História Peça-me o que quiser II (CAMREN) - Capítulo 4


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Categorias Ariana Grande, Camila Cabello, Fifth Harmony, Justin Bieber
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren, Lauren G!p, Lauren Jauregui, Laureng!p, Laurengip
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Palavras 3.140
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Hentai, LGBT, Orange, Romance e Novela, Saga, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Capítulo 3 - Livro II


A sexta-feira passa — e o mundo não acaba! Os maias não acertaram.

No sábado, acordo muito cedo. Estou exausta por causa do meu trabalho de garçonete, mas é a vida. Olho pela janela.

Não está chovendo!

Beleza!

Saber que Lauren está a poucos quilômetros de mim e que há a possibilidade de nos vermos me deixa ansiosa demais. Não comento nada em casa. Não quero que isso mexa com elas e — quando chegam o Bichão e o Lucena com o reboque e meu pai e José ajeitam a moto nele — sorrio, feliz.

— Vamos, moreninha! — grita meu pai. — Já está tudo preparado.

Minha irmã, minha sobrinha e eu saímos de casa. Estou levando a bolsa com meu macacão de corrida. Ao chegar ao carro, me alegro ao ver Shawn chegando.

— Você vai? — pergunto.

Ele, engraçadinho, faz que sim.

— Me diga quando eu faltei a uma de tuas corridas?

Nos dividimos em dois carros. Meu pai, minha sobrinha, o Bichão e o Lucena vão num, e minha irmã, José, Shawn e eu, no outro.

Em La Habana Vieja, nos dirigimos ao lugar do evento. Está transbordando de gente,

como todos os anos. Depois de entrar na fila para confirmar a inscrição e receber meu

número, meu pai volta feliz.

— Você é o número 97, moreninha.

Sorrio e olho em volta em busca de Ally. Não a vejo. Gente demais.

Checo meu celular. Nenhuma mensagem.

Me encaminho com minha irmã para os vestiários improvisados que a organização montou

para os participantes. Tiro meu jeans e boto meu macacão de couro, vermelho e branco.

Minha irmã me coloca as proteções dos joelhos.

— Qualquer hora dessas, Camila, vai ter que dizer a papai que vai parar com isto — afirma. — Você não pode continuar dando saltos numa moto eternamente.

— E por que não, se eu gosto?

Sofia sorri e me dá um beijo.

— Tem razão, na verdade. No fundo admiro seu lado de guerreira machona.

— Acabou de me chamar de machona?

— Não, fofinha. Quero dizer que essa força que voc

ê tem, eu gostaria de ter também.

— Você tem, Sofia... — sorrio com carinho. — Ainda me lembro de quando você

participava das corridas.

Minha irmã vira os olhos:

— Mas eu corri duas vezes. Não levo jeito pra isso, por mais que papai adore.

Realmente, ela tem razão. Mesmo que nós tenhamos sido criadas pelo mesmo pai e

tenhamos compartilhado os mesmos hobbies, ela e eu somos diferentes em muitas coisas. E o

motocross é uma delas. Vivi esse esporte, sempre. Ela sofreu, sempre.

Já de macacão, vou para onde me esperam meu pai e o que se pode chamar minha equipe.

Minha sobrinha está feliz e dá pulos de entusiasmo ao me ver. Para ela sou sua supertitia!

Sorridente, tiro fotos com ela e com todos. Pela primeira vez em vários dias, meu sorriso é franco e conciliador. Estou fazendo uma coisa de que gosto, e dá para ver isso na minha cara.

Passa um homem vendendo bebidas e meu pai compra uma Coca-Cola. Contente,

começo a tomá-la quando minha irmã exclama:

— Ihhhh, Camila!

— O quê?

— Acho que tem alguém te paquerando.

Olho-a com uma expressão sacana, e ela, aproximando-se comicamente, cochicha:

— O piloto 66, o da tua direita, não para de te olhar. Não quero dizer nada, mas o cara tá quase babando.

Curiosa, me viro e sorrio ao reconhecer Austin Mahone. Ele me pisca a olho, e ambos

nos cumprimentamos. Nós nos conhecemos há anos. É de uma cidadezinha perto de de Havana, próxima à Cojimar. Somos apaixonados por motocross e costumamos nos

encontrar de vez em quando em algumas corridas. Falamos por um instante. Austin, como sempre, é todo charmoso comigo. Supersimpático. Pego o que ele me entrega, me despeço e volto para minha irmã.

— O que tem aí?

— Ô Sofia, deixe de se meter em tudo — censuro. Mas ao compreender que não vai

mesmo me deixar em paz, respondo: — Seu número de telefone, satisfeita?

Primeiro minha irmã tapa a boca e depois solta:

— Aiii, fofa! Quero ser você na outra encarnação.

Desato a rir bem na hora em que ouço:

— Camila!

Me viro e topo com o maravilhoso sorriso de Ally, que corre para mim com os braços

abertos. Eu a abraço com alegria e vejo que atrás dela vêm Troy e Lauren.

— O mundo não acabou — murmura Ally.

— Eu te disse — respondo alegre.

Meu Deussssss! Lauren veio!

Meu estômago se contrai e, de repente, toda a minha segurança começa a evaporar. Por que

sou tão imbecil? Por acaso o amor nos torna inseguros? Tudo bem, no meu caso com certeza a resposta é sim.

Sei o que um evento como este faz com Lauren. Dor e tensão. Mesmo assim, decido não olhar para ela. Continuo zangada. Depois de beijar Ally, com carinho cumprimento Troy e Max, que está no seu colo. Quando chega a vez de Lauren, digo sem olhá-la:

— Bom dia, senhora Jauregui.

— Oi, Camz!

Sua voz me deixa nervosa.

Sua presença me deixa nervosa.

Ela toda me deixa nervosa!

Mas tiro forças do fundo da alma para momentos assim, viro a cabeça e digo a minha

desconcertada irmã:

— Sofia, eles são Ally, Troy e Max, e ela é a senhora Jauregui.

Minha irmã e os outros ficam com cara de tacho. A frieza que demonstro ao me referir a Lauren desorienta a todos, menos a ela, que me olha com sua habitual expressão de mau humor.

Nesse instante, surge Shawn, que me avisa:

— Camila, você sai no próximo grupo.

De repente vê Lauren e fica parado. Ambos se cumprimentam com um movimento de

cabeça, e olho Ally.

— Tenho de deixar vocês. É minha vez. Ally, sou a número 97. Me deseje sorte.

Quando me viro, Austin Mahone, o piloto com quem falei antes, se aproxima e tocamos nossos punhos fechados. Me deseja sorte! Eu sorrio e, sem dizer nada, me afasto acompanhada por Sofia e Shawn. Quando estamos suficientemente longe dos outros, entrego a minha irmã o papel que tenho na mão:

— Grave o número do telefone de Austin no meu celular, tá?

Minha irmã concorda.

— Puxa, fofinha! — diz. — Lauren veiiiiiooooooo!

Com cara de contrariada, apesar de no fundo sentir uma alegria idiota, ironizo:

— Oh, que emoção!

Mas minha irmã é uma romântica incorrigível.

— Camila, pelo amor de Deus! Ela está aqui por você, não por mim, nem por outra. Não ta vendo? Esse pedaço de mau caminho está louca por você.

Tenho vontade de estrangulá-la.

— Nem mais uma palavra, Sofia. Não quero falar disso.

No entanto, minha irmã... é minha irmã!

— Claro — insiste — que isso de chamar a gringa pelo sobrenome teve sua graça.

— Sofia, feche a matraca!

Mas como é lógico nela, volta à carga:

— Uau, quando papai souber!

Papai? Paro na hora. Olho Sofia.

— Nem uma palavra a papai sobre isso. E, antes que continue essa papagaiada de

mulherzinha e de novela mexicana, lembre-se: a senhora Jauregui e eu já não temos nada. Entendeu ou quer que desenhe?

Shawn, que está com a gente, tenta manter a paz.

— Vamos, garotas! Chega de discussão. Não vale a pena.

— Como não vale a pena?! — recrimina minha irmã. — Lauren é...

— Sofia... — protesto.

Shawn, que sempre se diverte com nossos estranhos "bate-bocas", me diz:

— Vamos, Camila, dê uma maneirada. Talvez deva ouvir tua irmã e...

Incapaz de aguentar um segundo mais o papo deles, olho meu amigo puta da vida e grito como uma possessa:

— Por que não fecha a matraca?! Te garanto que fica mais bonito.

Shawn e minha irmã trocam um olhar e riem. Viraram idiotas?

Chegamos onde meu pai está com o Bichão e o Lucena. Puxa, que trio! Boto o capacete, os óculos de proteção e ouço o que papai tem a me dizer sobre a regulagem da moto. Depois, monto e me dirijo para a porta de entrada. Aqui espero, com outros participantes, que me deixem entrar na pista.

Protegida atrás de meus óculos, olho para onde Lauren está. Não posso evitá-la. Além do mais, é tão alto que é impossível não vê-lo. Está impressionante com esses jeans colado e camisa social branca.

Nossa, que gata mais gostosa!

É a típica mulher que até com uma melancia no pescoço ficaria bem. Fala com Troy e

Ally, mas eu a conheço: está tenso. Sei que, detrás de seus Ray-Ban espelhados de aviador, me procura com o olhar. Isto me agita o coração. Mas como sou pequena e estou entre tantos pilotos vestidos do mesmo modo, ela não consegue me localizar, o que me dá vantagem.

Eu posso ficar calmamente curtindo essa cena.

Quando abrem a pista, os juízes nos colocam em nossa posição no grid de largada. Eles nos avisam que há vários grupos de nove pessoas — tanto faz se homem ou mulher — e que os quatro primeiros colocados de cada grupo se classificam para as rodadas seguintes.

Pronta em minha posição, ouço a vozinha de minha Jade me chamar e aceno para ela, que ri e aplaude. Que linda que é minha sobrinha!

Mas meu olhar volta a Lauren.

Ela não se mexe.

Quase não respira.

Mas aí está, disposta a ver a corrida apesar da angústia que sei que vai lhe causar.

De novo, me concentro no que devo fazer. Devo ficar entre os quatro primeiros se quero me classificar para a rodada seguinte. Acalmo minha mente e acelero a moto. Foco na corrida e me esqueço do resto. Tenho de fazer isso.

Os instantes antes da largada fazem sempre minha adrenalina subir. Ouvir o ronco dos motores ao meu redor me deixa arrepiada e, quando o juiz baixa a bandeira, acelero ao máximo e saio a toda. Ganho boa posição desde o começo e, como meu pai me avisou, tenho cuidado na primeira curva, que está cheia de lombadas. Salto, derrapo, me divirto!

E, ao chegar a uma descida espetacular, me alegro como uma louca enquanto vejo que o piloto a minha direita perde o controle de sua moto e cai. Puxa, que porrada levou! Acelero, acelero, acelero e salto de novo. Os pneus cantam e acelero, salto, derrapo de novo e, depois de completar o circuito três vezes, chego entre os quatro primeiros.

Beleza!

Me classifiquei para a próxima rodada.

Quando saio da pista, meu pai, mais feliz que pinto no lixo, me abraça. Todos se dão

parabéns pelo meu sucesso, enquanto tiro os óculos enlameados. Minha sobrinha está emocionada e não para de dar pulinhos. Sua titia é sua heroína, e estou muito contente por ela.

Austin Mahone sai no próximo grupo. Ao passar a meu lado, outra vez tocamos nossos punhos. Nesse instante, chega Ally e, adorando tudo, grita:

— Parabéns! Santo Deus, Camila, você foi impressionante!

Sorrio e bebo um gole de Coca-Cola. Estou sedenta. Olho além de Ally e parece que Lauren não vem me abraçar. Eu a localizo a vários metros de distância, com Max no colo, falando com Troy.

— Não vai cumprimentá-la? — pergunta Ally.

— Já o cumprimentei.

Ela sorri e chega mais perto ainda.

— Isso de chamá-la de senhora Jauregui foi provocante — murmura. — Mas fala

sério: não vai falar com ela?

— Não.

— Te garanto que fez um tremendo esforço pra vir. Você sabe por quê.

— Sei, sim, mas podia ter se poupado a viagem.

— Para com isso, Camila! — insiste Ally.

Falamos mais um pouco, mas, como diz meu pai, ela pode tirar o cavalinho da chuva. Não vou falar com Lauren. Ela não merece. Ela me disse que nossa história tinha acabado, e eu lhe devolvi o anel. Fim de papo.

A manhã segue, e eu vou superando as rodadas, tantas que chego à final. Lauren continua lá e a vejo falar com meu pai. Ambos estão concentrados na conversa, e agora meu pai sorri e dá um tapa de homem nas costas de Lauren. Do que será que estão falando?

Reparei como Lauren me procura continuamente com o olhar. Isto me excita, embora eu tenha ficado na minha. Tentou se aproximar de mim, mas cada vez que percebi sua intenção, escapei entre as pessoas, e não me encontrou.

— Tá com cara de que quer tomar uma Coca-Cola, não é mesmo?

Me viro e vejo Austin Mahone me oferecendo a latinha.

Enquanto esperamos que nos chamem para a última rodada, sentamos para tomar o

refrigerante. Lauren, não muito longe de mim, tira os óculos. Quer que eu saiba que está me olhando.

Quer que eu veja sua irritação. Mas até com os óculos eu já sabia como me olhava.

Por fim, fico de costas para ela. Mas mesmo assim sinto seu olhar. Isto me incomoda e, ao mesmo tempo, me excita.

Durante um tempinho, Austin e eu falamos, rimos e observamos outros colegas correrem a última rodada de classificação. Minha cabelo flutua ao vento, e Austin pega uma mecha e a põe atrás de minha orelha.

Minha nossa, isso deve ter tirado a senhora Jauregui dos eixos!

Não quero nem olhar.

Mas a depravada que mora em mim não resiste e, realmente, sua contrariedade virou uma fúria total.

Pior para ela!

Aí nos avisam que em cinco minutos começará a última corrida. A definitiva. Austin e eu nos levantamos, tocamos nossos punhos, e cada um se encaminha a sua moto e seu grupo.

Meu pai me entrega o capacete e os óculos e pergunta, bem pertinho:

— Está fazendo ciúme pra tua namorada com Austin Mahone?

— Papai... Eu não tenho namorada. — Ele ri, e antes que diga qualquer coisa, acrescento:

— Se você se refere a quem eu penso que se refere, já te disse que terminamos. Acabou!

O bonachão do meu pai suspira.

— Acho que Lauren não pensa assim. Não dá a coisa por terminada.

— Pra mim tanto faz, papai.

— Ah, você é igualzinha à teimosa da tua mãe. Igualzinha!

— Pois olha, isso me alegra — respondo, mal-humorada.

Meu pai concorda, suspira e solta, com expressão divertida:

— Ai, ai, ai, ai, moreninha! Nós gostamos das mulheres difíceis, e você, minha querida, sai

da frente. Esse teu gênio deixa qualquer um doido! — Ri. — Eu não deixei tua mãe escapar, e

Lauren não vai deixar você escapar. Vocês são lindas e interessantes demais.

Com raiva, ajusto o capacete e boto os óculos. Não quero falar. Acelero a moto e a levo até o grid de largada. Como nas rodadas anteriores, me concentro e, enquanto espero a saída, piso várias vezes no acelerador. A diferença é que agora estou irritada, muito irritada, e isto me

deixa mais louca ainda. Meu pai, que me conhece melhor que ninguém, me faz sinais com as

mãos para que eu deixe a poeira baixar e relaxe.

A corrida começa, e sei que tenho que fazer uma boa largada, se quero vencer.

Consigo e corro como quem viu um fantasma. Me arrisco mais e me divirto pelos ares,

adrenalina a toda, enquanto salto e vou cantando os pneus. Com o canto do olho, vejo que

Austin e mais um me ultrapassam pela direita. Acelero. Consigo deixar a outra moto para trás,

mas Austin Mahone é muito bom, e antes de chegar à zona das lombadas, acelera e salta os quebra-molas que me fazem perder tempo e quase cair. Mas não, não caio. Aperto os dentes, e

consigo manter o controle da moto e continuo acelerando. Não gosto de perder nem no dominó.

Exijo tudo da moto. Alcanço e ultrapasso Austin. Mas ele me passa de novo. Derrapamos, e um terceiro piloto se adianta a nós dois.

Atrás dele!

Acelero ao máximo, consigo alcançá-lo e deixá-lo para trás. Agora Austin salta, arrisca e me passa pela esquerda. Eu acelero. Ele acelera. Todos aceleramos.

Quando passo pela linha de chegada e o juiz baixa a bandeira quadriculada, levanto o

braço.

Segunda!

Austin, primeiro.

Damos uma volta pelo circuito e saudamos a plateia toda. Receber o aplauso e contemplar as caras felizes nos fazem sorrir. Quando paramos, Austin vem até mim e me abraça. Está contente, e eu estou também. Tiramos os capacetes, os óculos, e as pessoas aplaudem com mais força.

Sei que essa proximidade com Austin não está agradando a Lauren. Sei. Mas preciso dela, e inconscientemente quero provocá-la. Sou dona da minha vida. Sou dona dos meus atos, e nem ela nem ninguém conseguirá me fazer mudar de ideia.

Meu pai e todos os outros vêm para a pista nos felicitar. Minha irmã me abraça, meu

cunhado também, Shawn, minha sobrinha, Ally. Todos gritam "campeã" como se eu

houvesse ganhado um campeonato mundial. Lauren não se aproxima, se mantém num segundo plano.

Sei que espera que seja eu a me aproximar, que vá até ela, como sempre. Mas não.

Desta vez, não. Como diz nossa canção, "somos polos opostos", e, se ela é cabeça-dura, quero que entenda de uma vez por todas que eu sou mais ainda.

Quando, no pódio, nos dizem o quanto de dinheiro se arrecadou para os presentes das crianças, fico louca de alegria.

Que bolada!

Instintivamente sei que grande parte desse dinheiro foi Lauren quem doou. Sei. Ninguém

precisa me dizer.

Encantada, sorrio ao ouvir a quantia. Todos aplaudem, inclusive Lauren. Seu rosto está mais relaxado, e vejo orgulho em sua expressão, quando levanto minha taça. Isto me comove e agita meu coração. Em outro momento, teria piscado um olho para ela e teria dito "te amo" com o olhar. Mas agora não. Agora não.

Quando desço do pódio, faço mil fotos com Austin e com todo mundo. Meia hora depois, as pessoas se dispersam e nós, os pilotos, começamos a juntar nossas coisas. Austin, antes de ir embora, vem falar comigo e me lembra que estará em sua cidadezinha até o dia 6 de janeiro.

Prometo ligar para ele. Quando saio do vestuário com meu macacão na mão, me agarram pelo braço e me puxam. É Lauren.

Durante uns segundos, nos olhamos.

Oh, Deus! Oh, Deusssssssss! Seu rosto tão sério me deixa louca.

Suas pupilas se dilatam. Ela me diz com o olhar o quanto precisa de mim e, ao ver que não respondo, me puxa para ela. Quando me tem perto de sua boca, murmura:

— Tô morrendo de vontade de te beijar.

Não diz mais nada.

Me beija, e uns desconhecidos que estão por perto aplaudem, encantados com tanta

paixão. Durante uns segundos, deixo que Lauren invada minha boca. Uauuu! Curto loucamente.

Quando se separa de mim, Icegirl comenta com voz rouca, me olhando nos olhos:

— Isto é como nas corridas, querida: quem não arrisca não petisca.

Tem razão.

Mas deixando-a totalmente confusa, respondo, consciente do que digo:

— Realmente, senhora Jauregui. O problema é que a senhora já arriscou e me perdeu.

Seu olhar endurece de imediato.

Me afasto dela, dando-lhe um empurrão, e caminho para o carro de meu cunhado. Lauren não me segue. Intuo que ficou sem saber o que fazer, enquanto sei que me observa.

 

 

BOTAS FINAIS

Bichinhos da tia, eu to me sentindo tão inutil. Falem comigo. Qualquer coisa.

Peçam conselhos, briguem comigo, falem o nome do seu cachorro, procurem uma crush nos outros comentários, sla qqer coisa 



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