História Peça-me o que quiser II (CAMREN) - Capítulo 5


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Categorias Ariana Grande, Camila Cabello, Fifth Harmony, Justin Bieber
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren, Lauren G!p, Lauren Jauregui, Laureng!p, Laurengip
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Palavras 2.054
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Hentai, LGBT, Orange, Romance e Novela, Saga, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Capítulo 4 - Livro II


À tarde, quando chego a Cojimar, meu celular não para de tocar.

Estou quase o arrebentando contra a parede.

Lauren quer falar comigo.

Desligo o celular. Liga para o telefone de meu pai. Mas me recuso a atender.

No domingo, quando me levanto, minha irmã está plantada diante da tevê vendo a novela mexicana que adora, Reina del Sul. Cafonice pouca é bobagem!

Na cozinha, vejo um lindo buquê de rosas vermelhas de talos longos. Solto um palavrão.

Dá para imaginar quem o mandou.

— Fofinha, olha que beleza que te mandaram! — diz Sofia, atrás de mim.

Sem precisar perguntar quem mandou, agarro o buquê e jogo direto no lixo. Minha irmã

grita como uma possessa.

— O que é isso?!

— O que você tá vendo.

Rapidamente, tira as rosas do lixo.

— Pelo amor de Deus! É um sacrilégio botar fora. Deve ter custado uma fortuna.

— Não tô nem aí! Se fossem do mercadinho da esquina o efeito seria o mesmo.

Não quero olhar minha irmã botar de novo as rosas no vaso.

— Não vai ler o cartão? — insiste.

— Não, e nem você — respondo, e o arranco das mãos dela e jogo no lixo.

De repente, aparecem meu cunhado e meu pai, e nos olham. Minha irmã impede que eu

chegue perto das rosas de novo.

— Dá para acreditar numa coisa dessas? Quer atirar estas maravilhas no lixo.

— Acredito, sim — afirma meu pai.

José sorri e, aproximando-se da minha irmã, lhe dá um beijo no pescoço.

— Ainda bem que você está aqui pra resgatá-las, pombinha.

Não respondo.

Não olho para eles.

Deus me livre de ficar ouvindo isso de "pombinha" e "pombinho". Como podem ser tão

bobocas?

Esquento um café no micro-ondas, tomo e ouço que batem na porta. Que saco. Me

levanto, pronta para fugir se for Lauren. Meu pai, ao ver minha cara, vai abrir. Dois segundos

depois, brincalhão, entra sozinho e deixa algo sobre a mesa.

— Isto é pra você, moreninha.

Todos me olham, à espera de que abra a enorme caixa branca e dourada. Por fim, me

arrasto e a abro. Quando levanto a embalagem, minha sobrinha, que entra nesse momento na

cozinha, exclama:

— Um estádio de futebol de chocolate! Que legaaaallllll!

— Acho que alguém quer adoçar tua vida, querida — brinca meu pai.

Boquiaberta, olho o enorme campo de futebol. Não falta um detalhe. Até arquibancada e

público tem. E no marcador se lê "te amo" em inglês: I Love U.

Meu coração bate descontrolado.

Não estou acostumada a estas coisas e não sei o que dizer.

Lauren me desconcerta, me deixa louca! Mas, no final, resmungo, e minha irmã rapidamente

se coloca a meu lado.

— Não vai jogar fora, não é mesmo? — diz.

— Acho que sim — respondo.

Minha sobrinha se mete no meio e levanta um dedo.

— Tiiiiiaaaaa, não pode jogar fora!

— E por que não? — pergunto, chateada.

— Porque é um presente muito bonito da tia Lauren e nós temos que comer. — Sorrio ao ver

sua expressão malandrinha, mas meu sorriso se apaga quando ela acrescenta: — Além do

mais, tem que perdoá-la. Ela merece. É muito boazinha e merece.

— Merece?

Jade faz um gesto afirmativo com a cabeça.

— Quando eu briguei com Alicia por causa do filme e ela me chamou de boba, fiquei

muito chateada, não foi? — me lembra minha sobrinha, e eu concordo. — Ela me pediu

desculpa, e você disse que devia pensar se minha mágoa era tão importante assim pra fazer

perder minha melhor amiga. Pois agora, tia, eu digo a mesma coisa. Você tá tão chateada

assim, que não pode perdoar a tia Lauren?

Continuo olhando boquiaberta o projeto de gente que me disse isso, quando meu pai

intervém:

— Moreninha, somos escravos de nossas palavras.

— Com certeza, papai, e Lauren também é — digo ao lembrar as coisas que ela me disse.

Minha sobrinha me olha, à espera de uma resposta. Pestaneja como uma ursinha. É uma

criança, não devo esquecer. Por isso, com a pouca paciência que ainda me resta, murmuro:

— Jade, se você quer, pode comer todo o campo de futebol. Te dou de presente, tá bem?

— Eba! — aplaude a menina.

Todos sorriem, e seus sorrisos me tiram do sério. Por que ninguém entende minha mágoa?

Sabem que Lauren e eu rompemos, embora ninguém, fora minha irmã, saiba que é por causa

de uma mulher, e nem mesmo a ela contei toda a verdade. Se Sofia ou qualquer outro

conhecesse todos os motivos de nossa discussão, não acreditaria na loucura toda!

Percebendo que minha angústia vai aumentando, aumentando e aumentando, vou ver

minha amiga Rocío. Tenho certeza de que ela não falará de Lauren. E não me engano.

Volto para o almoço. O telefone não para de tocar e deixo desligado.

Já chega, por faaaaavvvooorrr!

Às dez vou para o pub. Tenho de trabalhar. Mas quando estou na porta, falando com uns

amigos, vejo passar um BMW escuro e reconheço Lauren ao volante. Me escondo. Não me viu e,

pela direção que tomou, suponho que se dirige à casa do meu pai.

Que inferno. Por que é tão insistente?

Quando o desespero começa a me dar uma grande coceira, alguém me toca as costas e, ao

me virar, topo com Austin Mahone. Que cara mais lindo! Encantada, sorrio e tento me

concentrar nele. Entramos no pub. Me convida para uma bebida, eu o convido para mais

uma. É amável, um doce, e por seu olhar e as coisas que diz, sei o que quer: sexo! Mas não.

Hoje não estou num bom dia e decido ignorar as mensagens que me manda enquanto

começo a servir as bebidas no balcão.

Vinte minutos depois, vejo Lauren entrar, e meu coração dispara.

Tum-tum... Tum-tum...

Está sozinha. Olha ao redor e rapidamente me localiza. Caminha decidida até onde estou e

diz:

— Camz, saia daí agora mesmo e venha comigo.

Austin olha para ela, depois olha para mim.

— Conhece essa gringa? — pergunta.

Vou responder, quando Lauren se adianta.

— Essa "gringa" é a namorada dela. Quer saber mais alguma coisa?

Sua namorada? Mas que prepotência!

Surpreso, Austin me olha. Pestanejo e enquanto termino de preparar uma cuba-libre para o

ruivo da direita, respondo:

— Não sou tua namorada.

— Ah, não? — insiste Lauren.

— Não.

Entrego a conta para o ruivo, e trocamos um sorriso. Depois que ele me paga, olho pra

Lauren, que aguarda desesperada.

— Não sou nada tua — esclareço. — Acabou tudo e...

Mas Lauren, cravando seus espetaculares olhos verdes em mim, não me deixa terminar.

— Camz, querida, quer parar de dizer bobagem e sair desse balcão?

Resmungo, chateada com suas palavras.

— Você é quem tem de parar de dizer bobagens, meu filho. E repito: não sou sua mulher e também não sou sua namorada. Não sou absolutamente nada sua e quero que me deixe

viver em paz.

— Camz...

— Quero que me esqueça e me deixe trabalhar — prossigo, irritada. — Quero distância de

você. Arrume outra e vá encher o saco dela, entendido?

Minha cara é séria, mas a de Lauren é tenebrosa.

Me olha... Me olha... Me olha...

Tem o rosto tenso, e sei que está contendo seus impulsos mais primitivos, esses que me

deixam louca. Santo Deus, sou uma masoquista! Austin nos olha, mas antes que possa dizer

alguma coisa, Lauren murmura:

— Tudo bem, Camz. Farei o que me pede.

E se vira e vai para a ponta do balcão. Irritada, eu a sigo com o olhar.

— Quem é essa garota? — pergunta Austin.

Não respondo. Só posso prestar atenção em Lauren e ver como meu colega no balcão lhe serve

um uísque. Austin insiste.

— Se não é muita indiscrição, quem é?

— Alguém do meu passado — respondo como posso.

Irritada até não poder mais, tento me esquecer de que Lauren está aqui. Continuo preparando bebidas e sorrindo para os clientes. Durante um bom tempo, não a olho. Quero não reparar na sua presença e me divertir.

Austin é um doce e tenta me fazer rir o tempo todo. Mas meu sorriso se congela e meu sangue para, quando, ao ir pegar uma garrafa na prateleira, vejo Lauren falando com uma garota muito bonita. Não me olha. Está toda concentrada nela, e isso me

deixa muito puta.

Nossa mãe, que ciumenta estoooouuuu!

Pego a garrafa e me viro. Não quero continuar olhando o que ela está fazendo, mas minha maldita curiosidade me obriga a olhar de novo. Os sinais que a garota dá são os típicos de quando um homem nos interessa.

Mexe no cabelo, na orelha, e o sorrisinho de "vem quente que eu estou fervendo".

De repente a loira passa um dedo no rosto dela. Por que a toca? Ela sorri.

Lauren não se mexe, e sou testemunha de como ela chega cada vez mais e mais perto, até ficar totalmente entre suas pernas. Lauren a olha. Seu olhar ardente me excita. Passa um dedo pelo pescoço dela, e isso me revolta.

O que esse maluco está fazendo?

Ela sorri, e a garota baixa o olhar.

Ah, eu mato!

Esse olhar, acompanhado do seu sorriso malicioso — sei o que significa. Sexo!

Meu coração bate descompassado.

Lauren está fazendo o que pedi. Arrumou outra, se diverte, e eu, como uma imbecil, estou sofrendo pelo que eu mesma pedi. Que coisa idiota fui fazer!

Quinze minutos depois, observo que ela se levanta e, sem me olhar, sai do pub de mãos dadas com a garota.

Eu maaaatoooooooo!

Meu coração bombeia enlouquecido e, se continuo respirando assim, acho que vou ter um troço. Saio do balcão, vou para o banheiro e refresco a nuca com água. O pescoço arde. Merda de alergia! Lauren acaba de demonstrar que não está de brincadeira, que seu negócio é pra valer.

Preciso de ar ou sumir daqui. Tenho de desaparecer do pub ou sou capaz de organizar uma

verdadeira matança.

Quando saio do banheiro, despacho Austin como posso e combino de vê-lo amanhã à

noite. Ao entrar no meu carro, grito de frustração. Por que sou uma completa imbecil? Por

que digo a Lauren que faça coisas que vão me fazer sofrer? Por que não posso ser tão fria como

ela? Sou latina, temperamental; enquanto Lauren é uma americana impassível. Ligo o carro, e o

rádio começa a tocar. A voz de Álex Ubago toma meu carro, e fecho os olhos. A canção Sin

miedo a nada me deixa arrepiada.

Idiota, idiota, idiota... Sou uma IDIOTA completa!

Ligo o celular enquanto começo inconscientemente a cantarolar:

Me muero por explicarte lo que pasa por mi mente,

Me muero por entregarte y seguir siendo capaz de sorprenderte,

Sentir cada día ese flechazo al verte.

Qué más dará lo que digan, qué más dará lo que piensen.

Si estoy loca es cosa mía...

Procuro o número de Lauren e, quando estou a ponto de ligar, paro. O que estou fazendo?

Quero quebrar a cara?

Abobalhada, fecho o celular.

Não vou ligar. Nem morta!

Mas a raiva que sinto me faz tirar a chave da ignição, sair do carro e, depois de bater a porta

do meu Leãozinho com uma pancada e tanto, entro de novo no pub. Estou solteira, sem

compromisso e sou dona de minha vida. Procuro Austin. Localizo-o e o beijo. Ele

rapidamente corresponde.

Esses caras são tão fáceis!

Durante vários minutos permito que sua língua brinque com a minha, e quando estou a

ponto de insinuar a ela que devemos ir para outro lugar, a porta do pub se abre e vejo que

entra a garota loira que saíra com Lauren.

Surpresa, sigo-a com o olhar. Ela vai até o balcão, pede uma bebida a meu colega e depois

volta a seu grupo de amigas. Neste instante, toca meu celular. Uma mensagem de Lauren.

"Sair com qualquer um é tão fácil como respirar. Não faça nada de que possa se

arrepender."

Sem saber por quê, caio na risada. Lauren, sua safada! Ela e seus jogos engraçadinhos. Austin me olha.

Digo que tenho que continuar trabalhando e volto a meu posto.

Às seis e meia da manhã, entro na casa de papai. Estão todos dormindo. Vou até a lata de lixo e, depois de procurar um pouco, encontro o cartão das rosas que Lauren me enviou. Abro e leio: "Querida, sou uma babaca. Mas uma babaca que te ama e que deseja ser perdoada. Lauren."

[BOTAS FINAIS]

Bichinhos, coisinhos, vocês ainda existem?

Será que dá pra rolar aqueles desafios de maratonas das antigas com 10., 12 capítulos em um único dia? 

 



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