História Peça-me o que quiser - Capítulo 163


Escrita por: ~

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Categorias A Seleção, Austin & Ally
Personagens America Singer, Aspen Leger, Carter Woodwork, Celeste Newsome, Kriss Ambers, Marlee Tames, Maxon Calix Schreave, Personagens Originais, Rainha Amberly, Rei Clarkson
Tags Americasinger, Aseleção, Maxonschreave, Pmoq
Visualizações 344
Palavras 3.113
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E aí meus bendy's!

Capítulo 163 - Capítulo 23 - TT


Dois dias depois, minha cunhada Celeste liga. Combinamos de sair pra night.

Uau, não vejo a hora.

A ideia era Natalie e eu irmos, mas no fim as meninas se juntaram a nós. Não querem nos deixar ir sozinhas. Quando chegamos à porta do Guantanamera, observo a cara de meu amor e sei que não vai dar muito certo ele ter vindo conosco.

Entramos. Vejo Anitta e Celeste com Arthur. Alguns amigos já estão na pista, dançando. Sorrio.

Olha só como essa dança mexe com minha cunhada. Maxon a observa. Nunca a viu dançar.

Surpreso ao ver como requebra, pergunta:

— Por que minha irmã faz essas caras?

Animada, olho no momento em que Celeste também nos vê e, com uma gargalhada, corre para nós com seu namorado atrás. Nos cumprimentamos.

De repente, noto um rapaz que dança com Anitta. De onde saiu esse gato? Celeste, ao ver a direção de meu olhar, cochicha:

— Impressionante, né?

Concordo, admirando o cara. Trata-se de um morenaço incrivelmente sensual.

— Nós o apelidamos de Senhor Peitoral Perfeito.

— Não é pra menos, gostosão assim — murmuro.

— Se chama Ratliff — diz Celeste.

— E quem é?

— Um amigo de Reinaldo.

— É cubano?

— Não, argentino. Muito lindo, né?

— Nem me diga.

Negar seria uma das maiores mentiras do mundo. Estamos maravilhadas observando como Anitta dança tão bem salsa com o argentino. De repente, Maxon diz a meu lado:

— Sua bebida, Ames.

Ao pegar o copo, vejo nos olhos dele que ouviu nossa conversa e que está chateado.

Ai, meu alemão, meu ciumento!

Eu sorrio. Ele não.

Dou um beijo nele.

— Só gosto de você.

— E do Ratliff — zomba.

Mas enfim, depois de beijá-lo muitas vezes, consigo que sorria e me beije. Enquanto o grupo bate papo, noto como August e Maxon se comunicam com o olhar, quando passa uma mulher que acham atraente. Rio. Não posso me chatear. Eu também tenho olhos.

Maxon paga uma rodada de mojitos justo quando começa uma música. Quase todos gritamos:

— Azucar!!

Surpresa, Maxon me olha. Eu começo a mexer o quadril lenta e pausadamente ao som da música e observo como meu alemão me examina com seu olhar esverdeado. Ele gosta do vestido curto que uso, comprou-o em nossa lua de mel. Tentando-o, digo:

— Vem. Vamos pra pista.

Meu alemão arqueia as sobrancelhas e recusa com a cabeça. Só falta me dizer: “Nem morto!”

Estamos de volta a Alemanha. Seu jeito espontâneo em nossa lua de mel parece ter desaparecido. Isso me entristece. Gosto mais da Maxon espontâneo. Ele me observa com expressão séria e, ao ver que não paro de rebolar, diz:

— Vai você pra pista.

Querendo dançar e cantar a canção do grupo, vou para a pista com meus amigos e danço com eles. Nossos movimentos são lentos e sensuais. A música entra em nossos corpos. E cantamos:

- Eu nunca mentiria para você,

Porém ele mentiu.

Você preferiu acreditar em mentiras,

Eu posso te tratar melhor!

Tenha piedade do meu coração.

Todos dançamos, enquanto cantamos aos gritos. Observo que Maxon não tira o olho de mim.

Me vigia. Não se sente à vontade.

Chega meu amigo Reinaldo. Vê Maxon e corre para cumprimentá-lo. Sorriem. Meu amor lhe apresenta August e Natalie e me aponta. Reinaldo, com seu grande sorriso cubano, corre para a pista e, me agarrando pela cintura, começa a dançar essa música sensual.

Olho Maxon e vejo que ele não está gostando nada nada dessa nossa dancinha. Rapidamente, me solto, e todos na pista começam a pular enquanto cantamos:

 

O lugar todo acompanha a canção com gritos e palmas, e dança. Quando termina, o DJ muda de ritmo, e eu volto a minha maridinha, sedenta. Pego o mojito e tomo um bom gole.

— Não dança, meu amor?

Maxon me olha, me olha e me olha, afasta meu cabelo do rosto suado e pergunta:

— Desde quando gosto de dançar?

Sua resposta é de uma grosseria horrorosa, mas como não quero discutir nem lembrá-lo de que em nossa lua de mel dançou tudo o que quis e mais um pouco, deixo pra lá. Seguro-o pelo pescoço e murmuro:

— Tudo bem, então me beije. Disso você gosta, né?

Por fim, meu alemão sorri.

Estamos curtindo nosso beijo, mas de repente Celeste me puxa, me leva para a pista, e começamos a dançar. Maxon fecha a cara de novo. É óbvio que não está gostando nem um tiquinho do Guantanamera.

Natalie nos olha, e faço um sinal para que se junte a nós. Nem pensa, vem pra pista, se requebrando toda. August e Maxon se olham e suspiram.

Que dupla, eles são!

Logo também chegam Reinaldo, Anitta, Arthur, dois amigos cubanos e o Senhor Peitoral

Perfeito.

Meu Deus! De perto o argentino é ainda melhor.

Como não é a primeira vez que venho aqui, já sei como dançam. Fazemos um círculo e, no meio, casal por casal, mostramos os passos que sabemos fazer nessa dança deliciosa e sensual.

Celeste e eu nos mexemos como duas loucas, enquanto gritamos:

— Azucar!!

Quando a música acaba, volto para a mesa. Estou com sede de novo. Maxon, com cara de chateado, me diz:

— Vai ser assim a noite toda?

Observo que August diz alguma coisa a Natalie e que ela revira os olhos. Olho meu alemão rabugento de novo e pergunto, depois de beber um gole enoooooormeee do meu mojito delicioso:

— Não gosta dessa zoeira?

Não entende a palavra. Insisto:

— Não gosta dessa animação toda e do clima tão legal daqui?

Maxon, ou melhor, Iceman, olha ao redor e responde com uma sinceridade esmagadora:

— Não. Nem um pouco. Mas você, sim, né?

Acabo o mojito e olho Maxon. Apesar de saber que isso a chateia, digo, sublinhando meu sotaque alemão:

— Você já sabe, meu coração!

Seu nariz se dilata.

Uau, excitante!

Depois, me aproximo dele e murmuro:

— Me deixa louquinha quando fica tão sério assim.

Colo meu corpo ao dele. Mesmo de salto alto, chego apenas até seu nariz. Maxon não se mexe. Só me olha. Começo a mover meu corpo lentamente ao compasso da música. Noto sua ereção. Beijo-o:

— Quer que a gente vá pra casa?

Concorda na hora. Sorrio. Quando chegamos, são duas e quinze da madrugada. Nos despedimos de August e Natalie e vamos para nosso quarto. Mas Maxon continua de cara amarrada. Eu estou um pouco zonza por causa dos mojitos.

— Olha, querido...

Mas não consigo dizer mais nada. Iceman me agarra e, com uma paixão que me deixa sem fala, me beija com violência. Me imprensa contra a parede e, me arrancando a calcinha, diz perto de minha boca, enquanto abre a calça:

— Não gosto que dance com outros.

Me penetra com violência, me fazendo arquejar.

— Não quero que você vá lá de novo, entendido?

Sua paixão me enlouquece, mas não sou besta. Me agarro com força em seus ombros e, olhando-o, respondo com sensatez:

— Meus amigos vão lá, qual é o problema?

A expressão de Maxon fica sombria de novo. Agarra meus quadris, me aperta outra vez contra ele e eu grito. Ele me deixa louca quando mete fundo assim. Adoro.

— Não gosto daquele lugar — murmura.

Eu o beijo. Quando separo meus lábios dos seus, digo:

— Eu gosto. Me divirto e não faço mal a ninguém.

— Faz mal a mim — resmunga, entrando em mim de novo.

Me falta o ar. Mas gosto de nossa brincadeira caliente. Quero mais.

— Não, querido. Eu nunca faria mal a você.

Após uma nova penetração, Maxon arqueja:

— Tem homens demais te olhando.

— Mas sou só sua.

Sua boca toma a minha. Suas mãos baixam e me seguram pela bunda. E me penetra sem parar. Sem descanso. Está furioso e sua fúria me entusiasma. Me abro. Me delicio com esse momento tão possessiva. Tão passional. Mas então meu corpo não se aguenta mais. Me aperto contra Maxon, e um prazer intenso e viciante me domina.

Maxon percebe e mete mais e mais. Ele mergulha e mergulha em mim, até que um gemido vigoroso me faz saber que chegou ao limite.

Continuamos contra a parede, sem nos soltarmos. Adoramos esse tipo de sexo. Nossas respirações estão agitadas. Eu o olho e digo:

— Nossa, como o Guantanamera te excitou!

Ele me olha e, ao ver meu sorriso, por fim sorri também e me abraça.

— É você que me excita, pequena... Apenas você.

Não torna a me proibir mais nada. Sabe que não deve. Embora já tenha ficado claro para mim o que ele pensa do Guantanamera. Essa noite, depois de fazer amor como loucos debaixo do chuveiro, dormimos abraçados e muito, mas muito apaixonados.

 

Os dias passam — e August e Natalie continuam na mesma.

Já estou enjoada dessa situação.

Sammy liga para convidar Natalie para jantar. Ela aceita, e August não diz nada.

Diabo, esse homem não tem sangue nas veias?

No dia seguinte, pergunto a Natalie como foi seu encontro. Entusiasmada, ela me conta que Sammy se comportou como um cavalheiro o tempo todo. Nada de sexo. Não me surpreendo, sinceramente. Se alguma coisa Sammy tem, fora estar em forma, é que é um verdadeiro gentleman e um bom amigo de seus amigos. As aulas de Tiago começam. Em seu primeiro dia, ele fica nervoso. Durante o trajeto, Norbert e eu sorrimos ao vê-lo tão feliz. Leva na mochila o presente que fez para sua amiga especial Laura e não vê a hora de entregá-lo.

Mas sua expressão já não é a mesma quando vamos buscá-lo, à tarde. Está triste e abatido.

— O que foi? — pergunto.

Em lágrimas, meu pequeno alemão-coreano me olha e murmura, o presente ainda embrulhado nas mãos:

— Laura trocou de colégio.

— Por quê?

—Me contaram que seus pais mudaram de cidade.

Ai, meu menino. Sua primeira decepção amorosa. Que pena.

Por que o amor é sempre tão terrivelmente complicado?

Eu o abraço, e ele se deixa abraçar, enquanto Norbert nos leva. Beijo sua cabecinha loira e tento achar as melhores palavras que meu pai diria.

— Olha, Tiago, entendo que você esteja triste por não ver Laura, mas tem de ser positivo e pensar que ela, embora não esteja nesse colégio, está bem. Ou preferiria que estivesse mal?

O menino me olha, nega com a cabeça e diz:

— Mas não vou ver Laura nunca mais.

— Isso não se sabe. A vida dá muitas voltas e talvez algum dia você reencontre seu amiga.

Meu menino não responde. Tentando fazê-lo sorrir, proponho:

— E se a gente fosse comprar um presente pra Maxon? Sábado é o aniversário dele.

Tiago concorda. Rapidamente, digo a Norbert que não vamos mais para casa, mas a uma joalheria onde vi um relógio de que meu alemão gosta. Custa uma fortuna, mas, cá entre nós, podemos nos permitir o luxo.

Na joalheria, não me conhecem, mas conhecem Tiago e Norbert. Quando digo que sou a Senhora America Schreave, só faltam me estender um tapete vermelho e atirar pétalas de rosa pelo caminho.

Impressionante o que o dinheiro faz!

Depois de comprar o relógio e uma pulseira preta de couro que Tiago achou que o tio gostaria, deixo que embalem tudo para presente e me entristeço com a carinha de meu sobrinho. Não gosto de vê-lo desse jeito, ainda mais depois de um mês tão feliz. Já dentro do carro, tento fazê-lo sorrir.

— Sabe que daqui a dois fins de semana vou participar de uma corrida de motocross?

— Eiii! Sério?

— Sim. Quer ser meu ajudante?

O garoto concorda, mas não sorri. Eu insisto:

— O que você acha da gente começar a treinar com a moto?

Sua expressão muda, seus olhinhos se iluminam.

Desde antes do meu casamento, ele quer aprender a andar de moto e por isso pedi a meu pai que aproveitasse o verão e lhe ensinasse primeiro a andar de bicicleta. Isso me facilita a tarefa. Penso em Maxon e estremeço. Sei que essas aulas me darão muitas dores de cabeça, mas também sei que no fim Maxon acabará aceitando. Meu amor prometeu mudar de atitude com todos e tem de cumprir.

Tiago começa a me fazer perguntas sobre a moto. Respondo sem preocupações, até que o menino diz:

— O tio Maxon vai se chatear, né?

Minimizando o peso da pergunta, beijo Tiago na cabeça e digo, convencida de que ele tem razão:

— Não se preocupe tanto. Prometo que o convencerei.

Assim ficamos combinados, Tiago e eu. Nessa tarde, quando August e Natalie saem para acertar uns assuntos da empresa, falo a Maxon sobre as aulas de direção. Maxon se chateia.

— E por que teve que lembrar o menino? — diz, do outro lado da escrivaninha de seu escritório.

— Olha, Maxon — digo, olhando a estante com as armas. — Tiago está arrasado com a perda de Laura então pensei que...

— Decidiu que trocasse Laura por uma moto, é?

Eu o olho. Ele me olha. Como sempre, nos desafiamos com o olhar.

— Antes do casamento prometi que ele aprenderia a andar de moto.

— Sei que prometeu. O que não entendo é por que teve de lembrá-lo.

Nisso tem razão. Como sempre, fui impulsiva demais. Não penso antes de falar e aí meto os pés pelas mãos. Mas não aprendo.

— Ele teria pedido, de qualquer forma. Daqui a dois fins de semana, participo de uma corrida e...

— Você vai fazer o quê?

Ai, ai, ai, ai. Nova complicação à vista.

Maxon franze o cenho e noto que está tenso. Mas, disposta a fazê-lo cumprir o que prometeu, explico:

— Já tinha comentado com você. Faz um mês que você sabe. Te disse que seu primo me avisou dessa corrida e você mesma me disse que achava ótimo que eu participasse. A troco de que ordenou que trouxessem minha moto no seu avião?

Me olha espantado.

— Eu ordenei?

— Isso mesmo. E se tem menos memória que Dory, a amiga de Nemo, não é problema meu! Mas, deixa pra lá, isso agora não importa. O que importa é conversarmos sobre Tiago.

Maxon me olha com a cara amarrada.

— As aulas estão começando e não quero que ele se distraia dos estudos. Deixe o negócio da moto pra primavera.

— O quê?!

— Ames, pelo amor de Deus. Pro Tiago dá na mesma aprender agora ou daqui a um tempo.

— Mas eu prometi que...

— O que você prometeu não é problema meu — corta com voz seca. — Além disso, a moto de Allycia ou a sua são muito altas pra ele. Seria preciso comprar uma adequada pro menino.

— Arhhhmmmm!,Eu aprendi com a moto de meu pai e aqui estou, inteirinha!

— Olha, América, claro que ele vai aprender a andar de moto, mas agora não é o momento.

— Agora é que é.

Tensão, muita tensão.

— America... — diz baixinho.

Sem desanimar, respondo:

— Maxon...

Fazia um tempinho que não sentia isso. Ele me olha com os olhos de Iceman e meu estômago se contrai. Deus do céu, olha como me deixa excitada! Quando vou dizer que não quero discutir, toca o telefone. Maxon atende e me faz um sinal. Entendo que se trata de trabalho.

Espero cinco minutos. Ao ver, então, que a coisa vai demorar, decido sair do escritório e ir à cozinha tomar alguma coisa. Lá topo com Tiago, sentado. Está tristinho de novo. Ainda segura o pacotinho para Laura. Ao me ver, diz:

— Não quero que você e o tio discutam.

— Não é nada, querido.

— Mas ouvi o tio todo irritado.

— Ele se chateou porque lembrou que eu vou participar de uma corrida de moto, não porque você vai aprender a andar — minto. Ao ver a carinha dele, insisto: — Não é nada, não, amor.Pode acreditar.

— Não. Vocês vão brigar e você vai embora de novo.

Ao ouvir isso, sorrio. Meu baixinho resmungão gosta de mim. Isso me toca o coração. Por isso, me sento ao lado dele e faço com que me olhe.

— Olha, Tiago, seu tio e eu nos amamos muito, mas mesmo assim somos muito diferentes em tantas coisas que vai ser muito difícil não discutir. Mas o fato de a gente discutir não quer dizer que eu vá embora e deixe vocês dois. Seria preciso acontecer uma coisa muito, mas muito grave,e não vou permitir que isso aconteça, ok?

O menino concorda. Pego-o pela mão e o sento no meu colo. Ainda me surpreende ter conseguido essa intimidade. Quando ele me abraça e apoia sua cabeça em meu ombro,murmuro:

— Gosto muito dos teus abraços, sabia?

Noto que sorri. Durante mais de cinco minutos, continuamos assim, sem falar e sem nos mexermos. Por fim ele me olha:

— Gosto muito que você more com a gente.

Rimos. Me surpreendendo mais uma vez, pega minha mão e diz:

— Já que Laura se foi, quero dar o presente pra você.

— Tem certeza?

Tiago acena que sim, e pego o presente.

Abro o pacote e sorrio ao ver uma pulseirinha feita à mão com as peças de um brinquedo da Bratz de minha sobrinha, que, curiosamente, é da minha cor preferida: azul.

— Adorei, é linda!

— Gostou?

— Claro que gostei. — Boto a pulseira e estico a mão. — E aí, como ficou?

— Fica muito bem em você. Sabe, fiz da sua cor preferida.

— Como sabia?

— Clara me disse. Também me lembrei de um dia que o tio me contou.

Sorrio e o beijo.

— Obrigada, querido. Adorei seu presente.

— Não brigue com o tio por minha causa.

— Tiago..

— Me prometa — insiste.

Como quero que volte a sorrir, grudo meu polegar ao dele e afirmo:

— Prometo.

Me abraça tão forte que até me machuca os ombros, mas não me queixo. Decidida que ele será feliz de um modo ou de outro, digo, lhe fazendo cócegas:

— Vou te encher de beijos, sabia?

Ele dá uma gargalhada. Entusiasmada, rio também. De repente nos damos conta de que Maxon está na porta. Seu olhar, como sempre, me impressiona. Ele se aproxima de nós e, abaixando-se para ficar da nossa altura, diz:

— Primeiro: America não vai embora nunca, entendido? — O menino concorda. — Segundo: compraremos uma moto pra um menino da seu idade, assim pode começar as aulas com Ames. Terceiro: que acha de irmos às compras pra que Ames seja a mais bonita na festa?

Tiago, surpreso, se atira nos braços da tia e depois sai correndo da cozinha. Já eu não entendo nada, nem me mexo. O que houve? Meu amor, ajoelhado na minha frente, diz:

— Teria de ser uma coisa muito, muito, muito, muito grave entre a gente pra eu te deixar ir embora. Entendido, pequena?

Sorrio.

— Esteve escutando nossa conversa, né?

— Ouvi o suficiente pra saber que meu sobrinho e eu estamos loucos por você e que já não sabemos viver sem a ruivinha.

Me desarma...

Suas palavras derrubam todas as minhas defesas.

Eu o beijo e ele corresponde, deliciada. Eu o desejo desesperadamente, e quando minhas mãos a agarram com mais paixão, Maxon me segura e diz:

— O que eu mais desejo agora é te despir e fazer mil coisas com você, mas agora não pode ser.

Eu protesto.

Ele sorri e diz, ao ver minha cara:

— Tiago vai voltar em seguida pra irmos fazer compras.

— Compras, onde?

Levantamos. Meu alemão que tanto amo me beija, me beija, me beija e, quando perdi por completo a noção das coisas, diz, dando um empurrãozinho no meu traseiro:

— Vamos, precisamos comprar alguma coisa bonita pra grande festa da cerveja!

Horas depois, numa loja de roupas típicas, encontramos August e Natalie. Ao nos ver, vêm até nós, e me divirto comprando os trajes típicos para a festa.

 



Notas Finais


Até o próximo!


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