História Peça-me o que quiser (Adaptação Clexa) - Capítulo 23


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Categorias Alycia Debnam-Carey, Eliza Taylor-Cotter, The 100
Personagens Aden, Bellamy Blake, Clarke Griffin, Costia, Lexa, Personagens Originais, Raven Reyes
Tags Clarke, Clexa, Clexa G!p, Lexa, Lexa Gip, Romance, The 100
Visualizações 120
Palavras 1.521
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Fantasia, Festa, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Clarke demonstrando suas habilidades

Capítulo 23 - 23. Dreiundzwanzig


Três dias depois, ainda continuamos em Zahara de los Atunes e nossos anfitriões insistem para ficarmos mais tempo no chalé. Acabamos aceitando, encantados. Lexa recebe várias ligações e mensagens de uma tal de Marta, e toda vez preciso me controlar para ficar de boca fechada em vez de perguntar: “Quem é essa mulher que fica te ligando tanto?”

No quarto dia, Frida e eu resolvemos descer uma noite ao vilarejo para beber alguma coisa.

Chegamos a um pub chamado “lacosita”. Pedimos umas cubas libres e nos sentamos ao balcão pra bater papo. Conversar com Frida é fácil. Ela é divertida, falante e encantadora.

— Faz muito tempo que está casada com Andrés?

— Oito anos. E a cada dia fico mais feliz por ter atropelado ele.

— Como assim?

Frida cai na gargalhada e explica:

— Conheci Andrés porque o atropelei com o carro.

Isso me faz rir.

— Me conta essa história. Quero saber tudo.

Frida toma um gole de sua bebida e começa a contar:

— Nós dois estávamos indo à faculdade de medicina em Nuremberg. E no primeiro dia em que fui de carro, quando ia estacionar, não o vi e o atropelei. Por sorte, ele não sofreu nada grave, exceto um ou outro hematoma. Foi uma atração instantânea. E, desde esse dia a gente não se desgrudou mais.

Nós duas rimos e volto a perguntar:

— Ah, vem cá, e essa coisa de sexo e joguinhos, foi ideia de quem?

— Minha.

— Foi ideia sua?

Ela faz que sim com a cabeça.

— Você precisava ver a cara dele quando falei disso pela primeira vez. Ele não quis nem saber. Mas um dia o convidei para uma dessas festas, e o apresentei a Lexa e, bom... a partir desse dia, ele gostou!

— Lexa?!

— Sim. Somos amigos há anos e frequentávamos o mesmo grupo. Algo que, como você já deve ter percebido, continuamos fazendo. Aliás, acho que você já sabe que fui eu naquele dia no hotel que...

— Sim... Lexa me contou.

— Pra mim foi um prazer dar prazer a vocês duas.

De repente me ocorre algo e eu pergunto:

— Ah, vem cá, você participou da roda que Björn organizou outro dia?

— Sim — diz Frida, rindo. — Adoro esse tipo de jogos, e Andrés fica louco também.

— E não é estranho?

— Estranho? — surpreende-se. — Por quê?

— Não sei... Você não acha humilhante estar ali para satisfazer os desejos dos outros? Vocês ficam peladas. Vocês ficam entregues. Vocês são as que... bom, isso aí que você já sabe.

Frida solta uma gargalhada e tira do rosto uma mecha de cabelo.

— Não, querida. Adoro o tesão desse momento. Me deixa louca ver como me desejam, como meu marido me oferece, como os outros homens me possuem. Eu gosto e o Andrés gosta. É isso que conta, que os dois gostem e que a gente curta a experiência.

Quero perguntar mais coisas sobre os jogos, sobre Lexa, Betta ou Marta, mas começa a tocar a música Love is in the air, de John Paul Young, e Frida grita empolgada:

— Adoro essa música. Vamos dançar!

Animadas, nós duas vamos até a pequena pista e dançamos ao som dessa linda canção, enquanto percebo que vários homens ali nos observam. Somos duas mulheres jovens, sozinhas, e isso é um prato cheio.

Por volta das três da manhã, Frida e eu decidimos voltar ao chalé. Estamos exaustas. Caminhamos até o BMW que deixamos no estacionamento da praia, e dois caras saem ao nosso encontro.

— Opa... opa... aqui estão as garotas que não paravam de dançar no pub.

Ao avistá-los, lembro deles e sorrio.

— Se vocês não quiserem problemas, o melhor é saírem da nossa frente.

Frida me olha. Em seu rosto percebo a insegurança. Estamos no estacionamento da praia e não há ninguém por perto. Eu não me deixo levar pelo medo, pego Frida pelo cotovelo e continuo andando na direção do carro.

— Ah... venham aqui, gatas. Vocês estão morrendo de tesão e a gente quer dar o que vocês querem.

— Vão à merda — eu solto.

Os homens continuam atrás de nós. Dá pra perceber que estão embriagados e eles continuam com as grosserias.

Quando chegamos ao carro, exijo que Frida me dê as chaves. Está tão nervosa que tenho de pegar nas suas mãos e então sinto que um desses caras está atrás de mim e põe a mão na minha bunda. Dou uma bela cotovelada no peito. Frida grita e ele solta uns palavrões. O outro tenta agarrar Frida e, para isso, me empurra e eu caio na areia. É a gota d’água para mim, e me levanto rapidamente.

O sujeito que me tocou se aproxima para me imobilizar, mas eu sou mais rápida e lhe dou um soco no queixo que o faz gritar. Eu grito também, mas de dor: machuquei meus dedos. Em seguida ele se levanta e me joga de novo no chão. Meus dedos doloridos se chocam na areia e nas pedras. Isso me enche de raiva e eu decido acabar com essa situação toda. Me levanto com a adrenalina a mil, me posiciono diante do cara e lhe dou um novo soco na bochecha e um chute na boca do estômago. Depois, agarro o sujeito que imobiliza Frida pelo cabelo e lhe dou um chute que o faz voar alguns metros. Olho para Frida e digo:

— Vamos. Entre no carro.

Os dois homens estão no chão e aproveitamos para fugir. Assim que saímos do estacionamento e chegamos a uma rua com gente sentada nas varandas, eu paro o carro. Me viro pra Frida, afastando uma mecha de cabelo do rosto.

— Você está bem?

Frida, um pouco assustada, faz que sim.

— Onde você aprendeu a se defender assim?

— Caratê. Meu pai nos matriculou, minha irmã e eu, num curso quando éramos crianças. Sempre disse que tínhamos de aprender a nos defender e, veja só, ele tinha razão!

— Você mandou muito bem. É minha heroína! — diz Frida, sorrindo. — Esses caras tiveram o que mereceram e... Ai, meu Deus, Clarke, sua mão!

Nós duas olhamos pra minha mão direita. Os nós dos dedos estão vermelhos e inchados. Mexo os dedos o máximo que consigo e tento não dar importância a isso.

— Não é nada... não se preocupe. Mas vou precisar de gelo para diminuir o inchaço. Você poderia dirigir?

— Claro.

Frida desce do carro e nós trocamos de lugar. Ela entra e arranca para o chalé.

Quando chegamos, a luz da sala está acesa e, segundos depois, Lexa e Andrés aparecem para nos receber. Nós duas sorrimos, mas, à medida que nos aproximamos, Lexa repara na minha mão e vem rápido.

— O que aconteceu com você?

Vou responder, mas Frida se adianta.

— Quando saímos do pub, uns caras tentaram nos agarrar. Ainda bem que Clarke soube nos defender. Foi incrível! Você tinha que ver os chutes e socos que ela deu neles. Aliás, precisamos pôr gelo. E já!

Lexa faz cara de espanto, enquanto Frida descreve de novo o episódio e fala sem parar. Está tão impressionada que não consegue ficar quieta. Andrés, ao ver que nós duas estamos bem, abraça a mulher. Lexa continua a um passo de mim com expressão severa. Noto pelo seu olhar angustiada que levou um susto e tanto. Por fim, pra tentar encerrar o assunto, lhe dou um beijo.

— Não se preocupe. Não foi nada. Só uns idiotas que estavam pedindo pra levar um bela surra.

— Entra no carro, Clarke — exige Lexa de repente.

— O quê?!

Descontrolada, ela tira as chaves da mão de Frida.

— Você vai me dizer quem são esses filhos da mãe e eles vão se ver comigo.

Andrés e Frida se colocam rapidamente ao seu lado. Andrés pega as chaves e Frida diz:

— Posso saber aonde você vai?

— Dar a esses caras o que eles merecem. Me devolve as chaves, Andrés.

Lexa respira com dificuldade. Seus olhos estão furiosos.

— Para com isso, Lexa — digo, querendo que desista dessa bobagem. — Não foi nada. O que você quer? Que realmente aconteça alguma coisa que a gente tenha que lamentar depois?

Meu grito o faz olhar para mim. Bate com força a porta do carro, e vem passar a mão pela minha cintura:

— Você está bem?

— Estou, sim. Está tudo bem. Só preciso de água oxigenada pra limpar os machucados e gelo para o inchaço.

— Meu Deus, Clórke... — balbucia, encostando sua testa na minha. — Podia ter acontecido algo contigo.

— Lexa... não aconteceu nada. E mais: você precisava ter visto como esses sujeitos ficaram. — Enquanto Frida e Andrés entram na casa, acrescento: — Acabei com eles.

Me abraça. Me aperta contra si e coloca o rosto no meu pescoço. Permanecemos assim durante alguns minutos.

— Lembre-se do que eu te disse: campeã de caratê.

Noto que ela sorri e seus músculos relaxam. Por fim beija meus lábios com ternura.

— Ah... loirinha, o que eu faço com você?


Notas Finais


Aiai


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