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História Peccatum Induxerat - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, meus amores!
Projetinho novo!
Acho que foge um pouco do contexto das minhas outras histórias... Mas espero que vocês gostem.
Me desculpem por possíveis erros.
Apreciem sem moderação!

B
O
A

L
E
I
T
U
R
A

Capítulo 1 - Um grande nada


Fanfic / Fanfiction Peccatum Induxerat - Capítulo 1 - Um grande nada

Mais uma vez olho para aquela pilha de nada, nenhuma resposta naqueles papéis. Nenhum suspeito.

— Enzo? - uma voz suave me chamou.

— Hayley! Entre! Novidades? - perguntei esperançoso.

— Nada grandioso. - ela fez uma breve pausa. - A moça que foi morta na noite passada frequentava a mesma igreja das outras vítimas.

Observei o painel que está montado na minha sala, com as fotos de todas as vítimas. Elas nem se quer foram mortas da mesma forma, apenas existe a mesma frase "você pagou pelo seu erro".

— Preciso pegar esse maluco! Pessoas estão morrendo. 

Hayley me olhou com um semblante triste que não combinava nada com aqueles cabelos loiros ondulados e seus olhos azuis.

— Podia ir até a igreja... Falar com o padre. - sugeriu ela.

— De novo? Ele nunca me responde com clareza! - falei.

— Tente falar com uma das freiras.

Pensei por uma fração de segundos.

— Farei isso! - peguei meu casaco e caminhei para fora da minha sala. - Qualquer coisa me ligue, Hayley! - gritei enquanto saía.

Apenas pude ver ela assentir com a cabeça.

Fui diretamente para o meu carro, o liguei e parti. Precisava por um ponto final naquelas mortes, preciso de respostas úteis! Depois de mais de 30 minutos dirigindo finalmente cheguei a igreja, estacionei o carro e desci. O bairro é de classe média alta, ou seja, pessoas importantes e conhecidas por muitos estão sendo mortas. Se fosse um bairro perigoso o que não faltaria seria suspeitos, mas aqui. Nada, nenhuma pequena pista. Sem digitais, sem qualquer rastro que entregue nosso assassino ou assasina. Adentrei na igreja, haviam algumas pessoas sentadas nos bancos e rezando, apenas os observei. Logo achei o padre Mike, ele estava saindo do confecionário.

— Senhor Evans! Qual o motivo da visita? Tem novidades?

Por mim esse padre estaria na cadeia, ninguém me tira da cabeça que ele é culpado. Mas ele teve halibi para todas as mortes, portanto, não foi ele e ele está livre. Estou tão sobre carregado que prenderia ele.

— Não, senhor. - falei desanimado. - Eu pensei em vir aqui, falar com as pessoas... Talvez alguém possa ajudar, preciso apenas de uma pista. Uma única pista, padre!

— Filho, pode falar com todos. Até com as freiras, são os fiéis dessa igreja que estão sendo mortos. Quero esse assassino ou assassina preso e pagando pelos seus crimes, assim como você.

Eu apenas assenti e saí a procura das freiras, mas elas pouco sabiam. Havia uma com a qual ainda não havia falado, as meninas me falaram o nome. Quando avistei uma figura feminina da qual não me lembrava de ter conversado a chamei.

— Katherine? - no mesmo instante ela parou e se virou para mim.

Ela me chamou atenção. Um belo sorriso estava estampado em seu rosto e os olhos verdes-acinzentados trazem uma boa sensação.

— No que posso ajudar?

Peguei meu distintivo e mostrei a ela.

— Sou Enzo, o investigador responsável pela investigação dos assassinatos...

— Oh! Do que precisa?

— Informação. Qualquer coisa! Só preciso de uma pista! - falei.

Ela sorriu tentando me transmitir calma.

— Eu quero muito ajudar, mas não sei de muita coisa. Podemos conversar em outro lugar?

As palavras dela me fizeram sentir esperança.

— Claro!

Saímos da igreja e caminhamos até uma cafeteria ali perto. Não era nada luxuoso mas bem aconchegante, nos sentamos em uma mesa afastada, pedimos dois cafés.

— O que pode me falar das vítimas? - perguntei.

— Pouco, muito pouco. Todos eram boas pessoas, frequentavam a igreja...

— Algo mais que eles tem em comum?

Ela parecia receiosa em falar.

— Por favor, se sabe de algo, me diga! - pedi.

— Eu não tinha certeza, até a última vítima... Mas todos eles se confessaram pouco antes de morrer.

Bingo! É o padre! Só pode ser.

— Eu cheguei a pensar que poderia ser o padre Mike - continuou ela quando não disse nada. - Mas não, não pode ser.

— Sua informação está sendo muito útil. - falei grato.

E ela sorriu.

— É bom ser útil! - Falou ela com um leve sorriso. - Agora eu preciso voltar para a igreja.

— Claro. Pode deixar, eu pago a conta.

Ela apenas assentiu e em seguida saiu.

{...}

Meu turno de hoje já havia se encerrado, estava no meu apartamento observando meu grande nada. Montei em meu escritório em casa um painel comas vítimas, igual ao da delegacia.

Eu já havia perdido a conta de quantas vezes havia olhado tudo aquilo, apenas com uma pequena esperança de ter deixado algo passar, talvez uma pequena pista mas nada.

Isso é tão frustante.

— Eu não entendo! Tenho que encontrar algo! - falei pra mim mesmo.

Eu já estava de cabeça quente, decidi deixar aquilo de lado um pouco.

Precisava comer algo, liguei para a pizzaria e pedi uma pizza de calabresa. 

Enquanto esperava a pizza tomei um banho e troquei de roupa, tudo sobre os crimes ainda martelava na minha cabeça. Eu preciso resolver aquilo. Preciso encontrar o culpado! E o mais rápido o possível. Minha linha de raciocínio foi interrompida pelo som da campanhia, era minha pizza que finalmente havia chegado. Paguei a pizza deixando uma boa gorjeta para o entregador.

Coloquei a caixa com a pizza sobre o balcão da cozinha, peguei uma taça no armário e meu melhor vinho. Me servi e tentei me esquecer por alguns minutos daquele grande nada que tanto tento entender. 

Não comi a pizza toda, guardei metade para manhã seguinte, gosto de comer pizza fria, é bom. Continuei a beber meu vinho, até decidir que estava tarde demais para continuar acorado. Lavei minha taça e a guardei, em seguida fiz minhas higienes e depois me joguei na cama, pegando no sono logo em seguida.


Notas Finais


O que acharam?
Gostaram?
Eu espero que sim...
Críticas construtivas são bem vindas.
Quando der apareço!
Bjss


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