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História Pecado bom (Jikook,Taeyoonseok) - Capítulo 74


Escrita por:


Notas do Autor


Demorei? Um pouquinho. Bem pouquinho, um tiquinho mesmo de um milésimo de um ano😊

Mas estou aqui, chegando na reta final😶


Enfim, BOA LEITURA❤❤❤

Capítulo 74 - Sozinho; Para ninguém


Fanfic / Fanfiction Pecado bom (Jikook,Taeyoonseok) - Capítulo 74 - Sozinho; Para ninguém


–Então é verdade? –O professor de matemática não deixou uma brecha para que o amigo respondesse, adentrou a sala do diretor e encarou o corpo debruçado sobre a mesa–

–O que é verdade? –Namjoon riu sem ânimo assim que levantou a cabeça na direção do melhor amigo–

–Ouvi Woo-jin resmungando algo sobre um outro Jin que veio te visitar. –Lançou, sincero e preocupado– Você tá péssimo. –Suspirou ao se aproximar do maior e deixar uma mão sobre um dos ombros alheios–

–Eu não consegui dormir. –Murmurou quebrado– Eu sou o pior homem do mundo. O mais fraco e inútil. –Se amaldiçoou, puxou os próprios cabelos e grunhiu irritado; Min encarou abismado a cena que nunca imaginou que veria– Não consegui proteger a pessoa que eu amo, entende isso? Sabe o quão doloroso essa merda é? –Afagou o próprio peito como se aliviasse toda a frustração e sentimentos tristes dentro de si–

–Não foi sua culpa, sabe disso. –O docente se aproximou calmamente, ainda mais do que já estava, a mão foi direto nos cabelos acastanhados. Acariciou os fios bagunçados do diretor e o ouviu resmungar mais alguma coisa– Vocês eram jovens ainda. Namorados homossexuais que muitas pessoas ainda consideravam uma novidade pro nosso mundo. Mesmo que a gravidez já fosse possível. Normal que famílias tradicionais não aceitassem e mesmo sendo cruel o jeito como separaram vocês... você se tornou alguém incrível. Não se diminui assim.

–Eu terminei o meu noivado. –O professor paralisou com a fala alheia; Namjoon estava tão decidido sobre tudo. Um homem exemplo, forte e corajoso que nunca voltava atrás–

–E como se sente sobre isso? –Indagou suavemente, se sentou na borda da mesa alheia e viu o olhar baixo se conectar ao seu; Namjoon está destruído– A Lee não surtou?

–Ela não é uma criança, Min. –Murmurou um tanto irritado–

–Desculpa. –Pediu sincero; Agora não era o momento de deixar explícito sua negação sobre a loira–

–Conversamos, decidimos que é melhor parar. –O Kim cobriu o rosto com as mãos, arrastando os dedos longos pela pele avermelhada de expressão exausta– Os pais dela de todo jeito... não aceitavam muito bem nossa relação. Querem algo melhor pra ele. –Riu irônico– Sou definitivamente o homem mais azarado do mundo. Perder as duas pessoas mais importantes da vida, em apenas umas 5 horas. –Suspirou desacreditado–

–Se Seokjin voltou... é porque ele quer algo com você. –O pálido disse sério, curioso– Mesmo que não seja romanticamente falando.

–54 anos depois? –Riu nervoso, debochando do próprio estado– Ele estava estranho demais. Em nada parecia com aquele Seokjin que eu conheci. O olhar é vazio agora, a voz é suave mesmo que fale grosseiramente.

–Porque ele também passou todos esses anos sendo machucado. –Min sorriu fraco; Por um momento curto se imaginou no mesmo lugar. Seu pai era conservador, talvez seria como os de seu amigo. Não iria suportar bem essa situação se estivesse no lugar do Kim– Seus pais morreram, Namjoon. Mas e os dele? Talvez até devam ter casado el-

–Não. Ele não tem ninguém. –Garantiu convicto– Ele só tinha a mim, mas agora nem mesmo quer me olhar. Disse que nosso momento não era agora. Que momento, Min? –Namjoon questionou entristecido, mirou os olhos úmidos nos do professor e se contentou com o pouco silêncio no ambiente– Ele mudou. Anos se passaram e aquela dificuldade ainda é a mesma. Porque nada existe de nós dois. Já imaginou se Taehyung ficar por anos fora. E quando ele voltasse?

–Se o que sentimos é realmente amor, então ainda assim eu o amarei. Não importam quantos anos passem, Namjoon. Um sentimento assim não se quebra, não rasga ao meio quanto uma palavra grosseira que eu possa falar pra alguém. Não é pra ser doloroso, é pra ser incrível. É pra ser você e ele. –Ditou calmo, sério em frente ao rosto abatido do Kim–

–Não é simples assim. –Suspirou derrotado–

–Então faça ser. Ele não está aqui na cidade? –O professor arqueou uma sobrancelha, olhando sugestivo pro diretor– Ele não veio até aqui, até você?

–Ele tinha outro motivo. –Namjoon desconversou, sentindo-se fraco demais pra novamente insistir–

–Foda-se um outro motivo! –O pálido esbravejou irritado; Não conseguia suportar o olhar vazio do melhor amigo, o homem em quem se espelhou tanto agora não se assemelha em nada com o fraco em sua frente– Desde quando passou a desistir das coisas? Da sua felicidade. Você é um Namjoon forte, é um diretor impecável e hoje é o último dia de aula. As férias estão aí, então use esse tempo pra buscar a vida que você quer pra você. Aquela que você sonhou com Seokjin. Não seja um fraco, não seja um imbecil e não o deixe escapar de você novamente. Encontre ele e prove que esse amor que quase te destruiu ainda vai te fazer bem.

–Eu não consigo. –Murmurou–

–Consegue sim. Você sabe que consegue mais do que isso. –Yoongi sorriu pequeno assim que viu o Kim suspirar pensativo– Preciso ir dar minha última aula. São as sonhadas férias dos alunos. –Cantarolou divertido– Até, se cuida. –Deixou uns tapinhas fracos no ombro largo e se virou, deixando o diretor sozinho perdido nos próprios pensamentos–


Alunos.

Alunos fazem o Kim lembrar de Park Jimin.

Park Jimin o faz lembrar de Seokjin e seu retorno inesperado de algum lugar.

E o retorno inesperado de Seokjin o faz pensar sobre a busca dele em Jimin.

Por que buscam por Jimin?

Todos.







Residência do Moreno e cia - 16:17 / pm

–Eu: Park Jimin, no meu atual estado de ser humano, exijo que você: Moreno Jungkook, me fôda duro e rápido agora! –O pequeno exclamou exigente, um pé com chinelo batendo sobre o chão, uma mão na cintura e a outra apontando para o Jeon; O mais velho levantou a sobrancelha e olhou irônico na direção do Park, vendo-o apenas de roupão já que havia acabado de sair do banho–

–Vai exigir coisas assim agora, amor? –Riu sarcástico e não se assustou com o menor andando sério em sua direção; Está sentado na pequena varanda fora do quarto, na verdade estava lendo um livro tentando ignorar mais um dos pequenos dramas de Park Jimin. Há horas o menor só falava de uma única coisa–

–Eu sou um garoto grávido apesar de não ter pensado muito nisso. –Jimin deixou as duas mãos na cintura, até tentou ser sério, mas o sorriso ainda permanecia no rosto alheio, que agora prestava atenção no Jimin birrento– Meus desejos devem ser atendidos muito rápido. Não! Mais que rápido. Então essa criança vai nascer com cara de espermatozoide se você não me der o que eu quero.

–Meu doce... –O moreno riu suave, puxou delicadamente o corpo menor pra cima do seu e ajeitou o roupão ali, não vendo nada do que o Park quer que realmente veja– nosso filho já é um espermatozoide. Sinto em te informar que na verdade ele já deve ter até bracinhos e pernas. Aliás, vou marcar mais consultas. Quero ouvir o coração do nosso bebê, ver o nosso bebê, saber o sexo do nosso bebê e-

–Me fode logo... –Jimin choramingou ao apoiar a testa em um dos ombros alheios, as mãos foram pra camisa escura e os dedos apertaram o tecido, descontando a frustração de não transar há anos–

–Para com isso. –Jungkook corou levemente, deixou a mão nas costas de Jimin e o abraçou com carinho; Havia criado um monstro louco e sedento por sexo– Já disse que não vamos transar até essa criança nascer. Não quero machucar nosso filho.

–A única coisa que você tá machucando é o meu pobre montinho de desejo acumulado. –Resmungou e a voz saiu abafada pelas roupas do Jeon; O mais velho assentiu divertido, procurou pelo livro que lia antes e o deixou sobre a mesinha ali ao lado, em seguida se ajeitou nas almofadas– Então me chupa, Moreno. –Suplicou–

–Não baby, fica calmo tá? –Segurou o riso; De fato também estava acostumado com a relação fogosa que criaram. Mas a preocupação de um pai coruja o faz segurar até os últimos desejos e fetiches sexuais que julga ser prejudicial ao bebê– Tá muito frio pra você ficar aqui fora.

–Você é um namorado terrível. –Resmungou irredutível, escondeu ainda mais o rosto no pescoço amorenado e se agarrou ao tronco do Jeon– O pior de todos os namorados existentes, é um chato, um idiota e babão. –Arrastou a fala, sonolento–

–Assassino também, ciumento, bom na cozinha, bom na cama, educado e extremamente amoroso. –Acrescentou convencido ao agarrar umas das coxas de Jimin e a segurar ao lado de seu quadril– Te amo. –Beijou o pescoço nú do menor, arrepiando-o conforme o ato demorado–

–Por favor. –O pequeno se remexeu manhoso em cima da cintura do Jeon, mas uma das mãos grandes deixou um tapa estalado em sua coxa, fazendo-o parar de imediato– Moreno...

–Não é feliz apenas com o carinho do seu moreno, hum? –Jungkook sorriu contra a pele livre de quaisquer marcas de beijinhos; Selou a região e em seguida pintou um pequeno círculo vermelho na pele macia e cheirosa– São mais alguns meses. Só mais alguns meses e depois eu serei todinho seu. –Sussurrou provocando pequenos espasmos no corpo molinho; Se sentou com o menor ainda em seu colo e observou o tecido macio e branco cair levemente pelo ombro esquerdo do Park–

–Se você vai me deixar só na vontade, então não fica me olhando assim. –Disse emburrado, vendo o olhar alheio focado em seu ombro agora a mostra–

–Não tô fazendo nada, meu doce Park. –Cantarolou ao sorrir de lado antes de enterrar o rosto contra a pele clara e fria de pós-banho– Não tá mesmo com frio? –O Park negou em um bom som– Peguei um dos seus livros na intenção de parecer alguém ingênuo, mas sua safadeza veio me corromper de novo Park Jimin.

–Você nem gosta de ler. –Jimin sussurrou rouco ao tombar a cabeça de lado, sentindo os deliciosos beijinhos serem distribuídos por toda sua clavícula bonita–

–Não. Mas eu gosto de você. –Riu baixo ao que apertou o Park contra seu colo– Tá realmente muito frio aqui fora, baby. –Sussurrou entre os beijinhos suaves no pescoço bonito– O que vamos fazer durante as férias, hein? –Abriu um sorriso alegre por sentir o menor se derreter em suas carícias; Jungkook levou a mão esquerda até a base da coluna de Jimin, sustentando-o contra si ao que continuou descendo mais beijos molhados pelo pescoço branquinho–

–M-moreno... –Gemeu baixinho, deleitoso sob os lábios finos e habilidosos; Jungkook nunca o decepcionava quanto aos beijos–

–Eu aceitei sua ideia maluca de falar com Jina apenas quando ela voltasse. –Falou simples, sem parar de distribuir selares em Jimin, agora até trocando de lado– Vamos apresentar um neto pra ela, com ele quase andando. –Riu irônico– Então aceita a minha também. É difícil me controlar com você, baby. Mas é mais difícil ainda pensar que eu posso machucar nosso bebê. –Selou as palavras contra os lábios cheios, tomando-os pra si quando viu o Park morder o inferior–


Jungkook desceu a destra até os glúteos de Jimin, apertando um e em seguida o outro.

Por mais que tenha jurado a si mesmo que não iria tocar demais no menor, ainda iria beijá-lo e tentar saciar ao menos o mínimo de desejo exagerado acumulado dentro do Park. Assim como está acumulado dentro de si.

Os lábios finos percorreram a pele nua até quando parou sobre o mamilo esquerdo do Park. Porque parado ali, olhando de perto, há uma pequena elevação no bico clarinho e não se contentou em apenas analisar. Rodeou a área com os lábios e sugou algumas vezes, se afastando um pouco ao ouvir um resmungar manhoso e inédito vindo de Jimin.

Os olhos escuros encararam a única gota pouca e quase transparente escorrer dali.

Não haviam estudado mais sobre a gravidez masculina e tão pouco ainda tiveram tempo de marcar as consultas necessárias e mais aprofundadas. Entretanto, o pequeno realmente deveria já produzir leite em tão pouco tempo? Mesmo que uma gotinha?

O Park corou envergonhado e subiu o roupão na região agora rosada, suspirando quando o mais velho voltou a abaixar o tecido.


–Não esconde não. –Sorriu aberto, levantou rapidamente o olhar pro rosto corado e desceu pro mamilo sensível– Não precisa ter vergonha. É normal o corpo mudar na gravidez. Digo... É normal né? –Riu nervoso encarando o Jimin bicudo– Bom, é assim que nosso filho vai se alimentar por muitos meses. Então não precisa esconder, só me fala se doer.

–Não dói. Só... ardeu. Um pouco. –Explicou calmo, roçou as coxas na cintura de Jungkook e deixou um selinho nos lábios dele– Ele ficou um pouco maior. Meu pau também cresceu, tô em fase de crescimento. Agora você vai mais pra chupar. –Sorriu alegre, fechando os olhos e inclinando a cabeça de lado–

–Pelo amor, fica quieto. –O maior corou, negando com a cabeça; Jimin é impossível–

–Tão bobão. –Gargalhou divertido ao agarrar o pescoço do Jeon e o abraçar com força– Vai lá em casa comigo?

–Pensei que sua casa fosse aqui. –O moreno brincou, bem humorado– Não achou mesmo?

–Tenho certeza que tá lá, Moreno. Tá me chamando de mentiroso é? –Bateu fraco no peito malhado, se afastando um pouco do tronco rígido–

–Eu jamais faria isso meu bem. –Jungkook sorriu fechado, beijou mais uma rápida vez os lábios de seu pestinha e se levantou, levando o Park agarrado em si– Vou pegar uma roupa pra você, fica aqui e não foge. –Zombou, tendo a língua alheia na frente de seu rosto, como uma resposta–


Jungkook continuou sorrindo mesmo depois de deixar Jimin na cama e ir andando na direção do closet. Pegou uma calça simples, uma camisa e uma jaqueta jeans por causa do frio.

Encarou os sapatos completamente pretos e também os escolheu com meias.

Havia sido uma pequena guerra do dia passado quando comprou os calçados pro pequeno Park. Teve que insistir dizendo ser um presente de aniversário muito atrasado pra que Jimin aceitasse sem resmungar.

E Jimin estava sempre certo sobre si, sempre conseguia o ver através de qualquer expressão.

O moreno ama gastar, não é questionável já que cresceu assim apesar das circunstâncias e agora então... iria comprar e gastar até que fosse o suficiente pro seu filho que nem nasceu ainda.

Iria ser tudo aquilo que não foram pra si.

Com Jimin, com aquela pequena vida que ambos estavam cuidando e com sua família. Agora está completa.


–Não incomoda né? –Literalmente confirmou, se referindo ao tecido da camisa sobre os mamilos sensíveis de Jimin– A gente pode comprar alguns protetores depois. Com certeza já devem ter inventado isso. –Riu baixo, terminou de colocar o sapato no pé de Jimin e sorriu como se arrumasse um pequeno anjinho; Se certificaria de no futuro cuidar do bebê assim como cuida do Park–

–Seu sorriso é estranho assim. Parece mais bobão. –O menor sorriu ao bater levemente na cabeça alheia, se levantou e agarrou a mão grande pra si– Vamos logo! –Jungkook só teve tempo de largar o roupão em cima do sofá pequeno ao que foi sendo arrastado pelo Park–

–Se acalma baby. –O moreno pediu atrapalhado, tentando acompanhar o furacão Jimin correndo pelos degraus da escada–

–Vocês vão sair? –Iseul perguntou quando adentrou a casa grande, tendo o Jimin afoito batendo a testa contra seu corpo– Você não deveria ficar correndo, menino. –O Park revirou os olhos e murmurou alguma coisa sobre o pequeno sermão que levou–

–Só vamos até a casa do Park. A gente volta a tempo pro jantar. –Jungkook sorriu, recebeu o mesmo de volta e por fim continuou o caminho pra fora de casa– Emprestei a moto pro Jei. –Justificou ao ver o olhar torto de Jimin pro carro esportivo– Por favor, meu caro. –Brincou ao abrir a porta pro pequeno, acomodando-o no banco e colocando o cinto também–

–Credo. –Jimin resmungou e beijou a bochecha alheia, esperando pacientemente que o Jeon terminasse de verificar se estava seguro dentro do cinto–


Jungkook arrancou com o carro, indo devagar por causa do Park. Apesar de não gostar nada de carros, mas uma hora teria que aderir a ideia. Não poderá correr em alta velocidade com Jimin para sempre, em cima de uma moto. Ainda mais quando a barriga de Jimin crescer.

De fato que não havia gostado tanto da ideia de Jimin. Mas não iria forçá-lo a falar com Jina. Odiava ser pressionado, foi pressionado a vida inteira e sabe o quão ruim é. Jungkook nunca teve o apoio de ninguém, não pro que pensava, pro que almejava e agora não iria repetir as mesmas ações que fizeram consigo.

Jimin é como uma metade de si que foi lapidada como também foi um dia. Pensar que agora o menor carrega uma pequena porção dos dois dentro si, faz o moreno finalmente perceber que o que um dia foi um mero e inalcançável sonho pode se tornar realidade.

Claro, não do jeito como era em seus pensamentos.


–Moreno? Morreu? –Jimin chamou mais uma vez; O carro já havia parado, mas o Jeon continuava encarando a frente– Ei! –Enfiou o rosto na frente do semelhante e só então Jungkook focou a visão nos olhos apertados–

–Por que tirou o cinto? –Franziu o cenho, pousando a mão na cintura do Park inclinado em cima de si–

–Porque a gente parou? –O menor disse óbvio, mas se preocupou com a expressão pensativa do namorado– Cê' tá bem?

–Sim? –O moreno devolveu no mesmo tom, sentindo-se confuso com a própria mente– Sim, tô ótimo. –Sorriu ao suspirar– Quer que vá com você?

–Não, eu volto rapidinho. –Jimin negou antes de sair do carro -Agora com as portas destravadas‐ e andar calmamente para a antiga casa–


A mão pequena procurou pela chave que pegou as pressas, mas não precisou usar já que inesperadamente a porta está destrancada.

O pequeno arregalou os olhos ao abrir a porta e observar a casa vazia. Não havia nada e ao mesmo tempo parecia cheia daquele mesma tensão antiga. Os passos foram calculados e somente a respiração nervosa de Jimin era ouvida pelo mesmo. Observou pacientemente alguns móveis bagunçados e até algumas revistas e papéis de sua mãe jogados pelas cômodas.

Jina não tinha voltado, certo? Havia conversado com ela por ligação, noite passada.

Então como poderia...

Correu para o andar de cima e adentrou o quarto de casal, também vazio porém também bagunçado. Tudo quase igual ao que havia deixado, mas não totalmente. E Jimin não é estúpido o suficiente para perceber que alguém entrou ali.

Procurou no banheiro, mas também não havia nada além de algumas gavetas mal fechadas. Retornou devagar pro quarto e encarou abismado o cômodo vazio antes de correr para o próprio. A expressão confusa não deixou o rosto do Park uma vez sequer, as pernas se moveram por cada outro cômodo enquanto os olhos tentavam a todo custo encontrar qualquer vestígio do quem.

Ofegou assustado e mirou apenas a porta de saída/entrada, andando apressado para o lado de fora.


–Jimin! –Uma das vizinhas chamou pelo menor; Ouviu o carro estacionando e veio curiosa para saber quem mais estava ali na casa que não era mais habitada–

–Sim? –O Park olhou pra senhora, lembrando bem das vezes em que Jina a defendeu como sendo uma vizinha legal–

–Você nunca mais veio aqui, tudo bem? –Perguntou com curiosidade, fitando o rosto fofo em sua frente– Você vejo atrás do Gyeo-wool?

–O quê? –Jimin arregalou os olhos pelo que a mais velha disse, mirando-os no sorriso animado–

–Ge, ele veio aqui. Pensei até que Jina tinha voltado também. –A mulher riu sem graça; Apesar do espírito fofoqueiro, gostava realmente de tomar um café ou conversar com a Song– Mas ele veio sozinho mesmo. Ele perguntou se você ainda saía com aquele garoto de cabelos pretos, né? Até convidei ele pra tomar um cházinho, mas ele negou dizendo que tinha muita pressa. Acredita? –Resmungou–


Ge estava próximo, novamente. Agora provavelmente procurando por si mesmo que nesse tempo não tivesse dado às caras.

E Jimin nem percebeu e tão menos soube explicar quando uma das mãos desceu para o próprio ventre. Como se protegesse o que habita ali no pequeno espaço.

Não havia tido um pai, quando finalmente pensou que teria... fora mais uma vez machucado. Claro que a notícia veio como um choque de realidade contra seu pobre coração, mas jamais faria como seus dois pais fizeram consigo. Não iria machucar uma criança e tão menos irá deixar que aconteça.

Mas Ge estaria mesmo disposto a tentar algo contra o filho de Jimin?; Nem havia como saber, certo?; Então o que o outro fazia ali se havia deixado tão claro que não precisava mais de Jina e tampouco de Jimin?


–Baby? –Jungkook indagou ao se aproximar e segurar um dos ombros alheios; Fazia minutos que Jimin estava encarando o nada e até a vizinha que viu conversando com menor já havia se cansado de falar sozinha– Jimin, você tá pálido. O que aconteceu? –Sacudiu levemente os ombros curtos–

–E-eu... –Suspirou espantado, completamente assustado pelo retorno do ex-padrasto–

–Tá sentindo dor? Jimin? –Sussurrou preocupado ao sentir os dedos pequenos tateando seu peito antes da cabeleira acastanhada recostar ali– Cê' não achou o livro, amor? Por isso tá assim? –Perguntou mais preocupado ainda, movendo os dedos entre os fios grandes de cor mel–

–Ele vai me pegar... –A voz veio fraca, abatida como o rosto amedrontado; Jungkook nem ouviria se não estivesse com o rosto quase colado no de Jimin, inclinando a cabeça na tentativa de ver e entender alguma coisa– Ele v-veio.

–Quem veio, baby? –Franziu as sobrancelhas, olhou ao redor e mirou a casa de porta escancarada– Não tem ninguém aqui, meu doce. Só eu e você; Jimin, você tá tremendo. –Falou consigo mesmo–

–Eu tô com med-do. –O Park choramingou baixo, levantou o rosto e Jungkook se segurou pra não arregalar os olhos pelas ações inesperadas do mais novo–

–Não precisa ficar com medo, amor. –Tentou sorrir, formando um sorriso fraco porém carinhoso– Eu tô bem aqui, hum? Fica calmo. –Pediu ao abraçar novamente a cintura fina, deixando o corpo trêmulo grudado ao seu– Ninguém vai machucar você, Jimin. Eu não vou deixar, tá?







Centro de Busan - 20:29 / pm

–Isso não vai dar certo. –Jake comentou em um suspiro, encarando o loiro pensativo em sua frente–


O de cabelos escuros já estava mais do que cansado de tanto pique-esconde que Jin brincava. Nunca chegavam a lugar algum e há meses que não haviam um retorno do cabeça. O mais velho apenas havia sumido do mapa, como se estivesse morto.

E talvez Jake realmente estava torcendo pra que fosse verdade. Assim Woo-jin largaria da ideia e dos planos malucos que só a cabeça dele entende.

Sempre se dedicou a tudo que o mais velho o pediu, apenas pra que pudesse dar mais uma prova de si mesmo, mais uma das outras partes dos sentimentos que estava tentando mostrar ao Yoon. Mas, mais uma vez, o loiro ligou e exigiu que estivesse nesse quarto alugado qualquer. Ouvindo mais planos, vendo-o se perder ainda mais sob a venda escura coberta de luxúria que o cobre os olhos.

Só queria que Jin percebesse que está andando às cegas. Indo de encontro a um fim que ele mesmo está cavando, totalmente diferente do que a mente distorcida planeja.


–Claro que vai Jake. Tem que dar certo! –Se irritou, virou o corpo pro outro e fixou o olhar no do mais alto– Nem que eu mate ele, sozinho. Mas eu preciso do dinheiro.

–É só nisso que você pensa mesmo? –Intrigou-se, mas suspirou por pensar que de fato, parecia que nada da relação que tentou construir com Jin teve resultado– Dinheiro. –Desdenhou sob o olhar apertado do mais velho–

–Vai querer dar pra trás agora é?! –Exclamou indignado, fitando seriamente o moreno– Eu preciso daquela merda de dinheiro, preciso dar um jeito de sair daquela família e de ser livre. Entende? –Gesticulou atrapalhado–

–Era só ter aceitado morar comigo. Eu sou sozinho, como você. –Jake falou firme também, torcendo o rosto ao que o loiro sorriu irônico–

–Eu não vou morar com você, Jake. Não assim. –Abriu os braços, indicando nem mesmo ele sabe o quê; Woo-jin não estava entendendo o rumo que a pequena discussão está tomando– Dinheiro é o essencial. Ou você acha que aqueles malditos não vão atrás do herdeiro deles? Ele me querem exatamente como eu quero e vou conseguir essa grana, com ou sem você. –Ditou entre pausas, se aproximando lentamente do maior–

–Você tá obcecado em um poder que não vai conseguir. –Jake devolveu como se nem tivesse escutado as palavras alheias– Eu gosto de você, Jin. –Sussurrou rente a face bela, vendo os olhos sem vida se abrirem um pouco– Eu realmente gosto muito de você e é por isso que entrei nessa. Mas quer saber? –Umedeceu os próprios lábios, sem desviar o olhar–  Eu cansei. Não me importo se esse tal chefe aí vai me matar. Eu já nem tenho nada mesmo, meus pais nem querem morar comigo e eu não vou me importar com você porque a partir de agora vai ser recíproco. –Prendeu a respiração ao que teve um tapa lhe acertando o rosto–

–Idiota, desgraçado! –O loiro esbravejou antes de partir pra cima do mais alto, empurrando-o pelo peito–

–JÁ CHEGA! –Jake gritou quando empurrou o corpo descontrolado pra longe de si; Woo-jin já o machucou demais– Você tá cego, cego por essa merda toda. Cego por causa dele e eu não vou mais participar disso! –Apontou o dedo indicador pro Yoon apoiado em uma cômoda–

–Você não precisa do jeito que eu preciso, porra! –O mais velho gritou de volta, voltando a avançar no outro de modo desajeitado, tendo os pulsos presos entre os dedos de Jake–

–Eu só queria você. Só. –Sussurrou, como um segredo–

–Mas eu não sou seu, criança. Não sou! –O loiro exclamou com o peito cheio de orgulho; Orgulhoso, não aceitaria ser domado por mais ninguém–

–Então que se fôda. –Jake continuou no mesmo tom baixo, soltou as mãos do Yoon e o olhou friamente– Não me importa mais se vai ter que enfrentar esse outro tal Jin, o diretor, o caralho também... A partir de agora você tá' sozinho. Que morra enforcado com essa sua farsa. –Deu as costas, andou apressado até a porta e a fechou em um baque absurdo–

–Eu não preciso de você! –Woo-jin bradou antes de arremessar um vaso com algumas flores, contra a porta fechada– Traidor! –Berrou enraivecido quando uma lágrima escapou pela bochecha avermelhada– Jakie idiota...





Continua...



Notas Finais


–Os Namjin, eles—
–O Moreno ainda continua meio lerdo. Lerdo um dia, para sempre lerdo serás🤡
–Woo-jin é um maluco, mas acreditem se quiserem... ele aprendeu a gostar do Jake. Eu passo o meu pano para o amor esquisito deles, mas não pras atitudes do Yoon.

❤🧚🏻‍♀️Até? Até🧚🏻‍♀️❤


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