História Peça-me o que quiser II (CAMREN) - Capítulo 3


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Categorias Ariana Grande, Camila Cabello, Fifth Harmony, Justin Bieber
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren, Lauren G!p, Lauren Jauregui, Laureng!p, Laurengip
Visualizações 70
Palavras 1.855
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Hentai, LGBT, Orange, Romance e Novela, Saga, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Capítulo 2 - Livro II


CAPÍTULO 2 - LIVRO II

 

 

É 17 de dezembro. As festas de fim de ano se aproximam e os amigos da vida inteira, que

vivem fora de Cojimar, vão chegando. Se o mundo acabar no dia 21, como dizem os maias, pelo menos teremos nos visto uma última vez.

Como todos os anos, nos reunimos na grande festa que Shawn organiza na casa de

campo de seu pai e passamos superbem. Risadas, danças, piadas e, principalmente, ótimo

ambiente. Durante a festa, Shawn não me faz a menor insinuação. Fico agradecida. Não

estou para insinuações.

Num momento da farra, Shawn se senta perto de mim e falamos com franqueza. Por

suas palavras, deduzo que sabe muito sobre minha relação com Lauren.

— Shawn, eu...

Ele bota um dedo em minha boca para me calar.

— Hoje quem vai escutar é você. Te falei que não gostava dessa garota.

— Eu sei...

— Nós dois sabemos por que ela não serve para você.

— Sei...

— Mas, gostando ou não, sei a realidade. E essa realidade é que você está caidinha por ela, e

ela por você. — Eu o olho espantada. — Lauren é uma mulher poderosa que pode ter a mulher

que quiser, mas demonstrou que sente algo muito forte por você, e sei disso por sua

insistência.

— Insistência?

— Me ligou mil vezes, desesperada, no dia em que você desapareceu de seu escritório. E

quando digo "desesperada", é desesperada.

— Te ligou?

— Sim, todos os dias, várias vezes. E mesmo sabendo que não vou com a cara dela, a gringa se arriscou, engoliu o orgulho, só pra me pedir ajuda. Não sei como conseguiu meu

celular, mas o certo é que ligou pra me suplicar que te encontrasse. Estava preocupada com

você.

Meu coração se descontrola. Pensar em minha Icegirl enlouquecida por minha ausência me

deixa boba. Boba demais.

— Me disse que tinha se comportado como um idiota — continua Shawn — e que

você tinha ido embora. Te localizei em Baracoa, mas não contei nada pra ela, nem tentei

entrar em contato com você. Imaginei que você precisava pensar, não é?

— Sim.

Paralisada pelo que está me dizendo, olho para ele.

— Já tomou uma decisão? — pergunta.

— Sim.

— Dá pra saber qual?

Tomo um gole da minha bebida, afasto o cabelo do rosto e, com toda a dor de meu

coração, sussurro num fio de voz:

— O que havia entre mim e Lauren acabou.

Shawn concorda, olha para uns amigos e murmura, depois de um suspiro:

— Acho que você está enganada, conterrânea.

— Como?

— Você ouviu.

— Ouvi, sim, mas você tá maluco?

Minha amigo, o maluco, sorri e toma um gole de sua bebida.

— Ah, se teus olhos brilhassem por mim como brilham por ela! — exclama finalmente.

— Ah, se você tivesse ficado tão louca por mim como sei que está por ela! Ah, se eu não soubesse que essa ricaça está tão louca por você que é capaz de me ligar pra que eu te procure e te encontre, mesmo sabendo que numa hora dessas eu posso botar você contra ela.

Fecho os olhos, com mais força ainda, quando Shawn começa a falar de novo.

— Para ela, tua segurança, te encontrar e saber que você está bem, foi essencial, o mais

importante, e isso me faz ver que tipo de mulher é Lauren e o quanto está apaixonada por você.

— Abro os olhos e ouço com atenção. — Sei que estou acabando com minhas chances ao te

confessar isso, mas, se o que há entre você e essa convencida é tão verdadeiro como ambas me dão a entender, por que terminar?

— Está me dizendo pra voltar pra ela?

Shawn sorri, afasta uma mecha de cabelo do meu rosto e murmura:

— Você é boa, generosa, uma mulher excelente, e sempre te achei esperta o bastante pra não se deixar enganar por qualquer um ou fazer alguma coisa de que não gosta. Além disso, gosto de você como amiga, e se você se apaixonou por essa garota, deve ter seus motivos, não? Olha, latina caliente, se é feliz com Lauren, pense no que quer, no que deseja, e se teu coração te pede

pra ficar com ela, não negue isso ou vai se arrepender, não é mesmo?

Suas palavras tocam meu coração, mas antes que eu comece a chorar como uma imbecil e

as cataratas do Niágara brotem dos meus olhos, sorrio. Está tocando o Waka waka, de Shakira.

— Não quero pensar. Vem, vamos dançar — proponho.

Shawn também sorri, me pega pela mão, me leva para o centro da pista e juntos

dançamos enquanto, aos gritos, cantamos com nossos amigos:

Tsamina mina, eh eh, waka waka, eh eh

Tsamina mina, zangaléwa, anawa ah ah

Tsamina mina, eh eh, waka waka, eh eh

Tsamina mina, zangaléwa, porque esto es África.

Horas depois, a animação continua, e falo com Sergio e Elena, os donos do pub da moda de Cojimar. Em outros anos, nas festas de fim de ano, trabalhei de garçonete para eles e me convidam para trabalhar de novo. Topo, com prazer. Agora que estou desempregada,

qualquer grana que pinte cai superbem.

De madrugada, quando chego em casa, estou cansada, meio bêbada e satisfeita.

Como todo ano, me inscrevo para participar na corrida beneficente de motocross que

arrecada fundos para comprar brinquedos para as crianças carentes de Cádiz. A corrida será no dia 22 de dezembro em La Habana Vieja.

Meu pai, o Bichão e o Lucena adoram. Eles sempre se divertem tanto ou mais que eu com esses eventos. No dia 20 de dezembro, pela manhã, meu telefone toca pela décima oitava vez. Estou morta. Trabalhar no pub é divertido mas exaustivo. Ao pegar o celular e ver que se trata de

Ally, ressuscito e atendo rapidamente.

— Oi, Mila! Feliz Natal. Tudo bem?

— Feliz Natal. Estou bem, e você?

— Bem, amiga, bem.

Sua voz é tensa, e me assusto.

— O que foi, Ally? Aconteceu alguma coisa? Lauren está bem?

Depois de um silêncio incômodo, Ally se decide.

— É verdade o que ouvi sobre Ariana?

— Não — respondo, e respiro fundo lembrando. — Foi tudo armação dela.

— Eu sabia — murmura.

— Tanto faz, Ally. Não importa mais.

— Como não importa?! Eu me importo. Me conte agora mesmo sua versão.

Sem demora, conto a ela o que aconteceu tim-tim por tim-tim. Quando acabo, ela

responde:

— Nunca gostei dessa Jesy. É uma bruxa, e Lauren parece um homem principiante. Aliás, não fica muito longe! Sabe que Jesy é amiga de Ariana? Ela que apresentou as duas.

— Ela as apresentou?

— Sim. Ariana tem residência em Miami, assim como Jesy. Quando começou sua relação com Lauren, foi para Miam morar com ela, até que deu no que deu e a perdi de vista. Mas essa Jesy é uma filha da mãe, merece uma lição.

— Calma. Já fiz uma visita a essa bruxa e deixei bem claro que comigo não se brinca.

— Não me diga!

— É isso aí. Avisei que eu também sei jogar sujo.

Ally cai na risada, e eu com ela.

— Como Lauren está? — pergunto sem poder evitar.

— Mal — ela responde, eu suspiro. — Ontem à noite jantei com ela nos Estados Unidos e, como não te vi, perguntei por você. Foi assim que fiquei sabendo do que aconteceu. Fiquei furiosa e disse poucas e boas pra ela.

Acho graça de ouvi-la falar assim e insisto, enquanto me espreguiço:

— Mas... ela está bem?

— Não, não está bem, Camila, e não me refiro a sua doença, mas a ela como pessoa. Por isso te liguei logo que cheguei aqui nos EUA. Você deve dar um jeito nisso. Deve ligar pra ela. Lauren morre de saudades de você.

— Ela me tirou da vida dela, agora que aguente as consequências.

— Sei. Ela também me disse isso. É uma cabeça-dura, mas uma cabeça-dura que te ama. Não tenha dúvidas.

Ouvir uma coisa dessas faz com que, inconscientemente, esvoacem não borboletas no meu estômago, mas avestruzes. Sou a rainha das masoquistas. Gosto de saber que Lauren ainda me ama e tem saudades, embora eu mesma me esforce para não acreditar.

— Te liguei porque neste fim de semana vamos à ceia de Natal nos meus sogros, em

Havana, e depois estaremos em nossa casa de Playa Maguana, sossegados. Passaremos o Ano-Novo nos Estados Unidos com minha família. Claro que Lauren vai vir ficar com a gente em Playa Maguana. Não quer aparecer?

Esse é um plano maravilhoso. Em outro momento teria parecido perfeito. Mas respondo:

— Não, obrigada. Não posso. Estou enrolada com minha família e além do mais, nesses

dias, trabalho à noite e...

— Então trabalha à noite?

— Sim.

— Mas no quê?

— Sou garçonete num pub e...

— Como assim, Camila!? Garçonete?! Lauren não vai achar graça, não. Eu o conheço, não vai

gostar nem um pouquinho.

— Que Lauren goste ou não já não é problema meu — esclareço sem querer entrar em

detalhes. — Além disso, no sábado tenho uma corrida em Cojimar e...

— Tem uma corrida?

— Hum-hum.

— De quê?

— De motocross.

— Então você corre de motocross?

— Sim.

— Motocross! — grita, surpresa. — Mila, não posso perder essa. Você é minha heroína. Que coisas mais bacanas você faz! Se por acaso eu tiver uma filha, quero que ela seja como você quando crescer.

Ao perceber sua surpresa, rio e digo:

— É uma corrida beneficente, sabe, pra arrecadar fundos pra comprar brinquedos e

distribuir pras crianças de famílias pobres.

— Ah, estaremos lá! Onde você disse que é?

— Em La Habana Vieja.

— A que horas?

— Começa às onze da manhã. Mas olha, Ally... Não diga nada pra Lauren. Ela não gosta

nem um pouco dessas corridas. Fica agoniado porque lembra do que aconteceu com a irmã.

— Não dizer à Lauren? — zomba sem querer me ouvir. — É a primeira coisa que vou fazer

quando estiver com ela... Se ela não quiser ir, que não vá, mas é claro que eu vou te ver.

— Eu não quero ver a Lauren, Ally. Estou muito chateada com ela.

— Para com isso, pelo amor de Deus! Agora vai ser mais idiota que ela?! Olha, se amanhã o mundo acaba como dizem os maias, e você nunca mais vê a Lauren... Já pensou?

O comentário me faz rir, embora reconheça que pensei nessa possibilidade.

— Ally, o mundo não vai acabar. E quanto à Lauren, uma pessoa que desconfia de mim e que se enfurece comigo sem deixar que eu me explique não é o que quero na minha vida. Além disso, já estou cheia dela. É uma babaca.

— Minha nossa! Realmente você é pior que ela. Vem cá, vocês são tão idiotas que não veem que foram feitos uma pra outra? Bom, enfim... não quer deixar de lado esse teu orgulho desgraçado e dar a vocês a chance que merecem? Ela é uma cabeça-dura? Com certeza! Você é uma cabeçuda? Com certeza! Mas, pelo amor de Deus, Camila, você tem que falar! Lembra que ia se mudar logo pros Estados Unidos? Já esqueceu? — E sem me dar tempo de dizer mais nada, afirma: — Bom, deixa comigo. Até sábado, Camila.

E, com uma estranha dor no estômago pelo que ouvi, me despeço.

 

 

 

 

 

BOTAS FINAIS

Bichinhos da tia, eu to me sentindo tão inutil. Falem comigo. Qualquer coisa.

Peçam conselhos, briguem comigo, falem o nome do seu cachorro, procurem uma crush nos outros comentários, sla qqer coisa 



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