História PEÇA-ME o que QUISER, Agora e Sempre - Sprousehart - Capítulo 38


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Notas do Autor


Boa leitura ❤️

Mrtn 💕4/5💕

Capítulo 38 - Capítulo 38


Fanfic / Fanfiction PEÇA-ME o que QUISER, Agora e Sempre - Sprousehart - Capítulo 38 - Capítulo 38

Acordo no dia seguinte com uma ressaca monstruosa, pois a noite foi maravilhosa e só dormi
algumas horas na casa de Trinity. Quando chego à casa de Cole, e ele me vê entrar com os
óculos escuros na cara, vem na minha direção e pergunta furioso:
— Posso saber onde você dormiu?
Surpresa, levanto a mão e respondo:
— No meio da rua eu te garanto que não foi.
Ele xinga e resmunga. Dá para perceber o quanto estava preocupado. Não dou bola.
Caminho decidida, enquanto sinto seus passos atrás de mim. Está furioso. Assim que entro
no meu quartinho, bato a porta na cara dele. Isso deve tê-lo irritado muito. Fico esperando
que ele entre e grite comigo, mas não é o que acontece. Ótimo! Não estou a fim de ouvir seus
chiliques. Hoje não.
Tento ser forte enquanto termino de arrumar minhas coisas nas caixas de papelão. Não vou
chorar. Chega de ficar chorando e chorando por causa do Iceman. Se ele não me dá valor, não
tenho motivo para sofrer por ele. Preciso acabar de arrumar tudo o quanto antes. Logo que
fecho uma caixa de livros, decido subir até meu quarto. Tenho muitas coisas aqui. Por sorte,
não encontro Cole. Quando entro no quarto, suspiro ao ver que ele também não está lá. Deixo
algumas caixas e vou atrás de Flyn.
O garoto se alegra ao me ver, mas, quando se dá conta de que estou me despedindo, sua
cara muda completamente. Me dirige um olhar duro e diz:
— Você tinha me prometido que não iria embora.
— Eu sei, meu amor. Sei que te prometi, mas às vezes as coisas entre os adultos não saem
como o previsto e, no fim, se complicam mais do que você imaginava.
— A culpa é toda minha — diz, com a carinha triste. — Se eu não tivesse pegado o skate,
não teria caído, e você e o tio não teriam brigado.
Eu o abraço, aninhando-o. Nunca poderia imaginar que ele choraria por minha causa.
Tentando segurar as lágrimas, garanto:
— Escuta, Flyn. Você não tem culpa de nada, querido. Eu e seu tio...
— Não quero que você vá embora. Eu me divirto contigo, você é... é boa pra mim.
— Ouça, meu amor.
— Por que você tem que ir?
Sorrio com tristeza. Ele não quer me escutar, e eu não consigo lhe explicar por que estou
partindo. No fim, enxugo as lágrimas do seu rosto e tento animá-lo:
— Flyn, você sempre me mostrou que é um rapazinho tão forte quanto seu tio. Agora vai
precisar ser assim outra vez, combinado? — O garoto confirma com a cabeça e continuo: —
Cuida bem do Calamar. Não se esquece que ele é seu superamigo e supermascote, e dá muito
carinho pro Susto, promete?
— Prometo.
Seus olhos vidrados me partem o coração. Dou um beijo na sua bochecha e continuo:
— Escuta, querido. Prometo que venho te visitar logo, combinado? Vou ligar pra Melanie e
ela vai ajudar a gente a se encontrar, você quer?
O garoto levanta o polegar, eu levanto o meu, juntamos os dois e batemos uma palma. Isso
nos faz rir. Dou-lhe um abraço e um beijo e, com o coração apertado, saio do quarto.
Não consigo respirar direito. Levo a mão ao peito e por fim consigo que me entre um
pouco de ar. Por que tudo tem que ser tão triste? Abro o armário e observo todas as coisas
lindas que Cole comprou para mim. Penso um pouco e decido levar apenas o que trouxe de
Madri. Ao pegar minhas botas pretas, vejo uma bolsa e, assim que abro, sorrio com
melancolia ao encontrar minha fantasia de policial durona. Nem cheguei a estreá-la. Por um
motivo ou outro, acabei não vestindo essa roupa para Cole. Eu a meto numa das caixas, junto
com meus jeans e minhas camisetas. Depois entro no banheiro e pego minhas maquiagens e
meus cremes. Nada mais ali é meu.
De volta ao quarto, ando até a mesinha de cabeceira. Esvazio uma gaveta e encontro os
brinquedos sexuais. Toco na joia anal com a pedra verde. Nos vibradores. Nos enfeites para os
mamilos. Não quero todo esse arsenal, que me faria lembrar dele. Fecho a gaveta. Deixo os
objetos ali dentro. Meus olhos estão cheios d’água. Momento dramático! Tudo por causa do
abajur que Cole me deu de presente há alguns meses na feirinha de Madri e com o qual não sei
o que fazer. Fico só olhando, olhando e olhando. Foi ele que comprou os dois. Por fim,
decido levar comigo. É meu.
Me viro e Cole está me observando da porta. Está lindo com sua calça jeans de cintura baixa
e uma blusa preta. Está meio abatido. Preocupado. Mas imagino que estou igual. Não sei há
quanto tempo estava ali. O que sei é que seu olhar é frio e impessoal. É como ele fica quando
não quer demonstrar o que está sentindo. Não pretendo discutir, não estou com vontade. E,
olhando para ele, comento:
— Convenhamos, esses abajures nunca combinaram com a decoração do seu quarto. Se
você não se importar, vou levar o meu.
Concorda. Entra no quarto e diz ao tocar no seu abajur:
— Leva. É seu.
Mordo o lábio. Guardo o abajurzinho na caixa e o ouço dizer:
— Foi isso que sempre me chamou a atenção em você, o fato de ser totalmente diferente de
tudo que me cerca.
Não respondo. Não consigo. Então, num tom mais calmo, Cole afirma:
— Lili, sinto muito que tudo acabe assim.
— Eu sinto mais ainda, pode ter certeza — digo.
Ele anda pelo quarto. Está nervoso. Até que finalmente pergunta:
— Podemos conversar um momento como adultos?
Engulo o choro engasgado na minha garganta e respondo que sim. Já não me chama de
pequena”, nem “loirinha”, nem “querida”. Agora fala “Lili” com todas as letras. Cada
um de nós está de um lado da cama. Nossa cama. É o lugar onde nos amamos, nos desejamos
e nos beijamos. Cole começa:
— Escuta, Lili. Não quero que você fique sem trabalho por minha causa. Falei com
Gerardo, o chefe do RH da Müller em Madri, e você vai poder assumir novamente a função
que ocupava quando nos conhecemos. Como não sei quando você vai querer voltar, eu disse a
ele que no prazo de um mês você vai entrar em contato pra pegar essa vaga outra vez.
Discordo com a cabeça. Não quero trabalhar de novo na sua empresa. Mas Cole continua:
— Lili, seja adulta. Uma vez você me disse que seu amigo Kj precisava do emprego
pra pagar as contas, ter o que comer e poder viver. Você tem que fazer a mesma coisa, e com o
desemprego e a crise na Espanha vai ser muito difícil pra você conseguir um trabalho decente.
Esse departamento está com chefe novo e tenho certeza de que você não terá problema algum
com ele. Quanto a mim, não se preocupe. Você não vai precisar me encontrar. Já te aborreci o
suficiente.
Essa parte final me dói. Sei que ele disse isso pelo que gritei naquela noite, mas não digo
nada. Apenas escuto. Minha cabeça não para, fica remoendo tudo, mas sei que ele está certo.
Novamente está certo. Contar com um trabalho hoje em dia não é algo que esteja ao alcance
de todo mundo. Não posso me dar ao luxo de recusar a oferta.
— Está bem. Vou falar com Gerardo.
— Espero que você retome sua vida, Lili, porque eu vou retomar a minha. Como você
mesma disse quando beijou Ross, não sou mais o dono da sua boca nem você da minha.
— E por que isso agora?
Com o olhar cravado em mim e mudando o tom de voz, ele diz:
— É que agora você pode beijar quem te der na telha.
— Você também. Espero que jogue muito.
— Não tenha dúvida — comenta com um sorriso frio.
Nos olhamos e, quando não estou mais aguentando, saio do quarto sem me despedir. Não
consigo. As palavras não saem da minha boca. Desço a escada a todo o vapor e chego ao meu
quartinho. Fecho a porta e então, só então, me permito desabafar com um monte de
palavrões.
Essa noite, quando já está tudo encaixotado, aviso a Simona que um caminhão passará às
seis da manhã para levar as coisas ao aeroporto. Vinte caixas chegaram de Madri. Vinte
voltarão. Com tristeza, pego um envelope e uma caneta para fazer a última coisa me resta
nessa casa. Escrevo “Cole”, arranjo um pedaço de papel e, depois de pensar no que escrever,
rabisco simplesmente “Adeus e se cuida”. Melhor algo impessoal.
Solto a caneta e olho para minha mão. Está tremendo. Tiro o lindo anel que já lhe havia
devolvido outra vez e leio o que está escrito na parte de dentro: “Peça-me o que quiser, agora e
sempre.

Fecho os olhos.
O “agora e sempre” não foi possível para a gente.
Aperto o anel na palma da minha mão e por fim, com o coração partido, ponho no
envelope. Meu celular toca. É Melanie. Está preocupada e me espera na sua casa. Dormirei lá
minha última noite em Munique. Não posso nem quero dormir sob o mesmo teto que Cole.
Quando chego à garagem e tiro a moto, Norbert e Simona vêm até mim. Com um sorriso
forçado, eu os abraço e entrego a Simona o envelope com o anel para entregar a Cole. A
mulher soluça e Norbert tenta consolá-la. Minha partida os entristece. Me acolheram com
tanto carinho quanto eu a eles.
— Simona — me esforço para brincar —, daqui a alguns dias eu te ligo e você me conta
como anda Loucura Esmeralda, ok?
Ela balança a cabeça e se esforça para sorrir, mas acaba chorando mais ainda. Dou-lhe um
último beijo e me preparo para sair, quando, assim que ergo o olhar, vejo Cole nos observando
da janela do nosso quarto. Olho para ele. Ele me olha. Meu Deus... como amo esse homem!
Levanto a mão e dou tchau. Ele faz o mesmo. Instantes depois, com a frieza que aprendi com
ele próprio, me viro, subo na moto e vou embora sem olhar para trás.
Nessa noite não consigo dormir. Fico olhando para o vazio e esperando o despertador
tocar.


Notas Finais


Não vai dar para postar hoje o ultimo capítulo da maratona😓.... Para recompensar amanhã postarei ele e mais um... ou talvez 2

Beijokas💕


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