História Peça-me o que quiser II (CAMREN) - Capítulo 7


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Categorias Ariana Grande, Camila Cabello, Fifth Harmony, Justin Bieber
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren, Lauren G!p, Lauren Jauregui, Laureng!p, Laurengip
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Palavras 2.414
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Hentai, LGBT, Orange, Romance e Novela, Saga, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Capítulo 6 - Livro II



Beijos da tia
Se Cobre pq tá frio

Depois de me despedir de minha família, entro no carro de Lauren.

Fraquejei.

Fraquejei e estou de novo com ela.

Minha cabeça não para, enquanto tento entender o que estou fazendo. De repente, presto atenção à estrada. Pensava que íamos à casa de Ally e Troy, em Playa Maguana, e me surpreendo ao ver que nos dirigimos para o maravilhoso chalé que Lauren alugou no verão.

Depois que o portão metálico se fecha atrás de nós, observo a linda casa ao fundo e

murmuro:

— O que fazemos aqui?

Lauren me olha.

— Precisamos ficar sozinhas.

Concordo.

Não quero nada mais que isso.

Quando desembarcamos, Lauren pega minha bagagem com uma das mãos e me dá a outra.

Me agarra com força, possessiva, e entramos na casa. Tenho uma tremenda surpresa ao ver como o ambiente mudou. Móveis modernos. Paredes lisas e coloridas. Uma televisão de plasma enorme. Uma lareira por estrear. Tudo, absolutamente tudo, é novo.

Surpresa, olho Lauren. Vejo que liga o som e, antes que possa dizer qualquer coisa, me explica:

— Comprei a casa.

Incrível. Mas como é possível que eu não tenha sabido disso?

— Você comprou esta casa?

— Sim. Pra você.

— Pra mim?

— Sim, querida. Era minha surpresa de Natal.

Espantada, olho ao redor.

— Venha — diz Lauren depois de largar minha bagagem. — Precisamos falar.

A música envolve a sala, e sem poder deixar de admirar como está bonita e elegante, me sento na confortável poltrona diante da lareira crepitante.

— Está muito bonita com esse vestido — Lauren afirma, sentando-se a meu lado.

— Obrigada. Acredite ou não, comprei por sua causa.

Depois de um gesto de concordância, passeia seu olhar por meu corpo, e minha Icegirl não

pode evitar confessar:

— Mas era a outros a quem você pensava oferecer esse espetáculo.

Lá vamos nós.

Já recomeçamos.

Já está me cutucando!

Conto até 45; não, até 46. Respiro fundo e finalmente respondo:

— Como te disse uma vez, não sou santa. E quando não tenho namorado, mostro e dou

tudo que quero, a quem eu quero e quando eu quero. — Lauren arqueia uma sobrancelha, mas

eu prossigo: — Sou minha única dona, e isso você tem que entender bem entendido de uma

vez por todas.

— Certo: quando não tem namorado, o que não é o caso — insiste, sem afastar os olhos de

mim.

De repente, me dou conta de que toca uma canção de que gosto muito. Minha nossa,

como me lembrei de Lauren esses dias enquanto a escutava. Nos olhamos de novo como rivais,ao som da voz de Halestorm:

I bet you wish you had me back
Another chance to gain it just like that
The best you ever had
And do you close your eyes with her
And pretend I'm doing you again
Like only I can
I bet you wish you had me back

(Aposto que você queria me ter de volta)

(Outra chance para ter exatamente assim)

(A melhor que você já teve)

(E você fecha seus olhos com ela)

(E finge que sou eu com você de novo)

(Do jeito que só eu consigo?)

(Aposto que você queria me ter de volta)

Estas frases dizem tanto de minha relação com Lauren que momentaneamente me nublam o pensamento. Mas por fim Lauren dá o braço a torcer e muda de assunto.

— Minha mãe e minha irmã te mandam lembranças. Esperam te ver na festa que

organizam nos Estados Unidos no dia 5, lembra?

— Lembro, mas não conte comigo. Não vou.

Continuo de cara fechada e minha petulância lá em cima. Apesar da felicidade arrebatadora

por estar junto da mulher que adoro, o orgulho e a raiva continuam fortes em mim. Lauren sabe

disso.

— Camz... Sinto muito por tudo que aconteceu. Você tinha razão. Devia ter acreditado no

que me dizia sem ter questionado mais nada. Mas às vezes sou uma cabeça-dura e...

— O que te fez mudar de ideia?

— A paixão com que defendeu sua verdade foi o que me fez compreender o quanto eu

estava enganada. Antes de você ter ido embora, querida, já tinha me dado conta da minha

grande besteira.

Veja só como os homens merecem mesmo uma porrada.

— Então me prove...

Mal falei, Lauren me olha, e eu censuro a mim mesma. "Então me prove?" Mas o que estou dizendo? Santo Deus, a canção me atrapalha o raciocínio. Vamos, termina de uma vez. E sem deixá-la responder, resmungo:

— E pra isso tive que largar meu trabalho e devolver o anel?

— Você não foi despedida e...

— Lauren, Lauren, não penso em voltar nunca mais pra desgraçada da sua empresa.

— Por quê?

— Porque não. Ah, claro, fiquei alegre ao saber que botou minha ex-chefe no olho da rua.

E, antes que insista, minha resposta é não. Não penso em voltar a trabalhar lá, entendeu?

Lauren concorda, mas durante um instante fica pensativo. Por fim, decide admitir:

— Não vou permitir que continue trabalhando como garçonete nem aqui, nem em lugar

nenhum. Odeio ver como os homens te olham. Gosto de ter meu território marcado e...

Confusa com este ataque de ciúme, que me deixa a mil, disparo:

— Olha, senhora Jauregui, hoje em dia há uma crise econômica em Cuba e, como você sabe, eu tenho que trabalhar, não posso ficar escolhendo muito. Mas, de qualquer forma, agora não quero falar disto, está bem?

Lauren se mostra resignado.

— Quanto ao anel...

— Não quero o anel.

Uau, que chata estou sendo! Surpreendo a mim mesma até.

— É teu, querida — responde Lauren com tato e voz suave.

— Não quero.

Tenta me beijar, mas recuo. E, antes que diga qualquer coisa, gaguejo:

— Não me encha com anéis, nem compromissos, nem mudanças, nem nada. Estamos

falando da gente e de nossa relação. Aconteceu uma coisa que bagunçou minha vida e por ora

não quero anel nem o título de namorada. Tudo bem?

Concorda de novo. Sua docilidade me maravilha. Realmente me ama tanto? A canção

termina e começa Nirvana. Ótimo! Acabou o romantismo.

Ficamos num silêncio tenso, mas Lauren não tira os olhos de cima de mim nem por um

segundo. Por fim vejo que se curvam os cantos de seus lábios e ela diz:

— Você é uma garota muito corajosa e ao mesmo tempo muito linda.

Sem querer sorrir, levanto uma sobrancelha:

— Fase puxa-saco?

Lauren sorri.

— O que você fez naquele dia no escritório me deixou sem fala.

— O quê? Esfregar a verdade na cara da idiota da minha ex-chefe? Largar meu trabalho?

— Tudo isso e ouvir como me mandou à merda diante do chefe de RH. Não faça isso de novo, claro, ou vou perder o respeito em minha empresa, entende?

Desta vez sou eu que concordo e sorrio. Tem razão. Isso foi mal.

Silêncio.

Lauren me observa à espera de que o beije. Sei que pede meu contato — sei pela forma como

me olha —, mas não estou disposta a deixar barato.

— É verdade que me ama tanto?

— Mais — sussurra, aproximando o nariz do meu pescoço.

Meu coração dispara. O cheiro de Lauren, sua proximidade, sua confiança, começam a me

atingir, e só posso desejar que tire minha roupa e me possua. Ela, assim pertinho, é irresistível,

mas, disposta a dizer tudo o que tenho a dizer, me afasto e murmuro:

— Quero que saiba que estou muito chateada contigo.

— Sinto muito, menina.

— Você me fez muito mal.

— Sinto muito, pequena.

Volta à carga.

Seus lábios tocam meu ombro nu. Santo Deuuuusss, como gosto!

Mas não. Deve provar de seu próprio veneno. Bem que merece. Por isso, respiro fundo e

digo:

— Vai sentir muito, sim, senhora Jauregui, porque a partir de agora cada vez que eu me chatear contigo, você vai ser castigada. Cansei de que apenas você castigue.

Surpresa, ela me olha e ergue a sobrancelha.

— E como pretende me castigar?

Me levanto da poltrona.

Não gosta das guerreiras? Pois lá vou eu.

Me viro lentamente diante dele, confiando na minha sensualidade.

— Por ora, privando você do que mais deseja.

Icegirl se levanta. Oh, oh!

Ela parece muito mais alta.

Seus olhos, impressionantes e verdes, me encaram e ela indaga:

— Do que você está falando exatamente?

Ando, ela observa. Quando estou atrás da mesa, explico:

— Não vai desfrutar do meu corpo. É esse o seu castigo.

Tensão!

Dá para cortar o ar com uma faca.

Seu rosto perde a expressão.

Espero que Lauren grite e proteste, mas de repente diz com voz gélida:

— Quer me deixar louca? — Não respondo, e ela prossegue, ofuscado: — Você fugiu de mim. Fiquei louca por não saber onde você estava. Não atendeu ao telefone durante dias. Me bateu a porta na cara e ontem à noite te vi sorrindo pra outros caras. E ainda quer me castigar mais?

— Hum-hum.

Xinga em inglês.

Uau, palavrãozinho cabeludo que disse! Mas, ao se dirigir a mim, muda completamente de tom:

— Camz, quero fazer amor com você. Quero te beijar. Quero demonstrar o quanto te amo. Quero você nua nos meus braços. Preciso de você. E você está me dizendo que me prive disso tudo?

Confirmo com minha voz mais fria e distante:

— É isso. Exatamente isso. Não vai me tocar nem num fio de cabelo até que eu deixe. Você me partiu o coração e, se me ama, respeitará o castigo como eu sempre respeitei os teus.

Lauren diz mais palavrões em inglês.

— E até quando se supõe que estarei de castigo? — pergunta, me olhando com

intensidade.

— Até que eu decida.

Fecha os olhos e inspira fundo. E, por fim, faz um gesto de concordância.

— Tudo bem, pequena. Se é isso o que você acha que deve fazer, vá em frente.

Encantada, sorrio. Aprontei uma das minhas. Uhu!

Olho o relógio e vejo que são duas e meia da madrugada. Não tenho sono, mas preciso ficar longe dela, ou serei a primeira a não cumprir o castigo absurdo. Então me espreguiço antes de pedir:

— Me diz qual é meu quarto?

— Teu quarto?

Com dissimulação, seguro a risada ao ver a cara dela. E insisto:

— Lauren, você não pretende que a gente durma junta, pretende?

— Mas...

— Não, Lauren, não — corto. — Desejo ter minha privacidade. Não quero compartilhar a cama com você. Você não merece.

Concorda, lentamente, com uma expressão tensa — sei que neste momento deve estar xingando todas as gerações da minha família —, e murmura, passado o primeiro impacto:

— Já sabe que a casa tem quatro quartos. Escolha o que quiser. Eu dormirei em qualquer um.

Sem olhar para ela, pego minha mochila e me dirijo ao quarto que usamos no verão. Nosso quarto. Está sensacional. Lauren pôs uma cama enorme com dossel no centro. Uma maravilha.

Móveis brancos de pátina e cortinas de linho cor de laranja combinando com a colcha. Olho o teto e vejo um ventilador. Adoro os ventiladores! Fecho a porta e meu coração bate com força.

O que estou fazendo?

Desejo que tire minha roupa, que me beije, que transe comigo como nós duas gostamos, mas aqui estou, negando a mim mesma e a ela o que mais desejo.

Depois de deixar minha bagagem perto de uma parede do dormitório, me olho no espelho ovalado, que combina com os móveis, e sorrio.

Minha aparência, com este vestido, é das mais sensuais e provocantes. Não estranho que Lauren tenha me olhado daquele jeito. Com malícia sorrio e planejo meter mais ainda o dedo na ferida. Quero castigá-la. Abro a aporta, procuro

Lauren e a vejo parada diante da lareira.

— Posso te pedir um favor?

— Claro.

Consciente do que vou pedir, chego perto dela, afasto meu longo e escuro cabelo para um lado e peço, toda charmosa:

— Pode abrir o zíper do meu vestido?

Me viro para que não perceba meu sorriso e ouço sua respiração.

Não vejo seu rosto, mas imagino seu olhar em minhas costas. Em minha pele. Suas mãos me tocam. Ufa, que calor! Muito lentamente vai descendo o zíper. Noto sua respiração em meu pescoço.

Excitante! Imagino o esforço que está fazendo para não me arrancar o vestido e violar o castigo.

— Camz...

— Diga, Lauren.

— Por favor... — confessa com voz rouca em minha orelha.

Me arrepio, os cabelos se eriçam, mas não respondo. Não posso.

Não uso sutiã e o zíper termina no final do meu bumbum. Sei que Lauren olha minha

calcinha preta. Minha pele. Minha bunda. Eu sei. Eu a conheço.

Eu também a desejo. Estou louca para beijá-la. Mas estou disposta a alcançar meu objetivo.

— E o que deseja? — digo, sem me virar.

Chega mais perto de mim. Permito que me abrace por trás, e suas palavras ressoam em

minha orelha.

— Desejo você.

Minha nossa, estou doida! Pra não dizer excitada, terrivelmente excitada. Sem olhar para ela, apoio minha cabeça em seu peito, fecho os olhos e sussurro:

— Gostaria de me acariciar, me despir e transar comigo?

— Sim.

— Fazendo um sexo selvagem? — murmuro com um fiozinho de voz.

— Sim.

Expiro profundamente, senão sufoco. Noto sua ereção cada vez mais se apertando contra minha bunda. Me beija os ombros, e me delicio.

— Gostaria de me compartilhar com outra pessoa?

— Só se você quiser, querida.

Vou soltar vapor pelas orelhas a qualquer momento.

— Quero, sim. Olharia você nos olhos e saborearia tua boca enquanto outra mulher me chupa.

— Sim...

— Você facilitará tudo pra ela. Me abrirá pra ela e observará como ela põe seus dedos em mim uma vez depois da outra, enquanto gemo e te olho nos olhos.

Noto como Lauren engole com dificuldade. Está quase tendo um troço. Eu acho que já tive

um.

E quando Lauren põe os lábios ardentes na base de minha nuca e me beija, levo um susto, me afasto dela e, olhando-a bem, digo toda triste:

— Não, Lauren. Você está de castigo.

Com charminho, seguro o vestido para que não caia.

— Boa noite — me despeço.

Me tranco no quarto. Tremo. Fiz com ela o mesmo que ela fez comigo aquela vez no bar de troca de casais. Provocá-la para nada.

Calor.

Desejo.

Tesão. Muito tesão...

Tiro o vestido e o deixo sobre uma cadeira. Vestida apenas com a calcinha preta, me sento aos pés da cama e olho a porta. Sei que ela vai vir. Seus olhos, sua voz, seus desejos e seus instintos mais primitivos dizem que me quer, que precisa de mim.

Instantes depois, ouço seus passos se aproximarem. Minha respiração se agita.

Quero que abra a porta.

Quero que entre.

Quero que me possua enquanto me olha nos olhos.

Sem deixar de olhar a porta, ouço seus movimentos. Está hesitante. Sei que está ali fora, avaliando o que fazer. Eu sou sua tentação. Acabo de provocá-la, de excitá-la, mas também

sou a mulher que ela não deseja desapontar.

A maçaneta se move, oh, sim!, e meu corpo treme desejoso de ter o que apenas Lauren pode me proporcionar. Sexo selvagem.

Mas, de repente, a maçaneta para; minha decepção me faz abrir a boca, e mais ainda ao ouvir seus passos se afastando.

Ela se foi?

Quando sou capaz de fechar a boca, sinto vontade de chorar. Sou uma imbecil. Uma

bobalhona. Ela acaba de respeitar o que lhe pedi e, eu goste ou não, devo ficar contente.

Levo horas para dormir.

Não posso.

A excitação que Lauren me causa é demais para mim. Estamos sozinhas numa casa

maravilhosa, desejando-nos como loucas, mas nenhuma dos das duas nada para remediar a situação.




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