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História Peça-me o que Quiser - Capítulo 4


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Notas do Autor


Boa leitura meus amores! 🔥

Capítulo 4 - Capítulo 4


No dia seguinte, quando chego ao escritório e entro na sala da minha chefe para buscar uns arquivos, suspiro ao me lembrar do que aconteceu ali na véspera. Quase não dormi. Não paro de pensar no Sérgio e no que houve entre nós.

Disposta a enfrentar um novo dia, ligo meu computador e em seguida meu telefone toca. É da recepção para avisar que um jovem com um buquê de flores está perguntando por mim. Murillo? Nervosa, me levanto da cadeira. Nunca ninguém me mandou flores e tenho certeza de quem foi: Sérgio Marquina.

Com o coração disparado , vejo as portas do elevador se abrirem, e um jovem com um boné vermelho e um lindo buquê confere a numeração das salas. Mas, ao se dar conta de que estou olhando para ele, aperta o passo.

- Por acaso você é a senhorita Murillo? – pergunta ao chegar perto de mim.

Quero gritar: “Sim! Meu Deeeeeus!”

O buquê é espetacular. Lindas rosas vermelhas e amarelas. Amei!

O jovem do boné vermelho me olha e, por fim, respondo “sim” à sua pergunta.

- Assine aqui e, por favor, entregue esse buquê à senhora Silene Oliveira.

Minha boca abre e não fecha mais. 

Mas que porra é essa? Que filho da puta esse Marquina. 

É pra minha chefe?

Um Balde de água fria. Meus breves segundos de felicidade por me considerar alguém especial foram por água abaixo. Mas, sem querer deixar minha decepção transparecer, pego esse maldito buquê, olho para ele e quase choro, minha vontade é de jogar no lixo. 

Deixo o buquê sobre minha mesa e assino o papel que o rapaz estende na minha direção. Depois que ele vai embora, levo as flores à sala da minha chefe. Coloco-as em cima da sua mesa e me viro para sair. Mas então sou dominada pela a maldita curiosidade, daí me viro de volta e procuro o cartão entre as flores. Eu abro e leio: “Silene, repetimos na próxima vez? Sérgio Marquina.”

Ler isso me deixa nervosa. Como assim “repetimos”?

Fala sério! Parece propaganda de chocolate. “repetimos?”

Rapidamente deixo o cartão no seu devido lugar e saio da sala. Meu humor agora está péssimo. Espero que ninguém me encha nas próximas horas ou vai pagar muito caro. Eu me conheço e sei que sou bem perversa quando fico chateada.

Sem conseguir tirar da cabeça esse “repetimos?”, começo a digitar um relatório no computador, até que minha chefe aparece.

- bom dia, Raquel. Entre na minha sala – diz sem olhar para mim.

Não! Agora não! Me levanto e a sigo.

Quando entro e fecho a porta, ela vê o buquê de flores e o pega. Tira o cartão e eu a vejo sorrir. Isso só pode ser alguma merda me castigando, não é possível. Que idiota! Estou nervosa e minhas brotoejas já apareceram. 

- Falei com o Darko, do RH – me diz.

Puta merda, vai me demitir?

- Vai haver umas mudanças na empresa. Ontem tive uma reunião muito interessante com o senhor Marquina, e algumas coisas vão mudar em muitas sucursais espanholas.

Escutar que ela teve uma reunião interessante é algo que me incomoda. Mas logo o telefone toca e eu atendo imediatamente.

- Bom dia, sala da senhorita Silene Oliveira. Sou a secretária , a senhorita Murillo. Em que posso ajuda-lo?

- Bom dia, senhorita Murillo – é Marquina! – poderia me passar para sua chefe?

Com o coração acelerado, consigo balbuciar:

- Um momento, por favor.

Nem preciso dizer que minha chefe, quando informo que é ele, aplaude – não apenas com as mãos – e pede que eu me retire da sala. Mas antes de sair eu a ouço dizer:

- Oieeee. Chegou bem ao hotel ontem à noite?

Ontem à noite? Como assim “ontem à noite”?

Fecho a porta.

Mas ontem à noite ele estava comigo!

Então minha mente fantasiosa logo começa a imaginar o que aconteceu. Ela era a mulher com quem ele falava ao telefone no carro. Me deixou em casa e foi encontra-la. Será que voltou ao Moroccio?

A cada segundo que passa, fico com mais raiva. Mas por quê? O Sérgio e eu não temos nada. Apenas jantamos, ele colocou a mão em mim por cima da roupa e assistimos juntos a um espetáculo sexual. Isso me dá o direito de ficar com raiva?

Volto à minha cadeira e continuo a digitar. Tenho que trabalhar. Não quero pensar. Em algumas ocasiões pensar é bom, e esta é uma dessas ocasiões. A uma da tarde , m inha chefe sai da sala e, após dirigir o olhar para Aníbal, ele se levanta e eles vão embora juntos. Sei o que vão fazer. Treparão como coelhos durante as duas horas de almoço.

Trabalho, trabalho e mias trabalho. Estou tão mal-humorada que ataco minhas tarefas com muita energia e me livro de uma pilha de papéis. Por volta de duas horas e meia, chega Óscar, um dos seguranças que ficam na portaria.

- O motorista do senhor Marquina deixou isto aqui para você – diz, me entregando um envelope.

Boquiaberta, olho para o envelope fechado com meu nome escrito. Agradeço a Óscar, e ele se retira. Fico um tempo observando a embalagem e, sem saber o por quê, abro uma gaveta e o guardo ali. Não pretendo abrir até segunda-feira. Hoje é sexta. Dia de trabalhar direto até as três, sem pausa para o almoço.

O telefone toca. Atendo e, após dizer as palavras de sempre, escuto do outro lado:

- Abriu o pacote que te mandei?

Marquina! Não respondo e ele acrescenta:

- Estou ouvindo sua respiração, Raquel. Responda.

Mil respostas passam pela minha cabeça. A primeira: “Mandão!” A segunda é pior.

- Senhor Marquina, o pacote acabou de chegar e resolvi esperar até segunda-feira – respondo finalmente.

- É um presente para você.

- Não quero nenhum presente seu – murmuro com um fio de voz, surpresa com suas palavras.

- Por quê?

- Porque não.

- Ah! Senhorita Raquel, essa resposta não me serve. Abra o pacote, por favor.

- Não – insisto.

Eu o ouço bufar... estou irritando esse cara.

- Por favor, abra.

- E por que eu deveria abrir?

- Kel, porque é um presente que comprei pensando em você.

Ah tá... então voltei a ser Kel?

E, como sou uma fraca, uma idiota e ainda por cima uma curiosa incorrigível, acabo abrindo a gaveta, pego o envelope, rasgo, olho dentro dele.

- O que é isso?

Escuto sua risada.

- Você disse que estava disposta a tudo.

- Bem... eu...

- Você vai gostar, pequena, te garanto – me interrompe.- Um é para casa e o outro é pra você levar na bolsa e usar em qualquer lugar e a qualquer hora.

Ao ouvir o tom de sua voz quando diz “a qualquer hora”, sinto falta de ar. Meu Deus, cá estamos nós outra vez! Impressionante.

- Passo na sua casa às seis – afirma antes que eu possa responder. – vou te ensinar a usar.

- Não estarei lá. Vou à academia.

- Às seis.

A ligação cai e eu fico com cara de idiota.

Enquanto ouço o telefone apitar do outro lado da linha, sinto vontade de soltar um monte de palavrões. Mas só eu escutaria. Ele já foi embora.

Irritada, desligo. Olho de novo dentro do envelope e leio “ Vibrador Fairy. Sucesso no Japão”. Nesse momento, meu corpo reage e eu suspiro. Acabo guardando-o na minha bolsa e apoio os cotovelos na mesa e minha cabeça entre as mãos.

- Preciso para com isso – digo em voz baixa – E já!

**

Quando chego em casa, meu Trampo me recebe. É um amor meu gatinho! Leio o bilhete em que minha irmã me explica ter dado o remédio a ele, e isso me faz sorrir. Que fofa minha irmã!

Ponho uma roupa mais confortável e preparo alguma coisa para comer. Cozinho um macarrão à carbonara delicioso, encho o prato e me sento no sofá para ver tv enquanto devoro a comida.

Quando termino de comer, me recosto no sofá e, sem me dar conta , mergulho num sono profundo, até que um barulho estridente me acorda. Sonolenta, me levanto e apito volta a soar. É o interfone.

- Quem é? – pergunto, esfregando os olhos.

- Kel, sou eu, Sérgio.

Então acordo rápido. Consulto o relógio. Seis em ponto. Por favor!!! Esse homem tem que ser sempre pontual? E, mas por quanto tempo eu dormi? Fico nervosa. Minha casa está uma bagunça. Prato com os restos de comida sobre a mesa, a cozinha entulhada, e estou com uma cara horrível.

- Raquel, pode abrir? – insiste.

Quero dizer não. Mas não tenho coragem e, após bufar, aperto o botão. Em seguida desligo o interfone. Sei que tenho cerca de um minuto e meio até que ele toque a campainha da porta. Salto por cima da poltrona. Por pouco não bato com a cabeça na mesa. Pego o prato. Pulo de novo a poltrona. Chego à cozinha e, sem poder fazer mais nada, ouço a campainha. Deixo o prato. Jogo água em cima para esconder as sobras do macarrão.

Ai, meu Deus! Está tudo sujo! 

A campainha volta a tocar. Me olho no espelho. Meu cabelo está todo embaraçado. Dou um jeito como posso e corro para abrir a porta.

Quando abro, respiro ofegante por causa da correria e me surpreendo ao ver Sérgio usando calça jeans e camisa escura. Está gatíssimo! Sinto seu olhar me percorrendo, e ele pergunta:

- Você estava correndo?

Como uma idiota, me seguro na porta. Essa afobação toda acaba comigo. Ele me olha de cima a baixo. Estou prestes a gritar: “á sei! Ta bom? Estou horrível.’’ Mas Sérgio me surpreende ao dizer:

- Adorei suas pantufas.

Fico extremamente vermelha como um tomate quando olho para minhas pantufas do Bob Esponja que ganhei de presente da minha sobrinha. Sérgio entra sem pedir licença. Trampo se aproxima. Para um gatinho, ele até que é bem sociável. Sérgio se agacha e faz carinho nele. A partir desse momento, Trampo vira seu aliado.

Fecho a porta e me apoio nela. Trampo é tão maravilhoso que não consigo deixar de sorrir. Sérgio me olha, se levanta e me entrega uma garrafa.

- Tome, linda. Abra, coloque num balde com bastante gelo e traga duas taças para nós.

Obedeço sem contestar. Ele está me dando ordens.

Ao entrar na cozinha, pego o balde que me pai me deu de presente, encho de gelo, abro a garrafa e, ao colocá-la no gelo, me detenho com curiosidade no rótulo rosa e leio “Moet Chandon Rosado”.

- Você disse que gostava de morango – escuto ele dize, enquanto sinto que me pega pela cintura. – Nesse espumante o aroma que predomina é o de morangos silvestres. Você vai amar.

Nas nuvens com sua presença, fecho os olhos e balanço a cabeça afirmativamente. Está me deixando louca. De repente, me gira para ele e eu fico apoiada entre ele e a geladeira. Respiro ofegante. Sérgio me olha com aqueles olhos famintos. Eu retribuo o olhar , e então ele faz aquilo que tanto gosto. Agacha-se, aproxima sua boca da minha e lambe meu lábio inferior.

Meu Deus, como é bom isso.

Abro a minha boca à espera de que agora ele morda meu lábio, mas não. Errei. Me ergue para que eu fique da sua altura e logo enfia sua língua direto na minha boca com uma paixão voraz.

Incapaz de continuar pendurada como uma linguiça, enrosco minhas pernas na sua cintura e, quando ele cola seu sexo no meu, eu me derreto. Sentir sua ereção dura e quente sobre meu corpo me deixa com vontade de despi-lo. Mas sem seguida afasta sua boca da minha e me pergunta:

- Onde está o presente que te dei hoje?

Volto a ficar vermelha.

Esse homem só pensa em sexo? Ta, admito, eu também.

Mas, sem conseguir resistir a seus olhos indagadores, respondo:

- Ali.

Sem me soltar, olha na direção indicada. Anda até lá comigo enlaçada em seu corpo e depois me solta. Abre o envelope, pega o que há ali dentro e rasga quando faz isso, não tira os olhos de mim e respira com mais intensidade. Sinto-me toda incendiada.

- Pegue o champanhe e as taças.

Obedeço. Esse cara vai direto ao ponto. Uau. Quando acaba de tirar os objetos da embalagem, caminha até a cozinha e os enfia embaixo da torneira. Em seguida enxuga com um guardanapo de papel, volta para perto de mim e pega minha mão. 

- Me leve ao seu quarto, Kel.

Disposta a leva-lo nos meus braços até o céu se preciso for, eu o conduzo pelo corredor até meu quarto e diante de nós está minha linda cama branca comprada numa loja de departamentos. Entramos e ele solta minha mão. Deixo em cima da mesa o champanhe e as duas taças, enquanto ele senta na cama.

- Tire a roupa.

Sua ordem me faz sair do universo de morangos e borbulhas no qual ele me havia feito mergulhar. E, ainda excitada, protesto:

- Não.

Sem tirar os olhos de mim, repete:

- Tire a roupa, agora.

Fervendo no caldeirão de emoções em que eu me encontro, faço não com a cabeça. Ele faz que sim. Levanta-se com uma cara chateada. Joga em cima da cama os objetos que estava segurando.

- Ótimo, senhorita Murillo.

Chega!

Voltamos ao nosso círculo vicioso?

Ao vê-lo passar a meu lado, reajo e o agarro pelo braço. Puxo-o com força.

- Ótimo o quê, senhor Marquina? – pergunto num tom desafiador.

Com ar arrogante, olha minha mão em seu braço. Em seguida eu o solto.

- Me chame quando você quiser se comportar como uma mulher e não como uma menininha.

Isso me provoca.

Me irrita pra caralho.

Quem esse cara pensa que é?

Sou uma mulher. Uma mulher livre e independente que sabe o que quer. Por isso respondo nos mesmo termos:

- Ótimo!

A resposta o desconcerta. Percebo em seus olhos e em seu olhar.

- Ótimo o quê, senhorita Murillo?

Continuo olhando séria para ele, quase desmaio de tanta tensão.

- Talvez eu ligue quando o senhor quiser se comportar como um homem e não se achar um ser todo-poderoso a quem não se pode recusar nada.

Espera aí. Eu disse “talvez’’? Mas que porra eu tô falando? Meu Deus, mas que história é essa de “talvez”?

Eu quero esse homem.

Quero tirar minha roupa.

Quero que ele tire a dele.

Desejo tê-lo entre minhas pernas, e mesmo assim eu vou e solto: “Talvez ligue.”

 Uma tensão avassaladora se instala entre nós. Nenhum dos dois parece querer dar o braço a torcer, até que minha mão procura a dele, e Sérgio, me surpreendendo, a segura. Lentamente e com ar perverso, se aproxima e me beija. Me lança um olhar sério.

Ah, como esse cara me atrai!

Suga meus lábios com prazer e eu respondo ficando na ponta dos pés. De novo se afasta e senta na cama. Não falamos nada. Apenas nos olhamos. Descalço as pantufas. Sem hesitar, tiro também minha bermuda e em seguida a camiseta. Fico só de calcinha e sutiã na frente dele. Ao perceber sua respiração ofegante, me sinto poderosa. Isso me agrada. Excita-me. Nunca fiz algo assim com um desconhecido, mas descubro que adoro isso.

Instintivamente chego perto dele. Começo provoca-lo. Vejo ele de olhos fechando com sua língua passeando por meu abdômen. Eu arfo. Dou um passo atrás e noto que ele se assusta. Sorrio com malícia e ele faz o mesmo. Com uma sensualidade que eu não imaginava ter, abaixo uma alça do sutiã, depois a outra, e volto pra perto dele. Desta vez ele me agarra com força pela a bunda e não tenho mais como escapar. Ele da um tapa na minha bunda e diz:

- Gosto de uma bundinha vermelhinha pra mim, pequena.

Agora ele aproxima seu nariz da minha calcinha, e eu estremeço quando sinto sua respiração e uma doce mordida no meu púbis depilado.

Sem falar nada, levanta a cabeça e com uma das mãos arranca meu sutiã com uma pressa surreal. Puxa-me mais para si e enfia o meu mamilo direito na boca com um gesto possessivo. Meu Deus! Estou tão excitada que sou capaz de gritar. Brinca com meu seio enquanto mexo no seu cabelo escuro e o aperto contra mim. Sinto-me poderosa novamente. 

Sensual.

Voluptuosa.

Olho-me no espelho do armário e a imagem é, para dizer o mínimo, intrigante. Surreal. Quando acho que vou gozar, me afasto dele e, sem necessidade de que diga nada, sei o que ele quer. Tiro a calcinha e fico totalmente nua diante dele. Durante alguns segundos, vejo Sérgio percorrer meu corpo com seu olhar possessivo até que diz:

- Seu corpo me excita. Desejo te fazer minha.

Ouvir sua voz rouca e carregada de erotismo me faz sorrir e, quando ele me estende a mão, eu pego. Levanta-se. Me beija e sinto suas mãos poderosas e grandes por todo meu corpo. Que delícia. Ele me agarra com força e eu entrelaço minhas pernas na sua cintura enquanto ele se vira comigo e me joga na cama. Sinto-me pequena. Pequenininha. Sérgio me lança um olhar altivo, e um gemido sai de dentro de mim no momento em que ele me segura pelas pernas e as separa.

Ele tira a camisa. Que homem incrível, com esse peito sensual. Ainda de calça, fica de quatro em cima de mim e pega um dos presentes que me deu.

- Quando um homem dá a uma mulher um aparelhinho como este aqui – murmura enquanto mostra para mim -, é porque ele quer brincar com ela e fazê-la vibrar. Deseja que a mulher se entregue toda em suas mãos, deseja desfrutar plenamente de seus orgasmos, de seu corpo, dela inteirinha. E é isso o que eu vou fazer contigo, quero ver você vibrar para mim. Nunca se esqueça disso. – Como sempre, balanço a cabeça afirmativamente como uma idiota, e ele continuam: - Este vibrador aqui é para o clitóris. Agora feche os olhos e abra as penas para mim – sussurra no meu ouvido. – Te garanto que você terá um orgasmo maravilhoso.

Eu já poderia ter um orgasmo poderoso só com o que ele diz.

Não me mexo.

Estou levemente assustada.

Nunca usei um vibrador para o clitóris, e ouvir o que ele diz me deixa constrangida, mas ao mesmo tempo me excita. Sérgio vê a indecisão nos meus olhos. Passa a mão delicadamente sobre meu queixo e me beija. Quando se afasta, pergunta:

- Raquel, você confia em mim?

Eu o encaro por alguns segundos. É meu chefe. Devo confiar nele? Tenho medo do desconhecido. Não o conheço! Nem sei o que vai fazer comigo.

Mas eu estou tão excitada que, no fim das contas, volto a concordar. Ele me beija e, instantes depois, desaparece do meu campo de visão. Sinto-o acomodar-se entre minhas pernas enquanto eu olho para o teto e mordo os lábios. Estou nervosa. Nunca me expus tanto a um homem. Meus relacionamentos até agora eram bem normais e, de repente, estou nua no meu quarto, estirada na cama e de pernas abertas para um desconhecido que ainda por cima é meu chefe.

- Adorei você estar totalmente depilada – sussurra.

Beija a parte interna das minhas coxas enquanto acaricia minhas pernas com delicadeza. Estou tremendo. Em seguida ele dobra minhas pernas e eu fecho os olhos para não ver a imagem ridícula que devo estar passando. Logo sinto seus dedos percorrendo minha vagina. Isso me faz estremecer mais uma vez e, quando sua boca ardente se detém ali, tenho um sobressalto. Sérgio começa a mover a língua do mesmo jeito que faz quando está me beijando. Primeiro dá uma lambida, depois outra, e minhas pernas instintivamente se abrem mais um pouco. Sua língua alcança meu clitóris. Da voltas nele e o estimula. Quando sente que está inchado, puxa-o com os lábios e começa a chupá-lo. Respiro ofegante.

Escuto um barulho. Um barulho estranho que logo identifico como o vibrador. Sérgio o esfrega na parte interna das minhas coxas, e eu me tremo de tanto tesão. E, quando o passa pelos lábios da minha vagina, um gemido eletrizante me faz abrir os olhos.

- Prometo que você vai gostar, pequena – eu o ouço dizer.

E tem razão!

Eu gosto!

Essa vibração, acompanhada da atração pelo proibido, me enlouquece. Com cuidado me abre e coloca o aparelho sobre meu clitóris. Me mexo. É eletrizante. Segundos depois, ele o retira e eu sinto sua língua me lambendo com avidez. Pouco depois, sua boca se afasta e eu volto a sentir a vibração. Desta vez não no clitóris, mas ao lado. De repente, um calor intenso começa a invadir meu corpo desde o estômago até em cima. Sinto que vou explodir de prazer, quando me dou conta de que a vibração aumentou. Agora ficou mais forte, mais devastadora. Mas intensa. O calor se concentra no meu rosto e na minha testa. Respiro com agitação. Nunca tinha sentido esse calor. Nunca tinha me sentido assim. Me sinto como uma flor que está prestes a se abrir para o mundo.

Vou explodir de prazer.

E, quando não consigo mais segurar, um gemido incontrolável sai da minha boca. Fecho as pernas e me contorço, estremecendo, enquanto ele retira o vibrador do meu clitóris. Por alguns segundos eu estremeço.

O que aconteceu?

Ao sentir que ele se deita sobre mim e encosta os lábios nos meus, ressurjo das cinzas e começo a beijá-lo. O desejo. Devoro sua boca querendo mais.

- Peça-me o que quiser, Raquel – eu o ouço dizer enquanto continua me beijando.

Sua voz, o tom ao dizer essa frase novamente provocativa, me deixa ainda mais excitada. Agarro seu cinto e, levando a sério suas palavras, digo:

- Quero sentir você dentro de mim. Agora!

Meu pedido é urgente para ele.

- você toma algum anticoncepcional?

- Sim. Pílula.

- Mesmo assim – murmura- vou colocar a camisinha.

Tira depressa a calça e a cueca. Fica totalmente nu e eu estremeço de prazer. Sérgio é incrível. Forte e viril. Seu pênis absurdamente duro e ereto está preparado para mim. Estendo meu braço e o toco. Suave. Ele fecha os olhos.

- Pare por um segundo ou não poderei te dar o quê você me pediu.

Obediente, faço o que ele pediu enquanto vejo que ele rasga com os dentes a embalagem de uma camisinha. Coloca com rapidez e se deita em cima de mim sem falar nada. Põe minhas pernas sobre seus ombros e, sem tirar os olhos de mim, me penetra devagar até o fundo.

- Assim, pequena, assim. Abre-se para mim.

Imóvel sob seu peso, lhe permito entrar no meu corpo.

Ahhh, que delícia! 

Seu pênis duro me enlouquece e sinto-o desesperado buscando refúgio dentro de mim. Me penetra bem fundo e eu suspiro quando ele movimenta os quadris.

- Gosta que eu te coma assim?

Faço que sim. Mas ele exige que eu fale, e para até que eu respondo:

- Gosto.... muito.

- Quer que eu continue?

Desejando mais, estico as mãos, seguro sua bunda e o aperto contra mim. Seus olhos brilham, eu o vejo sorrir e me contorço de prazer. Sérgio é poderoso e possessivo. Seus olhos, seu corpo, sua virilidade me deixam louca e, quando começa uma série de investidas rápidas e eu sinto seu olhar ardente, ele me mata de prazer. Um tempo depois, retira minhas pernas de cima de seus ombros e as coloca em torno das suas próprias pernas. A brincadeira continua. Agarra meus quadris com suas mão fortes.

- Olhe pra mim, pequena.

Abro os olhos e o encaro. É um deus e eu me sinto uma simples mortal em suas mãos.

- Quero que você me olhe sempre, entendeu? Sempre.

Volto a concordar com a cabeça como uma idiota, e não tiro os olhos de cima dele enquanto, excitada de novo, sinto-o mergulhando dentro de mim mais algumas vezes. Ver sua expressão e sua força me enlouquece. Abro minhas pernas o máximo que consigo para lhe dar mais espaço e percebo meu útero se contraindo. Depois de meter fundo várias vezes, me rasgando por dentro e me revirando por completo, Sérgio fecha os olhos e goza depois de um gemido sexy, ao mesmo tempo que me aperta contra ele. Por fim, cai sobre mim.



Notas Finais


A brincadeira ainda não acabou 😝

Comentem o que acharam desse cap, please! Gosto da opinião de vcs!!


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