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História PEÇA-ME o que QUISER, Agora e Sempre - Sprousehart - Capítulo 36


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura❤️

Mrtn 💕2/5💕

Capítulo 36 - Capítulo 36


Fanfic / Fanfiction PEÇA-ME o que QUISER, Agora e Sempre - Sprousehart - Capítulo 36 - Capítulo 36

Na manhã seguinte, quando desço até a cozinha, Trinity, Cole e Melanie estão sentados
discutindo. Assim que entro, se calam e isso me faz sentir péssima.
Simona carinhosamente me prepara uma xícara de café. E com seu olhar me pede calma.
Conhece Cole e sabe que ele está furioso e também já me conhece. Quando me sento à mesa,
olho para Cole e pergunto:
— Como Flyn está?
Com um olhar duro que não me agrada nem um pouco, Cole grunhe:
— Graças a você, todo dolorido.
Melanie olha para o filho e reclama:
— Para com isso, Cole! Não é culpa da Lili. Por que você faz questão de jogar a culpa
nela?
— Porque ela sabia que não era pra ensinar o Flyn a andar de skate. Por isso eu a culpo —
responde irritado.
Minhas pernas tremem. Não sei o que dizer.
— Vem cá, você é burro ou apenas se faz de burro? — intervém Trinity.
— Trinity... — resmunga Cole.
— Que história é essa de que ela não deveria ensinar? Você não vê que o menino mudou
graças a ela? Não vê que Flyn não é mais aquela criança introvertida que era antes da Lili
chegar? — Cole não responde e Trinity continua: — Você deveria agradecer por ver Flyn sorrir
e se comportar como um moleque da idade dele. Porque, sabe, irmãozinho?, as crianças caem,
mas levantam e aprendem, o que pelo visto você ainda não aprendeu.
Cole não responde. Levanta-se e sai da cozinha sem olhar para mim. Meu coração está
apertado, mas, diante da cara das três mulheres me observando, murmuro:
— Não se preocupem, vou conversar com ele.
— Ele merece é uma bela de uma surra — brinca Trinity.
Melanie pega minha mão e diz:
— Não se sinta culpada por nada, minha querida. Você não é responsável pelo que
aconteceu. E não tem culpa por estar com a moto de Hannah e sair com Cody e os amigos
dele.
— Eu deveria ter contado pra ele — digo.
— Sim, claro, como se fosse fácil contar alguma coisa pro senhor Resmungão! — protesta
Trinity. — Você tem paciência demais com ele. E deve amá-lo muito pra aguentar tudo isso.
Eu o amo, é meu irmão, mas garanto que não tenho mais paciência.
— Trinity... — pede Melanie —, não seja tão dura com Cole.
Levanta-se e acende um cigarro. Peço outro. Preciso fumar.
Vinte minutos depois, saio da cozinha e me dirijo ao escritório de Cole. Respiro fundo e
entro. Ao me ver, ele fixa em mim seus olhos acusadores e diz, agressivo:
— O que você quer, Lili?
Chego perto dele.
— Desculpa. Desculpa não ter te contado que...
— Suas desculpas não adiantam nada. Você mentiu pra mim.
— Tem razão. Escondi algumas coisas de você, mas...
— Mentiu pra mim esse tempo todo. Escondeu coisas importantes e sabia que não deveria
fazer isso. Será que sou um monstro assim a ponto de você não poder me contar as coisas?
Não respondo. Silêncio. Nos olhamos e por fim ele pergunta:
— O que significa pra você o nosso “agora e sempre”? O que significa pra você o
compromisso de estarmos juntos?
Suas perguntas me desconcertam. Não sei o que responder. Ele quebra o silêncio
novamente:
— Olha, Lili, estou muito chateado contigo e comigo mesmo. Melhor você sair e me
deixar sozinho. Preciso pensar. Preciso relaxar ou, do jeito que estou, vou acabar dizendo ou
fazendo alguma coisa da qual vou me arrepender depois.
Suas palavras me deixam revoltada e, ignorando-o, contesto:
— Já está me enxotando da sua vida, como faz sempre que se aborrece comigo?
Não responde. Me olha, me olha, me olha, e resolvo lhe dar as costas e sair.
Chego ao quarto com lágrimas nos olhos. Entro e fecho a porta. Sei que ele tem razão de
estar chateado. Sei que estou tendo o que procurei, mas ele precisa se dar conta de que se eu
não disse nada foi porque tinha medo da sua reação. Estou arrependida, muito arrependida.
Mas não há nada a fazer.
Dez minutos depois, Trinity e Melanie passam para se despedir. Estão preocupadas. Sorrio e
lhes asseguro que podem ir tranquilas. Afinal, não vamos partir para a violência.
Quando elas saem, me sento no tapete do quarto. Fico horas pensando e me lamentando.
Por que agi como agi? De repente, ouço um carro partindo. Me debruço na janela e fico sem
palavras ao ver que é Cole. Saio do quarto, vou atrás de Simona, e, antes mesmo que eu
pergunte, ela explica:
— Foi ver Ross. Disse que não demora.
Fecho os olhos e suspiro. Subo para o quarto de Flyn, que sorri ao me ver. Está com uma
aparência melhor. Me sento na sua cama e pergunto, colocando a mão na cabeça do garoto:
— Como você está?
— Bem.
— Dói o braço?
Flyn confirma e abre um sorriso. Digo:
— Ai, meu Deus, querido! E você quebrou um dente, ainda por cima!
Meu espanto é tamanho que ele explica:
— Não se preocupe. A vó Melanie disse que é de leite. Desculpa por ter feito o tio ficar bravo.
Não vou pegar mais no skate. Você me avisou que não era pra andar sem você por perto. Mas
eu estava sem nada pra fazer e...
— Tranquilo, Flyn. Essas coisas acontecem. Sabe, quando eu era menor, uma vez quebrei a
perna ao saltar de moto e, anos depois, um braço. As coisas acontecem porque têm que
acontecer. Sério, não vale a pena sofrer por isso.
— Não quero que você vá embora, Lili!
Isso mexe comigo.
— E por que eu iria embora? — estranho.
Não responde. Me olha, e então respondo com um fio de voz:
— Seu tio te disse que eu vou embora?
O garoto nega com a cabeça, mas tiro minhas próprias conclusões.
Ai, meu Deus! De novo não!
Engulo o choro, respiro e tento consolá-lo:
— Escuta, meu amor, mesmo que eu vá embora, vamos continuar amigos, tá bem? — Ele
concorda. E eu, com o coração apertado, mudo de assunto. — Que tal se a gente jogar cartas?
Flyn topa e seguro minhas lágrimas. Enquanto jogamos, não tiro da cabeça o que ele me
disse. Será que Cole quer que eu vá embora?
Depois do almoço, Cole chega e vai direto para o quarto do sobrinho, e não vou atrás. Passo
horas esparramada no sofá, vendo tevê, até que fico de saco cheio e saio com Susto e Calamar.
Perambulo pela vizinhança e demoro para chegar em casa na esperança de que Cole saia à
minha procura ou ligue para meu celular. Mas nada disso acontece e, quando volto, Simona
aparece e diz que seu patrão foi dormir.
Olho o relógio. Onze e meia da noite.
Confusa por Cole ter ido se deitar sem me esperar, entro em casa, dou água aos cãezinhos e
subo a escada com cuidado. Abro a porta do quarto de Flyn, que já está dormindo. Dou um
beijo em sua testa e vou para meu quarto. Assim que entro, olho para a cama. A escuridão não
me permite ver com nitidez, mas sei que o vulto que está ali é dele. Em silêncio, tiro a roupa e
me enfio na cama. Meus pés estão congelados. Quero abraçá-lo, mas, assim que encosto nele,
Cole me dá as costas.
Seu desprezo me magoa, mas decido falar com ele mesmo assim.
— Cole, sinto muito, querido. Por favor, me perdoa.
Sei que está acordado. E, sem se mexer, ele responde:
— Está perdoada. Agora dorme. É tarde.
Com o coração em frangalhos, me encolho na cama e tento dormir sem encostar nele.
Minha cabeça fica remoendo tudo, mas acabo adormecendo.


Notas Finais


Beijokas💕


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