História Peça-me o que quiser - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Visualizações 297
Palavras 2.260
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Orange, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capitulo 2


Na manhã seguinte, quando chego ao escritório, a primeira pessoa que encontro ao entrar na cafeteria é a senhora Swan. Noto que ela ergue o olhar e me observa, mas eu me faço de sonsa. Não estou a fim de cumprimentá-la. 

 

Agora já sei quem ela é, e sempre acreditei que os chefões, quanto mais longe estiverem, melhor. Sem vergonha, safada... Mas a verdade é que essa mulher me deixa nervosa. Do seu lugar é escondida atrás de um jornal, intuo que está me observando, que está me estudando. Levanto os olhos e... não é que tenho razão? Bebo rapidamente o café e vou embora. Preciso trabalhar. 
Durante o dia volto a esbarrar com ela em vários lugares. Mas, quando assume a antiga sala de seu pai, que fica bem em frente à minha e ligada pelo arquivo à da minha chefe, quero morrer! Em nenhum momento se dirige a mim, mas posso sentir seu olhar onde quer que eu esteja. Tento me esconder atrás da tela do computador, mas é impossível. Ela sempre arruma um jeito de cruzar o olhar com o meu. 
Quando saio do escritório, vou direto para a academia. Uma aula de spinning e um tempinho na jacuzzi me tiram todo o estresse acumulado, e chego em casa super- relaxada, pronta pra dormir. 
Nos dias seguintes, mais do mesmo. A senhora Swan, essa chefona gata com quem comecei a sonhar e que o escritório inteiro venera e puxa o saco, aparece por todos os lados aonde quer que eu vá, e isso está me deixando nervosa.
É uma mulher séria, antipática, e se limita a sorrir. Mas percebo que me procura com o olhar, e isso me desconcerta. 
Os dias vão passando e, finalmente, uma manhã a gente se esbarra e troca sorrisinhos. Mas o que estou fazendo? Nesse dia ela já não fecha a porta de sua sala, e seu ângulo de visão é ainda melhor. Consegue me ter totalmente sob controle. Que agonia, meu Deus! 
Como se não bastasse, a cada dia que cruzo com ela na cafeteria, ela me observa... me observa... e me observa. Se bem que, quando me vê com Killian ou os outros caras, vai embora depressa. Que coisa!
Hoje estou atoladíssima com as pilhas de papel que a maníaca da minha chefe me pediu. Como sempre, parece esquecer que Killian, embora seja o secretário da senhora Swan, é quem deve se ocupar de cinqüenta por cento da papelada que gerenciamos. 
Na hora do almoço aparece no escritório o objeto dos meus sonhos úmidos e, após cravar seu olhar insistente sobre mim, entra na sala da minha chefe sem bater na porta, e dois segundos depois elas saem juntas e vão almoçar. 
Quando fico sozinha, me sinto enfim aliviada. Não sei o que acontece, mas a presença dessa mulher me dá calor e faz meu sangue ferver. Depois de arrumar um pouco a minha mesa, decido fazer o mesmo que elas e ir comer. Mas é tamanha a confusão de papéis que me esperam que, em vez de usar minhas duas horinhas para o almoço, saio apenas por uma hora e volto em seguida.
Ao chegar, enfio minha bolsa no gaveteiro, pego meu iPod e coloco os fones de ouvido. Se há algo de que gosto nesta vida, é música. Minha mãe ensinou a meu pai, minha irmã e a mim que quem canta seus males espanta. Este é, entre outros tantos, um de seus legados, e talvez por isso adoro ouvir música e passo o dia cantarolando. Após ligar meu iPod, começo a cantar enquanto me ocupo dos papéis. Minha vida se reduz à papelada! 
Entro carregada de pastas na sala da maníaca da minha chefe e abro uma espécie de aparador que usamos como arquivo. Esse aparador se comunica com a sala da senhora Swan, mas, como sei que ela não está, relaxo e começo a arquivar enquanto cantarolo.
— Senhorita Mills, a senhorita canta muito mal. Essa voz. Esse sotaque.
Assustada, derrubo no chão a pasta que eu segurava. Me abaixo para pegá-la e, putz!, dou uma topada nela. Na senhora Swan. Com a angústia que tenho estampada na cara pela quantidade de gafes que estou cometendo com essa super chefona alemã...! Olho para ela e tiro os fones do ouvido. 
— Me desculpe, senhora Swan — murmuro. 
— Não tem problema. — Toca meu rosto e pergunta com familiaridade: 
— Você está bem? 
Como um bonequinho, desses instalados na parte traseira de alguns carros, faço que sim com a cabeça. Outra vez me pergunta se estou bem. Que fofa! Sem poder evitar, meus olhos e todo o meu ser a examinam em profundidade: alta, longos cabelos louros , aparenta ter uns trinta anos, corpo definido, olhos verdes, voz profunda e sensual... Convenhamos, um espetáculo.
— Lamento tê-la assustado — acrescenta. — Não era minha intenção. Volto a mover a cabeça como um boneco. Como sou boba! Levanto com a pasta nas mãos e pergunto:
— A senhora Stilskin veio com a senhora?
— Veio.
Surpresa com a informação, já que não a vi entrar em sua sala, começo a tentar sair do arquivo, quando a alemã agarra meu braço. 
— O que você estava cantando? 
Aquela pergunta me pega tão de surpresa que estou prestes a soltar: "E o que você tem com isso?" Mas, felizmente, contenho o impulso. 
— Uma música. 
Ela sorri. Meu Deus! Que sorriso! 
— Eu sei... Gostei da letra. Que música é essa?
— Blanco y negro, de Malú, senhora Swan. 
Mas parece que está achando engraçado. Será que está rindo de mim? 
— Agora que você sabe quem eu sou, me chama de senhora? 
— Desculpe, senhora Swan — esclareço com profissionalismo. — No elevador eu não a reconheci. Mas, agora que já sei quem é, devo tratá-la como merece. 
Ela dá um passo na minha direção e eu dou outro para trás. O que está fazendo? 
Ela dá mais um passo e eu, ao tentar fazer o mesmo, me grudo ao aparador. Não tenho saída. A senhora Swan, essa mulher sexy em cuja boca enfiei há alguns dias um chiclete de morango, está quase em cima de mim e se aproxima mais , ficando com nossos rostos bem próximos. 
— Eu gostava mais quando você não sabia quem eu era — murmura. 
— Senhora, eu... 
— Emma. Meu nome é Emma. 
Confusa e descontrolada pela excitação que essa mulher está me despertando, engulo a enxurrada de sensações que formigam por todo o meu corpo. 
— Me desculpe, senhora. Mas isso não me parece correto. E, sem me pedir permissão, tira a caneta que prendia meu coque, e meu cabelo liso e escuro cai sobre meus ombros. Eu a encaro. Ela me encara também. E nossos olhares são seguidos por um silêncio mais que significativo, durante o qual nós duas ficamos com a respiração entrecortada. 
— O gato mordeu sua língua? — me pergunta, rompendo o silêncio. 
— Não, senhora — respondo, à beira de um colapso. 
— Então onde escondeu a garota brilhante do elevador? 
Quando vou responder, ouço as vozes de minha chefe e Killian , que entram na sala. Swan cola seu corpo ao meu e me manda ficar quieta. Sem saber muito bem por quê, obedeço.
— Onde está Regina? — ouço minha chefe perguntar. 
— Deve estar na cafeteria. Foi tomar uma Coca. Vai demorar — responde Killian e fecha a porta da sala da minha chefe.
— Tem certeza? — Tenho — insiste Killian. — Vamos, vem cá e deixa eu ver o que você está usando hoje debaixo da saia.
Meu Deus! Isso não pode estar acontecendo!
A senhora Swan não deveria ver o que eu acho que esses dois estão prestes a fazer. Penso. Penso em como distraí-la ou despistá-la, mas nada me ocorre. Aquela mulher está quase em cima de mim, sem parar de me olhar. 
— Tudo bem, senhorita Mills. Vamos deixar que eles se divirtam — me sussurra. 
Quero morrer! 
Que vergonha!!
Instantes depois, não se ouve nada exceto o som das bocas e línguas deles dois se encontrando. Assustada com aquele silêncio incômodo, espio pela abertura da porta do arquivo e tapo a boca ao ver minha chefe sentada sobre sua mesa e Killian acariciando- a. Minha respiração se acelera e Swan sorri. Passa a mão pela minha cintura e me puxa ainda mais para si. 
— Excitada? — pergunta. 
Olho para ela e não digo nada. Não pretendo responder essa pergunta. Estou envergonhada pelo que estamos presenciando juntas. Mas seus olhos curiosos se cravam em mim e ela aproxima sua boca da minha. 
— O futebol a deixa mais excitada do que isso? — insiste.
Ai, Deus! Ela é que me deixa excitada. Ela, ela e ela.
Como não ficar excitada com uma mulher como essa em cima de mim e diante de uma situação como essa? Que se dane o futebol! No fim, volto a fazer que sim com a cabeça como um bonequinho. Que sem-vergonha eu sou. 
Swan, ao me ver tão alterada, também move a cabeça. Espia pela fresta e me arrasta até ficarmos as duas diante do vão da porta. O que vejo me deixa sem palavras. Minha chefe está de pernas abertas sobre a mesa, enquanto Killian passeia sua boca com vontade no meio das coxas dela. Fecho os olhos. Não quero ver isso. Que vergonha! Instantes depois, a alemã, que continua me segurando com força, me empurra de novo contra o arquivo e me pergunta ao pé do ouvido: 
— Está assustada com o que vê? 
— Não... — Ela sorri e eu acrescento, cochichando: — Mas não acho certo a gente ficar espiando, senhora Swan. Acho que... 
— Espiá-los não vai nos fazer mal e, além do mais, é excitante. 
— É minha chefe. 
Faz um gesto afirmativo e, enquanto passa sua boca por minha orelha, sussurra: 
— Eu daria tudo para que fosse você que estivesse em cima da mesa. Passearia minha boca por suas coxas, para depois enfiar minha língua dentro de você e te possuir.
Boqiaberta.
Perplexa. 
Alucinada.

Mas... o que foi que essa mulher disse?
Impressionada e absurdamente excitada, me preparo para dar uma resposta atrevida quando, de repente, todo meu corpo reage e eu sinto meu ventre se contraindo. O que essa mulher acaba de dizer está mexendo comigo e eu não consigo disfarçar, por mais grosseiro que tenha sido o comentário dela. Então, o percurso de seus lábios se detém diante da minha boca. Sem tirar os olhos de mim, põe para fora sua língua molhada, passa por meu lábio superior, depois pelo inferior e, finalmente, me dá uma leve e doce mordidinha no lábio. 
Não me mexo. Não consigo nem respirar! 
Ao ver que estou ofegante, volta a esticar a língua e, sem pensar, eu abro a boca.
Quero mais. Suas pupilas se dilatam. Confiante, enfia a língua na minha boca e, com uma habilidade que me deixa atordoada, começa a movê-la até me fazer perder os sentidos.
Esquecendo tudo, correspondo a suas exigências e em seguida sinto que sou eu quem se aperta contra seus seios em busca de algo mais. Me deixo levar pelo meu desejo. Durante alguns segundos, nos beijamos apaixonadamente no mais absoluto silêncio, enquanto escutamos os gemidos da minha chefe. Meu corpo treme ao contato de seu corpo. Sinto suas mãos agarrando minha bunda e tenho vontade de gritar... mas de prazer! Logo retira sua língua da minha boca e, sem tirar de mim seus olhos verdes , pergunta: 
— Janta comigo? 
Volto a balançar a cabeça, mas desta vez para negar. Não pretendo jantar com ela. É a chefona, a dona da empresa. Mas minha resposta não parece agradar, e ela afirma: 
— Sim. Você vai jantar comigo. 
— Não. 
— Gosta de me contrariar? 
— Não, senhora. 
— Então? 
— Não janto com chefes. 
— Comigo sim. 
Sua proximidade é irresistível, e o novo ataque à minha boca é arrebatador. Se antes houve faíscas, agora é puro fogo. Ardor... Calor... E, quando consegue me ter derretida em suas mãos, tira novamente a língua da minha boca e insinua um sorriso. Adoro essas insinuações!
Sem fala e perturbada, eu a encaro. Que merda estou fazendo? Sem se mexer um milímetro sequer, pega do bolso um Blackberry preto e começa a digitar. Minutos depois, ouço baterem na porta da minha chefe, ao mesmo tempo que ela me pede silêncio. Killian e ela se recompõem rapidamente e eu não consigo deixar de me surpreender com sua capacidade de reação. Segundos mais tarde, Killian abre.
— Desculpe, senhora Stilskin — diz uma voz que não reconheço.
— A senhora Swan quer tomar um café com a senhora. Está esperando na cafeteria do nono andar. 
Através da porta entreaberta e ainda com a alemã em cima de mim, vejo Killian indo embora e minha chefe tirando uma nécessaire de uma das gavetas de sua mesa. Retoca o batom rapidamente e, depois de ajeitar o cabelo e a roupa, sai da sala. Nesse momento, sinto que a pressão dessa mulher sobre mim diminui, e ela me solta. 
— Ouça, senhora Swan... Mas ela não me deixa falar. Volta a pôr um dedo na minha boca. Sinto vontade de mordê-lo, mas me contenho. E, após abrir as portas do arquivo, me olha e diz: 
— Tudo bem. Não nos trataremos por "você" — Caminha até a porta e acrescenta com uma segurança esmagadora: 
— Passo na sua casa às nove. Esteja linda, senhorita Mills.
E eu fico olhando para a porta como uma idiota. 
Mas qual é a dessa mulher? 
Quero gritar "não!", mas, se eu fizer isso, o escritório inteiro vai me ouvir. Cheia de calor e agitada, saio do arquivo e, enquanto caminho até minha mesa, meu celular apita. Uma mensagem. Abro e fico espantada quando leio: "Sou sua chefe e sei onde a senhorita mora. Nem pense em não estar pronta às nove em ponto."



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