História Peça-me o que quiser II (CAMREN) - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Ariana Grande, Camila Cabello, Fifth Harmony, Justin Bieber
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren, Lauren G!p, Lauren Jauregui, Laureng!p, Laurengip
Visualizações 476
Palavras 2.311
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Hentai, LGBT, Orange, Romance e Novela, Saga, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo I


[BOTAS DO AUTOR]

Tia Sarah é verdade que você está desde 2016 pra postar esse caralho e nunca termina?

Aaah, é verdade. A Camila Cabello ainda era da banda se não me engano, quando eu fui ver a primeira versão. Um beijo pra Ana, pra Cecilia, pra Ianna Coast, pra todo mundo que me escalou pra fazer parte desta aventura.

UM DIA AINDA VOU TERMINAR ESSE CARALHO E VOLTAR PRO GRUPO. AMO VOCÊS.

[ X ] 


No primeiro livro da saga, Camila Cabello era a secretária de Lauren Jauregui na Morgado, uma multinacional onde a sra. Jauregui é presidente e diretora. 
As duas acabam se apaixonando e consequentemente se envolvem e começam um relacionamento intenso e recheado de e jogos eróticos à um nível mais elevado.
Camila sabe que a estadia de Lauren em Havana é provisória, e Lauren, ciente dos sentimentos que tem pela latina, decide pedí-la em namoro e a convida para morarem juntas em Miami. 
Tudo não poderia estar mais feliz quando, misteriosamente, Lauren Jauregui recebe um e-mail com fotos nuas de Camila e Ariana Grande, juntas, em um provador de uma sex shop, enquanto Jesy e a dona da loja estavam em na sala ao lado. Lauren, ao ver sua Camz lhe "traindo" de tal forma decide terminar tudo. 
Assim continuamos nossa história.

 

 

HAVANA, Tempo presente

Depois de sair do escritório, chego em casa me sentindo como se tivesse levado uma surra. Olho as caixas embaladas e fico com o coração partido. Tudo foi à merda. Minha viagem aos

Estados Unidos foi cancelada e minha vida, por ora, também. Meto quatro coisas numa mochila e desapareço antes que Lauren me encontre.

Meu telefone toca, e toca, e toca.

É ela, mas me nego a atender.

Não quero falar com Lauren.

Disposta a sumir de casa, vou a uma cafeteria e ligo para minha irmã. Preciso falar com ela. Faço-a prometer que não dirá a ninguém onde estou e marco um encontro com ela. Minha irmã vem me socorrer e, depois de me abraçar como sabe que preciso, me escuta. Conto a ela parte da história, apenas uma parte, senão deixaria ela sem palavras.

Não menciono o assunto do sexo e tal, mas Sofia é Sofia!, e quando as coisas não lhe batem

bem começa com esse negócio de "Tá louca!", "Você tem um parafuso a menos!", "Lauren é um bom partido!" ou "Como pôde fazer isso?". Afinal me despeço dela e, apesar de sua

insistência, não revelo aonde vou.

Eu o conheço, contará a Lauren assim que ela ligar.

Quando consigo me livrar de minha irmã, ligo para meu pai. Depois de uma conversa rápida e de fazê-lo entender que daqui a uns dias irei a Cojimar e explicarei tudo o que está acontecendo, pego o carro e vou para Baracoa.

Ali me hospedo num albergue e durante três dias passeio pela praia, durmo e choro. Não tenho nada melhor para fazer. Não atendo as ligações de Lauren. Não, não quero.

No quarto dia, um pouco mais relaxada, vou dirigindo a Cojimar, onde papai me recebe de braços abertos e me dá todo seu amor e carinho. Conto que minha relação com Lauren acabou para sempre, e ela não quer acreditar. Lauren ligou para ela várias vezes, preocupada —segundo meu pai, essa mulher me ama demais para me deixar escapar. Pobrezinho. Meu pai é um romântico incorrigível.

No dia seguinte, quando me levanto, Lauren já está aqui em casa.

Papai ligou para ela.

Lauren tenta falar comigo, mas não quero ouvir. Fico uma fúria: grito, grito e grito, e falo tudo o que tenho sufocado antes de lhe bater a porta na cara e me trancar no quarto. Por fim, ouço que meu pai pede que ela vá embora, e por ora me deixe respirar.

Papai sabe que por enquanto sou incapaz de pensar e que, em vez de solucionar as coisas, vou complicar ainda mais.

Lauren se aproxima da porta do meu quarto e, com a voz carregada de tensão e raiva, me diz que está indo, então. Mas que vai embora para os Estados Unidos. Tem que resolver uns assuntos lá.

Insiste mais uma vez para que eu saia, mas, diante da minha negativa, finalmente se vai.

Passam dois dias, e minha angústia é constante.

Esquecer Lauren é impossível, ainda mais quando ela me liga toda hora. Não atendo. Mas, como sou mesmo uma masoquista, escuto várias vezes nossas canções e me entrego a essa tortura. A parte boa dessa história é que sei que Lauren está muito longe e, além do mais, tenho minha moto para me distrair e saltar pelos campos enlameados de Cojimar.

Dali a uns dias, me liga Miguel, meu ex-colega na Morgado, e me deixa chocada. Lauren

despediu minha ex-chefe. Ouço incrédula. Lauren teve uma tremenda discussão com ela quando a flagrou falando mal de mim na cafeteria.

Resultado: rua. Bem feito, sua vagabunda!

Sinto muito, isso não deveria me alegrar, mas a malvada que há em mim se delicia: enfim essa jararaca desgraçada recebeu o que merecia. Como diz muito sabiamente meu pai, "o tempo bota cada um em seu lugar", e a essa o tempo pôs onde devia, no olho da rua.

Nessa tarde minha irmã aparece com José e Jade, e nos surpreendem com a notícia de que vão ser pais outra vez. Bebê a bordo! Meu pai e eu nos olhamos com cumplicidade e sorrimos. Minha irmã está feliz, meu cunhado também e Jade está visivelmente entusiasmada. Vai ter um irmãozinho!

No dia seguinte, é Shawn quem aparece aqui em casa. Damos um longo e significativo abraço. Pela primeira vez desde que nos conhecemos, há meses que não nos falamos, e a forma como nos abraçamos diz que, entre nós, aquilo que nunca existiu, por fim acabou.

Não pergunta por Lauren.

Não faz a menor menção a ela, mas intuo que imagina que nosso caso ou acabou ou que alguma coisa está acontecendo. À tarde, enquanto minha irmã, Shawn e eu beliscamos uns tira-gostos no bar da Madalena, pergunto:

— Shawn, se eu te pedisse um favor, você faria?

— Depende do favor.

Sorrimos, e esclareço, disposta a conseguir meu objetivo:

— Preciso do endereço de duas mulheres.

— Que mulheres?

Tomo um gole de Coca-Cola e respondo:

— Uma se chama Jessica Nelson e mora em Playa Maguana. É casada com um cara chamado

Jake Roche, que é cirurgião plástico. É quase tudo que sei. E a outra se chama Ariana e foi namorada de Lauren Jauregui por uns dois anos.

— Camila — protesta minha irmã —, nem pensar!

— Fica quieta, Sofia.

Mas minha irmã começa seu sermão e já não há quem a pare. Depois de discutir com ela,

olho Shawn de novo, que não abriu a boca.

— Pode me conseguir o que te pedi ou não?

— Pra que quer isso? — me responde.

Não estou com vontade de contar o que aconteceu.

— Shawn, não é para nada de mal — explico. — Enfim, se você puder me ajudar, eu te

agradeço.

Durante uns segundos, ele me olha sério, enquanto ao meu lado Sofia continua me metendo pau. Por fim ele concorda e se afasta. Vejo que fala pelo celular. Isso me deixa nervosa. Dez minutos depois, vem com um papel e diz:

— Sobre Ariana só posso te dizer que está no Estado da Califórnia; ela não tem uma residência fixa. E o endereço da outra está aqui. Aliás, tuas amigas se movem num ambiente de alto nível e estão nos mesmos jogos que Lauren Jauregui.

— Que jogos são esses? — pergunta Sofia.

Shawn e eu nos olhamos. Vou cortar sua língua se der mais um pio!

Nós nos entendemos bem: sabe que se pensar em responder a minha irmã, se verá comigo.

Ele me leva a sério. É um amigo excelente. Finalmente, Shawn se resigna e diz:

— Nenhuma besteira com elas, certo, Camila?

Minha irmãzinha faz que não com a cabeça, ofegante. Eu, emocionada, pego o papel e beijo Shawn no rosto.

— Obrigada. Muito, mas muito obrigada.

Essa noite, quando fico sozinha no meu quarto, a raiva toma conta de mim. Saber que no dia seguinte, com um pouco de sorte, vou estar cara a cara com Jesy Nelson me deixa nervosa. Essa bruxa desgraçada vai saber quem eu sou.

Acordo às sete da manhã. Chove.

Minha irmã já está de pé e, mal vê que me preparo para viajar, gruda em mim como um

carrapato e não para de fazer perguntas.

Tento escapar dela.

Vou a Maguana fazer uma visitinha a Jesy Nelson.

Mas Sofia... é muito Sofia!

Por fim, ao perceber que não posso me livrar dela, concordo que me acompanhe. Mesmo que durante o trajeto eu me arrependa e sinta uns impulsos assassinos de jogá-la na sarjeta. É tão chata e repetitiva que tira qualquer um do sério.

Ela não sabe o que realmente aconteceu comigo e com Lauren, e não para de delirar com suas suposições. Se soubesse a verdade, ficaria de queixo caído. Uma mentalidade como a de minha irmã não entenderia minhas brincadeiras com Lauren. Pensaria que somos depravados, ou coisas ainda piores.

No dia em que tudo aconteceu, quando contei a Sofia, amenizei um pouco a realidade. Contei que essas mulheres tinham armado pra cima da gente e por isso havíamos discutido e terminado. Não pude lhe dizer outra coisa.

Quando chegamos a Maguana, estranhamente não estou nervosa.

Basta o nervosismo da minha irmãzinha.

Ao chegar à rua indicada no papel, estaciono. Observo ao redor e vejo que Jesy vive muito, mas muito bem. É um bairro de luxo.

— Ainda não sei o que fazemos aqui, fofinha — protesta minha irmã, saindo do carro.

— Fique aqui, Sofia.

Mas, me ignorando, fecha decidida a porta e responde:

— Nem pensar, benzinho. Aonde você for, eu vou.

Bufo, resmungo.

— Ei, espera aí: por acaso eu preciso de guarda-costas?

Ela se põe ao meu lado.

— Precisa, sim. Não confio em você. Tem a língua solta e pode exagerar na grosseria.

— Foda-se!

— Tá vendo? Já disse "foda-se!" — repete ela.

Ignoro. Ando em direção à bonita portaria. Toco o interfone e, quando uma voz de

mulher responde, digo na bucha:

— Carteiro.

A porta se abre, e minha irmã, os olhos deste tamanho, me olha.

— Ai, ai, ai, Camila! Acho que você vai fazer uma besteira. Calma, querida, por favor.

Calma, que te conheço, tá certo?

Rio e murmuro, enquanto esperamos o elevador:

— Quem fez besteira foi ela quando me subestimou.

— Ai, ai, ai, fofinha!

— Veja bem — sussurro, mal-humorada —, a partir deste momento, quero você de boca

fechada. Este é um assunto entre mim e essa mulher. Entendido?

O elevador chega. Entramos. No quinto andar, procuro a porta D e toco a campainha.

Instantes depois, uma mulher de uniforme nos atende.

— O que deseja? — pergunta a jovem.

— Bom dia! — respondo com o melhor dos meus sorrisos. — Gostaria de ver a senhora

Jesy Nelson. Ela está em casa?

— Da parte de quem?

— Diga que sou Vanesa Arjona, de Madri.

A moça desaparece.

— Vanesa Arjona? — cochicha minha irmã. — Que negócio é esse de Vanesa?

Rapidamente, com um gesto seco, ordeno que se cale.

Dois segundos mais tarde, Jesy aparece diante de nós, lindíssima com um conjunto branco-gelo. Ao me ver, sua cara de susto diz tudo. E antes que ela possa fazer ou dizer qualquer coisa, impeço que ela feche a porta, enquanto disparo:

— Olá, sua vadia!

— Fofiiiiiinnnhhhhaaa! — protesta minha irmã.

Jesy treme toda. Olho minha irmã para que fique em silêncio.

— Só quero que saiba que sei onde você mora — sussurro. — Que tal? — Jesy está pálida, mas continuo implacável: — Seu jogo sujo complicou minha vida, mas, pode crer, se eu quiser, posso ser muito pior que você ou suas amigas.

— Eu... eu não sabia que...

— Feche o bico, Jesy! — rosno entre dentes. — Tanto faz o que você me disser. Você é uma desgraçada de uma bruxa: me manipulou de uma maneira vergonhosa. E quanto à tua amiguinha Ariana, como tenho certeza que mantêm contato, diga pra ela que o dia em que cruzar comigo vai saber com quem se meteu.

Jesy treme. Olha para o interior da casa, e sei que teme o que eu possa dizer.

— Por favor — suplica —, meus sogros estão aí e...

— Seus sogros? Sensacional! Me apresente pra eles. Será um prazer conhecê-los e contar umas coisas sobre a santinha da sua nora.

Descontrolada, Jesy nega com a cabeça. Está com medo. Sinto pena dela. Ela é uma bruxa, sim, mas eu não sou. Por fim resolvo dar por terminada minha visita.

— Se você se meter a besta comigo de novo, sua bela e confortável vida com seus sogros e seu famoso maridinho vai se acabar. Porque eu mesma vou me encarregar de que seja assim, entendeu?

Concorda, branca como cera. Não me esperava aqui e menos ainda desaforada assim. Quando já disse tudo o que tinha para dizer e me viro para ir embora, minha irmã vem e pergunta:

— É esta a piranha que você procurava?

Faço um gesto afirmativo. Sofia, como sempre, me surpreende:

— Se você se meter de novo com minha irmã ou a namorada dela, te juro pelo que há de mais sagrado que quem volta aqui com a faca de presunto do meu pai sou eu e te arranco os olhos, sua mocreia de merda!

Jesy, depois da cascata de palavras de minha querida Sofia, bate a porta na nossa cara. Ainda de boca aberta, olho minha irmã e murmuro em tom alegre, a caminho do elevador:

— Ainda bem que a grossa e desbocada da família sou eu. Tá rindo do quê? Não te disse pra ficar caladinha?

— Olha, fofinha, quando se metem com minha família ou a prejudicam, eu viro bicho e armo o maior barraco.

Rindo, voltamos para o carro e regressamos a Cojimar.

Quando chegamos, meu pai e meu cunhado nos perguntam sobre nossa viagem. Nós duas nos olhamos e rimos. Não dizemos nada. Essa viagem foi uma coisa nossa, só nossa.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...