História PEÇA-ME o que QUISER, Agora e Sempre - Sprousehart - Capítulo 35


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Notas do Autor


Olá Babys!!! era para eu ter postado a maratona ontem mas eu estava doente, ainda não tô 100% boa, mas como prometido vou postar hoje


Boa leitura❤️🔥❤️

Mrtn 🔥1/5🔥

Capítulo 35 - Capítulo 35


Fanfic / Fanfiction PEÇA-ME o que QUISER, Agora e Sempre - Sprousehart - Capítulo 35 - Capítulo 35

Não tocamos mais no assunto “casamento”. Fico mais tranquila. Apesar do amor que
sentimos um pelo outro, temos personalidades muito fortes e nossas brigas nos assustam. Nos
desestabilizam. Cole me conta que Kylie voltou para Londres. Quanto mais longe estiver de
mim, melhor.
Eu e Simona continuamos gostando de acompanhar Loucura esmeralda. Estou
completamente viciada na novela. Quando fica sabendo disso, Cole ri de mim. Não consegue
acreditar que me interesso tanto por algo assim. Para ser sincera, nem eu. Mas preciso admitir
que estou torcendo para que Luis Alfredo Quiñones dê o troco em Carlos Alfonso Halcones
de San Juan, e que Esmeralda Mendoza recupere seu bebê, se case com seu amor e seja feliz
para sempre. Ai, vou morrer do coração!
Uma tarde, quando Cole chega em casa, estou mexendo na minha moto. Ao ouvir o carro,
jogo o plástico azul por cima e saio da garagem. Lavo as mãos e corro para o quarto. Ele não
desconfia de nada. A moto fica bem escondida e, apesar de eu respirar aliviada, cada dia é mais
difícil guardar esse segredo. Minha consciência está pesada. Fico aflita, mas não sei como
contar a ele.
No sábado, eu e Eric decidimos ir à festinha no Natch. Finalmente vou conhecer essa
famosa casa de suingue. Assim que entramos, Cole me apresenta a Heidi e Luigi. Camila e
Charles vem ficar conosco e, pouco depois, Ross chega com uma amiga. Batemos papo e
bebemos, quando vejo Dexter aparecer. Me cumprimenta e diz no meu ouvido:
— Deusa, você está deslumbrante! Adoraria te ver sendo possuída por dois homens.
Meu estômago se contrai. Cole sorri ao imaginar o que seu amigo me cochichou.
Várias bebidas depois, e o lugar já está lotado. Todos dão a impressão de se conhecer e
conversam de forma animada. Proibi Cole de mencionar que sou espanhola. Não aguento
mais aquele papo de “olé, paella, toureiro”. Sorridente, Cole me chama para dançar. Topo
imediatamente. Entramos num quarto escuro com uma luz violeta fraquinha.
— Não vou te soltar, fica tranquila.
Ao fundo está tocando Cry me a river na voz de Michael Bublé. Cole me beija e adoro
estarmos assim pertinho. Dançamos quase no escuro. Noto sua excitação entre minhas pernas
e pelo jeito como beija meu pescoço. De repente sinto mãos atrás de mim. Alguém toca na
minha cintura. Não vejo o rosto da pessoa. Mas rapidamente descubro quem é, quando
escuto bem perto do ouvido:
— Está tocando nossa música, linda.
Sorrio. É Ross. Dançamos no ritmo da canção, como fizemos naquele dia em sua casa,
enquanto deixo suas mãos deslizarem por todo o meu corpo. Sexy. A música é sensual,
excitante, e meus dois homens me deixam louca. Cole me beija e de forma possessiva mete a
mão por baixo do meu vestido, chega até minha calcinha e arranca de uma só vez. Sorrio,
ainda mais quando ele sussurra na minha boca:
— Aqui você não precisa disso.
Uau!
Me sinto sensual. Caliente.
Nesse momento, Ross me vira e meus seios ficam à sua disposição. Passa a boca pelo
decote do vestido e morde os mamilos por cima do tecido. Estão arrepiados. Ele que deixou
assim. Depois beija meu pescoço, minhas bochechas e meu nariz. Quando chega aos cantos
da minha boca, ele para. Não ultrapassa o limite que Cole estabeleceu. Enquanto isso, meu
amor levanta meu vestido e me toca na bunda. Me aperta contra ele. Excitado, Ross faz a
mesma coisa. Cole me vira novamente, e agora é Ross quem aperta minha bunda.
Calor... estou morrendo de calor.
O quarto escuro começa a encher. E agora a voz de Mariah Carey cantando My all toma
conta do ambiente. Ross retira suas mãos, enquanto Cole continua mordendo meus lábios.
Escuto gemidos à nossa volta. Imagino o que as pessoas estão fazendo e fico mais excitada
ainda. Meu Iceman, meu amor, meu homem, sussurra:
— Você é muito gostosa, querida. Estou tão duro que acho que vou te possuir aqui
mesmo.
Sorrio e, sem ver quase nada por causa da escuridão, confirmo:
— Sou tua. Pode fazer o que quiser comigo.
Escuto sua risada na minha orelha.
— Cuidado, pequena. Ouvir você dizer uma coisa dessas é um perigo. Já percebi que o
sexo, a loucura e as brincadeiras te atraem tanto quanto a mim, ou até mais, né?
Confirmo com um gesto. Ele tem razão.
— Hoje estou com muita vontade.
— Bom saber. Eu também — consigo dizer, respirando com dificuldade.
— Você é minha fantasia, loirinha. Minha louca fantasia.
Superexcitada pelo que ele diz, agarro sua bunda, o aperto contra mim e digo, ansiosa para
começar com os joguinhos calientes:
— Adoro ser sua fantasia. O que você quer experimentar hoje comigo?
Seu pênis está duro, enorme. E latejando. Posso senti-lo no meu ventre. Ele me beija e em
seguida diz, enquanto dançamos:
— Quero fazer de tudo. Está disposta? — Concordo com a cabeça e ele murmura, me
deixando cada vez mais excitada: — Quero te ver com outra mulher. Vou ficar assistindo.
Vou te observar. E, quando seus gemidos me deixarem completamente louco, vou te comer e
depois vou fazer dois homens te comerem, enquanto eu olho e fodo a mulher. O que acha?
Respiro ofegante... e fecho os olhos.
Estou ficando molhada. Quando vou responder, sinto alguém passando as mãos pela
cintura de Cole. São macias e bem cuidadas. Uma mulher. Toco nelas e percebo um anel
grande que parece uma margarida.
Será essa a mulher com quem Cole pretende me ver hoje?
No escuro, deixo a desconhecida passar a mão no corpo do meu amor enquanto ele me
beija. Cole fica excitado ao ter duas mulheres em volta dele. Seu prazer é meu prazer, e usufruo
quando a mulher toca sua ereção. Pego sua mão e a faço apertar. Nós duas apertamos e Cole
respira ofegante.
Ficamos assim por um bom tempo. Mas meu amor não se vira em momento algum.
Permite que ela o toque, mas se delicia devorando minha boca e apertando minha bunda.
Dedica-se apenas a mim. Quando a música termina, nos esquecemos da mulher, saímos do
quarto escuro e entramos numa sala diferente da primeira.
Vejo Ross com sua acompanhante e sorrio ao perceber como ele e Dexter a fazem rir,
enquanto os dois tocam em seus seios. Cole me leva até o balcão do bar. Dou uma olhada ao
redor e não vejo nem Camila nem Charles. Pedimos uma bebida. Minha boca está seca. Cole me
olha com doçura. Passa seus dedos pelo meu rosto e consigo ler seus lábios dizendo “te amo”.
Depois traz um banquinho para perto dele e eu me sento.
Segundos mais tarde, várias pessoas se aproximam. Cole me apresenta a todos. Um deles,
ao me escutar falar, percebe que sou espanhola e diz “olé!”.
Mas que saco!
Num dado momento, uma das mulheres sorri em reação a um comentário de Cole, e meu
amor me ordena:
— Abre as pernas, Lil.
Faço o que ele manda. A desconhecida toca minhas pernas. Passa a mão pelas minhas coxas
até chegar à minha vagina, onde coloca a palma e sussurra:
— Adoro as depiladas.
Cole toma um gole da bebida e acrescenta:
— Está totalmente depilada.
A mulher passa a língua pela minha boca, sorri e, com a outra mão num dos meus seios,
toca neles por cima do vestido e murmura enquanto os apalpa:
— Nós duas vamos nos divertir à beça.
A excitação me domina.
— Gosto muito... muito... das mulheres. E gostei de você — insiste ela.
Abro as pernas ainda mais e a mulher enfia um dedo em mim sem se importar com a sala
cheia de gente. Levanto o queixo. Me inclino para a frente no banquinho e Cole diz no meu
ouvido:
— Essa é a mulher que vai brincar contigo, que tal?
Dou uma olhada nela e concordo. Ela tira a mão do meio das minhas pernas, chupa o
dedo que estava dentro de mim e sorri. Sorrio de volta e escuto quando diz a meu lindo:
— Esperamos vocês no quarto escuro.
Sem dizer nada, a mulher se afasta. Cole olha para mim e pergunta:
— Tá a fim de brincar?
Digo que sim. Estou tão excitada que meus lábios tremem quando abro um sorriso.
Caminhamos de mãos dadas.
Atravessamos uma porta, passamos por um corredor e vejo Camila e Charles na cama de um
quarto aberto. Camila não me vê, está totalmente entregue, deliciando-se entre as pernas de uma
mulher, que faz sexo oral em Charles enquanto outro homem come Camila.
Excitante.
Eu e Cole olhamos para eles, depois continuamos nosso caminho. Ele abre uma porta e
entramos num quarto. Não consigo ver nada, e meu amor diz:
— Não se mexe.
Instantes depois, o lugar ganha uma tênue iluminação lilás ao se projetar um filme pornô
numa das paredes. Curiosa, olho ao redor. Há uma cama redonda, um sofá, uma espécie de
bancada e uma divisória com um chuveiro. Cole me abraça. Beija e chupa minha orelha,
enquanto assistimos às imagens calientes na parede. Cinco minutos depois, a porta se abre.
Surge a mulher que me tocou antes. Agora está nua e com um vibrador duplo nas mãos.
Entra e diz:
— Podem vir.
Cole acena com a cabeça. Não sei quem irá além de nós dois, mas não me importo. Minha
respiração entrecortada demonstra o quanto estou excitada quando Cole senta na cama.
— Diana, tira a roupa da minha mulher — diz.
Não me mexo.
Me deixo levar.
Essa sensação me excita.
Os olhos do meu amor ficam embaçados de tanto desejo, enquanto a mulher desabotoa
meu vestido. As mãos dela deslizam por todo o meu corpo. Cole nos observa. Meu vestido cai
no chão e fico apenas com a cinta-liga, os sapatos de salto e o sutiã. A calcinha, Cole já tinha
arrancado minutos atrás.
A mulher me toca. Passa as mãos pelo meu corpo e pede que eu me sente na bancada. Cole
se ergue, me pega nos braços e me levanta. Me coloca na bancada e separa minhas coxas. A
boca da mulher vai direto à minha vagina e ela mete a língua dentro de mim de forma brusca.
Exige. Exige muito enquanto me abre com as mãos e me devora.
Cole nos observa. Olho para ele, solto gemidos e o vejo se despindo. Toca o pau já duro e
grito de prazer pelo que a mulher faz comigo. Acaba de enfiar um dos lados do vibrador. Que
calor!

Ela o movimenta com prática enquanto sua boca brinca com meu clitóris. Fecho os olhos e
fico só me deliciando com o momento... Me abro para ela e mexo os quadris em busca de
mais. A mulher sabe o que faz e eu estou adorando.
Abro os olhos. Cole está só assistindo. De repente, a mulher sobe na bancada e, sem tirar o
objeto de dentro de mim, introduz nela a outra ponta. Com habilidade e técnica se deita
sobre mim, me segura pelos quadris e começa a me comer. O vibrador duplo entra em mim e
nela ao mesmo tempo, e nossos gemidos seguem um mesmo compasso. Seu ritmo se
intensifica enquanto minha excitação cresce mais e mais. Como se fosse um homem, ela me
possui, domina meu corpo, ao mesmo tempo que eu domino o seu. Até que nós duas nos
contorcemos em espasmos e nossos orgasmos nos fazem gritar.
Olho para meu amor. Ele não se move. Com desenvoltura, Diana retira o vibrador de
dentro de nós duas, desce da bancada e diz, abrindo totalmente minhas pernas:
— Goza pra mim... goza.
Ela me lambe com sua boca ansiosa. Quer meu orgasmo. Me chupa com destreza e
enlouqueço novamente. Nunca vivi isso antes. Nunca poderia imaginar que uma mulher
conseguiria me fazer gozar duas vezes em menos de dois minutos. Mas Diana consegue isso
com facilidade, e eu me entrego a ela, disposta a ter mil outros orgasmos. Cole se aproxima.
Estendo a mão e ele a beija enquanto a mulher saboreia meu corpo.
Me sinto uma boneca em seus braços quando meu amor me agarra e me desce da bancada.
Seu pau duro encosta nas minhas pernas e eu sorrio. Me deita na cama e senta-se ao meu lado,
enquanto a mulher se acomoda no outro. Os dois me tocam. Quatro mãos percorrem meu
corpo e eu não consigo segurar meus gemidos. A porta se abre e entra um homem nu. Assiste
aos nossos joguinhos enquanto observo sua ereção crescendo com as cenas que ele presencia.
Paramos. O recém-chegado se apresenta como Jefrey. Cole se agacha e pergunta:
— Gostou da Diana?
— Gostei... — sussurro.
Sorri. Me beija e, quando abandona minha boca, pergunto extasiada:
— Posso te pedir uma coisa?
Meu amor afasta o cabelo da minha testa e responde que sim.
— O que você quiser.
Cheia de tesão, me levanto da cama. Faço Cole deitar-se e, sentando-me sobre ele,
murmuro:
— Quero que Jefrey te masturbe.
Jefrey topa na hora. Meu alemão não diz nada. Apenas me olha, deitado na cama. Pela sua
cara, sei que não gostou muito do que eu disse. Então sussurro antes de beijá-lo:
— Sou sua mulher, não sou? — Cole faz que sim. — E você é meu marido, né?
Ele volta a confirmar com a cabeça. Dou-lhe um beijo cheio de sensualidade.
— Entregue-se a mim e às minhas fantasias, querido. Ele só vai te masturbar. Prometo.
Cole fecha os olhos e pensa na minha proposta. Em seguida balança a cabeça
afirmativamente. Eu o beijo outra vez. Sei o que isso representa para ele e me agrada. Me sento
a seu lado, acaricio seus mamilos e murmuro:
— Jefrey, dê prazer ao meu marido.
Sem hesitar, Jefrey se ajoelha na cama, segura o pênis duro de Cole e o massageia. Move
para cima e para baixo, e Cole fecha os olhos. Não quer ver. A mulher vem para perto de mim
e toca meus seios. Ela se sente atraída por mim e isso fica bem claro. Ao mesmo tempo, Jefrey
continua masturbando meu amor. Toca-o, puxa-o, até que o enfia inteiro na boca. Cole
arqueia as costas. Geme. Excitada com essa cena, me aproximo de seus lábios.
— Abre as pernas, querido.
Me obedece. Jefrey se acomoda entre as pernas de Cole para lamber, chupar e estimular o
homem que amo. Indico à mulher que chupe os mamilos dele. Ela faz o que peço e eu me
delicio por estar no controle da situação. Gosto de dar ordens, assim como gosto de receber.
Com a boca ocupada, Jefrey passa suas mãos pelo traseiro do meu amor. Cole o contrai. Está
curtindo as carícias. Fecha os olhos e eu exijo:
— Olha pra mim.
Ele fixa em mim seu olhar azulado e percebo que ele está arrepiado com o que Jefrey está
fazendo. Cole se contorce, estimulado pelo prazer selvagem que o homem lhe proporciona e
que ele nunca tinha experimentado. De repente, vejo que uma das mãos dele está na cabeça de
Jefrey e com ela Cole o empurra para fazê-lo descer mais ainda sobre seu pênis. Quer mais. Eu
sorrio. Meu amor geme e, louca de desejo, faço Jefrey parar, e sento sobre Cole.
Ele segura meus quadris e me aperta contra si em busca de seu orgasmo, enquanto Jefrey e
a mulher observam. Quando meu alemão solta um gemido escandaloso, me aperto contra ele
e então, só então, ele se permite gozar.
Estatelada sobre ele, eu o abraço e lhe dou um beijo. Depois pergunto:
— Tudo bem, querido?
Cole me olha e murmura:
— Sim, querida. Você finalmente conseguiu o que queria.
Seu comentário me faz rir. De repente a porta se abre. Dexter entra com um homem nu.
Cole se levanta e se mete no chuveiro enquanto eu continuo sentada na cama. A mulher que
está ao meu lado não consegue resistir e começa a me tocar. O mexicano sorri, chega mais
perto e me mostra a correntinha dos mamilos. Sem que ele precise pedir, aproximo meus
seios e ele os belisca com as pinças. Puxa a corrente e murmura:
— Deusa... me dê prazer.
Cole volta e se acomoda numa poltrona. Sei que ele está a fim de assistir. A mulher ao meu
lado me sussurra dizendo que quer me chupar de novo. Aceito na hora. Deitada na cama,
abro minhas pernas e guio sua cabeça até lá. Com decisão, agarro seu cabelo enquanto ela me
chupa, e sou eu quem marca a intensidade dos movimentos. Ela segura a corrente que está
presa entre meus seios e, cada vez que puxa meu clitóris com os lábios, puxa a corrente
também. Eu grito.
Somos o espetáculo caliente de quatro homens. Gosto de desempenhar esse papel. Eles nos
olham, e percebo que Jefrey e o outro cara colocam preservativos. A respiração de Dexter está
entrecortada, e Cole me devora com o olhar. Os homens curtem o que veem entre nós duas, e
eu adoro estar sendo observada.
Quando chego ao orgasmo e me contorço toda, a mulher volta a me chupar com avidez.
Deseja o meu gozo. Eu deixo que ela tome tudo o que quiser. É maravilhoso o jeito como me
chupa. Cole a chama, afasta-a de mim e lhe pede que monte nele.
Como um deus todo-poderoso, meu dono me olha. Eu olho de volta e o ouço dizer:
— Quero vê-los te comendo.
Dou uma olhada nos dois homens que me observam. Os dois sobem na cama e começam
a me tocar enquanto Cole se deixa levar pela mulher.
Dexter se aproxima de mim, segura a corrente, puxa até esticar meus mamilos o máximo
que dá, depois sussurra enquanto a retira:
— ... deixa eu fazer sua bunda ficar vermelha.
Me viro e ofereço minha bunda. Ele a beija e dá seis tapas. Três em cada lado. Aproxima o
rosto e, ao sentir o calor do meu traseiro, murmura:
— Agora sim, deusa... agora sim você está preparada.
Jefrey me joga na cama. Deita em cima de mim e chupa meus mamilos doloridos. Por
incrível que pareça, apesar da dor, o formigamento que sinto com suas lambidas me dá prazer.
A voracidade de Jefrey em seus movimentos me deixa muito excitada. Depois ele me coloca
em cima dele. Eu me deixo conduzir.
— Oferece teus seios a ele — pede Cole.
Me agacho sobre Jefrey e roço meus peitos na sua boca. Ele chupa, lambe e os endurece,
enquanto o outro homem toca na minha cintura e morde minhas costas com suavidade.
Ficamos assim durante alguns minutos, até que Jefrey me penetra, diante do olhar atento do
meu amor. Ele me segura com força e eu não ofereço resistência. Solto gemidos. Agarrado à
minha cintura, me move para a frente e para trás e seu pênis entra em mim sem piedade.
Estou curtindo. Fico quase sem ar de tanto tesão, e Cole não tira os olhos de mim.
De repente, sinto o outro cara me dando um tapa, abrindo minha bunda e passando
lubrificante lá dentro. Mete um dedo no meu ânus e começa a movê-lo enquanto Jefrey me
penetra sem parar. Cole se levanta. Sobe na cama, aproxima-se de mim e murmura:
— Está preparada, querida?
Queimando de tesão, confirmo com a cabeça e então o desconhecido põe sua ereção no
meu ânus e entra completamente em mim. Começo a arfar ao sentir que estão me comendo
na frente do meu amor. Meu ânus está dilatado. Não sinto dor. Só prazer. Os homens entram
e saem de mim várias vezes. Uma delícia! Diana deita na cama, segura o pênis de Cole e o mete
na boca, chupando e saboreando.
— Assim, querida... assim... — murmura Cole, extasiado pelo que vê, até que solta um
grito másculo e goza na boca da mulher.
Os desconhecidos continuam me penetrando e meu corpo está super-receptivo. Dexter
pede para Jefrey morder meus mamilos e para o cara que está atrás me dar um tapa. Eles
obedecem e continuam me comendo. Uma vez, depois outra e mais uma... até que eu acabo
gozando e eles também.
Cole me beija em seguida. Faz os homens saírem de mim, me pega pela cintura e me leva
em seus braços até o chuveiro. A água cai sobre nossos corpos e não falamos nada. Minha
vagina e meu ânus ainda estão latejando. Tudo foi tão louco e excitante que mal consigo dizer
alguma coisa. Meu Iceman passa a mão pelo meu rosto e murmura:
— Tudo bem, querida?
Faço que sim com a cabeça e sorrio. Foi indescritível.
Nossas bocas se encontram e se devoram. Cole já recuperou a energia e agora me penetra
com fúria. Sua ereção precisa de mim. Me pega nos braços e, sob os jatos d’água, me possui.
Imprensada contra a parede, meu amor entra e sai de mim enquanto minhas pernas
entrelaçam sua cintura. Sussurramos palavras picantes e com isso aumentamos nosso desejo.
Depois palavras sacanas, olhando nos olhos um do outro para enlouquecermos mais ainda. E,
quando nossos orgasmos nos fazem gritar e continuamos apoiados na parede, Cole diz no meu
ouvido:
— Assim você me mata, pequena...
Sorrio. Me mexo e Cole me coloca no chão. A água continua escorrendo pelos nossos
corpos. Um pouco depois, quando saímos do chuveiro, dou uma olhada nas outras pessoas
que estão no quarto. Ao ver que agora a mulher é quem está na cama com os dois caras e
Dexter a toca enlouquecido, pergunto:
— É sempre assim?
Cole atrai meu corpo para mais perto do seu, murmura:
— Sempre. As pessoas realizam seus desejos. São fantasias. Não se esqueça disso.
Dez minutos mais tarde, Cole e eu já estamos vestidos e voltamos à segunda sala onde
estivemos. Ele me beija, faz carinho em mim e curto sua companhia. Somos felizes. Estamos
superenvolvidos. Que mais eu posso querer?
Bebemos umas cubas-libres e logo minha bexiga está quase explodindo. Preciso ir ao
banheiro. Ele me diz onde fica e vou até lá. Assim que entro, vejo duas mulheres se beijando.
Elas me olham, eu olho e sorrio. Me enfio numa cabine e suspiro aliviada enquanto faço xixi.
Ouço mais gente entrando. Risadas. Umas mulheres cochicham e escuto:
— Na sexta tenho um jantar com Raimon Grüher e os pais dele. Finalmente consegui o
que queria. Ele vai me pedir em casamento.
Gritinhos de satisfação. Eu rio. E outra voz diz:
— Onde você marcou com eles?
— Às sete na Trattoria de Vicenzo. Um lugar perfeito, né?
— Maravilhoso.
— E seleto.
— E caríssimo.
Novas risadas.
— Mas, cá entre nós, eu achava que o Raimon não fazia muito o seu tipo. Você curte os
mais novinhos.
— Pois é, querida, mas o dinheiro dele faz meu tipo, sim. — As duas riem e eu solto o ar
bufando. Que filha da mãe! — Convenhamos que não é um homem que me deixa louca na
cama. Também, na idade dele, esperar o quê? Mas resolvi isso com o primo dele, Alfred, e
com meus próprios amigos. No fim das contas, fica tudo em família, né?
— Ai, Bree! Você é terrível.
Bree?!
Ela disse “Bree”?
Meu coração começa a palpitar quando ouço:
— Olha quem fala! Como se você fosse uma santa vindo aqui fazer sacanagem sem teu
marido. Se Stephen ficasse sabendo, ia te dar o troco.
A risada me confirma que é ela. Bree! Sua risada de porca é inconfundível. Abaixo o
vestido, já que estou sem calcinha, pois Cole a arrancou, e abro a porta da cabine. As mulheres
me olham e percebo que Bree nem se surpreende de me ver. Pela sua expressão, imagino que
ela já soubesse que eu estava no local. E, antes que eu possa fazer alguma coisa, ela me dá um
empurrão que me lança contra a parede. Mas eu sou rápida, seguro seu vestido e a puxo. Cai
de bruços no chão. Sua amiga começa a berrar e sai em busca de ajuda. As duas mulheres que
se beijavam saem correndo. Nos deixam sozinhas.
Chego mais perto e olho para sua mão. Vejo um anel em forma de margarida e grito
furiosa:
— Você tocou nele, sua piranha desgraçada. Tocou em Cole?
Sorri com malícia.
— Vocês dois pareciam estar gostando, não?
Seu comentário me deixa sem palavras. Vou esganar essa mulher! Dou-lhe uma bela de
uma bofetada e depois mais uma, diante do olhar horrorizado de uma mulher que entra no
banheiro bem nessa hora. Bree se levanta do chão e vou atrás dela. É mais alta que eu, mas
sou muito mais ágil e rápida. E, quando vai escapar, eu a jogo contra a parede e, imprensandoa,
vocifero:
— Como você se atreve a tocá-lo?
Ela não responde. Apenas ri. E continuo:
— Eu te disse que não queria te ver perto dele.
— Não estou nem aí pro que você diz.
Ai, meu Deus, vou matar essa vadia! E, olhando bem nos seus olhos, digo cheia de ódio:
— Eu te disse que, se você me procurasse, me encontraria, sua vagabunda!
Bree grita e se assusta quando torço seu braço. De repente, Cole me segura, me separa dela
e grita:
— Pelo amor de Deus, Lil! O que você está fazendo?
Com as feições contraídas e um olhar de reprovação, ela range os dentes.
— Sua namorada é uma assassina.
— Vagabunda! — grito transtornada.
— Me viu e partiu pra cima de mim.
— Você é uma sem-vergonha. Me agrediu primeiro.
— Mentirosa! — E, olhando para Cole, murmura: — Querido, não acredita nela, não. Eu
estava no banheiro, ela chegou e...
— Cala a boca, Bree! — diz Cole, enfurecido.
— Querido?! Você o chamou de “querido”? — berro, desvencilhando-me dos braços de
Cole. — Não o chame assim, sua cadela!
Cole volta a me segurar. Estou uma fera. Ele me olha e diz:
— Não entra no jogo dela, amor. Olha pra mim, Lil. Olha pra mim.
Mas, disposta a arrancar os olhos dessa mulher que me encara com deboche, eu grito:
— Como você teve coragem de tocar na gente? Como teve a cara de pau de se aproximar
dele? De nós?
— Este é um lugar público, lindinha. Não é exclusivo de vocês dois.
— Chega, Bree! — grita Cole, sem entender do que estamos falando.
Eu mato! Eu mato!
Cole, furioso, tenta me acalmar. Não presta atenção em Bree, não se importa com ela,
apenas comigo. Até que ela grita:
— Já é a segunda vez que ela me agride em Munique. O que sua namorada tem, hein? É
um bicho?
Cole se espanta:
— Segunda vez?
Não respondo. Solto o ar bufando, e ela insiste:
— É. Na loja da Anita. Sua irmã Trinity estava lá e também me agrediu. Elas me
provocaram e me bateram e...
— Você fez isso? — Cole me pergunta.
Envergonhada ao reconhecer o que fiz e ao perceber o olhar irado dele, respondo:
— Fiz. Ela estava merecendo. Foi por causa dela que eu e você terminamos e...
Cole me solta e leva as mãos à cabeça.
— Pelo amor de Deus, Lili! Somos adultos. Como passou pela sua cabeça fazer uma
coisa dessas?
Assustada com a reação de Cole, olho para ele e rosno:
— Quem me sacaneia tem que levar o troco. E essa vadia me sacaneou.
Sabendo da confusão, Camila entra no banheiro. Ao ver Bree, nem pensa duas vezes. Vai
logo partindo para cima e lhe dando um tapa.
— Sua vagabunda! O que está fazendo aqui? — grita.
Bree olha ao redor. Ninguém a defende. Todo mundo conhece sua história com Cole, e ela
nos ameaça gritando:
— Vou chamar a polícia e denunciar vocês duas.
— Pode chamar — gritamos em coro Camila e eu.
A idiota pega seu celular de última geração, tenta ligar, mas logo resmunga frustrada:
— Por que aqui não tem sinal?
Eu e Camila rimos. E logo digo debochada:
— Sai do bar. Com certeza lá fora tem sinal. Vai, chama a polícia. Será ótimo que seus
futuros sogros e seu maridinho fiquem sabendo onde você estava.
Charles chega, segura sua mulher e a repreende pela gritaria. Camila protesta e sai do
banheiro irritada. Não suporta Bree. Ross, que até o momento estava apoiado no batente da
porta, fala ao ver o amigo tão aborrecido:
— Acabou, gente. Vamos voltar pra festa.
Cole sai do banheiro sem falar comigo. Bree sorri. E eu, incapaz de controlar meu instinto,
dou-lhe um empurrão que a lança contra a bancada das pias.
— Juro pelo meu pai que isso não vai ficar assim.
Quando saio do banheiro, terrivelmente irritada, Ross me agarra pelo braço, me faz olhar
para ele e diz baixinho:
— As coisas não se resolvem assim, linda.
— Do que você está falando? Não quero resolver nada com essa vadia.
E, depois de lhe contar o que ela fez em Madri, ele diz:
— Agora estou entendendo tudo. E mais: estou com vontade de entrar e dar outro tapa
nela eu mesmo.
Isso me faz rir. Ao ver minha expressão, Ross sorri e me abraça. Nesse momento, Cole
chega perto de nós e, com raiva no olhar, avisa:
— Vou pra casa. Você vem comigo ou vai ficar com Ross pra continuarem brincando?
Seu comentário nos deixa surpresos. E eu digo:
— Seu babaca!
— Lil... — diz Cole.
— Lil coisa nenhuma. O que você está querendo insinuar com o que disse?
Cole não responde. Ross, achando graça, me empurra para Cole e diz:
— Parem já com isso, seus bobinhos! Terminem essa discussão em casa na cama de vocês!
No carro, ficamos em silêncio.
Nós dois estamos chateados e eu não entendo por que ele tem que ficar desse jeito. No fim
das contas, Bree merecia. E ainda por cima teve a cara de pau de tocar em Cole. De tocar em
nós dois. De se aproximar. Uma desgraçada, essa mulher!
No caminho, nossos celulares apitam. Chegaram várias mensagens. Não leio. Nem ele.
Não há clima para isso. Com certeza são de Camila e Ross para saber como estamos. Quando
chegamos em casa e botamos o carro na garagem, bato a porta com tanta força, que Cole me
olha e eu, doida para armar um barraco, grito:
— Que foi?
Cole anda a passos largos na minha direção.
— Podia ser menos bruta e fechar a porta com mais cuidado.
— Não.
Ergue uma sobrancelha e repete:
— Não?!
— Exatamente. Não, não quero ter cuidado! E não quero porque estou muito chateada
contigo. Primeiro, por você gritar comigo na frente da idiota da Bree, e segundo pela
estupidez que você disse em relação a Ross.
Cole fecha os olhos.
— Por que não me contou aquela história da Bree?
— Porque não achei necessário. É assunto entre mim e ela.
— Entre você e ela?
— É. E, antes que você diga mais alguma coisa, fique sabendo que meu pai me ensinou a...
— O que seu pai tem a ver com essa história? Podemos deixá-lo fora disso?
Indignada com essa fúria de Cole, grito:
— Era só o que faltava... Por que não posso falar no meu pai quando me dá vontade?
— Porque estamos falando de Bree, não dele.
— Você é um idiota, sabia?
Cole não responde. E, quando não consigo mais segurar o que estou pensando, solto:
— Eu ia dizer que meu pai me ensinou a não me deixar atingir pelas pessoas de mau
caráter. Essa imbecil, pra não falar coisa pior, me sacaneou. Foi uma filha da mãe e tentou
complicar minha vida. Você quer o quê? Que eu seja toda simpática com ela? Olha só... nem
ouse pensar uma coisa dessas. Nem você nem sua garrafa de Moët rosa!
Sem olhar para mim, ele põe a mão na testa.
— Não estou pedindo pra você tratá-la bem. Só quero que não se meta com ela. Afaste-se
dela e assim vamos viver em paz.
— E o que você me diz sobre a noite de hoje? Essa... essa... vaca teve a cara de pau de se
aproximar da gente no quarto escuro. Ela te tocou. Passou as mãos imundas pelo teu corpo, e
eu a incentivei sem me dar conta que era ela. Ela te tocou na minha frente. Voltou a me
provocar. De novo ela jogou sujo. Acha mesmo que devo perdoá-la outra vez?
Cole não responde. Fica muito surpreso com o que acaba de escutar.
— Ela foi a mulher que...
— Sim, ela. Essa nojenta. Ela era a mulher do quarto escuro! — grito desesperada.
Eu o ouço xingar. Caminha de um lado ao outro. Ao fim, murmura:
— Já está tarde. Vamos pra cama.
— Vamos porra nenhuma! Estamos conversando. Não importa a hora. Estamos
discutindo como duas pessoas adultas e não vou te deixar interromper só porque você não
quer mais falar do assunto. Acabei de te contar que essa vagabunda nos enganou de novo.
Jogou sujo!
Nervoso, ele vai de um lado para outro na garagem, xingando.
De repente, seu olhar se fixa em algo. Vejo meu capacete amarelo da moto. Ah não! Fecho
os olhos e sussurro palavrões. Meu Deus, agora não! Cole caminha até lá e grita ao tirar o
plástico azul.
— O que essa moto está fazendo aqui?
Suspiro. A noite vai de mal a pior. Me aproximo dele e respondo:
— É minha moto.
Incrédulo, me olha, olha para a moto e rosna:
— É a moto de Hannah. O que está fazendo aqui?
— Sua mãe me deu. Ela sabe que faço motocross e...
— Isso é inacreditável! Inacreditável!
Sabendo bem o que ele pensa, suavizo meu tom de voz.
— Olha, Cole. Hannah gostava do mesmo esporte que eu, e não estou com minha moto
aqui e...
— Você não precisa de moto porque aqui você não vai praticar motocross. Eu te proíbo!
Isso me tira do sério. Meu pescoço começa a coçar.
Quem é ele para me proibir alguma coisa? Disposta a comprar essa briga, contesto:
— Você está enganado, cara. Vou continuar praticando motocross. Aqui, lá e onde eu tiver
vontade. Ah, e só pra sua informação: fui correr uma vez com seu primo Cody e os amigos
dele. Aconteceu alguma coisa comigo? Nãããããããããão... mas você, como sempre, é tão
dramático.
Seus olhos chispam faíscas de tanta raiva. Não estou fazendo bem a ele. Sei que estou indo
longe demais, mas não posso evitar. Sempre falo mais do que devo! Cole me olha. Balança a
cabeça num gesto afirmativo. Morde o lábio.
— Você escondeu isso de mim?
— Sim.
— Por quê? Acho que a primeira coisa que prometemos um ao outro quando reatamos foi
sinceridade. Não foi, Lili?
Não respondo. Não consigo. Ele tem razão. Foi horrível o que eu fiz! Meu pescoço está
coçando. Malditas brotoejas! De repente, a porta da garagem se abre e aparecem Melanie e
Trinity. Melanie diz:
— Vocês dois aí, pra que têm celular?
Me surpreendo ao vê-las. Que horas são? Mas Cole grita:
— Mãe, como você pôde dar a moto pra Lili?
A mulher me olha. Eu suspiro.
— Filho, em primeiro lugar, fique calmo. Essa moto estava parada lá em casa, e, quando
Lili me contou que também praticava motocross, pensei um pouco e decidi dar de
presente pra ela.
Cole bufa e grita outra vez:
— Quando vocês vão entender que não é pra se meterem na minha vida? Quando?
— Desculpa, Cole... mas é minha vida! — esclareço ofendida.
Ao ver o estado do irmão, Trinity olha para ele e grita na sua direção:
— Número um: não fala assim com a mamãe. Número dois: Lili já está bem
crescidinha pra saber o que deve ou não deve fazer. Três: se você quer viver numa redoma de
vidro, o problema é seu. Os outros não são obrigados a fazer o mesmo.
— Cala essa boca, Trinity! — responde Cole.
Mas sua irmã se aproxima dele e acrescenta:
— Não vou calar. De dentro de casa deu pra ouvir a briga toda de vocês. E tenho que te
dizer que é normal Lili não te contar sobre a moto nem sobre outras coisas. Como ela iria
contar? Não dá pra falar contigo. Você é o Senhor Mandão. Todo mundo tem que obedecer
às suas vontades senão você arma um escândalo. — E, olhando para mim, diz: — Contou a
ele sobre mim e a mamãe?
Faço que não com a cabeça. Melanie, levando as mãos à boca, sussurra:
— Filha, pelo amor de Deus... fica quieta.
Cole nos olha. Sua expressão é cada vez mais sombria. Por fim tira o sobretudo. Está com
calor. Deixa sobre o capô do carro, põe as mãos na cintura e, encarando-me de um jeito
ameaçador, pergunta:
— Que história é essa de se me contou sobre elas duas? Que outros segredos você guarda
de mim?
— Filho, não grita assim com Lili. Coitadinha.
Não consigo falar nada. Minha língua está colada ao céu da boca, e Trinity diz curta e grossa:
— Pra sua informação, eu e mamãe estamos há meses fazendo um curso de paraquedismo.
Pronto, falei! Agora já pode se irritar com a gente e gritar. Você faz isso muito bem,
irmãozinho.
A cara de Cole é indescritível.
— Paraquedismo? Vocês enlouqueceram?
As duas fazem que não. Em seguida, Simona entra perturbada na garagem:
— Senhor, Flyn está chorando. Quer que o senhor suba.
Cole olha para ela e diz:
— O que Flyn faz acordado a essa hora? — Dá um passo, mas para de repente. Vira-se
para a irmã e a mãe e pergunta: — O que houve? Por que vocês estão aqui a essa hora?
Não dá tempo de elas responderem. Sai em disparada até o quarto de Flyn. Melanie vai atrás.
Trinity olha para mim e, assustada, pergunto:
— O que houve?
Trinity suspira.
— Querida, sinto dizer que meu sobrinho caiu do skate e quebrou um braço.
Minhas pernas fraquejam. Não! Não pode ser verdade.
— Quê?!
— Ligamos mil vezes pra vocês, mas ninguém atendeu.
Branca como a parede, olho para Trinity.
— Onde a gente estava não havia sinal. Ele está bem?
— Está, mas repete o tempo inteiro que Cole vai ficar bravo contigo.
À medida que entramos na casa, meu coração bate cada vez mais forte. Cole não vai me
perdoar por nada disso. Todos os segredos que me afligiam foram revelados ao mesmo
tempo. Ele vai se enfezar muito. Sei disso. Eu o conheço.
Quando entro no quarto de Flyn, vejo que o garoto está engessado. Ele me olha e, quando
vou me aproximar, Cole aparece na minha frente e rosna:
— Como você foi capaz de me desobedecer? Eu te disse que skate não podia.
Estremeço descontroladamente e sussurro com um fio de voz:
— Sinto muito, Cole.
Sua expressão é dura e ele me olha com desprezo.
— Não tenha dúvida, Lili. Você com certeza vai sentir muito.
Fecho os olhos.
Eu sabia que isso acabaria acontecendo algum dia, mas nunca pensei que Cole daria essa
importância tão exagerada. Estou desorientada e não sei o que dizer. Apenas observo seu olhar
frio. Chego perto do menino e dou um beijo em sua testa.
— Você está bem?
Flyn confirma com a cabeça.
— Me desculpa, Lil. Eu estava sem nada pra fazer, peguei o skate e acabei caindo.
Sorrio com carinho e murmuro:
— Sinto muito, meu amor.
O garoto balança a cabeça com cara triste. Cole me pega pelo braço, me tira do quarto junto
com sua mãe e sua irmã e diz, fervilhando de raiva:
— Vão dormir. Depois converso com vocês. Eu fico com Flyn.
Nessa noite, quando entro em nosso quarto, não sei o que fazer. Me sento na cama e me
desespero. Quero estar com Cole e com Flyn, fazer companhia a eles, mas Cole não deixa.


Notas Finais


Capítulo com final tenso😩

Beijokas💕


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