História Peça me o que quiser I AGORA VAI, DESDE 2016 UFA - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Fifth Harmony, Justin Bieber, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Justin Bieber, Lauren Jauregui, Shawn Mendes
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Camren, Camreng!p, Justin Bieber, Laucy, Lauren Jauregui, Laureng!p, Shawn Mendes
Visualizações 53
Palavras 2.119
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, LGBT, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Capítulo 2 - Livro I


Boa tarde, boa noite se for no seu país, boa noite então.

Eu sou a tia Sarah e estou tentando bravamente repostar esta fic pela 4 vez desde 2016. Deve ter alguma explicação por aí nas várias versões aqui e no Spirit

Mas se você é novo, senta fica bem confortável, pega um lanche coooisa leve para não engordar e vem com a tia.

No dia seguinte, quando chego ao escritório, todos parecem felizes. Cruzo com Miguel e não posso deixar de sorrir. Ele e a chefe. Se eles soubessem que os vi... Mas, como não quero pensar nisso, vou até minha mesa e, enquanto ligo o computador, vejo que ele vem vindo.

— Bom dia, Camila.

— Bom dia.

Miguel, além de ser meu colega, é um sujeito muito simpático. Desde meu primeiro dia no escritório, ele tem sido um amor comigo e nos damos muito bem. Quase todas no trabalho babam por ele, mas, não sei por quê, em mim ele não surte o mesmo efeito. Será que não gosto dos caras meiguinhos e sorridentes? Mas, claro, agora, sabendo o que sei e tendo visto como é bem-dotado, não posso deixar de olhá-lo de outra forma enquanto tento não gritar:

"Garanhão!"

— Está sabendo que hoje à tarde tem reunião geral?

— Aham.

Como era de se esperar, ele sorri, segura meu braço e diz:

— Vem, vamos tomar um café. Sei que você adora um cafezinho e uma torrada da cafeteria.

Sorrio também. Como me conhece, esse desgraçado... Além de simpático e gato, o cara não deixa passar uma. Isso, somado a seu sorriso constante, é o grande atrativo de Miguel. Sempre gentil. É assim que ele enrola todas na conversa.

Quando chegamos à cafeteria do nono andar, vamos ao balcão, fazemos os pedidos e nos dirigimos à nossa mesa. Digo "nossa mesa" porque sempre sentamos ali. Harry e Louis se juntam a nós. Um casalzinho gay com o qual me dou muito bem. Como sempre, me dão um beijinho no pescoço e me fazem rir. Começamos a conversar e eu logo me lembro do que vi na noite anterior no estacionamento. Miguel e a chefe! Que trepada insana, e bem na minha frente. Que menino-prodígio, esse meu colega!

— O que houve? Você parece distraída —pergunta Miguel.

Sua abordagem me desperta. Olho para ele e respondo, tentando esquecer as imagens que surgiam na minha mente:

— Estou meio fora do ar, eu sei. Meu gato está cada dia mais fraquinho e...

— Que pena, o Bolinho — murmura Harry, e Louis faz uma cara compreensiva.

— Ah, sinto muito, querida — responde Miguel, enquanto segura minha mão.

Por alguns instantes conversamos sobre meu gato e isso me deixa ainda mais triste. Adoro o Bolo e, inevitavelmente, a cada dia que passa, cada hora, cada minuto, seu tempo de vida diminui. É algo que aprendi a admitir desde que o veterinário me alertou, mas ainda assim me dói. Me dói muito. Logo minha chefe chega, rodeada por vários homens, como sempre. É uma galinha!

Miguel a vê e sorri. Eu fico quieta. Minha chefe é uma mulher muito atraente. Cá entre nós, uma cinquentona poderosa, uma morena cheia de si, solteira mas não solitária, e que dizem ter vários casos na empresa. Cuida-se como ninguém e vai todo dia à academia. Ou seja, ela gosta... que gostem dela.

— Camila — me interrompe Miguel. — Falta muito?

Volto a mim e deixo de olhar minha chefe para olhar meu café da manhã. Bebo um gole de café e respondo:

— Terminei!

Nós quatro nos levantamos e saímos da cafeteria. Temos de começar a trabalhar. Uma hora mais tarde, após tirar umas cópias e finalizar um documento, me dirijo à sala da

minha chefe. Bato na porta e entro.

— Aqui está o contrato pronto para a sucursal de Santa Clara.

— Obrigada — responde secamente enquanto passa os olhos pelo documento.

Como de hábito, fico parada diante dela à espera de suas ordens. O cabelo da minha chefe é lindo, tão ondulado, tão cuidado. Nada a ver com meu cabelo castanho e liso que costumo prender num coque no alto da cabeça. O telefone toca e antes que ela me olhe eu atendo.

— Sala da senhora Mónica Sánchez. Quem fala é a secretária, senhorita Cabello. Em que posso ajudá-lo?

— Bom dia, senhorita Cabello — responde uma voz profunda com leve sotaque estrangeiro. —Aqui é Lauren Jauregui. Eu gostaria de falar com sua chefe.

Ao reconhecer aquele nome, reajo depressa.

— Um momento, senhora Jauregui.

Minha chefe, ao escutar aquele sobrenome, larga os papéis que até então segurava e, após literalmente arrancar o telefone das minhas mãos, diz com um sorriso encantador nos lábios:

— Lauren... que bom você ter ligado! — Depois de um breve silêncio, continua: — Claro, claro. Ah! Mas você já chegou a Havana?... — Então solta uma gargalhada superfalsa e sussurra:

— Claro, Lauren. Te espero às duas na recepção pra almoçar.

E, após dizer isso, desliga e olha para mim.

— Marque um horário pra mim no cabeleireiro para dentro de meia hora. Depois, uma reserva pra dois no restaurante da Gemma.

Dito e feito. Cinco minutos mais tarde, ela sai voando do escritório e volta uma hora e meia depois com seu cabelo mais brilhante e bonito e com a maquiagem retocada. Às 13h45, vejo Miguel batendo na sua porta e entrando. Olha isso! Não quero nem pensar no que estarão fazendo.

Passados cinco minutos, ouço gargalhadas. Às 13h55, a porta se abre, os dois saem e minha chefe vem falar comigo.

— Camila, você já pode ir almoçar. E lembre-se: estarei com a senhora Jauregui. Se às cinco eu não tiver voltado e você precisar de qualquer coisa, ligue pro meu celular.

Quando a bruxa má e Miguel vão embora, eu enfim respiro aliviada. Solto o cabelo e tiro os óculos. Depois pego minhas coisas e caminho até o elevador. Meu escritório fica no 17° andar. O elevador para em vários andares para pegar outros funcionários, e com isso ele sempre demora a chegar ao térreo. De repente, entre o quinto e o sexto andar, o elevador dá um tranco e para completamente. As luzes de emergência se acendem, e Manuela, do almoxarifado, começa a gritar.

— Ai, minha Nossa Senhora! O que está acontecendo?

— Fique calma — respondo. — Acabou a luz, mas com certeza vai voltar daqui a pouco.

— E vai demorar quanto?

— Não sei, Manuela. Mas, se você ficar nervosa, vai se sentir mal aqui dentro e esse tempo vai parecer uma eternidade. Então respire fundo e você vai ver como a luz volta num piscar de olhos.

Mas, vinte minutos depois, a luz ainda não tinha voltado, e Manuela, com várias meninas da contabilidade, entra em pânico. Percebo que tenho de fazer alguma coisa.

Vejamos. Não gosto nada de estar presa num elevador. Fico agoniada e começo a suar. Se eu entrar em pânico, vai ser pior, então decido buscar soluções. Primeiro, junto o cabelo na nuca e prendo com uma caneta. Depois passo minha aarrafinha d'água para Manuela beber e

— Cá entre nós, jamais gostei de elevadores e, se as portas não se abrirem logo, vou ter um troço e...

— Um troço? — Aham. — O que é "ter um troço"?

— Isso, na minha língua, significa perder a compostura e ficar louca — respondo, sem parar de me abanar. — Pode acreditar. Você não ia gostar de me ver nessa situação. Inclusive, se eu não tomo cuidado, solto espuma pela boca e minha cabeça gira como a da menina de O exorcista. É um espetáculo e tanto! — Meu nervosismo aumenta e eu lhe pergunto, numa tentativa de me acalmar: — Quer um chiclete de morango?

— Obrigado — responde ela e pega um.

Mas o engraçado é que ela abre e coloca o chiclete na minha boca. Aceito, surpresa, e, sem saber por quê, abro outro chiclete e faço a operação inversa. Ela, divertindo-se, também aceita. Olho para Manuela e para as outras. Continuam histéricas, suadas e pálidas. Então, decidida a não deixar minha própria histeria aumentar, tento puxar conversa com a desconhecida.

— Você é da empresa?

— Não.

O elevador se move e todas começam a gritar. Eu não fico atrás. Me abraço à mulher e seguro um pedaço de seu vestido. Quando volto a mim, eu o solto em seguida.

— Perdão... perdão — me desculpo.

— Fique calma, não foi nada.

Mas não consigo ficar calma. Como vou ficar calma presa num elevador? De repente sinto uma coceira no pescoço. Abro minha bolsa e tiro um espelhinho da nécessaire. Me observo nele e começo a xingar.

— Merda, merda! Estou me enchendo de brotoejas!

Percebo que a mulher me olha com espanto. Afasto o cabelo do pescoço e mostro a ela.

— Quando fico nervosa, minha pele se enche de brotoejas, está vendo?

Ela faz que sim e eu me coço.

— Não — diz, segurando minha mão. — Se você fizer isso, vai piorar.

E sem pensar duas vezes se inclina e sopra meu pescoço. Ai, Deus! Como ela é cheirosa e como é gostoso sentir esse ventinho! Dois segundos mais tarde. me veio caindo no ridículo ao soltar

um pequeno gemido. O que estou fazendo? Tapo o pescoço e tento desviar o assunto.

— Tenho duas horas para almoçar e, como ainda estamos aqui, hoje não almoço!

— Suponho que sua chefe entenderá a situação e te deixará chegar um pouco mais tarde.

Isso me faz sorrir. Ela não conhece minha chefe.

— Acho que você supõe demais. — Cheia de curiosidade, digo: — Pelo sotaque você é...

— Americana.

Não me espanta. Minha empresa é americana, e gringas como aquela aparecem todos os dias por aqui. Mas, sem conseguir evitar, eu a olho com um sorrisinho malicioso.

— Boa sorte na Copa do Mundo ! Com expressão séria, ela dá de ombros. — Não me interesso por futebol. — Não? — Não. Surpresa com o fato de uma americana, não gostar de futebol, me encho de orgulho ao pensar na nossa seleção e sussurro para mim mesma:

— Pois você não sabe o que está perdendo.

Calmamente ela parece ler meus pensamentos e se aproxima de novo de minha orelha, provocando-me arrepios.

— De qualquer forma, ganhando ou perdendo, aceitaremos o resultado — ela me sussurra.

Ao dizer isso, dá um passo atrás e volta a seu lugar.

Será que meu comentário a irritou?

Eu aimito e viro pro lado para não ter de vê-la. Olho no relógio: 14h15. Merda! Já perdi 45 minutos do meu almoço e não dá mais tempo de chegar ao Vips. Com a vontade que eu tinha de comer um Vips Club... Enfim! Vou parar no bar de Almudena e engolir um sanduíche. Não tenho tempo para mais nada.

Logo as luzes se acendem, o elevador retoma seu movimento e todos nós aplaudimos.

E eu sou a primeira!

Movida pela curiosidade, volto a olhar para a desconhecida que se preocupou comigo e vejo que ela continua me observando. Uau, com as luzes acesas ela é ainda mais alta e mais sexy!

Quando o elevador chega ao térreo e as portas se abrem, Manuela e as moças da contabilidade saem como cavalos desenfreados entre gritinhos e gestos de histeria. Como me alegro por não ser assim. A verdade é que sou meio moleca. Meu pai me criou desse jeito.

Porém, quando saio, me vejo diante da minha chefe.

— Lauren, pelo amor de Deus! — eu a ouço dizer. — Quando desci para te encontrar e irmos almoçar e recebi sua mensagem avisando que você estava presa no elevador, quase morri! Que angústia! Você está bem?

— Estou ótima — responde a voz do mulher que falou comigo apenas uns momentos antes.

Na hora minha cabeça rebobina. Lauren. Almoço. Chefe. Lauren Jauregui, o chefona, diretora, dona da porra toda, foi a ela que eu disse que sou como a menina de "O exorcista" e em quem enfiei um chiclete de morango na boca? Fico vermelha como um tomate e me recuso a olhá-la na cara.

Meu Deus! Como sou ridícula!

Gostaria de escapar daqui o quanto antes, mas então sinto que alguém me segura pelo cotovelo.

— Obrigado pelo chiclete... senhorita?

— Camila — responde minha chefe. — Ela é minha secretária.

A agora identificada coma senhora Lauren Jauregui faz que sim com a cabeça e, sem se importar com a expressão no rosto da minha chefe, porque não olha para ela mas para mim, diz:

— Então é a senhorita Camila Cabello, certo?

— Sim — respondo como uma boba. Como uma idiota completa!

Minha chefe, que fica entediada quando não é a protagonista do momento, a agarra possessivamente pelo braço, puxando-a.

— Que tal irmos almoçar, Lauren? Já está supertarde!

Sentindo que elas vão embora, levanto a cabeça e sorrio. Instantes depois, aquela mulher incrível de olhos claros se afasta, embora, antes de passar pela porta, se vire e me olhe. Quando por fim desaparece, suspiro e penso: "Por que não fiquei quietinha no elevador?"

 

Bichinhos da tia

Vocês querem outro capítulo ainda hoje?



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...