar uma. Isso, somando a seu sorriso constante, é o grande atrativo de Killian. Sempre gentil. É assim que ele enrola todas na conversa.
Quando chegamos à cafeteria do nono andar, vamos ao balcão, fazemos os pedidos e nos dirigimos à nossa mesa. Digo "nossa mesa" porque sempre sentamos ali. David e August se juntam a nós. Um casalzinho gay com o qual me dou muito bem. Como sempre, me dão um beijinho no pescoço e me fazem rir. Começamos a conversar e eu logo me lembro do que vi na noite anterior no estacionamento. Killian e a chefe! Que trepada insana, e bem na minha frente. Que menino-prodígio, esse meu colega!
– O que houve? Você parece distraída - pergunta Killian.
Sua abordagem me desperta. Olho para ele e respondo, tentando esquecer as imagens que surgiam na minha mente:
– Estou meio fora do ar, eu sei. Meu gato está cada dia mais fraquinho e...
– Que pena, o trampinho - murmura David, e August faz uma cara compreensiva.
– Ah, sintou muito, querida - responde Killian, enquanto segura minha mão.

Por alguns instantes conversamos sobre meu gato e isso me deixa ainda mais triste. Adoro o Trampo e, inevitalvelmente, a cada dia que passa, cada hora, cada minuto, seu tempo de vida diminui. É algo que aprendi a admitir desde que o veterinário me alertou, mas ainda assim me dói. Me dói muito.
Logo minha chefe chega , rodeada por vários homens, como sempre. É uma galinha! Killian a vê e sorri. Eu fico quieta. Minha chefe é uma mulher muito atraente. Cá entre nós, ela é uma gostosona poderosa, uma morena cheia de si, solteira mas não solitária, e que dizem ter vários casos na empresa. Cuida-se como ninguém e vai todo dia à academia. Ou seja, ela gosta... que gostem dela.
– Regina - me interrompe Killian. - Falta muito?
Volto a mim e deixo de olhar minha chefe para olhar meu café da manhã. Bebo um gole de café e respondo:
– Terminei!
Nos quatro nos levantamos e saímos da cafeteria. Temos de começar a trabalhar.
Uma hora mais tarde, após tirar umas cópias e finalizar um documento, me dirijo à sala da minha chefe. Bato na porta e entro.
– Aqui está o contrato pronto para a sucursal de Albacete.
– Obrigada - responde secamente enquanto passa os olhos pelo documento.
Como de hábito, fico parada diante dela à espera de suas ordens. O cabelo da minha chefe é lindo. tão ondulado, tão cuidado. Nada a ver com meu cabelo preto e liso que costumo prender num coque no alto da cabeça. O telefone toca e antes que ela me olhe eu atendo.
– Sala da senhora Milah Stilskin. Quem fala é a secretária, senhorita Mills. Em que posso ajudá-la?
– Bom dia, senhorita Mills - responde uma voz profunda de uma mulher com leve sotaque estraneiro. - Aqui é Emma Swan. Eu gostaria de falar com sua chefe.
Ao reconhecer aquele nome, reajo depressa.
– Um momento, senhora Swan.
Minha chefe, ao escutar aquele sobrenome, larga os papéis que até então segurava e, a pós literalmente arrancar o telefone das minhas mãos, diz com um sorriso encantador nos lábios:
– Emma...que bom você ter ligado! - Depois de um breve silêncio, continua: - Claro, claro. Ah! Mas você já chegou a Madri?... - Então solta uma gargalhada super falsa e sussura: - Claro, Emma. Te espero às duas na recepção pra almoçar. E após dizer isso, desliga e olha pra mim. 
– Marque um horário pra mim no cabeleireiro para dentro de meia hora. Depois, uma reserva pra dois no restaurante da Emma.

Dito e feito. Cinco minutos mais tarde, ela sai voando do escritório e volta uma hora e meia depois com seu cabelo mais brilhante e bonito e com a maquiagem retocada. Às 13h45, vejo Killian batendo na sua porta e entrando. Olha isso! Não quero nem pensar no que estarão fazendo. Passados cinco minutos, ouço gargalhadas. Às 13h55, a porta se abre, os dois saem e minha chefe vem falar comigo. 
— Regina , você já pode ir almoçar. E lembre-se: estarei com a senhorita Swan. Se às cinco eu não tiver voltado e você precisar de qualquer coisa, ligue pro meu celular. Quando a bruxa má e Killian vão embora, eu enfim respiro aliviada. Solto o cabelo e tiro os óculos. Depois pego minhas coisas e caminho até o elevador. Meu escritório fica no 17º andar. O elevador para em vários andares para pegar outros funcionários, e com isso ele sempre demora a chegar ao térreo. De repente, entre o quinto e o sexto andar, o elevador dá um tranco e para completamente. As luzes de emergência se acendem, e Belle , do almoxarifado, começa a gritar. 
— Ai, minha Nossa Senhora! O que está acontecendo?
— Fique calma — respondo. — Acabou a luz, mas com certeza vai voltar daqui a pouco. 
— E vai demorar quanto? 
— Não sei, Belle. Mas, se você ficar nervosa, vai se sentir mal aqui dentro e esse tempo vai parecer uma eternidade. Então respire fundo e você vai ver como a luz volta num piscar de olhos. Mas, vinte minutos depois, a luz ainda não tinha voltado, e Belle, como várias meninas da contabilidade, entram em pânico. Percebo que tenho de fazer alguma coisa. Vejamos. Não gosto nada de estar presa num elevador. Fico agoniada e começo a suar. Se eu entrar em pânico, vai ser pior, então decido buscar soluções. Primeiro, junto o cabelo na nuca e prendo com uma caneta. Depois passo minha garrafinha d'água para Belle beber e tento brincar com as meninas da contabilidade enquanto distribuo chicletes de morango. Mas meu calor vai aumentando, então tiro um leque da minha bolsa e começo a me abanar. Que calor! 
Nesse momento, uma das mulheres que estava apoiada num canto do elevador fica mais perto de mim e me segura pelo cotovelo. 
— Você está bem? 
Sem olhar para ela e sem deixar de me abanar, respondo:
— Uf! Quer que eu minta ou diga a verdade? 
— Prefiro a verdade. 
Achando graça, me viro em sua direção e, de repente, meu nariz roça contra uma jaqueta cinza. Cheira muito bem. Perfume caro. 
Mas o que ela faz tão perto de mim? 
Imediatamente dou um passo pra trás e fixo o olhar nela pra ver quem é. Devo logo dizer que é alta — eu chego apenas à altura dos ombros. Também tem cabelos louros, é jovem e de olhos claros. Não me lembra ninguém, e, ao perceber que ela me observa à espera de uma resposta, eu cochicho para que só ela possa ouvir: 
— Cá entre nós, jamais gostei de elevadores e, se as portas não se abrirem logo, vou ter um troço e... 
— Um troço? 
— Aham. 
— O que é "ter um troço"? 
— Isso, na minha língua, significa perder a compostura e ficar louca — respondo, sem parar de me abanar. — Pode acreditar. Você não ia gostar de me ver nessa situação. Inclusive, se eu não tomo cuidado, solto espuma pela boca e minha cabeça gira como a da menina de O exorcista. É um espetáculo e tanto! — Meu nervosismo aumenta e eu lhe pergunto, numa tentativa de me acalmar: 
— Quer um chiclete de morango? 
— Obrigado — responde ela e pega um.
Mas o engraçado é que ela abre e coloca o chiclete na minha boca. Aceito, surpresa, e, sem saber por quê, abro outro chiclete e faço a operação inversa. Ela, divertindo-se, também aceita. 
Olho para Belle e para as outras. Continuam histéricas, suadas e pálidas. Então, decidida a não deixar minha própria histeria aumentar, tento puxar conversa com a desconhecida. 
— Você é da empresa? 
— Não. 
O elevador se move e todas começam a gritar. Eu não fico atrás. Seguro no braço da mulher e torço a manga de sua jaqueta. Quando volto a mim, eu a solto em seguida. 
— Perdão... perdão — me desculpo.
— Fique calma, não foi nada.
Mas não consigo ficar calma. Como vou ficar calma presa num elevador? De repente sinto uma coceira no pescoço. Abro minha bolsa e tiro um espelhinho da nécessaire. Me observo nele e começo a xingar. 
— Merda, merda! Estou me enchendo de brotoejas!
Percebo que a mulher me olha com espanto. Afasto o cabelo do pescoço e mostro a ela. 
— Quando fico nervosa, minha pele se enche de brotoejas, está vendo? 
Ela faz que sim e eu me coço. 
— Não — diz, segurando minha mão. — Se você fizer isso, vai piorar.
E sem pensar duas vezes se inclina e sopra meu pescoço. Ai, Deus! Como ela é cheirosa e como é gostoso sentir esse ventinho! Dois segundos mais tarde, me vejo caindo no ridículo ao soltar um pequeno gemido.
O que estou fazendo? 
Tapo o pescoço e tento desviar o assunto.
— Tenho duas horas para almoçar e, como ainda estamos aqui, hoje não almoço! 
— Suponho que seu chefe entenderá a situação e te deixará chegar um pouco mais tarde.
Isso me faz sorrir. Ela não conhece minha chefe. 
— Acho que você supõe demais. — Cheia de curiosidade, digo: — Pelo sotaque você é...
— Alemã. 
Não me espanta. Minha empresa é alemã, e gringos como aquela aparecem todos os dias por aqui. Mas, sem conseguir evitar, eu a olho com um sorrisinho malicioso. 
— Boa sorte na Eurocopa! Com expressão séria, ela dá de ombros.
— Não me interesso por futebol. 
— Não? 
— Não. 
Surpresa com o fato dela não gostar, já que os alemães são uns viciados em futebol, me encho de orgulho ao pensar na nossa seleção e sussurro para mim mesma: 
— Pois você não sabe o que está perdendo.
Calmamente ela parece ler meus pensamentos e se aproxima de novo de minha orelha, provocando-me arrepios. 
— De qualquer forma, ganhando ou perdendo, aceitaremos o resultado — ela me sussurra.
Ao dizer isso, dá um passo atrás e volta a seu lugar.
Será que meu comentário a irritou? 
Eu a imito e viro pro lado para não ter de vê-la. Olho no relógio: 14h15. Merda! Já perdi 45 minutos do meu almoço e não dá mais tempo de chegar ao Vips. Com a vontade que eu tinha de comer um Vips Club... Enfim! Vou parar no bar de Almudena e engolir um sanduíche. Não tenho tempo para mais nada. 
Logo as luzes se acendem, o elevador retoma seu movimento e todos nós aplaudimos. 
E eu sou a primeira!
Movida pela curiosidade, volto a olhar para a desconhecida que se preocupou comigo e vejo que ela continua me observando. Uau, com as luzes acesas ela é ainda mais alta e mais sexy!
Quando o elevador chega ao térreo e as portas se abrem, Belle e as moças da contabilidade saem como cavalos desenfreados entre gritinhos e gestos de histeria. Como me alegro por não ser assim. A verdade é que sou meio moleca. Meu pai me criou desse jeito. Porém, quando saio, me vejo diante da minha chefe. 
— Emma, pelo amor de Deus! — eu a ouço dizer. — Quando desci para te encontrar e irmos almoçar e recebi seu Whatsapp avisando que você estava presa no elevador, quase morri! Que angústia! Você está bem? 
— Estou ótima— responde a voz da mulher que falou comigo apenas uns momentos antes. 
Na hora minha cabeça rebobina. Emma. Almoço. Chefe. Emma Swan, a chefona, foi a ela que eu disse que sou como a menina de O exorcista e em quem enfiei um chiclete de morango na boca? Fico vermelha como um tomate e me recuso a olhá-la na cara.
Meu Deus! Como sou ridícula!
Gostaria de escapar daqui o quanto antes, mas então sinto que alguém me segura pelo cotovelo. 
— Obrigado pelo chiclete... senhorita? 
— Regina — responde minha chefe. — Ela é minha secretária. 
O agora identificada como senhora Emma Swan, faz que sim com a cabeça e, sem se importar com a expressão no rosto da minha chefe, porque não olha para ela mas para mim, diz: 
— Então é a senhorita Regina Mills, certo? 
— Sim — respondo como uma boba. Como uma idiota completa! 
Minha chefe, que fica entediada quando não é a protagonista do momento, a agarra possessivamente pelo braço, puxando-a. 
— Que tal irmos almoçar, Emma? Já está super tarde! 
Sentindo que elas vão embora, levanto a cabeça e sorrio. Instantes depois, aquela mulher incrível de olhos claros se afasta, embora, antes de passar pela porta, se vira e me olhe. Quando por fim desaparece, suspiro e penso: "Por que não fiquei quietinha no elevador?"



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