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História Pecado - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oiê, pessoas, tudo bem? Espero que sim. Então, vou ser bem direta aqui e explicar algumas coisas.
1ª coisa: essa fic era pra ser uma one-shot, mas eu a dividi em três capítulos e eles vão ser postados na madrugada de sábado para domingo (talvez tenha um extra).

2ª coisa: essa fic é uma reescrita de outra fic Sebaciel minha. O nome era "Pecador" e não tinha nem 1000 palavras, aí eu apaguei uns 20 minutos depois que postei e decidi reescrever e mudar totalmente a história. A única coisa igual á outra é que o Sebastian é um padre. Na outra, pra vocês terem noção, nem lemon tinha :(

3ª coisa: não é importante, nem faz sentido, mas quero deixar claro que essa fic aqui não tem nada á ver com "O 'outro' Phantomhive" que eu não atualizei, ó. Eu já tenho esse capítulo escrito há um tempinho, só editei algumas coisas, mas decidi postar hoje porque... Bom, porque sim kkkk

Eu espero que vocês gostem 🤧♥️💫 boa leitura, anjos!

Capítulo 1 - Negação


{Autora}

Um anjo. 

Era o que Ciel parecia: um verdadeiro anjo com seus incomuns fios azuis e suas orbes de mesma cor sendo expostos ao sol e parecendo ganhar destaque em sua pele puramente branca, livre de qualquer cicatriz. 

Seu sorriso era o de um anjo; ele sorria para todos, era um jovem adorado pelo pessoal da pequena cidade. Sua personalidade também era a de um anjo, sendo tão bondoso e inocente quanto um ser celestial. 

Parte dessa personalidade e comportamento angelical é graças ao fato de ele ter crescido na igreja, sendo criado pelas freiras, as quais sempre chamou de irmãs. Pelo pouco que sabe, foi deixado na porta da igreja ainda bebê e ninguém sabe quem são seus pais. Como a igreja acolhia crianças sem-teto, não puderam dar às costas á ele e o criaram até os 18 anos, que foi quando ele decidiu começar á estudar para ser professor. 

Ciel não morava mais na igreja, ele agora dividia um quarto com Alois, um rapaz dois anos mais velho que foi criado pelas irmãs e há dois anos decidiu ir morar sozinho para estudar. Como se conheciam e eram amigos há muitos anos, eles decidiram morar juntos. 

Alois também parecia um anjo, mas um anjo travesso. Sua aparência era belíssima; seus olhos eram azuis-claro e ele era loiro, o que o faria passar a áurea de um anjo se não fosse tão tentado quanto um capeta.

Alois era aquilo que se podia chamar de "má influência", aquele tipo de amigo que te leva para o mau-caminho. Desde criança o rapaz pregava peças nas irmãs, geralmente pegando as roupas delas e vestindo-as ou escondendo-as ou correndo pelado após o banho. Porém, já na adolescência, com os hormônios á flor da pele, as peças de Alois ficaram um pouco mais... ousadas. Ele começou á agir e comportar diferente, como um pivete de rua se comportaria, não um garoto de igreja, como ele. 

Ele dizia coisas que um menino de igreja não diria, que sequer um adulto decente não diria. As irmãs não sabiam mais o que fazer e o mandaram para ir conversar com o padre Faustus e ver se ele melhorava. Para a surpresa de todos, Alois melhorou e, em pouco tempo, já estava saíndo da igreja e indo construir a própria vida, mas sempre indo à missas aos domingos e tendo sua conversa particular com o padre Faustus depois da mesma.

Ninguém sabia o que eles conversavam para Alois ficar tão quieto e comportado, mas, o que quer que seja, estava fazendo muito bem. O padre Faustus era um homem muito discreto, ele não era de falar muito e vivia ocupado com muitas questões da igreja, não tendo tempo para outros assuntos, mas às vezes abria uma excessão. 

Foi quando o padre Michaelis entrou em cena. Um homem alto, elegante, educado e competente, capaz de assumir algumas coisas que o padre Faustus não podia. Um anjo para umas, uma tentação para várias; até mesmo algumas irmãs comentavam entre si sobre ele e o quanto ele era atraente. 

A primeira vez que Ciel viu o padre Michaelis, cujo primeiro nome era Sebastian, foi de longe e nem havia dado muita importância, afinal, o veria na missa. Naquele dia Ciel mal e mal prestou atenção nele. Mas, no fim de semana seguinte, foi diferente. Ciel estava ajudando nos preparativos para a missa do dia quando uma das irmãs pediu-lhe que fosse levar algumas coisas para o padre e assim ele o fez. Bateu na porta do mesmo e ouviu um "entre" - a voz dele era gentil, mas, também, firme e autoritária -, logo entrando e deparando-se com o homem; ele estava de costas para si, mas Ciel não pôde deixar de observar como a botina preta que vestia lhe caia super bem e em como ele era alto, além de possuir ombros largos e o cabelo um pouco maior na frente que quase batia nos mesmos. 

Ciel só percebeu que estava encarando demais o homem quando a voz do mesmo lhe chamou um pouco mais alto, como se não fosse a primeira vez, e o mesmo se virou. Não sabia explicar, mas na hora que seus olhos azuis encontraram-se com as orbes carmim - um vermelho intenso! - do padre, suas pernas quase cederam e ele sentiu que poderia cair; ele tinha algo á mais no olhar, algo que fez Ciel tremer.

Naquele momento, ele - um jovem que nunca havia sentido-se daquele jeito, afinal, era um pobre devotado, ingênuo em inúmeros assuntos - não sabia se o que estava sentindo era bom ou ruim, ele apenas sabia que não conseguiria ficar naquela sala por muito tempo. 

- Você está bem, jovem? - o padre perguntou, abaixando-se um pouco e levando a mão direita á sua testa; Ciel corou instantemente, afastando-se bruscamente do toque do homem. 

- P-por favor, padre, não toque em mim! - ele estava completamente corado, suas pernas estavam bambas; o que era aquela reação? - E-eu vim apenas entregar isto ao senhor e preciso voltar para ajudar as irmãs. Com a sua licença. - saiu correndo, tão rápido quanto chegou, deixando o moreno totalmente confuso e intrigado.

Ciel voltou para seus afazeres e não viu o padre até a hora da missa, pois era ele que iria celebrar. Por mais que o garoto estivesse ali para mostrar sua devoção á Cristo, pela primeira vez em muito tempo, ele se pegou atento á outra coisa que não fosse isso: ele simplesmente não conseguia tirar os olhos do padre. Ele notou o quão bonito ele era, com seus incomuns olhos carmim e seus fios negros sendo bem destacados pela pele branca e muito bem cuidada; isto sem contar como, mesmo usando a batina que caía-lhe perfeitamente bem, seus ombros largos eram notáveis, dando-lhe um ar másculo, mas, ainda assim, elegante - céus, precisava parar de prestar atenção nas roupas e na aparência dele, já havia citado mentalmente duas vezes! 

A voz dele ecoava pela igreja e Ciel agradecia pelo local estar um total silêncio, pois assim ele conseguia fechar os olhos e ouvir perfeitamente a voz tão calma e doce do padre.

Que Deus o perdoasse, mas não estava sequer orando, como todos estavam. A única coisa que estava fazendo era sendo um... um depravado. Aquilo foi um choque para si. Ele abriu os olhos, assustado com seus próprios pensamentos e pediu licença, passando por algumas pessoas ao lado de si e saíndo da igreja, indo para o pátio, onde ficou até que a missa terminasse e pudesse sair no meio dos outros. 

Quando estava prestes á sair pelo portão, foi surpreendido por Elizabeth, uma das ajudantes da igreja, que lhe viu e exclamou, alegre e escandalosa: 

- Aqui está você! Estávamos te procurando, por que saiu no meio da missa? Está passando mal?

Elizabeth era um pouco mais nova que Ciel, muito bonita - íris verdes e fios dourados, uma aparência privilegiada -, e muito atenciosa, mas às vezes ela era meio incoveniente, porque gostava muito de abraçar, agarrar e tocar. 

Ciel não sabia o por quê, mas nunca gostou muito daquilo; era desconfortável. Não os toques, estava acostumado em ser abraçado por mulheres, mas a maneira que Elizabeth fazia aquilo era diferente das irmãs e aquilo era... Ciel não sabia explicar, apenas não gostava. 

- Não, eu estou bem. Apenas fiquei com um pouco de falta de ar. - não era de seu feitio mentir, as irmãs sempre disseram que aquilo era pecado e que não se deve cometê-lo, mas Ciel não estava mentindo; ele realmente ficou com um pouco de falta de ar ao se dar conta do que estava pensando. 

- Deve ter sido a sua asma, não?-  antes fosse

- É... provavelmente. Acho que já vou embora, mande um beijo para as irmãs por mim.

- Não, não vá agora! Eu vim aqui te procurar porque o padre Michaelis chamou por você. - um arrepiou subiu por todo o corpo de Ciel e ele automaticamente pensou que o homem havia descoberto seus pensamentos impuros. 

- O-o que ele quer?

- Acho que é alguma coisa relacionada á uma reunião que vai acontecer semana que vem... Eu não faço a mínima idéia do que se trata, 'pra ser sincera. Ele está na sala de reuniões, vai lá que te explicam.

- Eu vou, então. Obrigado, Elizabeth. 

- Quer que te acompanhe? - ela ofereceu. 

- É muita gentileza da sua parte, mas não precisa. Até mais.

- Oh, tudo bem. Até! 

Ciel foi até onde a garota havia falado e, para sua surpresa e alívio, algumas outras pessoas além do padre estavam lá.

- Estávamos esperando por você, Ciel. Está tudo bem?

- Sim, está. O que está acontecendo?

- Semana que vem eu terei uma reunião no centro da cidade e precisarei ficar hospedado em um hotel e ter alguém para me guiar, visto que cheguei aqui há pouco tempo e não estou acostumado á cidade, sequer sei pegar um táxi. - o Michaelis afirmou, encarando Ciel, que tremia sob aquele olhar sério. - As irmãs disseram que você mora na cidade e poderia me guiar. Eu gostaria que você o fizesse, jovem.

- C-claro, eu o faria com prazer, mas um amigo meu conhece o local melhor do que eu e...

- Se refere ao jovem Alois? Infelizmente, as irmãs disseram que você deve fazer isto.

- Mas, por que eu?

- Uns dois anos atrás, o Alois acompanhou o padre Faustus na primeira reunião dele também. Nós decidimos que agora será a sua vez, Ciel, já que você nunca fez isso e achamos que está na hora. Você se importa?

Victória, a irmã mais velha que fazia parte do conselho, afirmou. Ela quem decidia muitos assuntos com os padres e depois os repassava. E ela também cuidava das crianças, então se ela achou que Ciel dava conta, é porque ele dava.

- Não, não me importo. Eu farei isto.

Ciel afirmou, decidido. Era uma tarefa simples. Ele seria capaz. 

***

E a situação toda leva ao agora, onde Ciel chegava em casa e procurava por Alois para poder fazer todas as perguntas que queria, desde as questões da igreja ao fato de ter se sentido diferente diante o Michaelis - como o loiro era mais velho, provavelmente tinha uma noção maior de várias coisas, então Ciel imaginou que ele soubesse o que poderia ser aquela sensação. 

Sim, o jovem era um idiota.  

- Alois, cadê você? - perguntou, falando um pouco mais alto e procurando pelo amigo. 

- ESTOU NO BANHEIRO! - foi em direção ao local, vendo que Alois estava tomando banho e encostando na porta, conversando com o rapaz. 

- Você não foi á missa, pensei que você fosse aparecer mais tarde. 

- Pois é. 

- O padre Faustus não foi hoje, quem celebrou foi o padre Michaelis. 

- Eu sei. 

- Como você sabe se não estava lá? 

Alois saiu de debaixo do chuveiro e olhou para Ciel com uma cara nada inocente, sorrindo malicioso. 

- O Claude esteve aqui. 

- Claude...? Ele é o nosso padre, você não deveria chamá-lo assim, Alois. E por que diabos ele teria vindo aqui? 

Alois riu. 

- Você não entenderia, é ingênuo demais 'pra isso. 

- Não sou, não. Você é que provavelmente não confia em mim. 

- Eu confio, Ciel, mas você deve me chamar de um milhão de coisas quando eu disser o que aconteceu. 

- Eu não vou te chamar de nada, prometo. - quando ele prometia, ele cumpria; Alois decidiu falar, já o queria fazer há muito tempo. 

- Está bem, eu queria falar sobre isso com você mesmo. A verdade é que o padre Faustus e eu fazemos sexo. 

Os olhos de Ciel quase pularam 'pra fora e ele engasgou com a própria saliva, enquanto Alois permanecia com uma expressão plena e calma, como se já estivesse esperando por aquela reação. 

- V-você só pode estar brincando...

- E por que eu faria isso? 

- Porque o padre Faustus é... e-ele é um padre, Alois, padres não fazem sexo! E vocês são dois homens, as irmãs uma vez disseram que isso é muito pior do que sexo entre um homem e uma mulher. O padre Faustus não faria isso, nem você. Ele é quem te ajudou á ficar menos maldoso, á fazer menos brincadeiras na igreja... Não é possível. 

- Ajudou a minha bunda, ele transou comigo e disse que transaria de novo se eu me comportasse. 

- E-então esse tempo todo v-vocês...? 

- Uhum. - o loiro concordou. Ciel ficou quieto. - Por que está com essa cara? Vamos, me pergunte o que quer saber. 

Alois puxou Ciel pela mão enquanto ia para o quarto, apenas enrolado na toalha. 

- Você já gostava dele? Do padre Faustus. 

- Acho que sim. Quando eu o vi pela primeira vez, me senti diferente. Quando cheguei em casa, na época eu morava sozinho, pensei nele e acabei ficando excitado pela primeira vez na vida. Eu olhei algumas coisas na internet e... Bom, eu assisti pornô e me masturbei pensando nele.  Aí depois eu comecei á fazer algumas provocações, algumas brincadeiras e um dia ele me chamou pra "conversamos". Você já sabe que conversa foi. E desde então nós temos ficado em segredo. 

- Hm... - Ciel murmurou, bochechas corando e pernas balançando, já que havia sentado-se na beira da cama enquanto Alois se vestia. 

O loiro, não sendo nenhum idiota e conhecendo o amigo, parou de se vestir e encarou o azulado; tinha alguma coisa errada com ele, porque aquele comportamento, aquela reação e aquele interesse no assunto não eram do feitio de Ciel. 

- Por que a curiosidade? 

- Atoa. - ele não sabia mentir.

- Não, Ciel, não é atoa. Vamos, me diga, por que está tão interessado nisso? 

- Bem, é que... você já viu o padre Michaelis, não já? - o loiro acenou positivamente, havia visto o homem alguns dias atrás, bem antes de Ciel. - H-hoje eu o vi e... eu não sei, senti uma coisa tão diferente... Eu comecei á tremer, á corar. Quando ele se aproximou, eu me arrepiei todo e acho que depois eu pequei.

- Pecou? Mas-- como assim? O que você fez? 

- Eu fiquei excitado, Alois. Nunca havia ficado antes e a minha primeira vez foi durante uma missa, com todos ajoelhados ao meu redor e rezando. E eu? Eu estava com o meu membro duro. 

- Ai, meu Deus! Você não se masturbou não, 'né?! - Alois fez uma cara incrédula e Ciel quase gritou com aquilo.

- NÃO! Céus, eu nunca faria isso. Eu... eu me levantei e esperei a missa acabar, me acalmando e ficando melhor. E aí a Elizabeth veio me procurar, dizendo que ele estava me chamando. 

- O padre Michaelis? - foi a vez de Ciel acenar positivo. - E o que ele queria? 

- Eu irei acompanhá-lo numa reunião e irei guiá-lo pela cidade. Disseram que eu poderia te perguntar como foi acompanhar o padre Faustus. 

- Foi bom, nós tivemos mais privacidade e eu pude gemer alt... 

- Chega! - o azulado se levantou, tampando os ouvidos. - Não quero ouvir mais nada. 

- Mas você que perguntou...

- Sobre como foi a reunião e o que você fez 'pra ajudar a igreja, não sobre você e o padre Faustus e o que vocês fizeram 'pra se ajudarem.  

- Esclarecesse antes. - Ciel revirou os olhos. - Mas, sobre a reunião... Fica tranquilo que o que você vai fazer é só procurar um hotel e ajudar ele com alguns papéis que ele vai levar. Se o padre Michaelis for igual ao Claude, o seu papel vai ser dar. 

- Dar o quê? 

- O cú, Ciel. O cú.

- Que horrível! O que te faz pensar que eu irei fazer isso?! Aliás, o que te faz pensar que o padre Michaelis é esse tipo de pessoa?! 

- O que te faz pensar que não? Ele é bonito, provavelmente tem um monte de gente se jogando aos pés dele, não é possível que ele rejeite todo mundo. 

- Você está falando bobagens, Alois. 

- Não, estou falando a verdade. As pessoas não são tão inocentes quanto você acha que são, Ciel. 

- O padre Michaelis com certeza não é assim. O único que não é inocente aqui sou eu, que tive pensamentos impuros. 

- Para de se fazer de vítima e cai na real, Ciel! - Alois exclamou, um pouco alterado. - Ninguém é inocente nessa porra de mundo. Você não teve pensamentos impuros, você só pensou como qualquer ser humano normal pensaria. Você ficou excitado com um homem, um homem atraente e excitante, e isso não faz de você um pecador, um impuro ou o que quer que seja, isso faz de você uma pessoa normal. Na verdade, isso faz de você um cara gay. Só isso! Nada mais que um gay excitado, o que também é completamente normal. Seria totalmente normal se você se sentisse excitado com uma garota, tipo a Elizabeth, mas 'tá na cara que você não gosta dela e dos toques porque não é de mulher que você gosta. Provavelmente porque cresceu cercados delas, eu não sei, só sei que você sentiu tesão por um homem, pelo padre Michaelis, e ninguém pode te olhar feio por isso porque é normal. Agora vê se para de se vitimizar e aceita logo o que sentiu e que, com toda a certeza do mundo, vai sentir de novo quando ver ele. E vai sentir em dobro quando perceber estar sozinho com ele, porque é isso que acontece quando nós, que a vida inteira fomos privados de qualquer tipo de conhecimento sexual ou explicados sobre isso, crescemos e o corpo grita por conhecimento, já que a mente é incapaz de aceitar. Você queira ou não, aceite ou não, vai sentir-se excitado de novo perto do padre Michaelis e o seu corpo vai se entregar. Sabe por quê?! Porque a vida é assim! 

- N-não p-pode ser...! Eu não... isso está errado... 

- Infelizmente não está, eu queria que estivesse. Como acha que foi 'pra mim, me sentir atraído por outro cara? Pior, por um padre? Foi horrível, eu senti que decepcionei todo mundo á minha volta, mas agora eu finalmente caí na real de que isso não é um problema. E você agora vem com esse papo de impuro, logo agora que eu me aceitei... Que se dane essa porra! 

- M-ma-mas...! - Ciel não conseguia completar a palavra, muito menos a frase, pois seus olhos encheram-se de lágrimas, sua garganta se fechou e ele estava á beira de chorar. 

Era difícil aceitar o que Alois estava dizendo, porque doía feito uma estaca banhada em água benta perfurando o peito e acertando o coração pecaminoso de um demônio sujo.

E por que doía?

Porque era a verdade e, sinto dizer, a verdade dói. 


Notas Finais


E então, o que acharam? Eu sinceramente achei que foi rápido demais, mas entendam... Era pra ser uma one-shot, onde tudo seria resumidão, mas eu escrevi um pouco mais pra deixar maior, portanto, não achem que fui rápido demais por falta de atenção ou má vontade de escrever, eu fui simplesmente porque achei melhor para o desenvolver. Espero que entendam :)

Aaaah, me digam se gostaram ou se não, o que gostaram e o que não... Eu ainda vou escrever o capítulo 3 e tô mexendo um pouco no 2.

Amanhã eu corrijo algumas coisas porque hoje vou dormir, ó. Espero mesmo que tenham gostado. Me desculpem os erros e todo o mais... Continuem se cuidando, hein! Tchau 🤧♥️💫


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