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História Pecado - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Um bolo de morango


A jovem soltou os cabelos deixando os fios ondulados espalhasse por seus ombros. Abriu a bolsa e tirou o celular de capa azul, ao olhar a hora percebera que não poderia ir naquela noite a casa da senhora Na.

— Já podemos ir. – ouviu a voz animada se Hoseok.

Vitória sorriu com leveza e o viu se aproximar.

— Acho que está tarde para irmos até lá. – observou a jovem.

O rapaz olhou a hora no relógio de pulso e voltou a fitá-la no instante seguinte.

— Não se preocupe. Yoongi irá nos levar. – avisou o rapaz sorrindo — Falei com ele mais cedo.

— Sério? – um sorriso animado se desenhou nos lábios de Vitória.

Ambos se despediram dos outros funcionários e caminharam em direção ao ponto de ônibus. Esperam por alguns poucos minutos até que o carro de cor vermelha parou em frente a eles.

— Desculpa a demora. – pediu o rapaz de pele pálida ao ver Hoseok entrar no automóvel — Fiquei preso no trânsito pra cá.

— O importante é que está aqui. – Hoseok sorriu para ele.

Yoongi olhou para o banco de trás vendo a moça fechar a porta.

— Oi, Vitória. – a cumprimentou sorrindo levemente.

A jovem virou-se para a frente e gentilmente esboçou um sorriso amigável.

— Oi, Yoongi.

— Então, para onde vamos exatamente? – inquiriu o jovem no volante.

— Vou colocar o endereço no GPS. – informou Hoseok.

Os olhos de Yoongi foram para o bairro digitado no aparelho. Ficava há 10 minutos de distância de onde estavam.

— Vamos chegar rápido. – comentou o mais velho concentrando-se na direção — A vovó Na irá ficar feliz em vê-los.

— Eu espero que sim. – comentou a moça nervosa — Não quero incomodá-la.

— Não se preocupe. – disse Yoongi parando no sinal vermelho — Ela é uma pessoa gentil, passa muito tempo sozinha e gosta de conversar.

Vitória olhou o rapaz na direção estranhando o fato de conhecer a senhora Na a esse ponto. Quando ela a conhecia tão pouco.

— Yoongi ia comigo nos feriados visitar a vovó Na quando ela morava no nosso bairro. – comentou Hoseok — A família dela nunca estava lá.

— Nossa. Que triste, como podem deixá-la sozinha? – questionou-se a jovem indignada.

— Infelizmente, alguns filhos não sabem o valor que os pais tem. – disse Yoongi ao virar o volante para a esquerda.

Hoseok o fitou notando o semblante sério do rapaz. Aquele não era um bom assunto para ser falado na presença do jovem. As sombras do passado ainda rondavam o coração de Yoongi, e tudo que ele menos queria naquele momento era ver mais uma vez a pessoa que amava triste.

— Vamos levar bolo de morango para a vovó? – inquiriu Heosek desviando o assunto — Se não me engando ela ama morangos.

O mais velho fitou-o por alguns segundo e levou a mão direita até a dele segurando com carinho. Esboçou um sorriso meigo e voltou a atenção ao trânsito.

— Acho uma ótima ideia. – se pronunciou a jovem.

Vitória observou a forma carinhosa que Yoongi segurava a mão de Hoseok e o jeito que o olhava algumas vezes. Sentiu no peito aquela pontadinha de inveja por ver um relacionamento tão lindo quanto era o deles.

Durante toda sua vida teve como experiências as de familiares e suas más escolhas. Isso a fez desistir de quaisquer esperança e ilusões relacionadas ao casamento.

Passaram na doceria há poucas quadras do destino final. Hoseok escolheu o bolo de aparência deliciosa enquanto Yoongi e Vitória esperavam no carro.

— Chegamos. – avisou o mais velho ao fitar a casa de aparência tradicional.

— As luzes estão todas acesas. – observou a jovem olhando da janela.

— Vamos lá. – os chamou Hoseok animado abrindo a porta no instante seguinte.

A moça pegou a bolsa e saiu longo em seguida junto de Yoongi.

O rapaz com a caixa quadrada em mãos viu de longe uma senhorinha manca caminhar naquela direção.

— Oh, a vovó Na. – apontou o jovem sorrindo feliz por vê-la.

— De onde será que ela está vindo sozinha? – inquiriu Vitória seguindo o olhar dele.

— Vovó Na. – Hoseok acenou segurando a caixa com a mão esquerda enquanto nos lábios tinha uma sorriso alegre.

Ao aproximar-se dos três jovens a idosa os fitou por longos instantes não os reconhecendo.

— Oi, vovó. – Vitória sorriu dando um passo à frente.

— Hana? É você? – inquiriu não enxergando bem o rosto da moça.

— Sim, vovó.

Yoongi tirou a blusa de frio — que vestia — e aproximou-se da anciã colocando-a sobre seus ombros.

Olhos da idosa foram para o rapaz alto de expressão preocupada.

— Ah, Bonhwa – a senhora sorriu feliz — Quanto tempo não o vejo, meu filho.

O rapaz sorriu com ternura para a anciã e a sentiu abraça-lo de forma carinhosa.

Hoseok inclinou-se para a frente ficando próximo do ouvindo de Vitória.

— Ela pensa que o Yoongi é o filho dela. – informou o rapaz em voz baixa.

A jovem o olhou surpresa.

— Você sabe quem é Hana? – inquiriu no mesmo tom — Era filha dela?

— Nora. – disse ele.

— Vamos entrar, mãe. Tá muito frio aqui fora para a senhora. – pediu de forma carinhosa Yoongi.

A senhora Na encantada por rever a família depois de tanto tempo os guiou para dentro da residência. Ela estava tão feliz que não sabia exatamente por onde começar, seu filho, nora e neto estavam ali com ela.

[...]

Cansado o rapaz jogou o blazer sobre a poltrona de couro na sala. Deixou o corpo cair pesado sobre o sofá e soltou ar de uma só vez.

As lembranças das últimas horas de sexo ainda estavam frescas na mente, embora não fosse de inteira vontade, as cenas se passavam uma por uma.

— Não posso pensar demais nisso. – se repreendeu levando as mãos ao rosto — Era só uma cliente.

— Cliente gostosa demais. – mencionou sentindo o corpo aquecer — Puta que pariu.

Jungkook sentou-se no sofá tentando limpar a mente. Precisava esquecer a moça com quem fez programa aquela noite.

— Tá perdendo o jeito. – ouviu a voz masculina.

Levantou o olhar e viu o rapaz de cabelo cinza encostado na moldura da porta.

— Por que ainda tá aqui? – inquiriu fitando Jimin.

— Que isso? Tá me expulsando? – indagou o jovem ofendido.

— Não, hyung. – voltou atrás Jungkook levantando-se — Você não ia voltar hoje pra Busan?

— Ia, mas Taehyung ficou de me levar ao instituto. – se justificou o rapaz demostrando sua frustração — Ele simplesmente não apareceu.

— Ele saiu com a garçonete do Café. – informou o mais novo caminhado em direção a cozinha.

— Caralho, de novo isso. – reclamou Jimin seguindo-o — Eu não posso ficar esperando por ele.

— Quer que o leve no instituto? – inquiriu Jungkook ao adentrar o cômodo.

— Não precisa. Amanhã vou lá antes de pegar o trem pra casa. – Jimin suspirou frustrado com a falta de comprometimento do amigo.

Jungkook abriu a geladeira sobre o olhar tristonho do mais velho.

— Quem foi a mulher de hoje que você continua excitado? – inquiriu o rapaz curioso.

— Uma estrangeira. – comentou Jungkook ao pegar uma garrafa de água.

— Estrangeira? Hum, ela é tão gostosa assim? – o mais velho sentou-se no banco próximo ao balcão.

— Você não poderia imaginar o quanto. – afirmou o rapaz abrindo a garrafa — Ela era muito safada. Achei que ia sugar as minhas forças.

Jimin soltou uma risada alta recebendo o olhar confuso do mais novo.

— Dizem que o apetite sexual das estrangeiras são mais intenso. – comentou o rapaz.

Jungkook encostou-se a bancada da pia e tomou um gole da água. Parecia refletir sobre o que ouvira do mais velho.

— Evite pensar nela, se pensar estará se apegando. – aconselhou Jimin — E se apegar é ruim para os negócios.

— Não me apeguei, hyung. – confessou Jungkook — Já faz um tempo que não tenho uma transa de verdade, depois dessa garota sinto que passei um mês transando com bonecas infláveis.

Jimin soltou uma gargalhada devido a comparação do jovem.

— Se dê uma folga, pare com o trabalho por um tempo. – sugeriu — Talvez isso esteja acontecendo por que não se dá um tempo. E convenhamos que você já não precisa tanto dos programas.

— Ainda preciso pagar as contas. Não posso me dar ao luxo de tirar férias. – argumentou o mais novo.

— Jungkook, você tem o seu próprio negócio e junto com o dinheiro que ganha por uma semana de programa você tem mais que o suficiente para viver muito bem. – Jimin o fitou de semblante sério — Apenas admita que não consegue parar.

— É, talvez seja isso. – admitiu o rapaz fechando a garrafa — Sexo e dinheiro juntos se tornam pra mim uma fusão excitante.

— E quando vai parar? – questionou Jimin o vendo deixar o recipiente plástico sobre a pia.

Jungkook o fitou por alguns instantes. Ele não tinha aquela resposta; a princípio contava os dias e segundos para sair daquele mundo, ansiava pelo dia que não permitiria que ninguém mais lhe tocasse, mas agora, não se imaginava sem suas clientes noturnas.

— Um dia você vai achar alguém que vai te parar. – comentou o mais velho esboçando um sorriso adorável — Se eu fui capaz de conhecer a minha esposa, você também pode.

— Você é um cara romântico, hyung. – disse o rapaz dando passos na cozinha.

— E você não? – Jimin seguia os movimentos dele com os olhos.

Jungkook abriu o armário e estendeu a mão pegando um pacote de biscoitos.

— Não. – se limitou abrindo a embalagem.

— Sabe que não acredito nisso. – disse o mais velho levantando-se.

O rapaz ignorou levando a boca alguns dos biscoitos enquanto seus olhos viam Jimin caminhar em sua direção.

— Vamos comer algo mais saudável. – advertiu tirando o pacote das mãos do jovem — Eu fiz o jantar, mas não imaginei que você chegaria de madrugada.

— Hyung, eu não vou comer a essa hora. – reclamou Jungkook.

— Claro que vai, fiz comida pra nos dois. – disse Jimin devolvendo a embalagem ao armário — E você já estava comendo isso.

— Foram só dois biscoitos. – se defendeu o mais novo.

— Eu estou fome, não jantei esperando por você e agora está me dizendo que vou ter que dormir com fome? – Jimin fitou o rapaz.

— Onde você guardou a comida, hyung? – quis saber Jungkook aproximando-se da geladeira.

Jimin sorriu por vencê-lo mais uma vez.

[...]

Ouviu-se o abrir das cortinas blackout clareando o cômodo pequeno com a iluminação do dia. Canções de musicais da Disney guiavam os passos da jovem sobre o tapete de cor azul pastel, cantando em voz baixa Vitória trilhou em direção a porta. Lembrou-se no instante seguinte que sobre a cômoda no canto esquerdo do quarto estava o aparelho sonoro.

A porta da entrada fora aberta por uma jovem de cabelos longos naturalmente castanho claro, o semblante cansado indicava que estava há algumas boas horas sem dormir. Deixou as chaves sobre a sapateira de madeira, logo na primeira divisão da entrada.

— Bom dia. – ouviu a voz cantante de Vitória.

A jovem levantou o olhar a vendo parada em frente a porta do primeiro cômodo. Sorriu com leveza lhe correspondendo a boa recepção.

— Bom dia. – articulou de voz arrastada.

— Você tá com uma cara de cansada. – observou a mais nova vendo-a tirar os sapatos.

— Estou me sentindo péssima.

A jovem apoiou a mão direita sobre o móvel e respirou fundo fechado os olhos; sentia todo o cômodo instável, como se as paredes e o chão estivessem se mexendo.

— Laís tá bem? – ouviu a voz preocupada de Vitória, e logo após sentiu as mãos dela lhe segurar o braço esquerdo.

— Nenhum pouco. – admitiu a jovem frustrada abrindo os olhos. Notara a expressão no rosto da mais nova — Eu preciso deitar.

— Vamos até o sofá. – sugeriu a moça — Consegue andar até ele?

A mais velha assentiu caminhando junto a ela em passos vagarosos tento como apoio as mãos de Vitória.

— Isso está me deixando muito irritada. – reclamou Laís sentando-se no sofá.

— O que? Ficar doente? – inquiriu a mais nova arrumando as almofadas para ela — Se parasse de fazer tantas loucas, não é?

Laís soltou o ar pesado e olhou a jovem.

— Eu desmaiei durante a reunião semanal e vomitei mais de uma vez enquanto fazia uma autópsia. – disse pesarosa lembrando-se de sua madrugada — Estou começando a acreditar que realmente estou grávida.

Vitória sentou no sofá a fitando. Embora isso fosse algo do qual já haviam conversado em certo momento, a jovem percebeu no olhar da amiga que a possível gravidez não era a fonte do problema.

— Quer que eu traga um teste na volta do trabalho? – propôs e a viu assentir.

— Ah, eu não consigo acreditar. – choramingou a jovem deixando-se sobre o colo de Vitória — O que faço? Como vamos sobreviver com um bebê?

A mais nova sorriu levemente e lhe afagou os cabelos.

— Vamos nos virar bem. Ele não vai passar fome. – disse a jovem convicta — E você ainda tem o Namjoon. Não posso crer que ele vá te largar, e se fizer isso tem que arcar com a responsabilidade de pai.

— Ah, meu Deus. Ainda tem ele. – choramingou Laís por lembrar-se do namorado — Não sei se ele vai gostar disso.

— Não tem que gostar. – disse Vitória a fitando — Tem que assumir.

— Ouvindo isso, já me sinto rejeitada e grávida. – comentou a mais velha virando o rosto para fita-la — Se eu estiver grávida, podemos criar ele sozinha, não é?

— Claro que sim, serei uma tia maravilhosa. – se gabou a jovem risonha.

Ouviram o som de chaves na porta.

— Ué, o que ele está fazendo aqui hoje? – questionou Laís sentando-se no sofá sobre o olhar confuso de Vitória.

— Talvez soube de você. – sugeriu.

Um rapaz alto adentrou o cômodo após deixar os sapatos na entrada. Os olhos escuros foram para Laís no primeiro passo que dera.

— Por que está aqui hoje? – inquiriu a jovem confusa — Achei que iria para Busan.

— Eu vir assim que soube. – disse a voz grave em tom preocupado — O oficial Hee ligou contando o que aconteceu.

A moça levou a mão ao rosto envergonhada e ao mesmo tempo irritada com a fofoca.

— Eu estou bem. – avisou o vendo sentar ao seu lado.

Namjoon a fitou por alguns instantes esperando ouvi-la admitir a verdade. Conhecia a namorada e sabia o hábito que possuía em esconder assuntos importantes de si, principalmente relacionados a saúde. Era a forma que a jovem encontrava para não causar preocupação.

— Você já foi ao médico? – inquiriu pacientemente ignorando a resposta dela.

— Não. – admitiu a jovem ríspida.

O rapaz respirou fundo e a encarou.

Vitória levantou-se e caminhou em direção a cozinha percebendo que os dois deveriam conversar a sós.

A jovem entrou no cômodo ouvindo a voz de Laís se alterar. Pensara que a mesma havia se irritado com Namjoon por querer leva-la ao médico.

Abriu a porta da ponta no armário superior e esticou a mão direita para pegar a caixa de serial. Assustou quando ouviu a voz de Namjoon.

Surpresa a jovem virou-se para atrás custando a acreditar que os dois estivessem discutindo e principalmente por ouvir o rapaz levar a voz pela primeira vez.

Deixou a caixa sobre a bancada e caminhou em passos rápidos em direção a sala. Sentia o corpo estremecer de medo e preocupação, e então percebera o silêncio instantes depois.

— Calma, meu amor. – a voz grave soou serena e baixa.

A jovem parou na soleira ao vê-lo abraçar a moça. Os braços de Laís em volta da cintura do mais alto amarotavam o tecido leve.

Vitória sorriu aliviada por notar que ambos estavam bem mais uma vez. Voltou a cozinha logo em seguida antes que percebessem sua presença.

Moveu-se em direção a geladeira e a abriu no instante seguinte pegando uma caixa de leite. Teria tempo de tomar café e mais alguns minutos para puxar as orelhas daqueles que estavam complicando uma situação não tão difícil àquela manhã.

Fitou o leite espalhar o serial dentro da tigela. O silêncio continuava no apartamento e isso a deixava incômoda.

[...]

Deixando a chave do carro dentro do bolso o jovem alto de óculos escuros se direcionou a entrada do comércio. Eram 7h00 da manhã, a placa de fechado ainda estava no vidro da porta.

Ouvindo o toque do celular, o rapaz o tirou de dentro da bolsa de couro escura.

Fitou o nome na tela por alguns segundos e atendeu a chamada esperando que fosse algo importante para àquele horário.

— Você atendeu rápido. – observou a voz rouca do outro lado da linha.

— E você está com voz de quem gritou a noite toda. – comentou Jungkook — Hyung, estou um pouco ocupado agora. Vá direto ao ponto.

— Calma aí. – pediu Taehyung vagaroso — Por acaso está realizando algum fetiche as 7h00 da manhã?

— Estou. Tenho uma cliente me esperando. – disse o rapaz e olhou para dentro do estabelecimento não vendo ninguém.

— Caralho, que fetiche é esse? Entregador de leite? – inquiriu Taehyung curioso.

— CEO arrogante. – o rapaz soltou o ar sem paciência — Hyung, estou com pressa e posso imaginar o porquê de está ligando agora. Nos vemos mais tarde quando você for levar o Jimin hyung no instituto.

— Porra, eu esqueci. – xingou o rapaz sonolento do outro lado da linha.

— Te lembrei. Então tudo certo. – disse o jovem e desligou a chamada ciente que mais tarde Taehyung iria xingá-lo com todos os palavrões que conhecia.

Dentro do recito um homem baixo de boa aparência apressou-se em ligar as portas automáticas no instante que vira Jungkook ali fora.

Segurando a bolsa de couro na mão esquerda, o rapaz caminhou para dentro do estabelecimento sob o olhar do homem parado metros à frente.

Rapidamente o gerente Kim moveu-se de encontro ao jovem.

— Bom dia, Sr. Jeon. – curvou-se em respeito.

— Bom dia. – disse o rapaz quase sem voz, deixando sobre uma das mesas a carteira — E então por que a urgência em me ver antes do horário?

Ao questioná-lo o rapaz fitou-o através das lentes escuras.

— Me desculpe Sr. Jeon por fazê-lo vir tão cedo. – pediu o funcionário — Infelizmente não havia outra forma de resolver.

— Imagino. – Jungkook passou os olhos pelo salão e voltou a atenção para aquele à frente — Vamos conversar na minha sala.

Kim assentiu dando passagem para que ele fosse à frente. O rapaz pegou a bolsa e caminhou em direção a porta de funcionários com o homem no seu encalce.

Ao entrarem no cômodo Jungkook direcionou-se a grande cadeira em cor preta atrás da mesa. Deixando sobre a mesma a carteira, e então, sentou-se.

Levantou o olhar para Kim esperando que iniciasse o assunto.

— Estou esperando. – incentivou o jovem soando ríspido.

O homem limpou a garganta nervoso e arrumou a postura mantendo o corpo ereto.

— Estive analisando os livros e notei que estamos com problemas nas contas do mês passado. – a voz de Kim soou trêmula.

Jungkook levou a mão esquerda a haste dos óculos baixando as lentes. Encarando o homem nervoso parado à frente da mesa o jovem mudou o semblante.

— Não sei se é pelo fato de ser 7h30 da manhã e está muito cansado – iniciou Jungkook de forma ríspida —, mas poderia jurar que ouvi que estamos com problemas nas contas do mês passado.

Kim engoliu em seco tremendo sob o olhar afiado do jovem.

— As contas não estão batendo. – informou o mais velho.

Jungkook tirou os óculos deixando sobre a mesa.

— Me deixe ver isso. – pediu e levantou o olhar para Kim — Pretendo ir para casa antes que os funcionários cheguem.

— Sim, senhor. – o homem voltou a si rapidamente e moveu o corpo em direção a porta.

O rapaz respirou pesando e passou as mãos no rosto. Estava muito cansado e a cabeça doía demais, aquele não era o momento certo para lhe aparecer problemas no trabalho, e tão pouco tinha disposição para resolvê-los.

Ouviu as vozes femininas no corredor. Olhou em direção a porta vendo-a aberta.

— Mais essa agora. – reclamou levantando-se.

Jungkook fechou a porta ouvindo no instante seguintes as funcionárias passarem em frente a gerência. Levantou o pulso olhando a hora no relógio e estranhou por estarem ali tão cedo.



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