História Peça-me O Que Quiser, Agora e Sempre - Capítulo 18


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Categorias Justin Bieber, Peça-me o que quiser, Shay Mitchell
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Palavras 7.177
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei amores, e meio ruim dessa vez, tive febre e dor de garganta hoje no pré, acredito ser psicológico pois faço prova domingo, mas acredito ja esta melhor pois a febre passou, só a dor de garganta permanece, mas a gente ignora e posta um cap bem grande para vocês.
Provavelmente devo postar na semana que vem, mas não prometo nada.

Capítulo 18 - 17


Com o passar dos dias, meu rosto vai voltando ao normal. Quando o médico tira os pontos do meu queixo diante do olhar atento de Justin, sorri ao ver sua obra de arte. Não dá para notar nada, o que me deixa superfeliz.

A chegada de Susto e Calamar transformou a casa num lugar repleto de risos, latidos e loucura. Nos primeiros dias, Justin reclama. Deparar-se com o xixi do Calamar no chão o irrita, mas no fim das contas ele acaba cedendo. Susto e Calamar o adoram, e a recíproca é verdadeira.

Às vezes quando acordo gosto de me debruçar na janela, e lá fora está meu Iceman jogando uma vareta para Susto, para ele ir buscar. O animal já se acostumou com a brincadeira. Antes de Justin sair para o trabalho, o bichinho leva a vareta aos seus pés, e Justin joga e sorri. Em alguns fins de semana convenço Justin e Flyn a passear no campo nevado com os animais. Susto adora, e Justin brinca com ele enquanto Flyn corre ao nosso redor com o filhote. Tudo isso me emociona. Principalmente quando vejo Justin se agachar e abraçar Susto. Meu frio e rígido Iceman vai se descongelando aos poucos, e a cada dia estou mais apaixonada por ele.

Também acompanhei Justin várias vezes ao campo de tiro esportivo. Continuo não gostando desse lance de armas; mesmo assim, curto ver como ele é hábil no esporte. Me sinto orgulhosa. Uma das manhãs em que estamos ali, Justin me apresenta a alguns amigos, e um deles pergunta se sou espanhola.

— Não — digo logo. — Brasileira!

Imediatamente o homem diz: “Samba, caipirinha!” Concordo e rio. Está provado que, dependendo de qual seja seu país, uma cantilena vai te perseguir. Justin me olha surpreso e acaba sorrindo. Nessa noite, quando transamos, ele cochicha de brincadeira no meu ouvido:

— Vem, brasileira, dança pra mim.

Flyn avançou muito com o skate e os patins. O garoto é esperto e aprende rápido. Fazemos tudo isso às escondidas, quando Justin não está. Se nos visse, ia querer nos matar! Simona sorri e Norbert torce o nariz. Me avisa que o senhor Bieber vai se aborrecer, quando ficar sabendo. Sei que tem razão, mas não posso mais interromper nossas aulas. O comportamento de Flyn comigo mudou muito, e agora ele me procura e pede minha ajuda o tempo todo.

Justin às vezes nos observa e sabe que entre mim e Flyn aconteceu alguma coisa para que o garoto me trate assim. Quando pergunta, atribuo a mudança à chegada dos cachorrinhos. Ele faz que sim com a cabeça, mas sei que não está convencido. Depois não pergunta mais.

O primeiro dia que posso sair às escondidas com Jurgen para dar umas voltas com a moto é uma beleza. Estava quase enlouquecendo com tanto tempo ocioso dentro de casa. E por isso eu salto, cantando os pneus e gritando com Jurgen e os amigos dele pelas estradinhas de cabras nos subúrbios de Munique. Penso em Justin. Tenho que contar a ele. O problema é que nunca encontro o momento certo. Isso está começando a me incomodar. Nossa relação é baseada na confiança, e desta vez sei que estou pisando na bola.

Uma tarde, quando estou enrolada com a moto na garagem, Flyn chega do colégio. Ele me procura e olha alucinado para a moto. Ele se lembra dela. Quando digo que é a moto de sua mãe e peço para guardar segredo, o garoto pergunta:

— Você sabe dirigir?

— Sei — respondo com as mãos sujas de graxa.

— O tio Justin vai ficar bravo.

Seu comentário me faz rir. Todos, absolutamente todos, sabem que Justin vai ficar bravo. E respondo, olhando em seus olhos:

— Eu sei, querido. Mas o tio Justin, quando me conheceu, já sabia que eu praticava motocross. Ele precisa entender que gosto desse esporte.

— Ele sabe?

— Sabe — afirmo e sorrio ao lembrar como ele descobriu.

— E ele deixa?

A pergunta não me surpreende e, olhando para ele, explico:

— Seu tio não tem que deixar. Sou eu que decido se quero ou não quero praticar motocross. Os adultos fazem suas próprias escolhas, querido.

Não muito convencido, o garoto concorda com a cabeça e volta a perguntar:

— Sonia te deu de presente a moto da minha mãe?

Antes de responder, pergunto:

— Você ficaria chateado com isso?

Flyn pensa um pouco e, para minha surpresa, responde:

— Não. Mas vai prometer que vai me ensinar.

Sorrio, solto uma gargalhada e digo enquanto ele ri também:

— Você quer o quê? Que seu tio me mate?

Uma hora depois, Justin me liga. Tem um jogo de basquete e quer que eu vá ao ginásio assistir. Aceito na hora. Ponho uma calça jeans, minha bota preta e uma blusa da Armani.

Visto o sobretudo por cima, chamo um táxi e, quando chego, abro um sorriso ao vê-lo me esperando encostado em seu carro.

Justin paga o taxista e, enquanto caminhamos até os vestiários, comento:

— Por que você não me falou antes sobre essa partida?

Meu lindo sorri, me beija e explica:

— Por incrível que pareça, eu tinha esquecido. Se Andrés não tivesse ligado pro escritório, eu não lembraria de jeito nenhum.

Quando chegamos aos vestiários, ele me beija.

— Vai ficar na arquibancada. Com certeza Frida está por lá.

Feliz da vida, vou andando até a quadra. Frida está ali com Lora e Gina. Minha relação com elas mudou. Me aceitam como namorada de Justin e fico aliviada por isso. Lora, que tem cabelos claros, sorri e diz:

— Chegou minha heroína.

Surpresa, arregalo os olhos e ela cochicha:

— Já fiquei sabendo que você deu a Betta o que ela merecia.

Faço uma cara de reprovação para Frida por ter espalhado a história, mas ela diz:

— Não olha para mim, porque não fui eu.

Lora sorri, aproxima-se de mim e comenta:

— Quem me contou foi a mulher que estava com Betta.

Balanço a cabeça, sorrindo.

— Por favor, não deixem Justin saber. Não quero lhe dar outro desgosto.

Todas concordam e pouco depois os rapazes surgem na quadra. Como era de se esperar, meu namorado me deixa louca. Adoro vê-lo assim, correndo, ágil e ativo. Mas, desta vez,capesar da sua garra, o time perde o jogo por três pontos.

Quando termina, descemos até a quadra e Justin vai logo me beijando. Está todo suado.

— Vou tomar banho, querida. Volto já.

Na salinha onde costumamos esperá-los, só estamos eu e Frida. Lora e Gina foram embora. Fofocamos, animadas, até que Justin e Andrés saem, e Andrés diz:

— Linda, mudança de planos. Vamos voltar pra casa.

Frida se surpreende e reclama:

— Mas tínhamos combinado com Dexter no hotel dele.

Andrés explica:

— Vou desmarcar o encontro. Surgiu um problema que preciso resolver.

Frida torce o nariz.

— Quem é Dexter? — pergunto.

A jovem me olha e, diante do olhar atento de Iceman, responde:

— Um amigo com quem jogamos quando vem a Munique. Justin o conhece também, né?

Meu lindo faz que sim.

— É um cara ótimo.

Brincar? Sexo? Fico excitada só de pensar. Chego mais perto de Justin e pergunto:

— Por que não vamos nós a esse encontro?

Ele me olha surpreso e insisto:

— Estou com vontade de brincar. Ah, por favor... vamos.

Meu Iceman sorri e se vira para Frida; depois me olha e avisa:

— Jud, não sei se você vai gostar das brincadeiras de Dexter.

Olho para Justin sem entender e, como não diz nada, pergunto a Frida:

— Ele curte sado?

— Não e sim — responde Andrés, e Justin ri.

Frida encolhe os ombros.

— Dexter gosta de dominar, brincar com as mulheres e dar ordens. Sado não é bem a dele. É exigente, meio tarado e insaciável. Sempre me divirto muito quando estamos com ele.

Justin acena para um de seus amigos que está indo embora e diz, agarrando-me pela cintura:

— Vem, vamos pra casa.

Eu o detenho e insisto:

— Justin, quero conhecer Dexter.

Meu Iceman me olha, me olha e me olha... e ao fim acaba cedendo.

— Tá bom, Jud. Vamos lá.

Andrés liga para ele e avisa da mudança de planos. Dexter aceita, animado.

Em meio a risadas, chegamos aos carros, nos despedimos, e cada casal segue seu caminho.

Eu e Justin mergulhamos no trânsito de Munique. Está calado. Pensativo. Cantarolo uma música do rádio e, de repente, vejo que ele para numa rua. Vira-se para mim e pergunta:

— Está mesmo com tanta vontade de brincar?

A pergunta me pega de surpresa. Respondo:

— Olha, se isso te incomoda, a gente não precisa ir. Achei que você fosse gostar.

— Já te disse que pra mim os jogos sexuais são um complemento, Jud, e...

— Pra mim também, querido — afirmo. Olhando-o nos olhos, explico: — Você me mostrou que essa é uma coisa entre duas pessoas. Quando você me propõe, eu topo numa boa. Por que você não topa numa boa quando sou eu quem propõe?

Não responde, apenas me olha. Dando de ombros, continuo:

— No fim das contas, é um complemento que nós dois curtimos, não?

Após um silêncio em que ouço apenas sua respiração, ele diz num tom mais carinhoso:

— Dexter é um cara bacana. A gente se conhece há anos e costuma se ver quando ele vem a Munique.

— Pra jogar? — pergunto com sarcasmo.

— Pra jogar, jantar, sair pra beber ou apenas fazer negócios.

— Te excita que eu tenha pedido pra brincar com ele?

Meu alemão crava em mim seus olhos incríveis e confirma:

— Muito.

Descemos do carro. Está um frio dos diabos. Me encolho no meu casaco vermelho e ando de mãos dadas com Justin, que me segura com força. Sua mão se encaixa tão bem na minha que sorrio, alegre. Em seguida caminhamos direto para um hotel. Na fachada está escrito “NH Munchën Dornach”.

Quando entramos, Justin pergunta pelo quarto do senhor Dexter Ramírez. Nos informam o número, ligam para ele avisando de nossa chegada, e eu e Justin pegamos o elevador. Estou nervosa. Esse Dexter é tão especial assim? Me segurando pela cintura, Justin sorri, me beija e murmura:

— Não se preocupe. Vai dar tudo certo. Prometo.

Paramos diante de uma porta entreaberta. Justin bate e ouço alguém dizer de dentro:

— Entra, Justin.

Começo a ficar excitada. Justin me pega pelo braço e nós entramos. Fecha a porta e escutamos:

— Já estou saindo. Só um minutinho.

Estamos numa sala ampla e bonita. À direita, há uma porta aberta de onde vemos a cama.

Eric me observa. Sabe que estou olhando tudo com a maior curiosidade. Chega mais perto de mim e pergunta:

— Excitada?

Confirmo com a cabeça. Não vou mentir. Nesse momento, aparece um homem da idade de Justin numa cadeira de rodas.

— Justin, e aí? Beleza?

Bate sua mão na dele. Depois o homem diz enquanto passa os olhos pelo meu corpo:

— E você deve ser Judith, a deusa que deixa meu amigo todo bobo e apaixonado, não é?

Sorrio com seu comentário, embora esteja um pouco assustada de vê-lo nessa cadeira.

— Isso — respondo. — E saiba que eu adoro que ele esteja bobo e apaixonado.

O homem troca um olhar divertido com Justin, pega minha mão e fala com malícia:

— Deusa, eu sou o Dexter, um mexicano que cai rendido aos seus pés.

Uau, mexicano! Como a novela Loucura esmeralda. Isso me faz sorrir, apesar de ter pena de vê-lo assim. Tão jovem para estar numa cadeira de rodas! Mas, depois de cinco minutos de conversa com ele, percebo sua energia e seu bom humor.

— Quer beber o quê?

Dexter abre um minibar e prepara os drinques que pedimos. Me observa com curiosidade, e Justin me beija. Quando nos entrega as bebidas, dou um grande gole na minha cuba-libre.

— Adorei as botas da sua mulher.

Fico surpresa com seu comentário e toco nas minhas botas. Justin sorri e diz, após beijar meu pescoço:

— Tira a roupa, querida.

Assim? Do nada?

Nossa, que direto!

Mas obedeço sem nenhuma vergonha. Quero brincar. Eu mesma que pedi. Dexter e Justin não tiram os olhos de cima de mim, enquanto vou me despindo e me divirto ao vê-los excitados. Quando estou completamente nua, Dexter diz:

— Quero que você calce as botas de novo.

Justin me olha. Bem que Frida me avisou que o que ele gosta é de dar ordens. Sigo seu jogo,

pego as botas e volto a calçar. Nua e com botas pretas que vão até a metade da coxa, me sinto

sexy e depravada.

— Anda até a outra ponta do quarto. Quero te ver.

Enquanto caminho, sei que os dois estão olhando minha bunda; requebro um pouco.

Chego ao fundo do quarto e volto. O homem fica olhando meu púbis.

— Linda tatuagem! Extraordinária!

Justin dá um gole no uísque e responde sem tirar os olhos de mim e concorda:

— Maravilhosa.

Dexter estende a mão, passa pela minha tatuagem e, olhando para Eric, diz:

— Leva ela pra cama. Estou louco pra brincar com sua mulher.

Justin me pega pela mão, levanta-se e me conduz ao quarto ao lado. Me põe de quatro na cama, abre minhas pernas e diz enquanto se despe:

— Não se mexe.

Excitante. Acho tudo isso excitante.

Olho para trás e vejo Dexter vindo com sua cadeira. Chega até a cama. Toca minhas coxas, a parte de dentro das minhas pernas, e suas mãos alcançam minhas nádegas: ele aperta e dá um tapa. Depois outro, outro e outro, e então diz:

— Gosto de bundas vermelhinhas.

Passa a mão pela abertura da minha vagina e brinca com meus lábios molhados.

— Senta na cama e olha pra mim.

Obedeço.

— Deusa... meu aparelhinho não funciona, mas fico excitado e adoro tocar, dar ordens e olhar. Justin sabe o que gosto. — Os dois sorriem. — Sou um pouco mandão, mas espero que a gente se divirta muito, apesar de seu namorado já ter me avisado que sua boca é só dele.

— Isso mesmo. Só dele — confirmo.

O mexicano sorri e, antes que ele diga alguma coisa, acrescento:

— Calientes e pervertidas. — Sem deixar de me olhar, pergunta: — Justin, sua mulher é assim?

Meu Iceman me olha de cima a baixo e garante.

— Ela é, sim.

Sua segurança me faz gemer. Disposta a ser tudo isso que ele diz que sou, eu o incentivo:

— O que você quer de mim, Dexter?

O homem se vira para Justin — que faz que sim com a cabeça — e especifica:

— Quero te tocar, te amarrar, te chupar e te masturbar. Eu é que vou comandar as brincadeiras, vou pedir que fiquem em determinadas posições e vou delirar com o que fizerem. Topa?

— Topo.

Dexter pega uma bolsa que está pendurada na cadeira e diz, estendendo-a para mim:

— Tenho uns brinquedinhos que ainda não usei e gostaria de experimentar contigo.

Abro a bolsa. Vejo uma nova joia anal. Um cristal rosa. Me surpreendo e sorrio. Será que isso está na moda na Alemanha? Com curiosidade, abro uma caixinha onde há uma corrente com uma espécie de pinça em cada ponta. Quando a fecho, vejo um par de pênis de borracha.

São macios e rugosos. Um deles vem numa cinta e tem vibração. Toco neles e Dexter diz:

— Quero enfiar em você; se você deixar, claro.

Justin me aperta contra si e afirma com voz rouca:

— Você vai deixar, né, Jud?

Concordo com a cabeça.

Calor... estou morrendo de calor.

Dexter pega a bolsa, tira a caixinha que abri há alguns segundos, me mostra a corrente e murmura:

— Me dá seus peitos. Vou colocar esses clamps.

Não sei o que é isso. Olho para Eric e ele me explica:

— Não se preocupa, não vai doer. Essas pinças são suaves.

Aproximo meus seios daquele homem e tenho calafrios ao sentir aquela espécie de pinça escura prendendo um mamilo e depois o outro. Meus seios ficam unidos por uma corrente e, quando ele puxa, meus mamilos se alargam e solto um gemido enquanto sinto um formigamento excitante.

Dexter sorri. Está curtindo a situação e, sem tirar seus olhos escuros de mim, sussurra:

— Quero te ver amarrada na cama pra te masturbar e depois quero ver como Justin te fode.

Estou ofegando e, disposta a tudo, me levanto, pego as cordas na bolsa, entrego ao meu amor e murmuro:

— Me amarra.

Justin me olha, pega as cordas e diz baixinho:

— Tem certeza?

Olho bem em seus olhos e, totalmente excitada pelo que está acontecendo ali, respondo:

— Tenho.

Me deito na cama. Quando me estico, meus mamilos se contraem. Justin amarra minhas mãos e passa a corda pela cabeceira. Depois, prende um dos meus tornozelos com um nó de um lado da cama, e em seguida o outro. Estou com as pernas escancaradas e imobilizada para eles.

Com habilidade, Dexter passa da cadeira para a cama e me olha. Puxa a corrente dos meus mamilos e isso me faz gemer.

— Justin... você tem uma mulher muito caliente.

— Eu sei — diz, olhando para mim.

Estou totalmente excitada, e Dexter quer saber:

— Gosta de sado, deusa?

Justin sorri e eu respondo:

— Não.

Dexter balança a cabeça concordando e faz outra pergunta:

— Te excita que a gente use seu corpo em busca do nosso próprio prazer?

— Sim — respondo.

Volta a puxar a corrente e meus mamilos se arrepiam como nunca. Respiro ofegante e solto gritos.

— Você fica louca com o que eu faço?

— Fico.

Passa um dos objetos pela minha vagina molhada.

— Quer que eu te use e desfrute do seu corpo?

Cheia de tesão, olho para Justin. Seu olhar diz tudo. Ele está adorando. E com voz sensual sussurro:

— Sim. Quero tudo.

Da boca de Justin sai um gemido. Ele enlouqueceu com o que eu disse. Segura a correntinha dos meus peitos e puxa. Respiro ofegante e ele me beija. Mete a língua no fundo da minha boca enquanto meus mamilos sentem cócegas a cada puxada.

Fascinado com o que vê, o mexicano acaricia a parte interna das minhas coxas com suas mãos suaves. Justin para com os beijos e nos observa. Suas perguntas me excitaram e ele chega bem perto da minha boca e ordena:

— Abre.

Faço o que ele manda e ele enfia o brinquedinho azul na minha boca.

— Chupa — exige.

Por alguns minutos Dexter se delicia com as lambidas que dou, até que o retira da minha boca.

— Justin... agora quero que ela te chupe.

Meu alemão enfia seu pau duro na minha boca, e chupo com prazer. Eu o deixo foder minha boca, até que escuto:

— Stop.

Fico frustrada. Meu Iceman retira sua ereção maravilhosa. Dexter molha a ponta do pênis de borracha com bastante lubrificante e diz enquanto coloca na abertura da minha vagina.

— Agora por aqui.

Justin senta no outro lado da cama, me abre com seus dedos para lhe facilitar o acesso, e Dexter lentamente o enfia.

— Gosta disso? — pergunta Dexter.

Solto um gemido, me mexo e faço que sim com a cabeça, enquanto Justin, meu amor, me olha e me oferece ao amigo.

— Que delícia! — murmura o mexicano.

Por alguns segundos o homem move o objeto dentro de mim. Enfia... tira... gira... puxa a corrente dos meus mamilos, e solto gemidos. Fecho os olhos e me deixo levar pelo momento.

Meu corpo amarrado começa a ficar desconfortável. Tento me mexer e grito. Mas, ao mesmo tempo excitada por estar presa desse jeito, abro os olhos e vejo meu amor. Ele sorri e se masturba. Está duro, prontinho para brincar.

— Adoro seu cheiro de sexo — murmura Dexter e enfia o objeto de um jeito que me faz gritar novamente e arquear as costas. — Assim... vamos, deusa, goza pra mim!

O objeto entra e sai de mim, arrancando-me gemidos incontroláveis. Quando minha vagina estremece e envolve o brinquedinho, Dexter o retira. Justin se coloca entre minhas pernas e sua ereção me preenche. Grito de tanto prazer.

Dexter volta à sua cadeira. Puxa a corrente dos meus mamilos e eu me mexo como posso.

Estou com os pés e mãos atados e só posso gemer e receber o meu amor, enquanto Dexter tira os clamps dos meus mamilos doloridos e sussurra:

— Deusa, levanta os quadris... Vamos... Assim... Isso.

Faço o que ele manda. Me delicio com os movimentos quando ouço ele sussurrar:

— Justin, cara... Forte... Mete forte.

Justin me beija. Devora minha boca e, entrando com força, me faz gritar. Dexter pede. Exige. Damos o que ele quer. Desfrutamos o momento e, quando não dá mais para segurar, gozamos.

Com as respirações entrecortadas, Justin me desamarra as mãos enquanto sinto que Dexter me desamarra os pés. Justin me abraça e sorri. Faço o mesmo.

— Deusa, você é gostosa demais. Tenho certeza que vai me dar muito prazer. Vem.

Levanta.

Obedeço. Dexter me agarra pela bunda, me aperta e aproxima a boca do meu encharcado púbis e o morde. Seus olhos se detêm na minha tatuagem e ele sorri. Justin se ergue, fica atrás de mim e com seus dedos me abre para seu amigo. Meu Deus, que delícia!

Dexter mete a lingua bem dentro de mim e exige que eu me mova sobre sua boca. Faço o que ele manda. Subo em seus ombros para lhe dar mais acesso ao meu corpo, enquanto Justin me segura pelas costas. Meus quadris oscilam para a frente e para trás. Dexter me aperta com força contra sua boca e pressiona minha bunda, deixando-a vermelha como ele gosta.

Em silêncio sou deles durante vários minutos. Não há música. Só escutamos nossos corpos, nossos gemidos e o barulho das lambidas deliciosas de Dexter. Enlouquecido pelo que vê, Justin me toca os mamilos enquanto Dexter brinca com o clitóris, e murmuro deliciada:

— Isso... aí... aí.

Sexo... Isso é sexo selvagem em estado puro.

Meus gemidos aumentam. Vou gozar de novo, mas então Dexter para, dá um beijo no meu púbis, me faz descer dos seus ombros e sussurra enquanto joga a cadeira de rodas para trás:

— Ainda não, deusa... ainda não.

Estou acalorada. Ardendo. Justin senta na cama, beija meu pescoço e diz, assumindo o controle da situação:

— Apoia em mim e abre as pernas da mesma forma que você faz quando eu te entrego a um homem.

Meu estômago se contrai. Estou com calor, molhada e morrendo de vontade de gozar.

Quando me coloco na posição que ele pediu, apoia seu queixo no meu ombro direito, toca um dos meus mamilos com o polegar e, diante do olhar atento de Dexter, pergunta:

— Gosta de ser nosso brinquedinho?

Minha resposta, mesmo num fio de voz, é clara e determinada:

— Gosto.

A risada de Justin no meu ouvido me deixa excitada, ainda mais quando ele diz depois de beijar meu ombro:

— Na próxima vez vou compartilhar você com um homem, ou talvez dois, que tal?

Olho direto para Dexter. Ele sorri. Respiro ofegante, mas consigo responder:

— Acho ótimo. Eu quero.

Justin me expõe totalmente ao seu amigo e avisa:

— Quando estivermos com eles, abrirei tuas pernas assim...

Faz um movimento com minhas pernas, mostrando o que está dizendo, e solto um gemido, enquanto Dexter nos olha com luxúria.

— Vou te oferecer. Vou convidá-los a te saborear. Eles vão te possuir da forma que eu deixar e você vai obedecer. — Concordo com a cabeça. — Quando eu já estiver satisfeito com teus orgasmos, vou te comer enquanto eles observam e, depois que eu terminar, vou mandar eles te comerem. Vão te foder, vão te possuir e você vai gritar de prazer. Quer brincar disso, Jud?

Tento responder, mas não consigo. Sinto um nó na garganta que me impede de falar qualquer coisa, então ele repete:

— Quer brincar disso ou não?

— Quero — consigo responder.

Um zumbido me deixa arrepiada. Justin está segurando o vibrador em formato de batom que carrego na bolsa. Quando ele pegou? Depois, me mostra a joia anal de cristal rosa e o lubrificante.

— Agora você vai até o Dexter — diz. — E vai pedir pra ele enfiar a joia no seu bonito cuzinho e depois vai voltar pra cá.

Pego a joia e o lubrificante que Justin me entrega e, excitada, faço o que ele pede. Totalmente nua, exceto pelas botas, ando até Dexter. Lhe passo a joia e o lubrificante. Alucinado, ele olha para meu púbis. Minha tatuagem o excita.

— Quero encostar nela. É tão maravilhosa...

Chego mais perto. Ele passa a mão pelo meu púbis e me devora com o olhar. Em seguida me viro, empino a bunda na frente dele e, sem falar nada, ouço-o destampando o lubrificante.

Segundos depois, sinto uma pressão no meu ânus, até que ele enfia a joia anal.

— Lindo — eu o escuto murmurar.

Quando me ergo, Dexter me segura pelos quadris e, movendo a joia dentro de mim, diz:

— Sua tatuagem vai me fazer pedir mil coisas, deusa; não se esqueça disso.

Volto para perto de Justin, que me senta sobre ele, e Dexter murmura com voz rouca:

— Me oferece ela, Justin.

Meu Iceman passa seus braços por baixo das minhas pernas e as abre. Minha vagina molhada fica exposta e latejante bem diante da cara de Dexter. O homem respira com dificuldade e não tira os olhos dali. Minha entrega o enlouquece.

Eu também respiro com dificuldade. Estou muito excitada. Exaltada. À beira do orgasmo.

Solto gemidos e balanço os quadris em busca de algo, de alguém, e é meu próprio dedo que afinal passa pelo meu sexo encharcado. Sem nenhum pudor, eu mesma o enfio dentro de mim enquanto Justin me estimula a continuar com a brincadeira e sei que Dexter está louco de prazer. Dá para ver no seu rosto. Arreganhada, do jeito que ele quer, sinto-o retirar meu dedo para meter um dos pênis de borracha.

Grito de excitação enquanto, com o objeto, Dexter entra e sai de dentro de mim. Mas quero mais. Preciso de mais. Quando, além desse brinquedinho, ele põe o vibrador no meu clitóris inchado, grito outra vez. Com habilidade, enquanto Justin segura minhas pernas, Dexter aproxima e afasta o vibrador do meu ponto exato de prazer. Tenho espasmos e solto gemidos.

Até que o escuto dizer:

— Deusa... goza agorinha pra gente.

— Sim — grito enlouquecida.

Toca meu clitóris com o dedo e reajo com gritos. Estou molhada, completamente molhada. Para a surpresa dele, peço:

— Dexter... me chupa, por favor.

Meu pedido o excita. Justin se inclina para trás a fim de facilitar o trabalho do amigo, que instantes depois coloca a boca sobre minha vagina. Dexter me chupa, me lambe e me estimula até chegar ao meu clitóris. É só ele tocá-lo e já começo a gemer. Ele o puxa com os lábios e me deixa louca. Quando gozo na sua boca, murmura:

— Você é uma delícia.

Exausta, sorrio quando Justin me agarra com força, me põe de quatro na cama e, de forma brusca e sem falar nada, me penetra.

Superexcitado pelo que viu, enlouquecido, ele enfia em mim e eu me abro com prazer para recebê-lo. Uma, duas, três..., mil vezes entra fundo, me agarrando pela cintura e me comendo por trás sem pena. Depois um tapinha, dois, três. Grito. Puxa meu cabelo.

— Empina os quadris.

Faço o que ele manda.

— Mais — exige em meu ouvido.

Me sinto dominada enquanto Justin me penetra várias vezes diante do olhar atento de Dexter. De repente, Justin para, tira a joia do meu ânus e enfia seu pênis. Desabo na cama e respiro ofegante, agarrando-me nos lençóis. Sem lubrificante é mais difícil, dói muito... mas é uma dor que me agrada. Me faz pedir mais. Justin me aperta contra seu corpo, me dá outro tapa e diz:

— Mexa-se, Jud... Mexa-se.

Me mexo. Seu ritmo é devastador. Quente. Me enfio algumas vezes nele, até que Justin me pega pela cintura e entra tão fundo que me faz gritar, e nós dois enlouquecemos com um devastador orgasmo ao mesmo tempo.

Estamos esgotados. Dexter nos observa de sua cadeira. Ele está adorando tudo que vê. Justin sugere um banho e, quando estamos a sós, pergunta num tom carinhoso:

— Tudo bem, pequena?

— Tudo.

Adoro essa preocupação dele comigo. A água escorre pelos nossos corpos e rimos. Pergunto a Justin por que Dexter está numa cadeira de rodas e ele comenta que foi por causa de um acidente com seu parapente. Fico morrendo de pena. É tão jovem... Mas Justin, exigente, me beija. Não quer falar disso e me faz voltar à realidade quando enfia de novo a joia na minha bunda. Saímos do banheiro e Dexter continua onde o tínhamos deixado, com o vibrador na mão. Ele o está cheirando e, assim que me vê, diz:

— Adoro cheiro de sexo.

Pelos seus olhos, vejo o quanto me deseja. Sem pensar duas vezes, aproximo meu rosto do seu e falo baixinho:

— Agora é você quem vai me comer, Dexter.

Justin me olha surpreso. Dexter fica boquiaberto. Do que estou falando?

Nenhum dos dois entende. O membro de Dexter não funciona. Como ele vai fazer?

Depois de explicar a Justin meu objetivo, ele abre um sorriso. Com sua ajuda, sentamos Dexter numa cadeira sem braços e acoplamos nele um dos vibradores que vêm com cinta.

Zombando, Dexter olha para a borracha dura diante dele e ri.

— Meu Deus, há quanto tempo não me via assim!

Sem esperar mais, beijo Justin e coloco minha bunda na altura de Dexter. Justin me abre e mexe na joia anal. Dexter entra no jogo e belisca minha bunda, avermelhando-a. Justin me beija e sussurra para mim:

— Você me deixa louco, querida.

Sorrio. Justin também. Olha para seu amigo e pede:

— Dexter, me oferece pra minha mulher.

O homem me pega pela mão, me faz sentar sobre ele e abre minhas pernas. Toca na joia e murmura na minha orelha:

— Deusa... você é muito caliente. Estou adorando esse seu jeito de se entregar.

Quando Justin põe a boca na minha vagina, eu me contraio. Dexter me segura, e me mexo gemendo e gritando pelas coisas maravilhosas que meu amor está fazendo. Mas quero estimulá-los mais ainda, então falo baixinho:

— Isso... Aí... Assim... Continua... Mais... Ah, tá muito bom... Não para... Assim.

Justin toca meu clitóris várias vezes com sua língua. Descreve pequenos círculos e o aperta com os lábios, enquanto Dexter me oferece e apalpa meus seios. Com a ponta dos dedos ele os endurece e belisca. Meu Iceman, com a boca no meio das minhas pernas, me arranca gemidos enlouquecidos. A respiração de Dexter se acelera em alguns momentos e, quando

Justin me ergue e me come, nós três ofegamos. Meu amor me apoia contra a parede para enfiar várias vezes com força, até que nós dois finalmente gozamos. Tomada pelo prazer e excitação olho para Dexter, que está ardendo de desejo. Me aproximo dele:

— Agora você.

Monto em Dexter e introduzo em mim o brinquedo que está preso à sua cintura. Ligo e ele começa a vibrar. Sorrio. Dexter também. Como uma estrela do cinema pornô, rebolo em cima dele em busca do meu próprio prazer, enquanto me esfrego em seu corpo e meus seios balançam perto da sua boca. Dexter me segura pela cintura e começa a se movimentar no mesmo ritmo que eu. Mete com força e eu grito enlouquecida.

Justin está ao nosso lado, atento ao que fazemos. Não diz nada. Apenas observa enquanto

Dexter me agarra e entra em mim várias vezes. Excitada, digo bem alto:

— Assim... Me come assim... Isso, vai!

Estou totalmente aberta em torno da cinta, e solto gemidos, olhando Dexter nos olhos.

— Vem, Dexter, me mostra o quanto você me deseja.

Minhas palavras o estimulam. Seu desejo cresce e sinto que ele está quase tendo vertigens, tamanho é seu prazer. Dexter me enfia fundo aquela objeto. Está adorando. Dá para ver. Sua respiração está entrecortada.

— Não para... Não para! — grito.

Dexter não poderia parar nem se quisesse. E, quando me aperta uma última vez contra o brinquedinho e solta um grunhido de satisfação, sei que atingi meu objetivo. Dexter aproveitou tanto quanto eu e Justin.

[...]

Numa tarde em que eu e Flyn patinamos de mãos dadas na garagem, a porta automática começa a abrir de repente. Eric chega antes da sua hora habitual. Ficamos paralisados.

Que flagra desgraçado... E que bela bronca ele vai nos dar!

Reajo depressa, puxo o garoto e saímos da garagem. Mas Justin está chegando bem perto e não sei o que fazer. Não dá nem tempo de a gente tirar os patins ou entrar em algum lugar.

Desesperada, abro a porta que dá na piscina coberta. O menino me olha e pergunto:

— Bronca ou piscina?

Não há o que pensar. Vestidos e de patins, pulamos na água. Assim que botamos a cabeça para fora, a porta se abre e Justin nos vê. Disfarçadamente, nos apoiamos na beira da piscina.

Não dá para ver os patins nos nossos pés, já que estão no fundo.

Assustado, Justin se aproxima e pergunta:

— Desde quando alguém entra na piscina de roupa?

Eu e Flyn nos entreolhamos, rimos e enfim respondemos:

— Foi uma aposta. Estávamos jogando PlayStation e combinamos que o perdedor teria que pular na piscina.

— E por que os dois estão na água? — insiste, rindo.

— Porque Jud é uma trapaceira — queixa-se Flyn. — E, como eu ganhei dela, logo depois que ela se jogou na piscina, me jogou também.

Justin ri. Adora ver como eu e o sobrinho estamos nos entendendo ultimamente. Com doçura, deixo que ele me beije, mas com o cuidado de não mostrar meus pés.

— Como está a água? — pergunta.

— Uma delícia! — dizemos Flyn e eu ao mesmo tempo.

Justin toca a cabeça molhada de seu sobrinho e, antes de sair, diz:

— Coloquem roupa de banho se quiserem continuar na água.

— Venha, querido. Anime-se e venha!

Iceman me olha e, antes de desaparecer pela porta, responde com ar cansado:

— Tenho um monte de coisa pra fazer, Jud.

Depois que Justin sai, eu e Flyn nos sentamos na beira da piscina. Tiramos os patins e escondemos num armário que fica num canto.

— Foi por pouco — comento, ensopada.

O garoto ri, eu também, e logo voltamos à piscina. Uma hora depois, quando saímos, Flyn se agarra à minha cintura.

— Promete que não vai embora nunca?

Emocionada pelo carinho do garoto, beijo sua cabeça.

— Prometo.

Nessa tarde, Flyn vai para a casa de Sonia. Disse que tem umas coisas para fazer lá. Seus segredinhos me fazem rir. Justin está sério. Não ficou aborrecido, mas vejo pela sua expressão que está acontecendo alguma coisa. Tento falar com ele e por fim consigo saber que está com dor de cabeça. Fico alarmada! Seus olhos! Sem dizer nada, vai até nosso quarto para descansar.

Não vou atrás. Ele quer ficar sozinho.

Lá pelas seis, Susto, entediado porque Flyn levou Calamar, me pede à sua maneira para levá-lo para passear. Justin saiu do quarto e agora está no escritório. Sua aparência melhorou.

Sorri. Fico mais tranquila. Tento convencê-lo a ir comigo, a tomar um ar. Mas ele recusa o convite. Acabo desistindo.

Abrigada com meu casaco vermelho, meu gorro, minhas luvas e o cachecol, saio de casa.

Não está frio. Susto corre e eu vou atrás. Quando atravessamos o portão, começo a atirar bolas de neve na direção dele. O cachorro se diverte e corre, dando voltas ao meu redor.

Passeamos um pouco pela estrada. O bairro onde moramos é enorme e decido aproveitar a tarde e caminhar, apesar de já estar anoitecendo. De repente, vejo um carro parado no acostamento. Me aproximo com curiosidade. Um homem de terno, de uns 40 anos, fala ao telefone, franzindo as sobrancelhas.

— Estou há mais de uma hora esperando esse maldito reboque. Manda logo!

Desliga o telefone e olha para mim. Sorrio e pergunto:

— Está com algum problema?

O homem confirma com a cabeça e, sem muita vontade de falar, responde:

— As lanternas do carro.

Curiosa, olho para o automóvel. Um Mercedes.

— Posso dar uma olhada nele?

— A senhorita?

Esse “senhorita” com um risinho de superioridade não me agrada nem um pouco, mas suspiro e respondo:

— Sim, eu. — E, ao ver que não se move, insisto: — Não tem nada a perder, né?

Ele fica meio desconfiado, mas acaba aceitando. Susto está ao meu lado. Peço para o homem abrir o capô. Pego a haste e ajusto para mantê-lo aberto. Meu pai sempre me disse que a primeira coisa que tenho que ver quando as luzes dão defeito são os fusíveis. Procuro a caixa onde ficam guardados, dou uma olhada dentro dela e descubro o que está havendo.

— Tem um fusível queimado.

O cara me olha como se eu estivesse falando chinês.

— Está vendo isso aqui? — digo, mostrando o fusível de cor azul. O homem faz que sim com a cabeça. — Se você olhar bem, vai reparar que está queimado. Não se preocupe, a lanterna do carro está boa. Só tem que trocar o fusível pra lâmpada do carro voltar a funcionar.

— Incrível — diz o homem, observando a peça que eu lhe mostro.

Ai, meu Deus! Como gosto de deixar os homens boquiabertos por essas coisas. Valeu, pai!

Agradeço muito por ele me ensinar a ser mais que uma princesa.

Me afasto um pouco do homem e pergunto:

— Tem outros fusíveis?

Novamente percebo que ele não faz ideia do que estou falando e, achando graça, insisto:

— Sabe onde fica a caixa de ferramentas?

O bonitão de terno abre a porta de trás do carro e me entrega o que pedi. Diante do seu olhar atento, procuro o fusível da amperagem que preciso e enfio no lugar correspondente.

Segundos depois, a lanterna dianteira volta a funcionar.

A cara do sujeito é impagável. Acabo de deixá-lo sem palavras. É surreal para ele o fato de que uma completa desconhecida, uma mulher, se aproxime e conserte seu carro num piscar de olhos.

— Muito obrigada, senhorita.

— De nada — digo, sorrindo.

Crava seus olhos claros em mim, estende a mão e diz:

— Meu nome é Leonardo Guztle, e a senhorita é...?

— Judith. Judith Flores.

— Espanhola?

— Sim — respondo, fascinada.

— Adoro os espanhóis, seus vinhos, a tortilla de batata.

Suspiro. Pelo menos ele não disse “olé!”.

— Posso chamá-la de “você”?

— Claro, Leonard.

Por alguns segundos, sinto que ele me observa de cima a baixo com seus olhos claros, até que pergunta:

— Gostaria de te convidar pra tomar alguma coisa. Depois do que você fez por mim, é o mínimo que posso fazer pra te agradecer.

Uau, ele está dando em cima de mim?

Mas, disposta a cortar o mal pela raiz, sorrio e respondo:

— Obrigada, mas não. Estou com pressa.

— Posso te dar uma carona? — insiste.

Nesse momento, Susto late e corre na direção de um carro que se aproxima de nós. É Justin.

Nossos olhares se cruzam e, caramba, como está sério... Para o carro, desce, vem até mim, me beija, me agarra pela cintura e murmura:

— Fiquei preocupado. Você estava demorando muito. — Depois, olha para o cara, que nos observa, e diz: — Oi, Leo! E aí?

Caraca, eles se conhecem!

Surpreso com a presença de Justin, o homem nos olha e meu lindo esclarece:

— Estou vendo que você conheceu minha namorada.

Um silêncio tenso toma conta da situação, e fico sem entender nada, até que Leonard faz que sim e dá um passo para trás.

— Não sabia que Judith era sua namorada. Mas você não imagina: ela sozinha acabou de consertar meu carro.

— Ah, bobagem... só troquei um fusível.

Leonard sorri e murmura, tocando com o dedo a ponta congelada do meu nariz:

— Você conseguiu fazer uma coisa que eu jamais conseguiria. E isso, mocinha, me deixou surpreso.

Tensão. Justin não sorri.

— Como está sua mãe? — pergunta o homem.

— Bem.

— E Flyn?

— Ótimo — responde Justin num tom frio.

O que está acontecendo? O que houve com eles? Não estou entendendo nada.

Nos despedimos dele. Leonard dá partida na sua Mercedes, acende os faróis e vai embora.

Eu, Justin e Susto entramos no carro. Eric liga o motor, mas, sem sairmos do lugar, ele quer saber:

— O que você estava fazendo sozinha com Leo?

— Nada.

— Como nada?

— Ele estava sem luzes no carro e eu troquei um fusível. Só isso. Não tem por que ficar chateado.

— E por que você precisava fazer isso?

Espantada com a pergunta absurda, respondo:

— Porque, Justin... porque eu sou assim, ué. Meu pai me educou dessa forma. Aliás, de onde você conhece esse cara?

Justin me olha.

— Esse idiota, dono do carro que você consertou, era o namorado de Hannah quando ocorreu tudo aquilo, e foi ele que se afastou de Flyn sem pensar nele.

Estou passada!

Esse é o babaca que não quis saber do garoto quando Hannah morreu? Se eu soubesse disso, iria deixá-lo na mão, e ele que arrumasse algum trouxa para consertar seu fusível.

Os olhos de Justin estão injetados de raiva. Está muito irritado. Triste pelas lembranças que isso traz, ele dá um soco no volante.

— Parecia muito à vontade com ele.

Não quero discutir. Tento manter o controle e digo:

— Olha, querido, eu não sabia quem era o cara. Apenas fui simpática e...

— Então não seja — me corta. — Você tem que se tocar que, quando é tão simpática, os homens ficam achando que você está dando mole pra eles.

Isso me faz rir. Os alemães são meio esquisitos em muitas coisas, e essa é uma delas.

— Está com ciúme?

Justin não responde. Crava em mim seus olhos enormes que me deixam louca. Por fim, diz:

— É pra eu estar?

Nego com a cabeça. Ligo o CD do carro e me surpreendo ao descobrir que Justin esta ouvindo minhas músicas. Enquanto Eric reclama e eu sorrio, Luis Miguel canta:

Tanto tiempo disfrutamos de este amor, nuestras almas se acercaron tanto así, que yo guardo tu sabor, pero tú llevas también, sabor a mí.

Nossa, que bolero mais romântico!

Olho para Justin. Sua testa contraída me faz suspirar e, sem deixá-lo continuar resmungando, pergunto:

— Melhorou da dor de cabeça?

— Melhorei.

Preciso fazer alguma coisa. Preciso fazê-lo relaxar e sorrir. Então digo:

— Sai do carro.

Ele me olha surpreso e pergunta:

— Como assim?!

Abro a porta e repito:

— Sai do carro.

— Pra quê?

— Sai do carro e você vai saber — insisto.

Ele sai e bate a porta com força. Antes de sair também, coloco a música no volume máximo e deixo minha porta aberta. Susto desce junto. Depois caminho até meu resmungão preferido, dou-lhe um abraço e digo diante da sua cara emburrada:

— Dança comigo.

— Quê?!

— Dança comigo — insisto.

— Aqui?

— É.

— No meio da rua?

— Sim... E debaixo da neve. Não acha romântico e perfeito?

Justin resmunga. Eu sorrio. Faz menção de dar meia-volta, mas eu puxo seu braço e exijo:

— Dança comigo!

Duelo de titãs. Alemanha contra Espanha. No fim, quando faço uma careta e sorrio, ele acaba cedendo.

Dá-lhe, fúria espanhola!

Me abraça. É um momento mágico. Uma cena inesquecível. Dança comigo. Relaxa. Fecho os olhos abraçada com meu amor, enquanto a voz de Luis Miguel diz:

Pasarán más de mil años, muchos más.

Yo no sé si tendrá amor la eternidad.

Pero allá, tal como aquí, en la boca llevarás

sabor a mí.

— Acho bonitinho te ver com ciúme, mas você não tem razão pra isso. Você é único e insubstituível pra mim — murmuro sem olhar para ele e aninhada em seus braços.

Percebo que está sorrindo. Eu também estou. Dançamos em silêncio. Quando a música termina, olho para ele e pergunto:

— Está mais calmo? — Não responde. Apenas me observa. E eu digo: — Te amo, Iceman.

Justin me beija. Devora meus lábios e balbucia:

— Eu é que te amo, fofinha.


Notas Finais


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