História Peça-me o que quiser II (CAMREN) - Capítulo 6


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Categorias Ariana Grande, Camila Cabello, Fifth Harmony, Justin Bieber
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren, Lauren G!p, Lauren Jauregui, Laureng!p, Laurengip
Visualizações 227
Palavras 3.053
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Hentai, LGBT, Orange, Romance e Novela, Saga, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Capítulo 5 - Livro II


Quando me levanto pela manhã, é tardíssimo. Passei uma noitezinha que não desejo nem a meu pior inimigo. Bom, sim... A Lauren, sim!

Minha irmã e meu pai já estão envolvidos com a ceia de Natal, enquanto meu cunhado

joga PlayStation com minha sobrinha. Depois de tomar café, me sento perto de meu cunhado e, após dez minutos, jogo Mario Bros com ele e Jade. Meu celular toca. Lauren. Desligo sem remorsos.

Às sete da noite, quando vou entrar no chuveiro, me olho no espelho. Minha aparência é boa, mesmo que por dentro eu esteja arrebentada. Ligo o celular e, depois de ver doze chamadas não atendidas de Lauren, encontro uma mensagem de Austin: "Passarei pra te pegar à meia-noite. Fique bonita."

O "fique bonita" me faz sorrir. Mas meu sorriso é triste. Desanimado.

Com desespero, me apoio na pia. O que está acontecendo comigo?

Por que não posso tirá-la da cabeça?

Por que digo uma coisa quando quero fazer outra?

Por quê? Por quê?

A resposta é evidente. Eu a amo. Estou apaixonada por Lauren até a medula e, como diz meu pai, se não obedeço a meu coração, vou me arrepender. 
Mas não, Lauren pode tirar o cavalinho da chuva. Estou cheia das maluquices dela e vou recuperar minha vida.

Frustrada, decido tomar uma chuveirada, mas antes vou a meu quarto procurar uma coisa.

No banheiro, puxo a correntinha da porta, ponho meu CD de Aerosmith e toca Crazy.

Aumento o volume e abro a torneira. Fecho os olhos e começo a me movimentar sensualmente ao compasso da música. Por fim, me sento na borda da banheira com o vibrador.

Quero fantasiar.

Preciso.

Desejo.

Mantenho os olhos fechados enquanto a música toma todo o banheiro.

I go crazy, crazy, baby, I go crazy

You turn it on, then you're gone

Yeah you drive me crazy, crazy, crazy for you, baby

What can I do, honey?

I feel like the color blue...

Abro as pernas e me entrego à imaginação. Lauren está atrás de mim e sussurra em minha orelha que abra minhas pernas para outras.

Volúpia.

Minhas coxas se separam, e me abro com os dedos. Ofereço o que Lauren, minha dona excitante e tentador, me pede.

Calor.

Em seguida me toco e estou molhada. Ligo o vibrador e o levo ao clitóris. O resultado é fantástico, excitante, fabuloso. Uma explosão de prazer toma conta de meu corpo, e, quando vou fechar as pernas, a voz de Lauren me pede que não o faça. Obedeço, ofegante.

Paixão.

Deito na banheira vazia e levanto uma perna para cada lado. Com os olhos fechados, me exponho a quem quiser me olhar. Recostada, boto de novo o vibrador onde arde meu desejo, enquanto a voz de Lauren me sussurra que brinque e me divirta.

Atrevimento.

Minha corpo ardente se move excitado e mordo os lábios para não gritar. Lauren está presente. Lauren me pede. Lauren me incentiva a gozar. Minha mente voa e fantasia. Quero reviver esses momentos, quero senti-los de novo. Adoro essa sacanagem toda. Me atrai tanto como a própria Lauren. Arquejo. A música soa alta, posso me permitir murmurar seu nome justo no momento em que levanto o tronco na banheira e um maravilhoso orgasmo me estremece de prazer.

Quando me recupero, abro os olhos.

Estou sozinha. Lauren está apenas em minha mente.

I go crazy, crazy, baby, I go crazy

You turn it on, then you're gone

Yeah you drive me crazy, crazy, crazy for you, baby

What can I do, honey?

I feel like the color blue...

Depois da ducha, um pouco mais relaxada, volto a meu quarto. Guardo o vibrador e ligo o celular. Dezesseis chamadas não atendidas de Lauren. Isto me faz sorrir e imaginar como deve estar fula comigo.

Aguenta, americana! Sou masoquista de pai e mãe.

Quero ficar bonita para a ceia de Natal e decido botar um vestido preto dos mais insinuantes. Explosivo. Com certeza Lauren passará logo mais pelo pub e desejo que morra de raiva por não me ter.

Quando saio do meu quarto, minha irmã me vê, para e exclama:

— Fofinha, que vestido mais lindo!

— Gostou?

Sofia acena que sim.

— É sensacional, mas, pro meu gosto, mostra demais, não acha?

Me olho no espelho do corredor. O decote do vestido está preso por um anel prateado e a abertura chega até o estômago. É sexy, eu sei. Neste exato momento, aparece meu pai:

— Minha nossa, moreninha, você tá linda!

— Obrigada, papai.

— Mas vem cá, minha filha, não acha que exagerou no decote?

Quando viro os olhos, minha irmã volta ao ataque.

— Era isso mesmo que eu estava falando, papai. Está muito bonita, mas...

— Você vai trabalhar no pub com esse vestido? — pergunta meu pai.

— Sim. Por quê?

Meu pai coça a cabeça.

— Eu, hein, moreninha?! Não acho que a Lauren vá gostar.

— Paaapaaaaiiii! — resmungo, irritada.

Aí chega meu cunhado, que também fica de olho em mim.

— Uau, cunhada! Está um arraso!

Sorrio. Me viro para meu pai e minha irmã:

— Isso... justamente isso é o que eu quero ouvir.

Às nove e meia nos sentamos à mesa e saboreamos a deliciosa comida que meu pai, com todo o seu amor, comprou e cozinhou para nós. Impossível parar de comer os lagostins, e o cordeirinho está de se chupar os dedos.

Ceamos entre risos por causa das coisas que diz minha sobrinha. Quando acabamos, decido retocar minha maquiagem. Tenho que ir trabalhar.

Combinei de encontrar Austin e pretendo me esquecer de tudo e me divertir à beça. Mas quando volto à sala de jantar, fico estatelada ao ver minha família de pé falando com... sim, com Lauren!

Ela percorre com seu olhar meu rosto e depois meu corpo.

— Oi, querida! — me cumprimenta, mas, ao se dar conta de como a olho, corrige: — Baom, talvez "querida" esteja sobrando.

Fico travada por um instante e, quando vou responder, minha irmã se mete:

— Olha só quem veio, fofa. Que surpresa, hein?

Não respondo. Aperto os olhos e, ignorando o sorriso de meu pai, entro direto na cozinha. Vou ter uma coisa. O que Lauren faz aqui? Preciso de água. Segundos depois, entra meu pai.

— Minha querida, essa garota é um bom tipo e está louca por você. Além disso...

— Papai, por favor, não comece com isso. Acabou tudo entre nós.

— Essa mulher te ama, não vê?

— Não, papai, não vejo. O que ela faz aqui?

— Eu a convidei.

— Papaaaaaiiiiiii!

Meu pai, sem tirar os olhos de mim, insiste:

— Vamos, moreninha, deixe a teimosia pra outra hora e fale com ela. Tento te compreender, mas não entendo que não fale com Lauren.

— Não tenho nada que falar com ela. Nada.

— Querida — insiste —, vocês discutiram. Os casais discutem.

Ouvimos a campainha da porta. Olho o relógio. Sei quem é e fecho os olhos. De repente, entra minha irmã seguida por Jade e, com cara aflita, cochicha:

— Pelo amor de Deus, Camila, ficou louca? Austin Mahone acaba de chegar pra te pegar e está na sala com Lauren. Santo Deus, o que fazemos?

— Mahone, o piloto, está aqui? — pergunta meu pai.

— Sim — responde minha irmã.

— Ai, ai, ai, ai — solta ela.

Rio de nervoso. E minha sobrinha quer saber:

— Tem dois namorados, titia?

— Nãããããooooo! — respondo, de olho na menina.

— Então por que vieram dois namorados te buscar?

— Tua tia é do outro mundo! — protesta minha irmã.

Olho Sofia com vontade de matá-la, e ela procura calar a menina. Meu pai coça a cabeça

com uma expressão preocupada.

— Você convidou Austin?

— Sim, papai. Tenho meus próprios planos. Mas... diabos, vocês são um bando de encrenqueiros. Santo Deus!

O pobre concorda como pode. Que situação! Isto não cheira bem e, sem dizer nada, meu pai pega minha sobrinha pela mão e volta para a sala. Minha irmã está histérica.

— O que fazemos?! — pergunta de novo, me olhando atentamente.

Tomo outro gole de água e, disposta a fazer o que penso, respondo:

— Você, não sei. Eu vou sair com Austin.

— Ai, minha nossa! Que angústia!

— Angústia? A troco de quê?

Minha irmã não para quieta, toda nervosa. Eu estou mais, mas dissimulo. Não contava com a presença de Lauren. Então Sofia se aproxima:

— Lauren é tua namorada e...

— Não é minha namorada. Quantas vezes tenho que dizer?

Agora minha irmã arregala os olhos, e ouço atrás de mim:

— Camz, você não vai sair com esse sujeito. Não vou permitir.

Lauren!

Me viro.

Olho para ela.

Santo Deeeuuuusss, está um arraso de linda!

Mas, espera aí, quando não está? E, consciente de sua irritação e da minha, pergunto com minha petulância no máximo:

— E quem vai me impedir, você?

Não responde.

Continua não respondendo.

Apenas me olha com aqueles olhos verdes gelados.

— Se, pra impedir, tenho que te carregar nas costas pra te levar comigo, é o que farei — murmura por fim.

O comentário não me surpreende e não me deixo intimidar.

— Sim, claro... no dia de são nunca. Você é descarada, hein? Se atreva e...

— Camz, não me provoque — corta, com secura.

Sorrio diante da advertência dela, e sei que meu sorriso a perturba mais ainda.

— Olha, pequena, minha paciência nesses dias está mais que esgotada. E...

— Tua paciência?! — grito, descontrolada. — Esgotada tá é a minha! Me liga. Me persegue. Me assedia. Aparece no meu trabalho. Minha família insiste em que você é minha namorada, mas não! Não é. E ainda assim vem me dizer que tua paciência está esgotada.

— Te amo, Camz.

— Pior pra você — respondo, sem saber muito bem o que digo.

— Não posso viver sem você — murmura com voz rouca e carregada de tensão.

Um "ohhhhhh!" abafado escapa dos lábios de minha irmã. A expressão dela diz tudo. Está totalmente abduzida pelas palavras romanticonas de Lauren. Irritada e sem vontade de ouvir o que tenha a me dizer, me aproximo dela, me empino toda e digo, o mais perto possível de sua cara:

— Está tudo acabado entre nós. Que parte desta frase você é incapaz de processar?

Minha irmã, ao me ver neste estado, despenca de sua nuvenzinha cor-de-rosa, me pega por um braço e me afasta de Lauren.

— Por Deus, Camila, calma! A cozinha está cheia de objetos pontiagudos, e neste momento você é uma arma de destruição em massa.

Lauren dá um passo adiante, afasta minha irmã e afirma, me olhando:

— Você vai vir comigo.

— Contigo? — digo, e sorrio com malícia.

Minha Icegirl particular confirma com essa segurança arrasadora que me desconcerta:

— Comigo.

Irritada com a confiança que ela destila por cada poro, levanto uma sobrancelha.

— Nem em sonhos.

Lauren sorri. Mas seu sorriso é frio e desafiante.

— Não posso sonhar?

Encolho os ombros, olho desafiante para ela e adoto a atitude mais atrevida de que sou

capaz:

— Pois não.

— Camz...

— Oh, por favorrrrrrrrrrrrrrr! — protesto, louca para pegar a frigideira que está perto da

minha mão e sentá-la na cabeça dele.

— Camila — cochicha minha irmã —, afaste a mão da frigideira agora mesmo.

— Cala a boca, Sofia! — grito. — Não sei quem é o mais chato, se você ou ela.

Minha irmã, ofendida, sai da cozinha e fecha a porta. Mostro intenção de ir atrás dela, mas

Lauren corta meu caminho. Estou ofegante. Seguro a vontade de matá-lo e sussurro:

— Já te disse muito claramente que, se você fosse embora, devia assumir as consequências.

— Eu sei.

— Então?

Me olha... me olha... me olha e, finalmente, diz:

— Agi mal. Como você diz, sou uma cabeça-dura. Preciso que me perdoe.

— Está perdoado, mas nossa história acabou.

— Pequena...

Sem me dar tempo de reagir, me pega entre seus braços e me beija. Me sinto dominada.

Toma minha boca com verdadeira adoração e me aperta contra ela de forma possessiva. Minha

coração vai a mil. Mas, quando Lauren separa sua boca da minha, eu digo:

— Cansei das tuas imposições.

Me beija de novo e me deixa quase sem fôlego.

— De teus showzinhos e tuas zangas, e...

Toma minha boca de novo. Quando se separa de mim, murmuro sem ar:

— Não faça isso de novo, por favor.

Lauren me olha e desvia o olhar em seguida, girando a cabeça.

— Se vai me dar com a frigideira, dê logo, porque não planejo soltar você. Planejo

continuar te beijando, até que me dê uma nova oportunidade.

De repente, consciente de que estou com o cabo da frigideira na mão, eu o solto. Eu me

conheço, sou uma arma de destruição em massa, como diz minha irmã. Lauren sorri, e digo com

toda a convicção de que sou capaz:

— Lauren, nossa história acabou.

— Não, querida.

— Sim, acabou! — repito. — Desapareci de sua empresa e de sua vida. Que mais você

quer?

— Quero você.

Ainda entre seus braços, fecho os olhos. Minhas forças começam a desfalecer, percebo.

Minha corpo começa a me trair.

— Te amo — prossegue ela perto de minha boca. — E te amar assim às vezes me faz ser

irracional diante de certas coisas. Sim, tive dúvidas. Tive dúvidas ao ver aquelas fotos suas com

Ariana. Mas essas dúvidas se dissiparam quando você falou como falou, no escritório, e me fez

ver o quanto sou ridículo e idiota. Você não é Ariana. Você não é uma mentirosa, uma filha da

mãe sem-vergonha como ela. Você é uma mulher maravilhosa, sensacional, que não merece o

tratamento que se dei. Nunca me perdoarei por ter partido seu coração.

— Lauren, não...

— Querida, não duvide um segundo de que você é o mais importante em minha vida e

que estou louca por você. — Eu a olho, ela pergunta: — Você não me ama mais? — Não

respondo. — Se me diz que não, prometo te soltar, ir embora e nunca mais te incomodar de

novo. Mas se me ama, me desculpe por ser tão cabeça-dura. Como você disse, sou americana! E

estou disposto a continuar insistindo que você volte comigo, porque já não sei viver sem você.

Meu coração vai estourar. Que coisas mais bonitas Lauren está me dizendo! Mas... não. Não

devo ouvi-lo. Então murmuro com um fio de voz:

— Não me faça isto, Lauren.

Sem me soltar, suplica, colando sua testa na minha.

— Por favor, meu amor, por favor. Me escute, por favor, por favor. Uma vez você me

cobrou que eu me abrisse com você, mas eu não sei fazer isso. Eu não tenho nem sua magia,

nem sua graça, nem sua doçura para demonstrar os sentimentos. Sou apenas um americana sem

sal que se põe diante de você e te pede... te suplica uma nova oportunidade.

— Lauren...

— Ouça — me interrompe rapidamente —, já falei com os donos do pub onde você

trabalha e já ajeitei tudo. Não precisa ir trabalhar. Eu...

— O que foi que fez?

— Pequena...

Furiosa. Fico furiosa de novo.

— Espera aí. Quem você pensa que é pra... pra...? Ficou louca?

— Querida. O ciúme está me matando e...

— Não é o ciúme que vai te matar, sou eu — insisto. — Acabou de ferrar o único trabalho

que eu tinha. Mas quem você pensa que é pra fazer isso? Quem?

Espero que minhas palavras o irritem, mas não.

— Sei que isso parece abusivo de minha parte, mas quero... preciso ficar com você —

teima minha Icegirl. Vou resmungar qualquer coisa, quando acrescenta: — Não posso permitir

que continue distribuindo seus maravilhosos sorrisos e seu tempo a outro que não seja eu. Te

amo, pequena. Te amo demais pra te esquecer e farei tudo o que for preciso pra que você me ame de novo, pra que você precise de mim tanto quanto eu preciso de você.

Minhas olhos se enchem de lágrimas. Estou enfraquecendo. Agora complicou para o meu lado! A mulher que amo está me dizendo as coisas mais maravilhosas da minha vida. Mas me agarro a minha decisão.

— Me solte.

— Então é verdade? Já não me ama? — pergunta com voz tensa e carregada de emoção.

Minha cabeça vai explodir.

— Eu não disse isso. Tenho que falar com Austin.

Continua sem me soltar.

— Por quê?

Apesar de aturdida, cravo um olhar duro nela.

— Porque está me esperando, porque veio me buscar, porque merece uma explicação.

Lauren concorda. Noto o desconforto em seu rosto, mas me solta. Finalmente, saio da cozinha atrás de Lauren.

Na sala, ao me ver, Austin assobia.

— Está espetacular, Camila.

— Obrigada — respondo, sem muita vontade de sorrir.

Sem querer pensar em mais nada, agarro Austin pelo braço, diante do espanto de meu pai e da minha irmã, e o levo ao jardim para falarmos a sós.

Reconheceu Lauren como a garota de ontem à noite no pub. Entende o que explico, concorda e, depois de me dar um beijo no rosto, vai embora. Eu volto para casa. Todos me olham. Meu pai sorri, e Lauren estende a mão para mim para que a pegue.

— Você vem comigo?

Não respondo.

Apenas olho para ela, olho e olho.

— Tia, você tem de perdoar a Lauren — diz minha sobrinha. — Ela é muito bom. Olha, me trouxe uma caixa de bombons do Bob Esponja.

Então vejo que Lauren pisca um olho para minha sobrinha.

Ela a está subornando?

Ela lhe dá um sorriso cúmplice e meloso. Essas duas!

Olho meu pai, que, emocionado, aprova. Olho minha irmã, que, com um de seus sorrisinhos bobos, também aprova com a cabeça. Minha cunhado pisca pra mim. Fecho os olhos, e meu coração diz que sim. É o que desejo. É o que preciso.

— Por enquanto, você e eu vamos conversar — digo, olhando para Lauren.

— O que você quiser, querida.

Minha sobrinha pula, feliz.

— Me dê um segundo.

Entro no meu quarto, e minha irmã vem atrás. Vendo o quanto estou perturbada, me abraça.

— Deixe o orgulho de lado, sua teimosa, e aproveite o homem que veio buscar você. Vocês discutem? Claro, querida. Discuto com José dia sim, dia também, mas as reconciliações são a melhor parte. Não negue seus sentimentos e se deixe amar.

Chateada comigo mesma por ficar mudando tanto de ideia, me sento na cama.

— É que ela me tira do sério, Sofia.

— E daí?! José também me tira do sério. Mas nos amamos e é o que importa, fofinha.

Por fim sorrio e, com a ajuda dela, começo a meter minhas coisas na mochila.

O que sinto por Lauren é tão forte que, definitivamente, não posso ir contra. Eu a amo,

preciso dela, a adoro. Ao voltar à sala com minha bagagem, Lauren sorri, me abraça e consegue me deixar arrepiada, quando proclama diante do meu pai e de toda a minha família:

— Vou te conquistar todos os dias.



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